História Polyamory - Capítulo 4


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Haechan, Jaemin, Jeno, Jisung, Mark, RenJun
Tags Nct Dream, Nomin, Noren, Norenmin, Renmin
Visualizações 56
Palavras 1.828
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eii! Tá tarde pra caralho, me desculpem por isso.

Voltei com mais um capítulo pra vocês. Pessoalmente acho ele bem chato, não tem muitos diálogos e eu fiz de tudo pra não deixá-lo muito monótono mas acho que falhei. Peço desculpas! Prometo que vou compensar.

Eu também não betei pq acabei ele agora, e resolvi postar pois amanhã (ou hoje) eu não vou ter tempo nem pra respirar, mas vou arrumar quando arranjar um tempinho.
Como eu disse no capítulo anterior, esse é todinho sobre o nosso Renjun, espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 4 - Perdido


Renjun sempre se sentiu diferente das outras pessoas desde quando era apenas uma criança. Ele não gostava de brincadeiras violentas, nem de conversar sobre como as meninas no ensino médio eram, nas palavras de seus colegas, “gostosas demais”. Eram bonitas, com certeza, mas ele não sentia absolutamente nada por elas e achava desrespeitoso falar aquele tipo de coisa sobre elas. O chinês preferia brincar com seus carinhos, sentado no chão do playground, ler livros de ficção, conversar sobre música. Era o jeitinho dele, sempre foi.

Também frequentava a igreja, no início por influência dos pais mas acabou pegando gosto pela coisa. Ele se sentia bem, leve, era algo que realmente o agradava e não trocava por nada. Óbvio que as responsabilidades que estavam chegando com o fim do ensino médio, vestibulares e o trabalho de meio período na escolinha de música local, haviam feito o garoto se afastar um pouquinho das atividades religiosas, mas isso não o incomodou tanto. Continuava indo as missas de domingo e ajudando no coral das crianças aos sábados, então estava tudo ok. 

A vida em casa era tranquila, tinha uma ótima relação com os pais, além se ser alguém popular por conta do seu posto de líder do clube de proteção ambiental da escola. Era bem resolvido com sua sexualidade, todos na paróquia o adoravam. Vida perfeita, certo? Pelo menos ele gostava de pensar que sim.

Seus amigos também eram ótimos! Quando chegou na Coréia, Jaemin foi seu primeiro amigo, sempre ajudando quando o Huang com seu coreano enrolado e o defendendo das crianças que ficavam zoando o estrangeiro. Jaemin era o melhor, podia contar com ele pra tudo. E claro que, por consequência da amizade deles, acabou conhecendo e se apegando ao caçula daquela família, Jisung. O pestinha lhe torrava a paciência, mas o amava tanto quanto amava Jaemin. Eles três eram inseparáveis, e cresceram sendo assim. 

Depois dos irmãos Na que vieram Jeno, Donghyuck e Chenle. Eles costumavam brincar no mesmo parquinho quando crianças e acabaram se tornando melhores amigos também. Eram uma turminha barulhenta, que faltavam botar a casa de Renjun abaixo no meio de brincadeiras e festas do pijama que faziam o casal Huang ficar de cabelos em pé. Renjun adorava os amigos, eles estavam lá para apoiá-lo sempre, em cada pequena decisão. Eram incríveis, não poderia negar.

Quando se assumiu gay, meio que não foi surpresa pra ninguém, todos já esperavam de certa forma. Teve uma longa conversa com Jaemin naquele dia, depois que os amigos foram embora, foi quando confessou que estava apaixonado por Lee Jeno, mas só depois que o Na insistiu muito. Não queria contar porque achava que aquilo poderia interferir de forma negativa na amizade do grupo, mas Jaemin prometeu que não abriria a boca, então estava tudo bem.

A paixão por Jeno foi crescendo cada vez mais, mas Renjun não tinha coragem de expor seus sentimentos pelo Lee, então levava tudo o mais normalmente que conseguia. Sempre convidando o moreno para ir na sua casa estudar quando podia, fazendo seções de filmes antigos e bobinhos que deixavam ambos chorando no final... Tinham uma relação boa e o chinês pretendia que ela continuasse assim. Não faria nada pois lhe faltava coragem e tinha certeza que Jeno não gostava de si. Triste, era sim, mas ele não podia deixar que sua vida se resumisse a isso, e nem ia ficar se lamentando pelos cantos. Preferia guardar os momentos bons que tinham até aquele sentimento, quem sabe, sumisse de vez. Mas deixando a paixão por Jeno de lado, o Huang era um garoto feliz, amado, e como seus amigos amavam pontuar, meio tapado. Mas era um detalhe, apenas um detalhe. 

E naquela segunda-feira estava se sentindo leve e feliz, sem nenhum motivo especial, estava feliz e aquilo já bastava. O dia começou na escola depois da chegada de Donghyuck, que levou um presente de sua avó para todos seus amigos. Ele não tinha aberto mas sentiu por fora e pode jurar que ganhou o que queria: um suéter! Estava doidinho por um novo, e sabia que a avó do amigo era a melhor quando se tratava de dar presentes. Ela conhecia aqueles garotos como ninguém e sempre os mimava quando possível.

Bem, o Huang não estava errado, era mesmo suéter. Um suéter rosa-choque. 

Sua cara foi ao chão quando viu aquilo, só podia ter rolado um engano na hora da entrega dos presentes. A ahjumma o conhecia; sabia que ele gostava de cores claras, até as mais neutras. O culpado era Donghyuck, aquele moleque desatento. Ou ele estava tirando uma com sua cara, o que era mais provável. Renjun tratou então de embrulhar o presente de novo e ir até a casa do colega para ele explicar aquela confusão.

A casa do Lee não era muito longe da sua, mas foi de bike pois tinha a intenção de passar na casa de Jeno depois. O moreno estava o preocupando desde o fim de semana, precisava saber o que tinha acontecido para poder ficar realmente em paz. Largou a bicicleta perto do portão, estanhando ao ver o carro de Jaemin ali. Sabia que os dois tinham saído juntos depois da escola — tanto que ficou sem carona — mas não sabia que passariam a tarde, tanto que estranhou já que sempre avisavam, de certa forma, no grupo que mantinham no app de mensagens quando um deles estava junto com outro. Seja mandando diversos áudios para provocar, ou várias selfies zoadas. Mas bem, ignorou por hora, deviam estar ocupados com as lições de física ou sabe-se lá o quê.

Se dirigiu para a porta e quando estendeu a mão para campainha, a mesma foi aberta pela mãe do amigo. Sorriram, se cumprimentaram e ela deixou que entrasse, pedindo para que avisasse Donghyuck que iria para a aula de yoga. A mais velha gostava de Renjun, o achava um garoto encantador e cuidava  como se fosse seu filho também. Era tão inocente, o chinês.

Depois de tirar seus sapatos, subiu as escadas escutando vozes abafadas pela porta. Já ia invadir o quarto, sem nem bater pois tinham intimidade, quando ouviu;

...Donghyuck, o Nono é... poligâmico? Ele gosta de mim? E do Renjun? O que...? 

O quê!? Quase caiu para trás, afastando a mão da maçaneta e se aproximando da porta. Ele ouviu certo? Não, tinha certeza que não. Mas então ouviu mais e mais. Congelou. Merda! Não sabia o que pensar, não sabia o que fazer. Devia ir embora e fingir que nada aconteceu? Ou entrar no quarto e exigir uma explicação decente? Não sabia...

Respirou fundo quando ouviu o choro de Jaemin e seu coração partiu em milhões de pedacinhos. Queria poder abraçá-lo e dizer que tudo ia ficar bem, mas estaria mentindo pois não sabia se ia realmente ficar tudo bem. Era muita informação e ele não sabia ainda o que pensava sobre aquilo, precisava parar e colocar os pensamentos em ordem, fazer o coração se acalmar e tomar decisões racionais. Mas naquele momento só conseguia olhar em choque para porta, a respiração estava acelerada, e ele jurava a visão tinha escurecido por alguns segundos. 

Quando voltou prestar atenção na conversa, só teve tempo de correr até o banheiro ao lado do quarto antes que os dois amigos o pagassem ouvindo atrás da porta, e só saiu quando escutou o carro de Jaemin dando partida. Encostou as duas mãos na pia e permitiu que uma lágrima escorresse. Ele não estava triste, mas mentalmente confuso, e aquele era o jeito que encontrou de se acalmar antes de lavar o rosto e ir para o quarto de Haechan. Decidiu que não falaria nada, ia se fazer de sonso e dizer que tinha acabado de chegar, resolver o problema do suéter para só então tomar uma atitude sobre aquela revelação. 

Precisava pensar racionalmente para que ninguém saísse machucado dessa história toda. Uma parte sua acreditava que era mentira, um mal entendido, e ele esperava que fosse mesmo. Não saberia o que fazer caso fosse real. Ele já tinha falado uma vez ou outra que achava poligamia errado, seus pais disseram isso então era verdade, certo? Desconstruir aquele pensamento seria difícil e ele não conseguiria sozinho, precisava urgentemente conversar com alguém. Conversar com seu melhor amigo. Conversar com Jaemin. 

Resolveu rapidamente o problema com Hyuck, que descobriu que deu para o chinês o suéter que era para ser de sua mãe, logo fazendo a troca. Tinha percebido que o Huang estava distraído, preocupado. Perguntou, mas a resposta foi um “tá tudo bem, problemas no trabalho”. Sabia que era mentira mas não insistiu, sabia que ele iria contar quando fosse a hora.

Renjun saiu rápido dali, dando de cara com Jeno abrindo o portão menor da casa e gelou. Devia falar algo? Viu a mochila grande nas costas do amigo, o que significava que iria passar a noite ali. Ele sorriu para si e as borboletas em seu estômago surtaram. Ele ia desmaiar, tinha certeza.

— Oi Junnie! — Cumprimentou indo de encontro com o mais baixo, que ficou tenso. — Não sabia que ia vir aqui.

— F-foi só um problema, tenho que ir — Respondeu rápido, logo dando um jeito de passar por Jeno com a bicicleta, sem que sobrasse tempo para que o Lee perguntasse algo. Sabia que se ele insistisse um pouco em falar consigo, teria um troço e contaria tudo. Era fraco demais quando se tratava de sua paixão.

Pedalou rapidamente para longe dali, logo chegando na pracinha onde a turma costumava ir quando eram mais jovens, largou a bicicleta no chão e sentou-se encostado numa árvore grande. Tratou de puxar o celular do bolso, ignorando todas as notificações, não tinha tempo para aquilo, foi direto para os contatos logo clicando no ícone de ligação. Esperava que Jaemin o atendesse, que não estivesse dirigindo, e que estivesse perto para poderem se ver o mais rápido possível. Planejou rapidamente o que ia falar, mas travou quando escutou a voz do amigo.

Alô? — Merda, o que ele ia falar mesmo!?

— J-Jaemin? — Perguntou, se sentindo estupido por ter gaguejado. — Você tá onde? Eu preciso falar com você — continuou quando ouviu um grunhido de confirmação vindo do amigo. — Agora! 

— Vai pra minha casa e me espera lá. — O Na disse e logo em seguida desligou, não deixando que Renjun falasse mais nada e o coração apertou no peito. Será que Jaemin iria brigar com ele? Esperava não, não aguentaria.

Respirou fundo pela décima vez naquele dia e levantou-se, logo partindo para a casa dos Na. Teria que lidar com aquela situação, e iria. Queria muito apenas ignorar e seguir com sua vida, porém não podia. Não quando se tratava das duas melhores pessoas em sua vida.

Não quando se tratava de sua paixão e de seu melhor amigo. Não quando se travava de Jeno e Jaemin. Não podia, não conseguiria, pois os amava.

É, o dia que tinha começado incrivelmente bem virou uma grande confusão de sentimentos num piscar de olhos, e Renjun estava perdido. Incrivelmente perdido!

 


Notas Finais


Eu to morta de sono e tenho certeza que tem muita coisa escrita errada, perdão por isso! Eu vou arrumar depois, juro.

O personagem do Renjun é o que eu mais gostei de escrever, e eu peço que tenham paciência com ele, por favorzinho. E eu disse que esse capítulo tava chato, mas me digam o que acharam nos comentários.

E MUITO OBRIGADA PELOS 42 FAVORITOS!!!! Eu realmente não esperava, na moralzinha! Fico feliz em saber que tem quem goste do que eu escrevo, muito muito obrigada!

Ai acho que falei tudo, muito obrigada por ler!

Meu twitter — https://twitter.com/lilchani


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