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História Police Operation - Capítulo 6


Escrita por: e AngelClark


Notas do Autor


Se vocês quiserem ajudar a história e as autoras de vocês, comentem, galera. Não fiquem de fantasma não, é super chato e desmotivador isso, ainda mais pra alguém que está recomeçando e repostando uma história.
Comentem o que acharam e eu estou ANSIOSISSIMA pra ler o que vocês acharam de cada CENA mostrada nesse capítulo. A história vai continuar e não precisa falar "Continua". Obrigada a todos. ❤

Capítulo 6 - Erro


Fanfic / Fanfiction Police Operation - Capítulo 6 - Erro

Assim que cheguei no meu quarto, à noite, fui direto pro banheiro tomar banho e tentar relaxar. No banho, consegui extravasar o que eu estava sentindo, chorando. Lá eu me permiti chorar.

Assim que terminei, coloquei um pijama, fui pro quarto, liguei a TV e estava passando jornal, mostrando exatamente a entrevista que Fróes deu à imprensa agora há pouco.

Sentei na cama e prestei atenção no notiário.

Infelizmente não da pra afirmar que o caso está totalmente encerrado. As investigações já definiram que as balas que causaram a morte das crianças foram disparadas num confronto entre os suspeitos recentemente presos e indivíduos não identificados da criminalidade local. Bom, queremos agradecer ao governo do estado e à colisão pelos reforços enviados e posso garantir que em muito pouco tempo estaremos devolvendo à comunidade de São Judas do Livramento a paz da qual todos nós estamos acostumados e somos merecedores. — Dr. Fróes disse na entrevista.

Eu lembro que tinha algumas câmeras e repórteres na delegacia e sei que essa entrevista foi feita um pouco depois de chegarmos com os presos que são os principais suspeitos da morte das crianças.

Jimin estava ao lado direito de Fróes, com uma carranca séria. Taehyung ao esquerdo do delegado enquanto ele dava a entrevista.

Suspirei entristecida e enxuguei uma lágrima que eu deixei cair. Mas não tem problema, estando aqui, eu podia chorar em paz.

Peguei meu celular e vi uma mensagem da minha mãe, que certamente viu a entrevista e logo me mandou a mensagem.

"Filha, estou preocupada com você. Estou rezando muito por você e pela sua segurança. Você está bem?"

Assim que eu li a mensagem, deixei que mais lágrimas viessem à tona, enquanto fitava a tela do celular. Assim que li, pedi pra ela rezar mais, eu estava precisando.

(Dia seguinte)

No dia seguinte, na delegacia, doutor Fróes ficou sabendo por terceiros que Jimin ficou esbravejando no carro por conta de uma falha minha, então nós dois fomos chamados na sala dele.

Sentamos em frente à sua mesa e olhei um pouco pro meu outro lado, pra não ter que olhar para Jimin, só olhei pra frente quando Fróes começou a falar.

— Essa operação especial necessita de uma equipe que esteja em harmonia cem porcento. Não estou falando de uma amizade e sim de coleguismo. O sucesso de uma missão consiste no resultado de se aprender a trabalhar em equipe. Nós precisamos de corporativismo e vocês estão dificultando isso. Nós somos uma equipe e vocês estão no mesmo barco.

Como se não bastassa a dor de cabeça que eu estava sentindo, eu ainda tinha que lidar com esse sermão que eu não mereço escutar. Se fosse pelo menos sobre a minha falha na missão, eu até entenderia, mas o esporro não é sobre isso e sim sobre o fato do Jimin ficar me infernizando.

Se ele me inferniza, a culpa é só dele. Ele deveria estar escutando isso sozinho, eu não.

— Terminou? — Jimin perguntou. — Já posso ir?

— Não. — Fróes respondeu, sério. — Agora, vamos ao que interessa, eu quero que vocês entreguem essa intimação urgentemente à esse endereço aqui.

Fróes deu um envelope ao Jimin, ele leu e percebi, pela minha visão periférica que ele me encarou, mas eu não o encarei, pois continuava encarando Dr. Fróes em minha frente.

Como manda quem pode e obedece quem tem juízo, eu fui até a viatura com Jimin, sem trocar uma palavra com ele que também não fazia questão nenhuma de falar comigo.

O caminho inteiro ele dirigiu em silêncio, eu também fiquei em silêncio no banco de carona.

Eu estava com dor de cabeça e chocada porque ele realmente havia ficado muito puto pelo que aconteceu ontem, tão puto, que nem piadas imbecis ele fez hoje. Na verdade, ninguém da delegacia falou comigo hoje, nem pra fazer piada.

Eu deveria estar feliz por isso, mas não estou por causa do motivo. Nunca na minha vida deixei alguém tão bravo nesse nível, ontem foi a primeira vez.

Mas também, estava com dor de cabeça então não fazia questão de falar nada. Chegamos ao endereço, fui entregar a intimação na casa e na volta a dor de cabeça foi piorando. Eu precisava de um medicamento.

— Para numa farmácia, eu estou com uma enxaqueca terrível. — pedi.

— Eu não me importo. — disse ele, dirigindo e eu o encarei.

— Como é que é? — Arqueei uma sobrancelha.

— Tá surda? Eu disse que eu não me importo.

— Para esse carro.

— Que?

— Tá surdo? Eu mandei parar a porra do carro. Eu vou descer. Para o carro. — eu disse e ele começou a rir.

— Eu não vou parar porra nenhuma. — Riu.

— Para esse carro agora! — gritei, ele me ignorou e continuou dirigindo. Então, eu simplesmente surtei.

A paciência que eu tive todos esses dias com ele se esgotou naquele momento.

— Eu mandei parar a bosta dessa viatura, seu policialzinho de merda! — gritei, tentando segurar o volante, mesmo sentada no banco de passageiro e o carro ficou andando desgovernado pra esquerda e pra direita.

— Para com isso, para de ser doida! — gritou. — O quê que você tá fazendo?!

— Ficando maluca! — respondi, segurando volante e tentando colocar meu pé aonde estava os pedais de velocidade e freio, mas ele me dificultava.

— Para! — gritou, desesperado tentando me parar, enquanto o carro estava desgovernado. — Para com isso, Charlotte! O caminhão, porra!

Olhei pra frente e tinha um caminhão, vindo em nossa direção e Jimin fez a curva com o carro imediatamente, desviando, e por pouco nós não morremos alí. Após fazer a curva, ele freou o carro e finalmente eu consegui sair da viatura.

Eu não conhecia a cidade, não sabia onde tinha uma farmácia, mas de uma coisa eu tinha convicção: Com ele naquela viatura, eu não continuaria.

Fiquei andando na rua sem rumo, atrás de uma farmácia, mas com certeza não teria farmácia aqui perto, até porque estávamos longe do centro da cidade, contando que a dor na minha cabeça só piorava.

A rua que eu estava era uma rua normal, porém com pouco movimento de pessoas físicas, aliás nenhum. Não tinha ninguém naquela rua, só as casas nas calçadas laterais, mas é só isso.

Fiquei com vontade de chorar por estar naquela situação, numa rua que eu não conheço, em um bairro que eu não conheço e não consegui segurar, enxuguei minhas lágrimas imediatamente e foquei no pensamento de não chorar no meio da rua, mesmo estando só.

— Charlotte Orleans Bragança, entra nesse carro. Agora. — Jimin ordenou, me seguindo com a viatura ao meu lado com pouca velocidade para que ela pudesse acompanhar meus passos.

— Não.

Eu disse, simplista, andando e olhando pra frente.

— Escuta aqui porra, eu não tô brincando com você. Entra agora nessa merda ou eu não sei nem o que eu sou capaz de fazer.

Eu o encarei e ele me mostrou o distintivo como se tivesse esquecido que eu também tenho o meu.

— Polícia não manda em polícia. Tecnicamente eu também sou uma. Pode não parecer, mas sou. — Tirei o distintivo do bolso da minha calça e lhe mostrei.

— Esconde isso, porra. Para de ser estúpida! Se alguém errado ver você com isso aí, você morre executada no meio da rua, é isso que você quer?!

— Me deixa em paz, cara. — resmunguei, devolvendo o distintivo pro meu bolso e continuei a andar, olhando pra frente. De qualquer forma tá óbvio que eu sou policial, afinal eu estava uniformizada com a camisa preta da delegacia e o boné que é conjunto da camisa.

— E se alguma merda acontece com você, como eu fico?

— Problema é meu.

— Você nem sabe onde é a farmácia! Você nem conhece a cidade, garota, se enxerga! Entra no carro porque eu estou mandando. Se acontece alguma bosta com você, a responsabilidade vai pra cima de mim. — disse ele.

— Eu não me importo.

Dei de ombros e continuei andando. Passei a andar mais rápido, mas a viatura continuou me seguindo.

— Escuta, Charlotte, eu não vou discutir com você. Entra logo na porra do carro ou eu desço e coloco você a força.

Parei de andar ao ter sido pega de surpresa por essa ameaça e o encarei porque até então eu estava olhando pra frente.

— Você tá me ameaçando?

— Vai me desafiar?! — Arqueou uma sobrancelha.

— Você tá me ameaçando?!

Repeti a pergunta com mais firmeza.

— Ameaça se faz pra não cumprir. Eu cumpro. Estou te dando duas opções: Ou você entra na porra do carro por bem, ou você vai entrar por mal. Você decide.

— Pois eu não entro! — Deixei claro.

— Ah, então é por mal? Você que sabe, Charlotte. Te colocar aqui dentro vai ser moleza. — Freou o carro e saiu do veículo.

Assim que ele saiu do veículo, eu comecei a correr pra frente, até porque a rua era extensa e eu tinha uma longa corrida pela frente, mas pra aquele carro eu não volto, isso estava firme na minha cabeça.

Enquanto eu corria o mais rápido que eu podia, dei uma olhada pra trás e me surpreendi quando vi Jimin correndo atrás de mim e mais perto do que eu achei que ele estaria.

Ou ele era muito rápido, ou eu que era lerda.

Coloquei mais velocidade na minha corrida, sem olhar pra trás e focada, mas quando eu olhei pra trás novamente, me assustei porque ele estava ainda mais perto que antes.

Tentei correr mais rápido e quando olhei pra trás, ele estava mais perto ainda e faltava realmente muito pouco pra ele me alcançar, consequentemente eu me assustei e corri mais rápido. Por um triz ele não pegou.

— Aaaaaaaaaaaa!

Escutei seu grito e no segundo seguinte, senti um peso caindo atrás de mim, me empurrando pra frente e fazendo-me cair no asfalto e se não fosse meus cotovelos no chão antes que eu caísse, eu teria caído de cara. Acabei, por fim, ralando meus antebraços e cotovelos e com um corpo em cima do meu atrás de mim.

— Charlotte, você tá bem? — Se levantou e eu me ergui no chão, ele estendeu a mão e eu me levantei sozinha. — Você machucou o braço... Deixa eu ver...

— Não encosta em mim! — gritei, irritada.

Comecei a andar pra frente, irritada, em silêncio e sem correr. Mesmo com meus braços ardendo.

— Garota, eu simplesmente não posso pegar a viatura e ir embora sem você, porra! Se eu fizer isso, eu vou me ferrar! — gritou e eu continuei andando.

Porém, antes que eu desse o próximo passo, rapidamente duas mãos nos meus dois ombros me fizeram virar pra trás, era Jimin. Na mesma velocidade que ele me virou, ele se agachou abraçando minhas duas pernas. Foi tão rápido que eu não pude fazer nada, e antes que eu me desse em conta, eu já estava de cabeça pra baixo, sobre o ombro de Jimin.

— Cansei de discutir. — disse ele, irritado, caminhando em direção à viatura.

Que humilhação.

Eu estava me sentindo humilhada agora, parecia que foi fácil pra ele me alcançar e que me colocar em seu ombro foi mais fácil ainda, eu me senti humilhada, derrotada.

— Eu tô com dor de cabeça! — gritei, de ponta cabeça. Naquela posição, minha dor só piorou.

— Tô nem aí! Não me irrita não! — esbravejou.

Na viatura, eu cruzei meus braços levemente ralados e apoiei a cabeça no vidro, estressada e irritada.

— Me leva pra farmácia, eu estou falando sério. — eu disse.

— Agora vai ter que ir de qualquer jeito, né? — resmungou. — Não dá pra você chegar lá toda machucada. Vão pensar que eu te bati.

— Precisava ter se jogado em cima de mim?!

— Será que você não percebeu que foi sem querer e que eu tropecei?! Tinha a porra de uma pedra no meu caminho e se você tivesse entrado na droga do carro, você não estaria nessa situação!

— Se você tivesse aceitado ir à farmácia desde o início, eu não estaria nessa situação! — o corrigi, ele ficou em silêncio e ligou o carro. Depois disso, ficamos em silêncio total.

[...]

Chegamos à farmácia e como eu iria pagar os remédios, eu já fui abrindo o remédio antisséptico de spray comecei a passar na parte machucada do meu braço, como não estava dando muito certo pelo spray, coloquei um pouco do antisséptico no algodão e comecei a passar no meu braço.

— Olha, eu achei esse aqui...

Jimin apareceu e se aproximou, enquanto eu tentava passar no meu braço, como o ferimento era no antebraço e cotovelo, eu não conseguia ver direito pra conseguir passar, meu cotovelo não estava no meu campo de visao pra consegui vê-lo eu tinha que contorcer meu braço pra passar o remédio.

— Ei, deixa eu ajudar a fa...

— Sai! — Me afastei quando ele tentou encostar no meu braço e ele bufou estressado. — Não precisa fazer não! — eu disse, enquanto tentava passar nos meus cotovelos, só que ele insistiu.

— Eu tenho curso de primeiros socorros, eu posso te aju...

— E quem foi que disse que eu tô precisando de socorro?! — O encarei.

— Puta que pariu, você é carne de pescoço mesmo, hein! — resmungou.

— Olha quem fala.

— Você tem idéia do que poderia ter acontecido com você se eu te deixasse na rua? Você tem alguma idéia do tipo de bairro que a gente estava? — perguntou e eu o ignorei, tentando passar o antisséptico no meu cotovelo. — A gente está em uma cidade infestada de bandido, dos quais querem a nossa cabeça, você sozinha na rua, mostrando seu uniforme e boné deixando evidente que você é policial, sabe o que ía acontecer com você? Você ía ser mais um desses policiais que são executados por nada.

— Só fiz o que uma mulher com vergonha na cara tinha que fazer. — eu disse. — Não vou mais ficar engolindo sapo por causa de você, minha paciência esgotou contigo! Esgotou! — O encarei.

— Uma mulher com vergonha na cara não sai da própria casa pra brincar de policial e atrapalhar a operação alheia! — retrucou, pegando o spray e espirrando o antisséptico no meu machucado, fechei os com força quando senti a ardência. Pegou o curativo e colocou no meu cotovelo. — Vou pagar a conta.

— Vai pagar nada não, porque quem paga minhas contas sou eu, dá licença! — esbravejei, passando por ele pra pagar a minha conta naquela farmácia.

— Ow! — Segurou meu braço e eu o encarei. — Quer saber de uma coisa?! Se vira aí! — Me soltou. — Porque eu não tô aqui pra ficar pagiando mulher marrenta, mal agradecida e mimada não! Ainda mais com a minha identificação no bolso, coisa que eu não costumo fazer, tá?! Você sabe o que faz da sua vida! Se vira aí! — esbravejou, passando por mim estressado e indo em direção à saída da farmácia.

— Sei mesmo! Sei muito bem o que eu faço mesmo. — eu disse, convicta à mim mesma.

Fui até o caixa, paguei o que eu usei pra fazer o curativo e saí da farmácia. Assim que eu saí da farmácia, encontrei Jimin encostado na árvore que tinha na calçada e parecia estar me esperando.

— Tô precisando de sombra não! Já tenho a minha aqui, olha! Tá vendo? — Apontei pra minha sombra que estava refletida no chão, voltei a encará-lo e ele riu.

— Achei criativo, mas eu não estou fazendo isso por você não, gatinha. Estou fazendo isso por consideração ao meu emprego que eu prezo muito porque não estou afim de levar outra bronca.

— Esqueci de comprar o remédio pra dor de cabeça. — murmurei e voltei pra farmácia, fui até a moça que estava atrás do balcão de vidro.

— Boa tarde. — Sorri.

— Boa tarde. — Ela sorriu, de forma contagiante.

— Então, eu...

— Ela quer remédio de dor de cabeça. — Jimin disse, um pouco rude, se pondo ao meu lado.

— Por favor. — prossegui, sendo educada, diferentemente do serzinho ao meu lado. — Você tem?

— Não, imagina! — Jimin ironizou como se eu tivesse feito a pergunta mais idiota. — Óbvio, né gatinha? Você tá em uma farmácia. — disse Jimin, como se fosse óbvio.

— Tenho sim. — Ela sorriu, pegando o medicamento debaixo da bancada de vidro. — Vocês são os policiais que vieram do Rio, né? — Sorriu.

— Pois é... — Sorri, pra ser gentil.

— Vocês prenderam os assassinos das crianças lá no morro da ressurreição, não é? — Ela sorriu, como se estivesse vendo duas celebridades, aquilo era engraçado. 

— Sim... — Jimin respondeu.

— E você estava lá? — A moça perguntou para mim. 

— Eu? Eu estava... — afirmei em tom de murmúrio. 

— Você é o tipo da mulher que dá orgulho pra classe! — Ela disse, orgulhosa e Jimin caminhou até o caixa. — Eu moro naquele conjunto, sabia? Era boca de fumo dia e noite, moça. Não tinha nem como as crianças ir pra escola. Vocês não sabem o bem que vocês estão fazendo, hein! — Assenti, sorrindo, aquilo fez-me refletir e me dar forças pra não desistir, como eu já estava pensando em fazer.

Peguei o remédio de enxaqueca e quando ía pagar no caixa, vi Jimin comprando remédio pra dormir – tarja preta e sem receita médica.

Resolvi nem questioná-lo, primeiro porque não é da minha conta, segundo porque ele é um cavalo ignorante, provavelmente iria me responder de uma forma escrota e rude, então resolvi ficar na minha em relação à isso. Paguei meu remédio e Jimin pagou o seu, e logo voltamos para a viatura.

No caminho, fiquei pensando se eu perguntava ou não perguntava sobre a tarja preta porque eu sou uma pessoa curiosa e quando eu vi, eu já tinha perguntado.

— Você toma remédio pra dormir? — perguntei. Minha curiosidade foi maior e acabei perguntando. Estava receosa por sua resposta, fechei meus olhos com força com um certo medo de receber a resposta mais escrota possível, mas me surpreendi.

— Não. — respondeu, de maneira simples sem tirar a atenção da estrada. Abri meus olhos surpresa.

— "Não"... Sei. — ironizei.

— Na hora da ação fica fácil, Charlotte. Mas depois que a adrenalina abaixa todo mundo é igual. — ele disse, sem tirar a atenção da estrada. — Você nunca vai deixar de tremer. — afirmou agora me olhando, mas logo voltou a prestar atenção no caminho.

— Eu já ouvi isso... Ok, eu entendo tudo o que você disse, mas o cara te deu tarja preta sem receita.

— Mas, eu não sigo as regras sem pensar! Eu não acredito nisso. — Nesse momento, o silêncio brotou novamente no carro e ouvi ele respirar fundo. — Eu já fui suspenso por ter liberado um garoto que tinha sido espancado por dois policiais.

— O garoto era negro? — perguntei.

— Como você sabe? — Me encarou.

— Porque eu sei como funciona o racismo institucional nesse país. Lógico que eu não tenho local de fala pra falar, mas eu já li sobre isso. — eu disse.

— Então, se esse garoto morresse seria assassinato padrão, nenhuma polícia iria investigar. Eu soltei o garoto. Dois dias depois ele voltou e matou um dos policiais que tinha espancado ele e estuprado a esposa e a filha do outro policial. Nesse caso, em específico, ele não era uma vítima da sociedade, acredite.

— Não mesmo, que horror! — eu disse, surpresa com essa história.

— Foi gol contra, Charlotte, eu sei... — murmurou. — Mas fazer o quê? Nem todos voltam, sabe? Se ele não tivesse estuprado a esposa e a filha do policial que espancou ele, eu não teria me arrependido.

Não sabia o que dizer, então suspirei e resolvi ficar em silêncio.

[...]

Chegamos à delegacia, finalmente. Jimin estacionou a viatura no estacionamento e saímos do veículo. Assim que saímos, encontramos dona Rosa alí.

— Mãe? — Jimin franziu o cenho.

— Menino, você esqueceu a chave! — disse ela, vindo até nós. — Oi, Charlotte. Vai no salão, hein! — Sorriu e voltou a encarar Jimin, lhe entregando a chave.

— Que isso? — Jimin franziu o cenho, encarando a chave.

— A chave do seu apartamento no Rio que você mandou imobiliar, garoto! Também vim pra falar com o Jungkook...

— Vamos entrar, vai... — disse ele, cansado.

Enquanto andávamos até o interior da delegacia, Rosa teve a liberdade de pegar minha mão e começou a analisar minhas unhas.

— Nossa, que coisa horrorosa, hein Charlotte! Tem vergonha na cara não, garota? — disse Rosa, encarando minhas unhas e eu ri. O esmalte estava todo descascado. — Vai ter que passar no salão pra dar um jeito nisso aí. Como é que fica meu marketing? Quando você for aparecer na televisão pra falar de mercadoria roubada? Não dá pra aparecer com essa unha horrorosa, né? — Riu.

Chegamos alí dentro e fomos surpreendidos.

— Vocês demoraram, hein! — Tae resmungou. — Oi, mãe? — Franziu o cenho.

— Oi, meu amor. Então, preciso falar com o Jungkook, cadê? — disse Rosa.

— Tá na sala do delegado. 

— Então, Tae, avisa ele pra não ligar no telefone fixo porque ele tá clonado. — disse ela.

— É só isso? — Tae perguntou.

— Só.

— A casa pra entregar a intimação era lá na Alemanha? Que demora, mano. — Miguel resmungou ao Jimin.

— Aconteceu tanta coisa que outro dia eu te conto.

— Hm. — Taehyung murmurou, encarando Jimin.

— Hm o quê? Ciúme? Era só o que faltava! — Jimin resmungou.

— Óbvio que não, Jimin, eu estava precisando de você aqui, cacete! — Taehyung esbravejou. — O dia hoje vai ser difícil.

— Como assim difícil?! Por que difícil?! — Rosa se desesperou. — Eu sabia! Eu estava sentindo um aperto no peito, e vim pra cá! Eu estava sentindo! É operação?! Se for operação, vocês me falem logo porque eu vou começar a me pegar com o meu santo lá de casa!

— Meu Deus, por que você foi falar?! — Jimin resmungou ao Taehyung. — Mãe, fica calma e vai pra casa. Se acalma, por favor! Esse é o meu trabalho, não é lugar pra você surtar. 

— Fróes tá reunindo todo mundo! — JK chegou da sala de reuniões. — Mãe?! — JungKooK arregalou os olhos.

— Jungkook, você não vai! Eu senti meu coração apertado em relação à você! Você não vai!

— Ai, cacete. — resmungou JK.

Demorou muito tempo pra conseguirem levar dona Rosa pro carro dela e ela voltar pro salão onde ela trabalha. Ela ficou nervosa e o nervosismo dela me deixou ainda pior.

— Nova operação. Se preparem. — disse JK.

— De novo?! — Fiquei estressada.

— Fica calma, hein! — disse Jungkook. — É sério, fica calma. O Fróes estava só esperando você e o Jimin, tem operação nova pra hoje.

[...]

— Os dois idiotas que mataram as crianças deram todo o esquema. Existe todo um coletivo de vagabundo lotado no morro da Ressurreição. Se tudo correr conforme o planejado, a casa vai cair pra toda essa delinquência que a capital deslocou pra essa pacífica vizinhança. O Park vai liderar o pessoal que vem por baixo e o nosso agente Carlos vai fazer o mesmo com o pessoal que for por cima. Desnecessário lembrar aos senhores da atenção e o cuidado redobrado nessa operação, porque bandido graduado dorme com um olho fechado e dois abertos. Vamos ter em mente que esses caras tem mais poder de fogo que o exército de Luxemburgo, embora eu não tenha muita certeza se Luxemburgo tem exército, mas isso realmente não tem a menor importância, ok? Bom trabalho à todos e boa sorte. — doutor Fróes explicou e nós nos preparamos pra "Guerra". 

Novamente, senti o mesmo frio na barriga, meu coração palpitava pra cacete, minha respiração acelerou, parece que eu vou ter um ataque do coração daqui a pouco. Agora será que todo dia vai ser esse pânico?

— Charlotte, eu vou dirigir, carrega pra mim? — Jungkook perguntou e me estendendo sua AK. Assenti, peguei a arma e entrei na viatura, junto com Jimin, Miguel e Taehyung.

[...]

[Morro da Ressurreição]

Novamente, todos nós estávamos em fila, eu estava no grupo que era liderado pelo Jimin que entrava por baixo, e o pessoal que estava sendo liderado por Carlos entrava no morro por cima.

Estávamos em fila, eles estavam armados até os dentes, com armas de porte pesado e eu só com a minha pistolinha.

Jimin estava em primeiro na fila, para nos guiar. De fato, estar em primeiro era muita coragem até porque se um morrer, a probabilidade dele morrer primeiro é muito maior do que todos. 

Jungkook estava em segundo.

Miguel em terceiro.

Eu em quarto.

Taehyung estava atrás de mim.

Quem estava atrás dele, eu já não sei, mas tinha pelo menos cinco policiais atrás de Taehyung. Todos com metralhadoras ou fuzis nas mãos e eu com a minha pistola.

Cada passo dado por mim naquela favela eu tremia mais, minha respiração ficava mais irregular. Era como se eu estivesse pisando em ovos.

Todo cuidado é pouco.

Começamos a subir as escadarias do morro e o tempo todo olhando pra cima, para os lados pra não ser pego de surpresa por uma bala.

Subimos todas as escadas, passamos por alguns becos estreitos, subimos outra escadaria estreita que dava acesso à um barraco e Jimin parou no segundo degrau e todos nós estávamos atrás dele em fila.

Nós estávamos na frente do barraco dos bandidos, a porta estava fechada e Jimin estava se preparando pra arrombar porque apartir dalí seria entrar na cova dos leões.

E então, Jimin arrombou a porta ao chute e eles já entraram gritando, entrei depois de Miguel e vi aquela bagunça e gritaria generalizada.

— Perdeu, perdeu! Polícia, porra! Mão na cabeça!

Tinha tanto homem naquele barraco que eu fiquei até atordoada, fiquei colada na parede, escutando aquela gritaria da polícia.

Jungkook estava apontando a AK na cara de um dos meliantes alí presente, Jimin estava apontando pra outro que estava sentado no sofá, Miguel estava algemando um que deitou no chão de barriga pra baixo como foi lhe ordenado e Taehyung estava algemando outro.

Os outros policiais subiram pela escada e logo comecei a escutar barulhos de tiroteio vindo lá de cima, eu fiquei mais nervosa ainda. Meu coração estava acelerado, comecei a suar e tentei me concentrar pra me acalmar, mas eu estava me tremendo toda.

Era tanto barulho, alem da gritaria dos caras aqui embaixo tinha o barulho dos tiros de fuzil lá de cima qus era tão alto que me deixava atordoada, não conseguia me acalmar.

— Não sei de nada não, senhor. — disse o meliante vagabundo que estava com as mãos pra cima enquanto Jimin estava com o fuzil apontado pra ele. — Só estava aqui sem nada pra fazer...

— Então você vai fazer na cadeia, rapaz! Jungkook, lá em cima! Tem gente lá em cima! — gritou Jimin.

— Me cobre! Me cobre, Jimin! — Jungkook gritou, subindo a escada que leva em direção a laje dos traficantes. Local que dava pra ver a comunidade por cima.

Após Jimin algemar o cara, ele foi atrás de Jungkook, o cobrindo caso algo acontecesse enquanto subia as escadas. Será que era pra eu subir também? Se bem que, eu sinceramente estou melhor aqui.

— Vamos, garota! — Miguel me empurrou pra subir a escada.

— Eu fico aqui mesmo, tomando conta deles. — eu disse. 

— Vai logo! Vai! Já tem policial fazendo isso. — Miguel me empurrou em direção a escada, e nesse momento, fui subindo a escada que nos levava até a laje.

Um degrau de cada vez.

Ao chegar lá, me deparei com uma guerra absurda.

Os traficantes que estavam alojados em outros barracos nos morros que eram mais altos, eles estavam atirando de fuzil em direção à laje onde nós estávamos. Tive que me proteger ficando agachada e indo ficar atrás de um conjunto enfileirado de tijolos como proteção.

Um barulho horroroso e ensurdecedor de tiro de fuzil sem parar. Naquele momento, achei que não tinha escapatória pra mim, que eu realmente ía morrer, por mais que eu estivesse atrás de tijolos, eles não eram resistentes contra balas de fuzil com mais de quatrocentos metros de distância e ainda por cima balas vindas de cima, dos barracos de morros mais altos.

Por mais que eu soubesse que eu podia morrer, não dava pra eu ficar de inútil de novo. Pelo menos, tentar, eu ía.

Peguei um espelhinho no bolso do meu colete, tentei apontá-lo em direção a um dos barracos que os bandidos estavam alojados atirando contra nós sem dó e nem piedade. Tinha um que estava parado, fuzilando sem dó em direção onde Jungkook estava se protegendo atrás de vários enfileirados de tijolos e por isso ele conseguia se proteger.

Tomei coragem e mirei em direção à esse cara já que nenhum dos bandidos estavam dando bola pra mim e sim só para os outros policiais, eles nem tinham notado minha presença alí.

Mirei nesse cara, segurei meu pulso que segurava a arma, fechei um dos olhos e atirei. Errei o alvo. A distância também não ajudava em nada.

Mirei de novo e atirei. Errei, mas acertei o peito de outro cara. Nesse momento, esse cara que estava tentando à todo custo fuzilar Jungkook me notou escondida e apontou o fuzil pra mim, nesse momento atirei de novo e por um milagre divino, acertei na cabeça do cara.

— Obrigado! — Jungkook gritou pra mim em meio ao barulho ensurdecedor do tiroteio, enquanto recarregava a AK.

Apontei meu espelho novamente pra cima em direção aos barracos onde eles estavam atirando contra nós e tinha um bandido que estava em um embate fervoroso contra o Miguel, apontei a arma pra esse bandido que estava lá em cima e errei o tiro.

Não é possível que eu fiquei três meses treinando tiro ao alvo, recebendo vários elogios do instrutor pela minha ótima mira pra nada. Modéstia parte, eu sou um talento nisso, não é possível que eu não vá explorar esse talento quando eu preciso, no caso, agora.

E foi pensando nisso, que eu consegui acertá-lo com a minha pistola, consequentemente ajudando Miguel.

Tentei atirar em outro meliante porque tinham muitos, eram que nem pragas, simplesmente brotavam. Afinal, estávamos na toca deles. Esse outro meliante que agora era minha mira que estava lá em cima e dessa vez se preparando pra atirar em Jimin que estava focado em matar outro bandido. Se eu não atirasse, ele realmente ía conseguir matá-lo porque dava pra ver claramente ele focado com.o fuzil mirando na cabeça de Jimin.

Consegui acertá-lo quando eu foquei na mira, consequentemente salvando a vida de Jimin sem ele nem perceber e além de eu estar focada, esse bandido também estava parado e em evidência, então esse foi mais fácil de abater. Por ter matado três deles eu, infelizmente, comecei a chamar atenção desses bandidos e eles começaram a atirar em direção aonde eu estava escondida.

Eu não tive outra escolha ao não ser me encolher e esperar a morte, um tijolo foi atingido e chegou a cair bem perto da minha cabeça e eu comecei a me apavorar, quase chorar e, de repente, parou.

Os tijolos que estavam me protegendo pararam de ser atingidos e quando eu me ergui um pouco os caras que estavam à todo vapor atirando em cima de onde eu estava sumiram, certamente morreram.

Voltei a apontar novamente, dessa vez ao que estava prestes a atirar em direção ao Jimin, porém quando eu iria atirar, o grito de um rapaz me atrapalhou e eu acabei errando e Jimin acertando-o logo em seguida.

Eu estava de certa forma protegida, mas tinha um traficante na laje que estávamos que não estava protegido como eu, ele estava no meio do tiroteio jogado no chão, no meio dos tiros entre nós, policiais e traficantes, esse bandido desprotegido e desarmado estava gritando de medo e de dor porque havia levado um tiro na coxa e não podia sair dalí. Só não foi baleado novamente porque estava deitado no chão e as balas passavam por cima dele. 

Ele estava desesperado, sangrando muito e gritando porque à qualquer momento ele podia levar um outro tiro em um lugar fatal de seu corpo, já que ele estava no meio do tiroteio e sem nenhuma proteção.

— PELO AMOR DE DEUS, DONA! PELO AMOR DE DEUS, ME AJUDA!!

O homem implorou, aos prantos, enquanto gritava de dor. Eu fiquei olhando pra ele e enfrentando uma batalha dentro de mim entre: "ajudo ou não ajudo?" Ele era traficante, estava no lado oposto ao meu, mas ele estava tão desesperado que aquilo estava me comovendo, sem meu querer.

— ME TIRA DAQUI, PELO AMOR DE DEUS! — Chorava, desesperadamente. — Por favor, eu estou implorando! Eu tenho uma filha que eu amo! ME TIRA DAQUI, POR FAVOR! ME TIRA DAQUI!

Meus olhos marejaram no momento que ele citou a filha dele, e involuntariamente me lembrando que eu sou órfã de pai, não literalmente, mas me considero órfã de pai até porque nunca tive um.

— Mas, eu não sigo as regras sem pensar! Eu não acredito nisso.

Aquilo foi o suficiente para que eu encerrasse a batalha dentro de mim. Caminhei ainda agachada, passando pelo meio do tiroteio, arriscando a minha vida e indo até o traficante ferido pra ajudá-lo por motivos pessoais que aconteceram na minha vida.

— CHARLOTTE, NÃO! CARALHO! — Jungkook gritou e eu o ignorei, pegando o braço do cara ferido e o arrastando até a parte que tinha proteção na laje, os tijolos, onde eu estava. Eu sei que o que eu fiz foi errado, mas...

Meus próprios pensamentos foram interrompidos quando os policiais começaram a gritar comigo enquanto atiravam.

— Você tá maluca? Porra!

Escutei o grito de Miguel, enquanto ele tentava focar em atirar nos bandidos.

— Traíra! Sua traíra! — Jimin gritou comigo, recarregando sua arma e eu o ignorei também, pegando meu celular no bolso pra ligar pra emergência. Pelo menos se Jimin soubesse que eu salvei a vida dele, ele jamais me chamaria de traíra.

— Vá se foder, seus vagabundos! Cansei de vocês, seus idiotas! Vão pro inferno, pro raio que os partam, cansei dessa brincadeira! Parasitaaaaaaaaaaas!— Jimin surtou e sentou o dedo no gatilho da metralhadora, puto e matou uns sete de uma só vez.

— Alô? — gritei, em meio ao tiroteio. — Eu tô precisando de uma ambulância, tem um homem baleado aqui! Ele tá sangrando muito e ele tem uma filha!

[...]

Em mais uma operação, saí com todos irritados comigo, Jimin então disse que queria dirigir porque dirigir o acalmava e ele estava puto, puto comigo mais uma vez.

Só que dessa vez, ele foi quietinho, vermelho de tão irado, mas calado. Ele estava tão vermelho que eu achei que ele explodiria.

Os outros também não estavam com rostos muito amistosos e isso incluía Jungkook e Taehyung que na última vez me defenderam, mas dessa vez eu não tinha defesa. Eu não tinha defesa nem pra me defender, quem dirá ser defendida.

Só que eu não me arrependo, se eu voltasse ao tempo, faria exatamente igual.

[...]

Assim que chegamos na delegacia, Jimin foi direto à sala do doutor Fróes, vermelho, carrancudo e em silêncio, cada um de nós fomos para nossas mesas e da minha mesa, eu conseguia escutar a voz do Jimin reclamando sobre minha pessoa, ele estava tão puto que ele falava alto o bastante pra nós escutarmos ele falando mal de mim, indignado.

Ele ficou pelo menos uns cinqüenta minutos, quase uma hora, listando motivos e dando argumentos do porquê eu deveria ser despedida e do porquê eu sou um problema nessa missão.

Todos estavam olhando pra mim e eu cruzei os braços em minha cadeira giratória, esperando o momento que Fróes apareceria pra me chamar em sua sala pra dar aquele belo esporro.

As últimas frases que eu escutei Jimin jogar na cara do delegado foi:

"Essa garota vai se tornar um problema! E não é probleminha qualquer não, hein! Problemão! Ela tem tudo pra se tornar um problemão! Depois não diga que eu não avisei! E EU ESPERO MESMO QUE VOCÊ ESTEJA ESCUTANDO!" — gritou a última frase, irritadíssimo e eu revirei os olhos. Depois, não escutei mais nada. 

— Meu Deus, que exagero. — murmurei.

— Ele tá certo. — disse Taehyung. — Você vacilou.

— Você nem estava lá em cima, Taehyung! Você estava embaixo! Acho que você não tem noção de como estava um terror lá naquela laje!

— Quer um conselho, Charlotte? — Miguel perguntou.

— Não. Não tô interessada. — respondi.

— Não retruca, Charlotte. — disse Jungkook e eu o encarei, como uma sobrancelha erguida. — Você está errada. O que você fez foi errado e podia ter tido consequências gravíssimas. — disse ele e eu resolvi ficar em silêncio. — E não adianta ficar me olhando com essa cara não, viu?

— Que cara? É a única que eu tenho.

— Cara de garota mal criada. — retrucou e eu revirei os olhos.

— Ai, meu Deus, virei criança agora! — Comecei a rir e fiquei séria. — Sou mal criada, por que? Por que eu estou retrucando vocês, os senhores da verdade suprema?

— Sim, quando você estiver certa, você retruca à vontade! E quando você estiver errada, segura a bronca da merda que você fez! Você tem que colher as consequências das suas escolhas, Charlotte! — Jungkook gritou.

— Eu vou colher já, tá?! Vou colher! Vou até ser demitida, olha que maravilha! Já podem levantar as mãos aos céus! — gritei.

Nesse momento, Fróes saiu de sua sala, me encarando da porta.

— Charlotte, na minha sala agora. — disse ele, sério, e voltou pra dentro.

Respirei fundo e me levantei, andei em direção a porta e nesse momento Jimin saiu me encarando, sério, sustentando o olhar em cima de mim que eu desviei por puro calafrio que eu senti no momento que ele passou por mim e eu entrei na sala.

A real é que esse cara me odeia gratuitamente por causa de uma aposta idiota que ele mesmo fez e tá perdendo.

[...]

— Você sabe porque você está aqui, não é? — Assenti de cabeça abaixada. — O que você fez foi muito grave. Policial algum pode colocar sua vida em risco a não ser em casos extremos. Jimin exagerou, sim ele exagerou, mas ele tem razão. Ele estava no comando dessa operação e você quase estragou tudo. — Levantei meu olhar e ele me fitava sério. — E salvar bandido abatido não se enquadra em "casos extremos". Isso é um ato que pode desestabilizar toda uma missão. Que seja a primeira e a última vez. Fui claro? — Falou sério, me olhando nos olhos e eu fiquei surpresa. Eu não fui demitida.

— Sim, senhor. — Abaixei a cabeça novamente fitando minhas mãos. 


Notas Finais


Se vocês quiserem ajudar a história e as autoras de vocês, comentem, galera. Não fiquem de fantasma não, é super chato e desmotivador isso, ainda mais pra alguém que está recomeçando e repostando uma história.
Comentem o que acharam e eu estou ANSIOSISSIMA pra ler o que vocês acharam de cada CENA mostrada nesse capítulo. A história vai continuar e não precisa falar "Continua". Obrigada a todos. ❤


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