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História Pólvora e Sangue - Capítulo 1


Escrita por: Cjogos

Notas do Autor


Olá a todos. Bem eu estava com a ideia dessa historia já fazia um tempo em minha cabeça, então decidi coloca-la em pratica. Ela e longa e cheia de personagens, lugares, tramas, controvérsias, e plotes tuistes, ela e praticamente um Game of thornes, no Brasil no seculo 18.
Bem espero que gostem e se Divirtam.

Capítulo 1 - Comemoração e conversa


Fanfic / Fanfiction Pólvora e Sangue - Capítulo 1 - Comemoração e conversa

25 de outubro, 1853

Cidade de São Jorge, Santa Catarina

Clube luz da noite

 

 Os gritos de alegria e comemoração se estendiam por toda a cidade indo das pinguelas crioulas, as mansões dos ricos comerciantes locais. Por toda a cidade o povo comemorava com bebidas, comidas, dança, música e garotas, todas as ruas becos e quadras estavam cheias de comemorações, todos bebendo comendo e divertindo-se, podia se dizer que todos na cidade puderam tirar a barriga da miséria durante a festa. Toda a cidade tinha motivo para comemorar, a morte de um Overlord era sempre bem recebida por tudo e todos, ninguém sentiria falta de um líder dos mortos. Mas a principal comemoração estava dentro do clube da cidade, era lá onde estavam os heróis que deram início a grande festa que toda a cidade comemorava sem parar. Em um canto mal iluminado pelas luzes das velas, sentados ao redor de uma mesa de madeira de carvalho vermelho velho e já desgasto, sentados em cadeiras do mesmo material no mesmo estado, um dos vários grupos de caçadores se sentavam a comemorar por sua grande caçada e recompensa que foi entrega a eles.

 O grupo era formado por quatro caçadores, um mais distinto de outro, era quase impossível de pensar que aqueles quatro caçadores se uniram para formar um grupo de caça. Todos eles estavam comemorando bebendo grandes quantidades de bebidas alcoólicas, deis das mais simples como cerveja e rum, a mais chiques e complexas como vinho e whisky. Todos que passavam ao redor da mesa podiam ver o esbanjar de dinheiro em bebidas. Alguns chagam até mesmo os chamar de vagabundos por consumir tanta bebida, possivelmente com inveja de não terem capacidade de poder consumir toda aquela quantidade de bebida como eles, se soubessem que era graças aqueles “vagabundos” que a festa estava a acontecer duvido que os chamariam assim.

 A mesa do grupo já estava cheia de garrafas vazias, não surpreenderia ninguém se eles já tivessem gastado todo o dinheiro que eles ganharam, ainda hoje, mas eles não se importavam com isso, eles sempre podiam ganhar dinheiro caçando demônios e mortos pelo império sem problemas. – Caramba, minha cabeça já está doendo! Um dos caçadores falou apoiando-se em seu cotovelo. Os outros caçadores riam das palavras ditas por seu companheiro. – Calma César ainda temos muito dinheiro para gastar, não precisa beber todas hoje. Ele ironizou a situação de seu companheiro soltando mais risadas.

 - Serio? - César perguntou balançando a cabeça para os lados, possivelmente bêbado.  – Então chama o garçom, manda trazer mais uma caipirinha de limão. – ele de risadas junto a seus companheiros de caça.

 - Ho. Exclamou outro de seus companheiros. – Vamos apenas beber? Ele perguntou ao grupo, que respondeu com olhares de simples de despreocupação ou importância com o que ele disse. – Qual e, vamos dançar ao salão de dança, dançar com algumas garotas. - Ele falou quase gritando aos seus companheiros.

 - Calma Gustavo, não precisa gritar. - Pode ir agitar o salão com seus passos, mas agora nem um de nós três pode ir com você. A permissão sou como uma benção para Gustavo, ele não aguentava mais ficar ali sentado bebendo ouvindo seus companheiros, ele era um aficionado pelas danças de salão, sempre em que o grupo ia a um clube ou local de entretenimento a primeira coisa que Gustavo fazia era ir ao salão ou pista de dança dançar com as moças, era quase como um vício. Ele se retirou da mesa indo em meio a multidão, desaparecendo em meio a ela.

 - Esse cara e uma figura.

 - Qual de nós não é Carlos? - César perguntou com sorriso no rosto.

 Carlos o encarou com uma cara séria. Um minuto. Dois minutos. Cada minuto e segundo que se passava a posse seria de Carlos ia se destruindo, formando em seu rosto uma careta de risos, ela começou a rir moco um doido. – Nem um! Ele responde a pergunta de César rindo, os dois voltaram a dar risadas, qualquer um que vise os dois os chamaria de loucos, por suas risadas rachadas e fora de controle.

 A bebida estava no controle dos cérebros, mente e alma de César e Carlos, apenas o líder dos caçadores parecia manter a cabeça e mente ainda intata, ele não havia bebido tanto quanto os outros então conseguia refletir e pensar antes de falar ou fazer qualquer coisa. A festa continuava a todo o vapor, todos presentes esbanjavam-se das coisas disponíveis da festa. Logo toda a bebida e comida do clube seria esgota, o dono devia estar mais que satisfeito, com certeza o que ele fazia em um ano eles fez em uma noite. Enquanto os dois caçadores conversavam rindo um da cara do outro, o chefe coloca os pés sobre a mesa ficando a vontade em relação tudo. Para ele a noite tinha sido ótima muita comida, bebida, diversão e descanso para o velho caçador.

 Ele já estava começando a ficar velho para continuar a caçar demônios e mortos, já pensava em aposentar seu rifle e descansar em paz longe de tudo esse banho de sangue entre humanos e monstros, assim como muitos outros caçadores ele sabia que a profissão de caçador era algo muito curto, com a idade as coisas já não eram a mesma coisa. Sair correndo pelas florestas brasileiras, matando demônios, coletando suas recompensas e caçando os lordes, não seria mais a mesma coisa com a idade se tornando inimigo maior que os próprios demônios. Ele já avia cogitado várias vezes em passar o comando Carlos, seu braço direto de comando e companheiro mais antigo depois dele no grupo, mas nunca conseguia, algo dentro dele sempre hesitava na hora, ele sentia que ainda não estava na hora, e acabava deixando a oportunidade de se aposentar. “talvez ficar por mais algum tempo não seja uma má ideia” ele pensou, logo e percebeu que não foi a primeira vez em que aquele pensamento surgiu em meio a sua mente. – Parece que me falta coragem. - Ele murmurou baixo, quase sussurrando.

 - Disse alguma coisa, Jose? – perguntou Carlos levantando a sobrancelha.

 - Uh? Não dada! – Ele respondeu tentando se desviar do assunto.

 Carlos balançou a cabeça, voltando a beber. Eles continuaram a comemorar por mais algum tempo. César se levantou da cadeira, enquanto segurava uma garrafa de bebida em sua mão direita. – Vou dar uma volta! – Ele avisou indo em direção a multidão. – Não vai cair do terraço de novo!  - Gritou Jose a César. Cesar acenou com a mão que segurava a garrafa de bebida. César tinha o costume de sair andando pelos salões dos clubes, indo de cima a baixo, era como uma espécie de vício de não conseguir parado, ele sempre tinha que estar fazendo alguma coisa, seja estar piscando os olhos ou sair andando pelo local. Muitos não entendiam o por que dele sempre fazer isso, diziam que era um costume que ele tinha de querer conhecer o lugar ou algo assim.

 - Que aposta quanto que nós vamos ter que ajuntar ele de novo?

 - Se ele cair dessa vez, que fique espatifado no chão.

 Carlos riu ao ouvir a resposta do chefe. Ele já conhecia Jose a bastante tempo, sabia quando ele estava falando cério e quando estava apenas jogando conversa fora, no máximo que faria seria dar um sermão em César como já deu em outras vezes. Carlos foi o primeiro caçador que Jose recrutou para seu grupo, sendo assim ele podia se considerar como o segundo em comando como uma espécie de capitão do grupo. Logo atrás dele estavam César e Gustavo, seguindo a lógica de tempo que cada um estava no grupo, César seria um soldado por estar a mais de um ano, e Gustavo estando a menos de um ano podia ser considerado como recruta ou novato perante a lógica aplicada. – Se você falou tá falado, Nonô. – Carlos disse, enquanto se espichava na cadeira, colocando as pernas sobre a mesa.

 - Uh? – Jose espichou os olhos ao ouvir aquela provocação. – Quem você chamou de Nonô, pia de bosta? Jose se levantou da cadeira ficando em pé. Surgindo em meio ao rosto de Carlos um sorriso debochado.

 - Você, Nonô! - Carlos respondeu retirando de seu casaco uma pequena caixa de madeira, como as palavras Cutara de oliva, escrita sobre a mesma.

 - Me respeite guri senão vó te dá uma sura pra aprender a respeita os mais velho. – Disse Jose apontando o dedo indicador na cara de Carlos.

 - Ok, chefe, líder, manda chuva, alfa, nada de te chamar de Nonô. – Falou Carlos abrindo a caixa de madeira, retirando um charuto e acendedor de dentro, acendendo começando a fumar calma mente.

 - Eu ainda não cheguei nos sessenta para ser chamado de Nonô guri insolente. – Murmurava Jose bebendo sua cerveja.

 Vagando pelos corredores do clube, César andava sem rumo apenas apreciando o estabelecimento, as cortinas vermelhas, carpetes, pinturas estranhas, decorações e outras decorações espalhadas pelo Clube. Passando para o salão principal, onde se localizava o bar e o salão de dança, César continuou a observar e apreciar o lugar, muitos viriam isso como algo idiota ou ridículo, mas pela falta de conteúdo e entretenimento, única coisa que ele podia fazer para passar o tempo era apreciar. Enquanto apreciava a decoração, algo o chamou muita atenção. Ao lado do balcão do bar, em uma parede toda pintada de vermelho sangue, que chamava muita a tenção devido a cor vibrante, entres os vários objetos pendurados nela, um se destacava em meio a todos. Preso em uma caixa de madeira com vidro na frente, estava uma relíquia para caçadores, o Rifle Wendigo 18, emoldurada como se fosse uma pintura.

 César a reconheceu de longe, se aproximando para poder ver com mais clareza. Ao chegar mais perto quase podendo toca ló, se não fosse pelo vidro, ele com certeza teria retirando aquela preciosidade de sua jaula. Era um crime manter uma preciosidade como aquela presa dentro de uma caixa, dava vontade de dar um soco na cara do maldito que a colocou lá. Uma arma daquele nível de poder devia estar matando Lordes e demônios, não ali parada esperando pelo seu fim.

 - E uma bela arma, não? – Uma voz vinda de trás de César perguntou.

 Ao se virar, César pode ver um velhinho sentado em uma cadeira ao lado de uma pequena mesa, com uma garrafa de Rum e um copo. Ele estava bem vestido, com um sobretudo de couro animal, camisa de algodão, calça de couro liso, junto a um par de sapatos de couro negro, e em suas mãos ele segurava uma bengala de apoio, feita com um cabo de madeira negra, com uma pedra vermelha brilhante parecida a um rubi.

 - E! e uma bela arma senhor! – César concordou com o senhor. – Ela e sua? – A pergunta foi feita de maneira equivocada. Ele nem sabiam que era o senhor a sua frente e já avia concluído que ele era o dono da arma, o que não faria sentido já que se a arma esta emoldada na parede do clube obviamente ela seria do dono do clube.

 O senhor soltou uma leve risada. – Não garoto, não sou o dono da arma! – o velhinho respondeu com um sorriso gentil. – O dono e meu filho! proprietário desse estabelecimento. – O senhor continuou.

 A fala do senhor veio como uma faca para César, o dono de um dos maiores clubes de todo o império, portava na parede de seu clube uma das armas mais poderosas e perigosas do mundo, apenas como um mero enfeite, que desperdício. Rifle Wendigo não era apenas uma arma, era uma das armas feitas pelos armeiros da segunda cruzada de sangue, feitas de ferro, aço, madeira e pólvora abençoada pelo próprio papa, com o próprio poder dos demônios, balas feitas de aço negro tingidas de sangue de demônios, dando assim seu nome. Temidas por todos os demônios, mortos e seres das trevas, por ser capaz de matar e banir qualquer ser ou alma de volta para o inferno apenas com um único tiro, até os Lordes temiam o poder dessas grandes armas, no total foram feitos cerca de cem rifles projetados e criados. Com um deles bem em frente, sem pode ló tocar, apenas admirar sua beleza.

 - E! e um grande desperdício deixar essa arma parada, enferrujando na parede de um clube. – Disse o senhor com revolta.

 - Com certeza! Deveria estar nas mãos de um caçador ajudando a matar os demônios pelas terras do império. Não ficar parada como decoração em um clube.

 - E você está certo!

 - Uma pena, essa arma com certeza ajudaria muito atualmente, com cada vez mais demônios sobre a terra, precisamos de mais caçadores armados para nos proteger. – Ele abaixou a cabeça, olhando para a arma com olhar triste.

 César ao olhar novamente para o senhor, o viu com aquela expressão. – Tudo bem? – César perguntou.

 - há? Assim estou! Só estava me lembrando do meu tempo como caçador. – O senhor mudou de expressão rapidamente ao tocar no assunto.

 As orelhas de César se antenaram ao ouvir aquilo. – O senhor já foi um caçador? – Perguntou surpreso.

 O senhor novamente soltou uma leve risada. – Já filho, já fui um caçador! Cruzei as terras desse vasto império, das florestas do norte, pelos desertos do nordeste, montanhas da capital e os palpas do sul. – O senhor disse com alegria em sua voz.

 - Caramba, então você e um caçador veterano! – César puxou uma cadeira da mesa ao lado, sentando-se na mesma mesa em que o senhor estava. César sorria alegremente, ele sempre quis conhecer um caçador veterano que viajou pelo império caçando demônios, e essa era sua chance.

 - Calma guri. Não sou um veterano de caça nem um herói! – Se espichando na cadeira o velho caçador, repousava tranquilamente. – Sou apenas um velho caçador aposentado, que passou boa parte da vida caçando demônios.

 César o assentiu, ele já tinha ouvido falar sobre como os caçadores aposentados ficavam depois de ficar uma vida inteira viajando e caçando, para depois de velhos ficarem parados como inúteis sem poder fazer nada contra seus velhos inimigos, nem toda a fama e fortuna que eles conquistaram ao longo de sua jornada era capaz de abafar suas frustrações, mágoas e tristezas de não poder mais caçar. Mas eles também não podiam se dar ó luxo de reclamar, demônios eram seres ardilosos e espertos, podiam ser seres feios e fedidos a enxofre mas eram espertos, zumbis eram monstros burros e incompetentes, só que grupos era tão perigosos como uma matilha de lobos, os infectados eram ainda piores, uma espécie de doença criada para contaminar os caçadores e demais homens que tentavam combater os demônios, que os transformava em monstros piores que os zumbis. Devido a todos esses fatores era impossível que caçadores velhos, mesmo que habilidosos conseguissem sobreviver a muito tempo em caças. – Bem pelo menos agora pode curtir, o resto de sua vida tranquilamente. – Disse Cesar tentando animar o clima.

 - Descansar? Você só pode estar brincando? – O velho caçador perguntou, sarcasticamente. – Eu preferia estar vagando novamente pelas terras do império, caçando demônios e outros monstros, do que ficar aqui parado envelhecendo em um clube de bêbados! – Os gritos do caçador foram claros, como sua voz, ele não parecia suportar ficar parado na cidade enquanto os outros caçavam demônios.

 César o assentiu, ele não podia negar que para um caçador que passou anos indo da lá para cá, matando demônios, não se contentaria em ficar à espera da morte não era algo agradável. – Você sabe que se não vai dura nem dois dias, Vovó?

 - Em primeiro lugar. Não sou seu, avó! Meu nome e Roger! E em segundo lugar meu filho, eu posso estar velho, mas nunca subestime um caçador experiente, tenho muitos truques nas mangas que pode te suspender. – Roger em alto e bom tom, com total convicção. Ele realmente achava que podia dar conta dos demônios atuais. Mal ela sabia que as coisas não são mais como em seu tempo, os demônios trocaram muitos dos monstros que uma vez aterrorizaram as terras do império, os vendo como inúteis, substituídos por novos.

 - Já caçou ou matou um Regente? – César perguntou, balançando sua garrafa de bebida.

 - Regente? – Roger levantou a sobrancelha de mostrando não saber do que se tratava. – O que regentes tem haver com caçar demônios? Ou o imperador Pedro morreu, e a agora um regente no poder do império? – Roger perguntou, coçando a parte de trás da cabeça.

 César bebeu um gole de sua bebida, antes de continuar. – Os Regentes são os substitutos dos Minotauros. – Disse ele com um sorriso de lado em seu rosto. – Parece que os demônios os substituíram, por acharem eles muito lentos e pouco resistentes aos disparos das armas. Agora sendo assim eles pararam de cria-los e então criaram um novo monstro para ficar e seu lugar. – César deu outro gole. – Depois disso, os demônios começaram a revisar seus monstros os trocando por novos que seriam em suas visões mais eficazes contra os humanos ........

 Roger não estava a entender nada que César estava a falar. Eles estavam falando sobre regentes, depois pulou para demônios, monstros e agora ele estava a falar sobre troca? Roger e sua cabeça não estavam conseguindo acompanhar toda aquela maluquice que César estava a falar.

 ... Assim os caçadores começaram a mudar suas estratégias, aprimorando suas armas, equipamentos, ferramentas e tudo mais que podiam. Assim as coisas se tornaram mais equilibradas, até os indignas entrarem na briga e arruinarem tudo, assim nós perdemos boa parte das colônias no interior do império. Como solução o imperador Pedro Segundo declarou a A.M.C.M (Ação de Mobilização Cívica, Militar), assim conseguimos conter grande parte da ameaça que nos cercavam no litoral. Bem esse foi um resumo do que mudou nos últimos tempos, Roger. – César terminou de falar, novamente tomando um gole de sua bebida, mantendo um sorriso em seu rosto. Ele estava contente com sua fala, anos de caça e vivencia nômade o ajudaram a desenvolver sua lábia e fala, ficar indo de cidade em cidade caçando demônios, conseguindo informações e conversando com as pessoas, tinha suas vantagens. Mas e claro que não foi perfeito, César tecnicamente falou apenas uma fração mal explicada de tudo que aconteceu.

 Roger suspirou pesado. – Muito bem garoto. Você demostrou que já estou velho e desinformado das coisas. Nunca passou pela minha cabeça que os nativos entraram nessa guerra, ainda por cima sua própria espécie. – Disse Roger com arrepiado com toda as informações ainda sendo processadas por sua cabeça.

  - Calma ai foi só um resumo do resumo, ainda tem muitas coisas que aconteceram que nem mencionei.

 Essa informação foi a gota d'água para Roger, ficar apenas quinze anos parado em uma cidade jogando tempo fora foi, suficiente para o mundo cair e ele nem perceber. Claro ele podia ter saído da cidade e ir buscar por essas informações, ou pedir para algum dos milhares caçadores que passavam pela cidade dia após dia, para conseguir as informações mas ele nunca achou que as coisas ficariam assim, que tudo em tão pouco tempo, mas e como a vida e cheia de surpresas e problemas. – E as coisas mudam, mudam rápido demais para falar a verdade. – Roger falou melancólico, com a cabeça baixa.

 - Calma ai velhinho, se pode tá fora dos acontecimentos, mas não fora de serviço, como os caçadores do império!

 Roger deu leves risos, piada simples e comum, mas divertida. – Olha garoto, não sei o que você e .... – Roger parou abrindo sua mão direita em sinal de pedir por informação, deu seu bando.

 - Eu tenho um bando! Comigo da quatro, pessoas.

 ... Seu bando está querendo aqui mas lê garanto que se querem caçar algo de valor recomendo que vão para o norte, não sul, o sul e um lugar com para iniciantes, mas não a nada de grande valor nesse pedaço de terras do império. A não ser que você queira virar um agricultor, você quer? – Roger deu rio novamente. Suas palavras foram sabias, o sul tinha seu charme e beleza, mas riqueza era só para os que plantavam, demônios e monstros preferiam as florestas e colônias do norte para serem saqueadas.

 - Sou melhor atirando do que plantando. Então acho que vou continuar na caça por enquanto. – César rui, ele sabia que o sul não era uma terra de caça, porem sabia que o sul era famoso por ser o lugar preferido dos capitães, podiam não pagar suas contas mas era melhor que nada.

 - Bem guri, aproveite enquanto pode. Algum dia você estará como eu! – Ele riu levemente.

 - Tomara que não! Retrucou César continuando a risadas.

 O tempo foi passando. O jovem caçador e o velho, continuaram a conversa pelo restante da noite. Conversavam sobre coisas típicas de caçadores, armas, armadilhas, demônios, overlords, e como era as caçadas na época de Roger, mas a maior parte da conversa era sobre os eventos e acontecimentos que ocorreram enquanto ele esteve aposentado. César não podia dizer que estava surpreso de ver Roger querendo se informa, ele não hesitou em dar as informações que Roger queria saber, caçadores gostam de saber das coisas. César explicou sobre os acontecimentos que levaram todo os problemas e conflitos nos últimos tempos, César também não sabia de muita coisa sobre os acontecimentos, apenas o básico do básico, mesmo assim melhor que nada, detalhes e pontas não eram explicadas mas não pareciam importar para Roger, ele parecia estar mais interessado em saber apenas os pontos interessantes dos acontecimentos, algo comum entre caçadores, buscando apenas o que os interessa.

 - Bem ... e isso que eu sei. – Falou César, erguendo a mão para pegar a garrafa quase vazia.

 - E as coisas mudam rápido no mundo. – Roger falou, também pegando sua garrafa de bebida, bebendo um longo gole. – Nos humanos somos estranhos!

 - Uh? – Grunhiu, não entendendo a fala de Roger.

 Roger suspirou pesado. – Nós humanos vivemos nos destruindo. Os demônios se tornam cada ano mais fortes e perigosos, sabe por que eles estão se tornando mais fortes e nos humanos só enfraquecemos? – Roger se aproximou da lanterna em cima da mesa, seu rosto ficou amarelado pela luz da vela, ele rosqueando o vidro ao redor da vela o retirando, deixando a vela solta no ambiente.

 - Não faço a mínima ideia! Respondeu César balançando a cabeça para os lados. César mentiu, ele podia não saber o que Roger pretendia fazer com a vela mais sabia muito bem onde esta conversa estava indo.

 Roger riu, mas diferente das outras vezes não parecia ser por felicidade ou diversão, apenas uma risada sem emoção ou sentimento. – Por que eles se uniram com o propósito de nós eliminar! – Roger respondeu com a voz seca. Ele colocou a mão à frente da vela, impedindo do ar do presente na sala a apagasse. – Já nos humanos, continuamos a nos destruir, matar e nós esfaquear pelas contas, em nome de nossos desejos próprios! – Com seus dedos Roger apagou a vela, fazendo a fumaça sair do barbante queimado.

 - Acho que já entendi! Respondeu César com sua voz neutra. – Nós somos a vela, e os demônios são seus dedos. Certo?

- Isso garoto! Esse e o futuro dos humanos se não pararmos de pensar em coisas ridículos como terras e ouro. – Roger voltou a se espichar na cadeira. – Os humanos de hoje estão segados pela burrice e ignorância. – Falou Roger bebendo de sua garrafa a secando.

 - Não posso dizer que, não e uma verdade. – Falou César sem muito agito. – Mas o ser humano pode mudar, assim como as coisas mudaram. – Disse César tentando trazer uma visão otimista, para retirar o clima depressivo presente no ambiente.

 Roger sorriu sarcasticamente. – Está vendo aquele homem, parado ao lado do balcão do bar? – Roger a pontava com a mão direita. César virou a cabeça para trás olhando na direção que Roger apontava, olhando para o local, ele pode ver o homem que Roger falava. O homem usava calças de couro, camisa azul de algodão, junto a um colete de lã e sapatos de couro marrom já desgastados pelo tempo.

 - Uh?

 - Sabem que toda a noite eu tenho que mandar os seguranças do clube expulsá-lo. – Roger falou balançando a mão para os lados. Como pai do dono do clube, provavelmente, Roger também tivesse uma certa influência de controle sobre os funcionários do clube, e possivelmente sobre outras decisões.

 - Ok, e? – Perguntou César.

 - E, ele nunca aprende! – Afirmou Roger. -Toda noite ele arruma briga com alguém e acontece uma confusão. Não importa o que aconteça ele sempre vai arrumar briga com alguém, e ...

 - Tudo bem! Já entendi onde quer chagar! – César interrompeu, de modo grosseiro a fala de Roger. – Ele não muda, e nunca aprende, certo? – Perguntou César com a voz agitada.

 Acenando com a cabeça, Roger concordou.

 - Nos, podem .....

 “hhhaaaaaa” Um grito alto de desespero se espalhou por toda a sala do bar, os gritos e cantorias de comemoração se silenciaram ao ouvir o grito. Os seguranças do bar rapidamente foram em direção aos gritos, entrando em uma sala ao lado do bar, para ver o que estava acontecendo, todos presentes dentro da sala se ficaram em silencio, assustados com medo do que quer que tinha acontecido. Alguns homens ficaram em posições de combate, esperando que o pior acontecesse. Antes o clima de festa e comemoração, agora estava quieto e assustador, com todos sussurrando assustados, com medo do que está por vir. Alguns já se retiravam em direção a saída, fugindo do pior temendo que algo grave acontecesse, outros ficavam em seus lugares esperando, pelo que pode acontecer.

 - O que tem naquele cômodo? – Perguntou César curioso.

 - Ali e o salão de danças! – Respondeu Roger.

 César congelou ao ouvir aquelas palavras, Salão de Danças. Ele sabia muito bem, mais do que todos presentes no clube, que e o que causo todo aquele problema, sabia que as coisas lá dentro estavam um verdadeiro inferno. Sons de briga e gritos começaram a vir de dentro do salão, todos próximos se afastavam com medo do que estava para acontecer, podia se ouvir sons de coisas sendo quebradas, de cadeiras e vidros, o pânico tomava conta de todos presentes fora do conflito. – O que está acontecendo ai? – Perguntou um rapaz aglomerado em um canto com contra pessoas, tremendo de medo. A cada segundo que se passava as coisas pareciam piorar lá dentro, ninguém tinha coragem se mexer e ir ver o que estava acontecendo lá. Surgindo em meio a porta de entrada do salão, um homem vestido com um casaco de couro grosso, saída do salão, todos se assustaram ao velo, seu rosto! Todo seu rosto estava inchado de picadas de abelhas, seu olho esquerdo estava coberto de pele inchada, com um liquido pegajoso escorrendo dos buracos das picadas. O homem andou alguns passos antes de cair no chão morto, em suas costas estava um enxame de abelhas, que cortavam sua pele entrando dentro de seu corpo, formando uma colmeia.

 Todos na sala assistiam em silencio em total medo e desespero, tentando não chamar as abelhas. “Clank” O estou deixou muitos assustados, do nada alguém jogou uma garrafa com fogo, em cima do corpo, as abelhas queimaram na hora. Todos olharam para que jogou a garrafa, perto da parede cheias de armas decorativas, Roger segura em suas mãos uma caixa cheia de Coquetel molotovs. – Acha que ainda não dou conta? Ele perguntou com um sorriso no rosto.

 Todos ficaram assustados ao ver as atitudes do velhinho, menos César. – Tá bom. Você anta consegue caçar! Feliz? – César perguntou com um sorriso simpático.

 Roger apenas riu. Com seu cotovelo ele quebra o vidro de um grado com um revolver dentro e ó pega em seguida. César por sua vez retira de seu casaco outro revolver, com cabo de madeira de carvalho com, desenhos vermelhos de corvos nele, e seu cano longo preto. Outros guardas do clube aparecem em seguida, armados com rifles e pistolas, César e Roger os seguem para dentro do salão escuro, onde estava acontecendo o conflito.


Notas Finais


Esperem qua as coisas so estão para começar. :)


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