História Pokemon's Life (Interativa) - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~Doge_

Postado
Categorias Pokémon
Visualizações 80
Palavras 2.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Shounen, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, fanficespectadores!

Essa é a primeira vez que apareço nessa fanfic! :3

Meu nome é Doge, e vou estar ajudando o Daniel com a fic! ^-^
Enfim... Bora lá!

Para melhor entendimento:
[...] = passagem de tempo.

Boa leitura.

Capítulo 6 - Lágrimas de um amor proibido


Fanfic / Fanfiction Pokemon's Life (Interativa) - Capítulo 6 - Lágrimas de um amor proibido


  Uma raiva imensa me correu por dentro. Eu estava com raiva não só de Gabe, mas sim de Elric e de mim mesmo. Não sabia em quem podia descontar, ou o que podia fazer naquela hora. Senti uma lágrima escorrer de meu olho esquerdo, apenas a enxuguei com uma de minhas fitas e voltei a encarar Gabe em minha frente. A cara de deboche que ele fazia só me irritava cada vez mais. Encarei Elric por alguns segundos, enquanto novamente fazia uma cara de desprezo pra ele. Eu custava em acreditar naquilo, como eu queria que fosse mentira... Voltei a olhar pra Gabe em minha frente, e não consegui mais me conter. Avancei em cima dele, tentando arranha-lo, porém ele desviou indo pro lado. Novamente me virei pra ele, correndo pra cima em uma Investida. Ele tentou pular pra direita, mas não adiantou. Eu não estava mirando em seu corpo, e sim em sua pata. Consegui atingir ele, ainda que de raspão, mas foi o suficiente para desequilibra-lo.

- D-desgraçado... - ele reclamava, enquanto tentava se reequilibrar. Aproveitei a brecha para carregar um Moonblast na direção dele...

- Não! Arthur! - exclamou Luciano, que tentava me impedir. Antes que eu pudesse atirar, senti uma enorme pata em meu ombro, que logo me fez estremecer e descarregar o ataque. A princípio me incomodei, e por sorte pude ver quem era antes de xingar Arceus e o mundo. Era o filho do diretor Kangaskhan.

- O que está fazendo, mocinho? - indagou ele.

- N-nada...

- Hmm... Acho bom. - ele se vira, afastando-se de nós. A raiva foi tomada pelo súbito medo que aquele filhote de Kangaskhan me deu. Olhei desconfiado para Gabe, não sabia se ele me atacaria ou não, mas ele apenas correu dali. Se ele queria me irritar... Parabéns, conseguiu. Lágrimas escorreram de meus olhos, e Luciano veio me reconfortar. O Glaceon não teve muito sucesso, eu apenas queria ignorar tudo e todos, principalmente...

- Oi pessoal! - exclamou Elric, se aproximando de nós e parando ao meu lado. - A-Arthur... Por que está choran...- Não o deixei terminar a frase, batendo em seu rosto com uma de minhas fitas. Como esse maldito ainda tem coragem de perguntar por que estou chorando?

- A-Arthur... - disse ele, confuso. - m-me desculpa, olha eu não... Não sei o que ouve e... - bato nele denovo.

- Cala sua boca miserável! - gritei o mais alto que meu fôlego permitia, me afastando enquanto me deitava em lágrimas. Não conseguia encarar nada nem ninguém que estava à minha frente. Tudo que queria era esconder meu rosto e minha raiva. Porém, antes que eu pudesse me afastar muito, alguém segurou uma das minhas fitas. Achando que era Gabe, me virei, pronto para bater nele denovo, porém dessa vez não. Era Zumer que havia me parado. A Zoroark estava com um olhar de arrependimento, e logo se pronunciou...

- Arthur... M-me desculpa... Fui eu.

- Você o que? - indaguei. Todos olhavam para ela, confusos e curiosos.

- O Gabe... Usou o Attract em mim, me controlando. Ele deve ter criado uma ilusão para o Elric ver ele como você, Arth - explica ela, cabisbaixa. - M-me desculpe mas... Mesmo que ele goste de garotos... - ela coloca a pata na testa, mostrando indignação - o Attract dele funciona em mim por eu ser do sexo oposto... Por favor... Me perdoa.

Eu não sabia como lhe responder. Minha mente agora estava clara. Tudo não passou de um mero mal entendido... Por fora eu estava neutro e confuso, mas por dentro uma alegria imensa festejava por todo meu corpo.

- A-ah... Eu entendo... - me viro para a Zoroark que estava magoada ao meu lado - é claro que te perdôo, Zumer. A culpa não foi sua. - me afastar dela, agora aproximando do Dewott que ali estava. Ele ainda estava com uma certa confusão no olhar, era visível isso - E-Elric... M-me perdoa por bater em você... Duas vezes.

- Relaxa! - ele se abaixa, ficando próximo ao meu rosto. - acha mesmo que eu beijaria alguém que não seja você? - ele segura meu rosto.

- O qu... - ele colocou um dos dedos da pata sobre minha boca, impedindo eu prosseguir a falar, forçando seus lábios contra os meus. A sensação de seus doces lábios me confortando em um curto, porém apaixonante beijo molhado era indescritível. Aquele momento poderia durar horas que eu agradeceria... Ele separa seus lábios dos meus...

- Tenho que ir agora - disse Elric, friamente afastando-se de nós. Tive vontade de segui-lo, mas Luciano me repreendeu, com um gesto negativo com a cabeça.


P.O.V Elric

Saí do local onde eles estavam, correndo para fora da escola. Ao passar do portão, encostei no muro que o segurava. Senti minhas bochechas esquentarem fortemente e minha respiração ofegante tomar conta de meus pensamentos. Alguns Pokémon que saíam da escola me olhavam estranhamente, mas apenas os ignorei.

"Não acredito que fiz aquilo..." - pensei. - "Bom... Agora eu preciso ir embora" - segui descendo a rua da escola, indo em direção à minha casa. Apesar de morar sozinho, eu tinha certos deveres a cumprir.


P.O.V Arthur

Jack e Luciano chegam no local, um pouco confusos e tentando entender o que acabara de acontecer. O Leafeon apenas indicou para eu segui-los, agora estávamos indo para nossa casa.


[...]


Não tardou muito para chegarmos em casa. Ambos os dois foram os primeiros a ir ao seus quartos, enquanto eu fiquei na sala, pensando no que acabou de acontecer, enquanto brincava com minha irmãzinha Eevee. Nosso pai a esse horário já deve ter ido trabalhar... Pude ver minha mãe mexendo em algo na cozinha, mas não consegui enxergar o que era. Então, ela foi pra sala, e eu nem pude desejar-lhe boa tarde...

- Mocinho... Posso perguntar onde está sua câmera?

- Ai meu Arceus... Não está no quarto? - indaguei. Ela mostrou a câmera na pata dela, essa Umbreon gosta de me assustar. E isso me aliviou. Por poucos segundos... Ela abriu a galeria de imagens da câmera e me mostrou a imagem mais recente tirada... A imagem do primeiro beijo das trolladas de Guilherme. Uma explosão de sentimentos me corria por dentro... Felicidade ao rever o momento, raiva ao ver a expressão de surpresa de Gabe naquela imagem, e medo, por terem tirado essa foto e ela estar, agora, nas mãos de minha mãe. Antes dela desligar a câmera, pude ver que a imagem havia sido enviado para a câmera de outro dispositivo. Não que isso vá me ajudar por enquanto, mas...

- Pode me explicar o que é isso, mocinho? - indagou ela.

- E-então... Mãe... É-é que...

- Pare de gaguejar! - gritou ela. Provavelmente todos do bairro ouviram esse grito... Ou não. - Você... Vá pro seu quarto, está de castigo.

- Mas mãe...

- SEM MAIS, NEM MAS!! - Seus olhos vermelhos agora brilhavam em um intenso escarlate amedrontador. Aquilo me intimidou de uma forma que não pude mais relutar, apenas abaixei a cabeça e obedeci. Se eu tentasse fazer mais alguma coisa... Não sei o que sobraria de mim. Ela me seguiu até a entrada do quarto...

- Vai ficar aí de castigo. Eu vou lá na escola agora! - exclamou Samantha, minha mãe. A aflição de saber que ela iria causar um escarcéu me deixou incapacitado, deitado em minha cama, sem fazer outra coisa que não seja chorar.

"Por que tem que ser assim? Por que comigo?" - pensamentos como esse brigavam pelo espaço da minha mente túrbida¹. Não fiz mais nada naquele dia, apenas desci para pegar algo pra comer e subi de volta pro quarto, sem qualquer comunicação com ninguém. Jack, o Leafeon, tentou falar comigo nesse meio tempo, porém apenas o ignorei. Por que eu tenho que viver um amor proibido?

Antes que eu pudesse dormir, pude ouvir a exaltação de minha mãe gritando com meu pai. Não conseguia entender a conversa, pela confusão que estava minha cabeça, porém sabia que estavam discutindo por minha causa. Depois de minutos consegui dormir, deitado no colchão que agora estava forrado de lágrimas.


[...]


Já era de manhã. Levantei, logo trocando a fronha do travesseiro molhado por lágrimas e secreção nasal, me arrumando para ir à escola. Não falei com ninguém até o momento em que estava na escola. A primeira coisa que fiz foi falar com o diretor Kangaskhan. Minha mãe realmente havia ido lá, mas ele nem sequer deu ouvidos ao seu superprotetorismo. Sabia que aquilo não passava de uma pequena histeria preconceituosa que ela tinha. Aliviado, saí da sala dele para prosseguir com meu dia de aula nem um pouco normal.

O dia correu como qualquer outro, porém comigo tentando evitar Elric na escola. Voltando para casa, cruzei o mesmo caminho que ele nas largas avenidas da cidade. A vontade de ir falar com ele era grande, mas o medo de ser repreendido ou pior era maior. Apenas ignorei isso e voltei rumo à minha casa.

Chegando lá, coloquei minha mochila sobre o sofá. Não havia ninguém ali, nenhuma alma viva estava lá para me repreender ou algo do tipo. A única coisa que podia ser ouvida eram tábuas sendo bruscamente movidas na direção do quarto de Jack. Devagar, me aproximei da porta, escondendo meus laços para não me denunciar e colocando parte da cabeça para observar o que se passava.... E....

- J-jaa-c-ck... - balbuciava² Luciano deitado embaixo de meu outro irmão. O Leafeon investia rapidamente em movimentos de vai-e-vem na entrada de Glaceon. Eles colocaram uma almofada na tábua de apoio da cama, para abafar o som, mas não foi o suficiente, pois a cama era um pouco velha e a madeira rangia conforme ele investia contra Luciano. O passivo mal conseguia falar pelo fôlego que o faltava. Jack tinha fama de não perdoar nada e ninguém, e simplesmente ignorava o afago dele, continuando a investir cada vez mais rápido e forte. Antes que pudessem me perceber, saí da porta e fui voltando para a sala. Minhas bochechas queimavam incessantemente, então tentei ocupar a mente para esquecer a cena que acabei de ver. Estranhamente, minha irmãzinha Sophia não estava em casa. O que não é normal, já que mesmo saindo, minha mãe deixa-a aqui. Não me preocupei muito, então fui para o meu quarto, ignorando os gemidos cada vez mais altos de Luciano. Coloquei meu material escolar sobre a cama e fiquei observando a paisagem afora pela janela...

"Ainda não acredito no que ela fez..." - antes que pudesse me perder em pensamentos, vi alguns policiais Arcanine passando pelas ruas. Minha curiosidade falou mais alto, correndo para a porta de entrada, abrindo-a. Um dos policiais que fazia uma ronda local aproximou-se de mim...

- Você... Já deve saber do caso, não?

- Que caso? - indaguei.

- Do desaparecimento de uma bebê Eevee. - aquelas palavras me deixaram em um repentino estado de choque.

- C-co-mo assim?

- Consta na denúncia que um bebê Eevee, chamada Sophia, desapareceu nessa manhã. A mãe fez uma denúncia na polícia após o ocorrido, e estamos aqui para investigar o que pode ter acontecido... - nessa hora, não percebi a aproximação de meus dois irmãos. Minha atenção estava centrada na péssima sensação que corria por minhas veias. Um medo apavorante, e todas as possibilidades, correram diante meus olhos. Jack me trouxe à realidade, tocando em meu ombro. Nesse momento eu já estava em prantos e sem mais o que fazer. A única resposta clara me vinha à mente...

- G-Ga... be... - balbuciei baixo. Apenas meus irmãos ouviram o que eu disse. A única resposta para mim era essa... Precipitado demais, porém infinitos motivos passaram por minha mente em poucos segundos. Gabe havia sequestrado a pequena Sophia.

- É muito cedo pra dizer isso, Arthur. Calma. É precipitado demais. - Porém, infinitos motivos passaram por minha mente em poucos segundos. Nada me faria imaginar outra hipótese que não seja a de que Gabe havia sequestrado a pequena Sophia.


[...]


Continua


Notas Finais


Glossário:

¹túrbida = confusa
²balbuciar = gaguejar

E é isso, espero que tenham gostado da minha primeira participação aqui! (=


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