História Polaroid - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Keith, Lance, Takashi "Shiro" Shirogane
Tags Keith, Klance, Lance, Voltron, Yaoi
Visualizações 39
Palavras 1.893
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu fiquei com muita dúvida sobre essa fic, que tava parada no meu bloco de notas fazia algumas semanas. Primeiramente obrigada @iaranuvola novamente por ter me ajudado com algumas dúvidas e, bem, eu não ia postar por enquanto mas me deu muita vontade de voltar a escrevê-la então aqui estou eu postando antes do previsto pq tô um pouco ansiosa, digamos assim
Mas enfim, espero que gostem e acompanhem, desculpa qualquer erro
Boa leitura ♡

Capítulo 1 - Primeira foto


Fanfic / Fanfiction Polaroid - Capítulo 1 - Primeira foto

Fotos espalhadas pela mesa de centro da minha sala me trazem boas memórias e deixam-me confuso quanto às intercorrências de meu humor. Me pego sorrindo olhando pra foto a qual seu cabelo está amarrado em um rabo de cavalo pequeno enquanto ri de alguma piada boba que eu fiz. Ao mesmo tempo em que fico inerte diante da última foto que a gente tirou antes de você partir. Estávamos abraçados e deitados no sofá de minha casa, você dormia feito anjo com o rosto contra meu pescoço que, naquele momento, estava provavelmente exalando o perfume o qual você costumava elogiar.

Uma das fotos era você com o semblante neutro, ou, talvez, um semblante de interpretações plúrimas que até hoje não consigo decifrar. Foi essa, a primeira foto que tirei de ti.

Eu costumava fazer parte do clube de fotografia e sempre andava com uma Polaroid que mi madre havia me dado há alguns anos. Alguns não entendiam o motivo, outros achavam estranho, os mais espontâneos se juntavam em frente à câmera e sorriam extrovertidos.

Um dia daqueles te vi na aula de física, a qual você parecia tão concentrado quanto todo o resto da turma. A segunda vez que meu olhar te encontrou foi na biblioteca em um dia nublado. Você escrevia algo, que eu concluí de imediato que fossem cálculos de física, já que você gostava da matéria. Você também estava com fones, que eu pensei que estivessem tocando algum rock. E aquele era um ângulo perfeito, estávamos duas mesas de distância e eu só conseguia pensar em capturar sua expressão tão pura que, quem visse, duvidaria de sua forte personalidade.

Mas, eu nunca fui bom em ser discreto, na verdade, me pergunto se alguma vez já tentei isso. Afinal, não dá pra se esconder quando você é Lance McClain e nasceu para brilhar… ok, deixa pra lá. Indo direto ao assunto, eu me esqueci completamente que existe uma coisa chamada flash e o som que a câmera faz quando captura uma imagem.

Seu semblante neutro agora me fitava mortalmente, misturado com confusão e, enquanto você se aproximava, eu fingia que nada tinha acontecido enquanto mexia a foto para que revelasse a imagem.

- Ei. - apoiando as mãos sobre a mesa a qual eu estava sentado, você se inclinou ficando mais próximo do que eu esperava e tomou a foto em mãos direcionando-me um olhar mortal outra vez. - Por que fez isso? 

Mas se achou que conseguiria intimidar Lance McClain com seu jeitinho rebelde estava muito enganado, Keith Kogane.

- Desculpe, - me inclinei também, colocando o cotovelo sobre a mesa e apoiando meu rosto que continha um sorriso ladino sobre minha mão. - não consegui resistir a esse rostinho lindo. - eu tive que me segurar para não rir de seu rosto corando levemente enquanto ficava sem jeito diante da minha resposta, e como esperado, você fingiu estar mais irritado, mas apenas fingiu.

- 'Tá tirando uma com a minha cara? - eu suspirei diante da pergunta idiota que havia feito, você sempre foi lerdo, de qualquer maneira.

- A única coisa que eu não gosto sobre a sua cara é que eu acordo e não vejo ela do meu lado. - pisquei vendo, mais uma vez, seu rosto corar.

- Cala a boca. - virou o rosto sem jeito e jogou a foto sobre a mesa, indo embora.

Ainda me pergunto o porquê de você ter me deixado ficar com ela, talvez você também reconhecesse que era uma bela foto.

×××

Não larguei mais do seu pé depois daquele dia, passei a puxar conversa contigo toda vez que te encontrava. Acho que havia me viciado em você, seria isso possível?

Te encontrei pelos corredores certo dia, não era difícil de te indentificar no meio de tanta gente, ou talvez fosse apenas culpa de meu olhar apaixonado que brilhava ao encontrar o garoto de mullets e jaqueta vermelha. Idenpendente de como te encontrava tão facilmente pelos arredores do colégio, lá estava eu novamente dizendo a primeira desculpa que me viesse à cabeça para conversar contigo. Disse que tinha extrema dificuldade em física - o que era mentira, afinal gostava da matéria tanto quanto você, além de ter certa facilidade - e então pedi ajuda a você, explicando que as aulas de assistência só serviam-me para confirmar que, de fato, eu era péssimo na matéria - o que novamente era uma mentira.

Eu nunca precisei mentir tanto para conseguir algo que queria mas com um cara teimoso e difícil como você obviamente que havia de ser diferente, sem contar as vezes as quais você me evitava ao máximo. Obviamente que depois do pedido você me olhou desanimado e um tanto impaciente, devo dizer. Ainda assim, sua resposta conseguiu me surpreender, de certa maneira.

- Ok. - disse num revirar de olhos, sem mais nem menos.

- Ok? Como assim "ok"? Tudo bem pra você? Tipo, não vai nem tentar me evitar ou algo assim? - não pude deixar de estranhar o quão fácil foi em te convencer, ainda me pergunto o que se passava na sua cabeça pra ter aceitado de imediato sem nem mesmo tentar me evitar como havia feito naqueles últimos dias.

- Você quer ou não quer ajuda? - disse já impaciente, ou talvez apenas estivesse fugindo de minhas perguntas.

- Ah, sim, claro.

- Ótimo, amanhã, após as aulas, na biblioteca. - e mais uma vez eu me encontrava confuso diante de sua oferta que, era um tanto tentadora, devo dizer. - E não se atrase, senão vou embora e te deixo aqui junto com suas dúvidas em física! - apontou para mim me fitando seriamente.

- Ok. - apenas respondi te observando sair de lá apressado, com dúvidas em mente e surtos internos de felicidade, me limitando a sorrir como um bobo no meio da multidão.

×××

No dia seguinte, após as aulas do dia se derem por encerradas, te encontrei na biblioteca conforme o combinado anteriormente e começamos a retirar nosso material para estudo, apesar de eu não estar nem um pouco afim de estudar o que eu já, secretamente, sabia de cor.

- Vamos lá, não é tão difícil, é apenas uma questão de decorar fórmulas, interpretar exercícios e saber empregá-las corretamente de acordo com o que o enunciado pede. - eu concordava mentalmente com tudo o que você disse.

- Assim? - virei o caderno para você, que estava em minha frente, e esperei a conferência da resolução.

- Isso! Viu? Não é difícil. - você abriu um sorriso satisfeito como se estivesse orgulhoso de mim e, talvez, estivesse.

Mas apesar de ter sido você quem estava sorrindo era eu quem estava mais feliz, por ter o prazer de ver aquele sorriso traçando-lhe os lábios - estes que permaneciam quietos o tempo inteiro - pela primeira vez.

Continuamos as resoluções dos diversos exercícios e eu ficava cada vez mais entediado. Meu olhar desatento de repente foi de encontro à sua mochila - que estava ao lado da mesa - notando que havia o mesmo bloco de notas daquele dia em que tirei a primeira foto de ti. Limitei-me a pegar mas minha curiosidade não me permitiu de segurar-me então fui por impulso e peguei o bloco em mãos, começando a folheá-lo. Sua concentração era tanta que nem ao menos desgrudou os olhos de seu caderno, o que me permitiu mais tempo para ler o que eu uma vez pensei que fossem cálculos e que, na verdade, eram belos poemas.

Aquilo me pegou como um tiro, não irei mentir, um cara tão sério, que sempre carregava um semblante neutro e misterioso consigo escrevendo coisas capazes de derreter o coração do ser humano mais frio que existisse no mundo. A cada verso que lia mais me fascinava por sua escrita e os sentimentos que eram neles transmitidos, eu poderia ficar uma eternidade lendo cada um deles. Cada poema era diferente e tinha sua própria essência, alguns tinham rimas brancas e outros possuíam padrão nas mesmas. Era um mundo com diversidade de sentimentos que você havia criado em apenas algumas folhas de papel, e que já fizeram-me arrepiar com as mensagens trasmitidas.

- Ah, era isso o que você 'tava escrevendo na biblioteca, pensei que fossem cálculos de física. - eu ri enquanto você me olhava com os orbes arregalados em surpresa e arrancava o bloco de minhas mãos, envergonhado. - São muito bons, por sinal.

- Dá pra se concentrar na minha explicação, McClain? - levou a mão à testa, mas sua cara irritada não conseguia esconder a vergonha marcada pelo vermelho de suas bochechas.

- Desculpe. - dei uma última risada antes de voltar a me concentrar.

Ao menos após eu afirmar que havia finalmente entendido o conteúdo passamos a conversar e se conhecer melhor. Você disse que a música que estava escutando ontem enquanto escrevia em seu bloco, não era rock como eu pensei, e sim clássica, apesar de você também escutar rock entre outros estilos de música. Era um cara eclético quando se tratava de gosto musical.

Também contou que era coreano, adotado por pais japoneses que voltaram para o país de origem há alguns anos, por conta do trabalho, deixando apenas você e seu irmão Shiro aqui nos Estados Unidos. Contei também um pouco sobre mim e minha enorme família, relatei sobre minha infância em Cuba e sobre como minhas notas me ajudaram a conseguir uma bolsa aqui, principalmente as notas de física.

- 'Pera, quê? Como assim notas excelentes em física? Você me disse que tinha dificuldade. - e então, eu congelei, me xingando mentalmente por ser tão tagarela e não pensar duas vezes antes de falar algo. 

- Ah… eh… bem… - levei a mão à nuca, pensando no que dizer, mesmo já sabendo que me encontrava num beco sem saída. - eu disse física?

- Lance… - você resmungou me olhando irritado.

- Ok, ok, a culpa não é minha se você me evita o tempo todo e eu tive que arranjar uma desculpa pra passar o tempo com você. - falei corrido, por fim, desistindo de procurar por desculpas. Suspirei derrotado, um pouco envergonhado.

Um silêncio se instalou entre nós por alguns minutos. Minutos em que tive que aguentar seu olhar sobre mim, esperando que você me xingasse ou algo assim. Sabia que o que eu tinha feito foi meio idiota, parecia aqueles filmes de romance adolescente em que a garota diz que precisa de ajuda pra estudar mas só quer pegar o cara, não que eu quisesse te pegar, ou pelo menos não ainda… 'tá eu deveria calar a boca.

- Não precisa de uma desculpa pra passar o tempo comigo, Lance.

- Como? - levantei o olhar surpreso indo de encontro aos seus, você apenas suspirou enquanto afastava a cadeira da mesa para então, se levantar e pegar sua mochila.

- Mas não pense que vou te perdoar… - nunca fui de ser um cara pessimista mas naquele momento eu só pensava em como havia estragado tudo e a única palavra que passava por minha cabeça era "fodeu". - vai ficar me devendo um sorvete por ter mentido pra mim. - e então, um sorriso preencheu meus lábios tão rápido quanto você saiu da biblioteca, sem nem dar tempo de eu me despedir ou agradecer.

E pensar que tudo isso foi resultado de uma foto, apenas. Uma entre as várias que estão espalhadas sobre a mesa. Fotos que contam histórias e que me trazem memórias. Mas essa que mencionei é apenas o começo da história de como conheci e me apaixonei por você, Keith Kogane.


Notas Finais


N sei se deu pra entender, mas basicamente o Lance tá contando como conheceu o Keith através de cada momento registrado nas fotos
Espero que tenham gostado e ainda gostem


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...