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História Ponta solta - Capítulo 54


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Notas do Autor


Boa leitura
ʕ ≧ᴥ≦ ʔ

Capítulo 54 - Fique bem


Por que aquilo estava acontecendo?

Uryuu sentado em uma das cadeiras do corredor daquele hospital segurava os cabelos de cabeça baixa. Se afogava vezes e mais vezes no pessimismo, mesmo que se reprendesse todas as vezes com aqueles pensamentos horríveis.

Ichigo iria sair daquela situação! Bem e vivo! Ele tinha que sair. Mesmo que tudo parecesse desabar a única coisa que Uryuu repetia era que o ruivo ficasse bem. Mesmo que Ryuken estivesse agora no chão da mansão. Morto, provavelmente, e por suas mãos! Ele matou o próprio pai, condenou Ichigo e, Yuzo e Karin! Ele tinha que fazer alguma coisa!

Sentiu alguém o tocar o ombro e se virou vendo o motorista que os trouxe, parecia nervoso demais com toda a situação e o estendeu um celular o aconselhando a ligar para a polícia logo.

Ele ia, mas antes ligou para o pai de Ichigo e aquelas foram as palavras mais difíceis que falou em toda sua vida. Também pediu sem explicar que ele buscasse Yuzo e Karin antes, que confirmasse que elas estavam bem e Isshin ficou bem agitado desligando a ligação. Alguém na mansão já deve ter ligado para a polícia, mas Uryuu ligou confessando o que fez.

Matou uma pessoa. Seu próprio pai

[...]

Quando Isshin chegou Uryuu ainda estava encolhido em uma cadeira com o rosto escondido nas mãos. O Kurosaki nervoso apertou os ombros do garoto o fazendo olhá-lo.

- E-elas não estavam. Onde estão minhas filhas Uryuu? O que está havendo? – Ainda tentava manter a calma e não se desesperar, mas só de ver o estado do garoto todo machucado e em pânico em sua frente sabia que não tinha nada de bom pela frente. Uryuu chocado demais e fraco somente abaixou a cabeça.

- Eu não sei...

- Como assim?! – Balançou seus ombros atrás de informações. - M-meu filho, onde?

- Ryuken deu um tiro nele, eu tentei, tentei tanto, mas não consegui fazer nada... – Sua voz angustiada oscilava.

Isshin somente se afastou procurando informações.

[...]

Uryuu esperava imóvel por noticias, Isshin andava de um lado para o outro sem poder interferir na operação e já tendo parado de tentar falar com o Ishida que não estava conseguindo se acalmar e ainda tremia. Também já tinha feito várias ligações em busca das meninas e isso só o frustrava. Os polícias já tinham iniciado as buscas e alguns amigos da família estavam nas ruas atrás de informações. Elas só estavam passeando com os tios em uma praça e de repente sumiram.

Quando Rukya apareceu ali a agradeceu internamente. Havia ligado para ela porque ela era a única que poderia falar com Uryuu agora, era a única que Isshin poderia pedir para vim acalmar o garoto já que não estava conseguindo isso. Não estava com raiva e nem colocaria nenhuma espécie de culpa nele, e nem sabia de tudo ainda. Só estava preocupado com todos e ele não parecia nada bem.

Rukya estava chocada demais. Se lembrava de quando Ichigo havia contado sobre tudo que Uryuu sofria nas mãos do pai. Ela sempre o achou um cara quieto e antissocial, arrogante e metido a perfeitinho. Tirando a arrogância ambos não tinham nada em comum e Rukya nunca achou que se dariam bem. Então ouvir Ichigo contar aquela história a deixou presa em seus pensamentos por um tempo e depois revoltada. E quando o viu machucado no terraço do colégio e chorar dizendo não aguentar mais percebeu que nunca aguentaria aquilo. Não tinha ideia de como Uryuu suportou tantos anos, tantas mentiras!

Agora ele novamente estava ali com o rosto todo ferido, sentado em um banco, as roupas manchadas de sangue, e sua expressão a assustava. Era indecifrável. Ele parecia perdido. Se aproximou preocupada e sentou-se ao seu lado.

- Uryuu, o que está sentindo? – Visto a falta de resposta o tocou o confortando. – Venha, você precisa sair daqui e beber um pouco de água, trocar de roupa...

- Não. Quando o médico vim... – Sua voz foi baixa e falha demonstrando o quanto não estava bem para aquilo. Rukya insistiu até que conseguiu o convencer e o guiou até a varanda pegando água para ele.

- Você precisa ser consultado, está queimando e tremendo, eu vou chamar um enfermeiro. – Ele realmente não deveria estar sofrendo tantas emoções.

- Não Rukya, isso não é importante agora. Eu só quero esperar! – Bebeu sua água.

- Mas...

- Acho melhor voltarmos.

Rukya o olhou incrédula e se colocou em sua frente.

- Uryuu você não está bem e não vai estar ajudando o Ichigo se torturando assim! – Chamou sua atenção tentando o fazer entender.

- Eu sei! – Voltou o copo sobre a mesinha ao lado. – Eu não posso fazer nada. Eu destruir tudo e agora ele pode perder a vida... Isso dói tanto que parece que vai me rasgar...

- Não é culpa sua Uryuu! – Afirmou.

- É sim! Se eu tivesse me mantido afastado depois das férias, se não tivesse sido tão idiota ele não estaria assim! – Uryuu ofegante e de vista embaçada recuou até a parede. – Eu s-só... Queria ele bem. Queria estar com ele, amar ele... Eu só queria ser feliz pelo menos um pouco, por que isso tinha que ter acontecido?!

- Eu não sei. Eu sinto muito. Mas o Ichigo é forte, ok? Precisamos confiar que ele está lutando naquela sala e que vai voltar p’ra nós.

Mas nada daquilo parecia fazer efeito no Ishida que levou os punhos fechados para a cabeça a pressionando.

- Ele não vai me perdoar, as irmãs dele foram levadas! E-eu sempre quis mantê-lo longe do que o fizesse mal, que fossem ruins para ele... Rukya, eu sou ruim para ele, eu o faço mal. Eu não quero mais ser assim, fazer isso! Como eu faço parar?! – Uryuu não pôde terminar, pois perdendo as forças encostado na parede desmaiou e Rukya se aproximou rapidamente tentando o amparar e logo chamando alguém para ajudar.

[Quebra de tempo]

A primeira coisa que viu quando abriu os olhos foi o teto branco, depois a janela mostrando um dia quente e flores em jarros próximas a janela.

Ichigo franziu o cenho para o lugar estranho e notou o pai sentado do outro lado na poltrona com suas roupas brancas de médico, ele o sorriu aliviado como que tirando um grande peso dos ombros.

De uma vez as coisas voltaram à mente de Ichigo o fazendo piscar os olhos com mais força para recobrar a lucidez logo, olhou mais afoito para os lados e para a porta e sentiu as mãos do pai em seus ombros.

- Acalme-se Ichigo, sem movimentos bruscos...

- O-onde? Cadê ele pai? Onde está o Uryuu? – Dizia se atropelando nas palavras. Se desesperando a cada segundo que não tinha resposta.

- Acalme-se filho... – Isshin buscou um sedativo e Ichigo recuou. – Ele está bem, não se preocupe com nada. Você precisa relaxar e se acalmar.

- N-não... M-minhas irmãs, pai? O-o Ryuken está... Ele...

Isshin já havia aplicado o sedativo que agiu logo apagando o ruivo.

[Quebra de tempop]

Quando Ichigo voltou a acordar estava mais calmo e pedindo por informações descobriu que Karin e Yuzo estavam bem e em casa. Elas haviam desaparecido em um passeio e depois de horas, já de noite foram soltas em uma rua mais longe dali, ficaram o tempo todo quietas andando de carro ou paradas nele e não viram nada nem aconteceu nada contra elas.

- Elas caminharam por um tempo juntas depois que foram soltas e encontraram uma delegacia. Você não imagina meu alivio em ouvir aquela policial falando estar com minhas filhas e ouvir a Karin brava querendo falar comigo. – O pai terminou a fala sorrindo.

Ichigo sorriu um pouco também e acenou.

- Eu imagino. – Ele olhou para a janela, para a noite lá fora.

Isshin também já havia o atualizado sobre Uryuu. Depois que o moreno desmaiou foi internado e ficou dois dias hospitalizado, Ichigo ficou apagado quase cinco dias e quando acordou, já transferido para o hospital onde o pai trabalha, o moreno já havia ido com os policiais.

Além das perguntas que teria que responder parece que o Ishida estava sob proteção total da justiça. Por causa do sequestro das garotas e do envolvimento de Ryuken com bandidos e mercenários achavam que talvez eles pudessem querer se vingar de Uryuu.

Ichigo não gostava nem de imaginar essa possibilidade.

- Eu sei que quer vê-lo Ichigo, mas precisa se recuperar direito agora e Uryuu está protegido. – Isshin garantiu notando claramente a necessidade nos olhos do filho. Se erguendo da poltrona Isshin apertou seu ombro. O ruivo suspirou.

- Eu sei pai, mas... Eu não consigo nem imaginar como ele deve estar se sentindo agora. Não quero que ele passe por isso tudo sozinho, ninguém merece isso, ele com certeza não. – Abaixou a cabeça passando as mãos nos próprios braços, nervoso.

- Filho, você primeiro tem que se consentrar em sua recuperação. Aquele tiro não foi brincadeira, foi muito perto do seu coração, quase te matou! Você entende isso? – O encarou sério. Não queria ter que dizer aquilo, reviver aqueles momentos. Quase perdeu seu garoto!

- Desculpa, pai. – Voltou a deitar não querendo causar aquela expressão no mais velho. – Eu só... minha cabeça está um caos! Aconteceu tanta coisa e de repente eu estou aqui sem poder fazer nada e ele está vai saber onde se enchendo de pensamentos ruins. – Suspirou fechando os olhos.

Isshin vendo que não falar do Ishida seria impossível se afastou.

- Vou te dar um remédio para você descansar.

Ichigo concordou agradecendo e voltou a olhar a janela só pensando no moreno e naqueles acontecimentos horríveis.

[Quebra de tempo]

O ruivo desligou a televisão nervoso com o noticiário. Sentado no canto da cama de seu quarto de hospital, já vestido e mais que ansioso para voltar para casa esperava. Já estava a mais de duas semanas ali e mesmo assim o jornal ainda acompanhava o caso dos Ishida.

Era uma bomba de informações para eles. Um dos milionários com mais destaque no Brasil era envolvido com o tráfico de drogas e a máfia e foi assassinado pelo próprio filho que sofria agressões desde pequeno escondido da sociedade, e para defender o amigo atirou no próprio pai.

Nem seu nome nem o de sua família foram mencionados e Ichigo sabia que isso era coisa do Ishida. Mas ser visto como o “amigo” não o agradou nada, mesmo entendendo. A polícia também esteve em seu quarto depois que acordou fazendo várias perguntas apenas para confirmar os acontecimentos. Isshin também deu depoimento e pelo que Ichigo sabia muitas pessoas da escola e todos os que trabalhavam na mansão também. Não apenas o corpo de delito mostrava a barbárie que acontecia em meio a sociedade como alguns empregados da casa comprovaram, Marcus principalmente.

Ichigo sabia de tudo isso pelo delegado que foi ali e pelos jornais.

A porta do quarto abriu e Rukya entrou toda animada seguida de Renji que trazia uma cadeira de rodas. Ichigo os olhou incrédulo e pegou sua jaqueta na cama se levantando e caminhando para fora do quarto.

- Vocês são impossíveis.

- Se você não quer então eu vou... Empurra Renji! – Rukya toda animada falou já sentada na cadeira e Renji a levou.

- Prepare-se para o tour por este hospital magnífico minha dama.

Ichigo não acreditava que tinha amigos tão idiotas.

Quando chegou em casa encontrou suas irmãs no sofá da sala empanturradas de lanches e assistindo algum desenho e todos se sentaram com elas as mimando. Elas estavam sendo mimadas demais desde o episódio do sequestro, até Isshin pegou uma folga alguns dias atrás quando Ichigo já estava para sair do hospital.

O patriarca queria passar mais tempo com eles já que seu trabalho sempre o mantinha mais tempo fora de casa. E o mesmo não demorou muito a chegar, o que fez Ichigo se afastar das irmãs para seguir o pai para a cozinha sendo acompanhado de Rukya. Renji continuou com as meninas as distraindo.

Aqueles dois foram uma companhia quase que permanente para o ruivo no hospital nas duas últimas semanas. Todos os dias um deles ou os dois estavam ali visitando, brincando e distraindo Ichigo, e ele era muito agradecido a eles por isso. Eles fizeram isso quando ele foi internado após a tentativa de suicídio e fizeram agora, eles sempre eram assim.

Ichigo encostou-se no balcão olhando seu pai preparando um chá. Ele o olhou e sorriu.

- Como está se sentindo?

Ichigo nervoso espalmou as mãos no balcão.

- Novinho em folha. Fala como foi lá, ele está bem?

Isshin tinha ido conversar com o advogado de Uryuu e o delegado. O mais velho sorriu um pouco triste e apontou para a cadeira. Ichigo se sentou depressa ansioso e preocupado demais para se irritar com aquilo.

- Eu encontrei com o Uryuu e ele...

- Você falou com ele?! – Sua voz aumentou se levantando da cadeira. – Eu sabia que deveria ter ido! – Aquilo o chateava muito.

- Ichigo, você tem ordens médicas para ficar de repouso. – Rukya o lembrou de braços cruzados.

- Que ele me deu para tentar me impedir! – Disse encarando o médico e frustrado apertou os punhos fechando os olhos. Depois suspirou os abrindo e voltando a sentar. – Desculpe... E-eu só não aguento mais isso!

- Eu entendo filho.... Bem, ele está ficando em uma casa guardado pela proteção à testemunha ainda. Está seguro... só está...

- Sozinho. – Ichigo completou esfregando as mãos na calça.

- Não completamente, e estão de olho nele. Ele foi bem cuidado esses dias e tem especialistas tentando conversar com ele...

- Ele viu o noticiário?

- Eu não sei Ichigo, talvez sim... – Isshin se calou. As notícias não eram tão boas, Uryuu tentou muito fingir estar bem e estar aguentando toda aquela pressão em cima de si, mas ele não era bom em fingir, nem tentando muito. Mas Isshin também não queria Ichigo se preocupando quando deveria estar se recuperando.

O ruivo suspirou pesado e deitou a testa na mesa, os braços em volta da cabeça.

- Filho? Está se sentindo mal? Quer deitar...? – Isshin começou pronto para encerrar o assunto e levar o filho para o quarto.

- É coisa demais para ele... Todo mundo falando, comentando, pai, eu preciso vê-lo. – Levantou o corpo da mesa o olhando. – Eu não consigo parar de pensar em como ele deve estar, ele atirou naquele homem e me viu machucado, ele me salvou, me levou para o hospital e mesmo assim deve estar se culpando porque ele é assim. Ele toma as dores dos outros e não, nunca está pensando em si mesmo e eu tenho que estar o lembrando o quanto ele é importante para mim. – Afirmou e Rukya apertou seu ombro.

- Eu também estou preocupada, Ichigo. Estar com nós o fara muito melhor do que no meio de pessoas estranhas.

Ichigo a olhou agradecido e Isshin bebeu mais do seu chá e encostou na cadeira.

- Ele não vem. Eu tentei o convencer, mas ele não aceita. Ficou aliviado por você estar saindo hoje do hospital, mas não quer mais nos colocar em risco. Ele queria que eu voltasse a prometer que te manteria longe dele e bem. – Logo ganhou o olhar raivoso do filho sempre esquentado.

- E você aceitou, não é mesmo?!

- Você é meu filho e levou um tiro no peito, esperava o que?

- Que não agisse egoísta como sempre! - Ichigo rebateu já com raiva.

Os ânimos estavam se complicando e Rukya entendia os dois. Ichigo sempre foi difícil, imagina amando alguém, e Isshin estava tentando proteger sua família, a família que a falecida esposa deixou para ele.

- Vocês vão acabar chamando atenção na sala. – Alertou os dois que desviaram o olhar.

- Droga! – Ichigo reclamou tocando o peito perto das bandagens sobre o machucado e se levantou. Isshin preocupado levantou também.

- Está doendo? Talvez tenha... – Tentou o tocar, mas Ichigo o afastou.

- Estou bem, estou bem... – Se afastou mais falando mais baixo. – Eu não estou tentando me colocar em perigo ou nada assim, ok? Eu só quero cuidar dele porque eu sei que ele precisa de alguém. E foda-se se ele estar achando que pode me impedir. Eu estou cansado disso. Eu não consigo pensar, não consigo me concentrar nem relaxar em nada, não enquanto eu não ver com meus próprios olhos ele novamente.

Se virou logo saindo da cozinha e Rukya o seguiu preocupada. Isshin sozinho suspirou.

[...]

Ichigo estava meio deitado na cama, mas se sentou direito quando escutou o pai na porta pedindo para entrar, o permitiu vendo o homem grande de cabelos curtos andar no quarto até se encostar na escrivaninha. Ambos nunca foram muito bons se tratando de demonstrar sentimentos entre si então suas conversas eram mais objetivas. Tinham seu jeito moldado pela atitude dos dois ao longo do tempo.

- Eu me preocupo Ichigo. – Isshin começou logo cruzando os braços sem jeito e Ichigo concordou.

- Eu sei e entendo, preciso que me entenda também. – Pediu.

- Eu entendo... Nossa, sua mãe saberia o que fazer agora. – Reclamou esfregando a testa e Ichigo sorriu concordando.

- Ela saberia sim. Eu precisava muito do conselho dela agora.

Isshin se aproximou da cama e sentou aproveitando que o filho estava bem para falar da mãe, aquilo era raro.

- Ela teria gostado dele, Ichigo. O jeito que ele tenta te proteger a deixaria brava, mas ela respeitaria e arrumaria um jeito de ajudá-lo, o mimaria igual te mimava e o chamaria de super-herói dela. Sabe que ela faria isso porque ela tinha esse complexo com heróis pela virtude. – Os dois riram e Ichigo limpou a lágrima que escapou por aquele cenário impossível.

- Ele também ia gostar muito dela.

Isshin concordou e suspirou.

- Ele é um bom garoto. E eu passo tanto tempo ajudando outras pessoas que achei estar me afastando de novo de vocês. E tudo isso que aconteceu... Eu só queria ser o pai dessa família...

- Você é, eu sou um idiota.

- Mas estava certo, eu estava sendo egoísta. Ele já é da família, importante para todo mundo aqui e mesmo que as coisas estejam complicadas e um pouco perigosas ele não tem que ficar sozinho, não tem que passar por tudo isso como se fosse de ferro.

- Obrigado pai, por tudo. – Ichigo o agradeceu com sinceridade o abraçando, não demorou a voltar e encostar na cabiceira. – Como ele está?

Sentia tanta saudade de Uryuu. Havia se acostumado rápido demais a tê-lo em sua casa, em sua cama o abraçando a noite inteira. Mesmo o mundo sendo uma bagunça e coisas ruins acontecendo o tempo todo, quando estava naquela paz com Uryuu era como se tudo isso sumisse e eles criassem um mundo só deles. Um paraíso criado pelos dois. Queria aquilo de volta.

- Menos machucado fisicamente. Está quieto, ainda mais e não respondeu muitas das minhas perguntas. Eu tenho medo que ele volte a tentar... – Se calou e Ichigo agradeceu a isso.

Não queria nem pensar nisso.

- Eu não sei se eu aguentaria também toda essa pressão, mas as coisas estão diferentes. Ele me prometeu e ele sabe que eu nunca o perdoaria, que eu ainda estou aqui e que não vou desistir.

- Tenho certeza que ele sabe, mas que tal ir relembrá-lo? – Se levantou e sorriu significativo.

O coração do ruivo respondeu primeiro. Logo saiu da cama.

- S-sério? Sabe onde ele está? – Estava tão nervoso que nem se lembrava que estava de pijama.

- Não tenha um ataque Ichigo.

- Vou tentar...

Estava tão ansioso para vê-lo que não ligava para mais nenhum desentendimento ou raiva com ninguém, principalmente com ele, só queria encontrá-lo logo.


Notas Finais


Ichigo sempre irritado aiai
Pior que os prox caps já tão feitos mas eu demoro mesmo aa

Prox:
"Reencontro"


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