História Ponto de Luz - Peter Parker - Capítulo 2


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Categorias Doutor Estranho, Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton (Gavião Arqueiro), Dr. Bruce Banner (Hulk), Edward "Ned" Leeds, Happy Hogan, May Parker, Natasha Romanoff, Peter Parker (Homem-Aranha), Sam Wilson (Falcão), Stephen Vincent Strange / Doutor Estranho, Steve Rogers, Thor
Tags Ação, Drama, Homem Aranha, Imagine Peter Parker, Madelaine Petsch, Magia, Peter Parker, Romance, Stony, Superfamily, Tom Holland, Xleitora, Xreader
Visualizações 15
Palavras 2.116
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Prólogo


Alice, 10 anos

— Mamãe... — A garotinha ruiva chorava com a imagem a sua frente, a vida de sua mãe se esvaindo.

A poça de sangue era de um vermelho semelhante aos cabelos de Alice, mas essa cor só fazia ela querer chorar ainda mais.

Tentou se arrastar até a mãe, que ainda sorria para filha amada apesar da dor do ferimento, conseguiu tocar a mão da mais velha antes de ser puxada brutalmente por um homem com  triplo do seu tamanho. Foi jogada no ombro do desconhecido como um saco de batatas.

Ela esperneava, gritava e, batia no que chegava ao seu alcance, mas tudo era insignificante, todo o seu esforço foi completamente em vão, ela continuou se distanciando de sua mãe, de sua casa, da única vida que ela conhecia. Mas em um último ato de desespero ela morde o ombro do homem que a carregava, em resposta ela sentiu uma forte pancada na nuca e uma tonteira horrível a consumiu, com dificuldade levantou sua cabeça e pela última vez viu o rosto de sua mãe, sorrindo enquanto sussurrava uma declaração silenciosa de amor.

Sua visão vai escurecendo, até que perde a total consciência.

Alice, 4 meses após o sequestro

Acordo num pulo e desesperada, tremo de frio e sinto todo o meu corpo encharcado, olho para a sombra da pessoa na minha frente e me encolhi mais, mas dessa vez por conta do medo. Ossos Cruzados segura um balde de metal, os braços cruzados e a postura séria e perigosa dele sempre me assusta:

— Levanta pirralha o Dr. Zola quer ver o brinquedinho favorito dele. — Eu sinto ironia na sua voz, como sempre.

Solto um suspiro e apoio minha mão no chão frio impulsionando meu corpo, assim que me coloco de pé minhas pernas tremem e caio no chão novamente. Um grunhido irritado sai da boca do Ossos Cruzados, que sem nenhuma delicadeza me puxa pelo braço, obrigando meu corpo a ficar de pé.

As grades da minha cela se abrem e sou jogada para fora dela, dois guardas do lado de fora fecham a cela e me escoltam junto com Ossos Cruzados pelo corredor sujo e escuro até o laboratório do Dr. Zola.

Olho para todos os lados discretamente, tudo para me deixar ciente de cada canto daquele lugar, eu precisava achar um jeito de sair daí, pelo menos mais uma vez, só mais uma. Respiro fundo e paro de andar por um momento.

Isso foi o suficiente para os meus "guarda-costas" pararem de andar também, respiro fundo, tentando não me desesperar, mantendo minha respiração o mais calma possível:

— Bora garota, andando, sem gracinhas. — Um do guardas me empurra para frente, com o intuito de me fazer voltar a andar.

Assim que sua mão entra em contato com meu corpo faço um movimento rápido e discreto com a mão esquerda, prendendo o braço do homem com minha energia mágica, que deixei propositalmente repleta de laminas afiadas, para então em um único golpe explodir seu braço, sinto quando seu sangue respinga em minhas costas e assim que ele cai no chão, chorando e gritando de desespero, me preparo para o golpe que vem contra mim á seguir.

Como esperado a aproximação do meu novo obstaculo chega rápida, mas não o suficiente para me impedir de moldar um espada afiadíssima com energia mana, ele dispara contra mim, mas corto a bala ao meio com minha espada. Corro até ele separando sua cabeça do corpo num corte diagonal de cima para baixo.

Um soco pesado e desferido em meu rosto, caio no chão com a força do golpe e gemo de dor tanto por isso, quanto pelo impacto do meu corpo contra o chão. Ossos Cruzados se aproxima de mim enquanto estala os dedos causando um barulho alto suficiente para ecoar por todo o corredor, ele se abaixa na minha frente e mesmo de máscara consigo deduzir que um sorriso sarcástico está em seu rosto com o meu estado.

Levanto meu punho para tentar acertá-lo mas ele o segura, se ele quisesse poderia facilmente quebrar minha mão sem nenhum esforço, ele agarra meu pescoço e por um momento sinto meu ar se esvair. Meu corpo se choca brutalmente contra a parede mais próxima e cada vez mais que me prensa contra a parede, sua mão se fecha no meu pescoço; seus olhos transmitiam um prazer imenso em estar fazendo aquilo.

 Fecho meus olhos e me concentro na escuridão ao meu redor, meus olhos se abrem e estão completamente escuros, controlo as sombras aos pés do meu detentor e, de pouco em pouco controlo todo seu corpo, o forçando a afrouxar o aperto em meu pescoço e me soltar. Por não ter um bom controle dos meus poderes, acabo demorando para deixá-lo a uma distancia consideravelmente segura de mim, isso me esforçando para não perder o controle em alguns momentos.

 Pela primeira vez, desde que eu fui arrastada para ele aquele lugar, senti uma esperança pura e genuína, dou as costas para tudo aquilo e caminho para fora daquele corredor, na direção da minha liberdade, um enorme sorriso brota nos meus lábios.

"Eu consegui!" 

Meu sorriso se desfaz bruscamente, uma corrente elétrica percorre todo o meu corpo:

— AAAHHHHH!!! — Caio no chão, uma dor horrível me consumia, um fogo invisível que se alastrava a cada segundo.

Nem escuto a aproximação de alguém, apenas acordo da dor quando outra me desperta, um chute sem nenhuma inibição de força e desferido na minha barriga, chego a cuspir uma quantidade considerável de sangue; para que aquilo não piorasse instintivamente ponho as mãos ao redor do local para tentar de alguma forma aliviar aquilo. 

Vou me arrastando até a mesma parede que fui jogada anteriormente, parecia que quanto mas me arrastava, mas aquele fogo invisível me consome; uma dor que transborda pelos meus poros e incinera meus ossos. Fecho minha boca rapidamente quando uma nova gofada de sangue ameaça escapar.

A dor incinerante vai parando gradativamente, mas em contrapartida sinto meu corpo completamente anestesiado, meu ser interior, meus poderes; como se tudo tivesse simplesmente desligado. Movimento minhas mãos, um movimento tão natural que não causa nenhum efeito; me desespero na hora. 

Começo tentando conjurar as armas que sei, gerar meus pequenos campos de força ou controlar mana; nada, absolutamente nada acontece:

— Então parece que o nosso querido experimento X-66 tentou fugir? — A voz carregada de sotaque e a sombra pequena denunciaram na hora quem era.

"Dr. Zola"

Escuto seus passos calmos e cautelosos se aproximando, levanto o olhar e sua imagem me faz trincar os dentes de raiva:

— Você achou mesmo que ia conseguir? — Ele se abaixa na minha frente, enquanto eu de cabeça apontada para o chão respiro de forma desregular.

— Responda ele garota! — A mão pesada de Ossos Cruzados agarra meus cabelos e puxa eles, obrigando minha cabeça a levantar.

Dr. Zola faz um movimento com a mão, indicando para o subordinado parar com a ação bruta:

— Não precisa ser tão bruto Sr. Rumlow, tenho certeza que a X-66 não irá mas fazer isso depois do que sentiu, não é? — Após a fala ele mostra um dispositivo, parecia mais uma especie de controle.

— Pra que serve isso? — Minha voz sai tremula e embargada de choro, meu estado agora e de alguém completamente vulnerável.

Ele clica um botão e quase instantaneamente a dor volta a consumir meu corpo, menos intensa do que antes mas ainda assim capaz de reprimir meus movimento. Ele clica em outro botão e repentinamente a dor para, encho meus pulmões com uma quantidade considerável de ar apenas para me recuperar:

— Acho que isso responde sua pergunta, estou certo X-66? — Ele me encara esperando uma resposta.

— S-sim. — Engulo em seco com seu olhar esquisito em mim.

— Então não tente fugir de novo, entendeu? — Concordo em um sussurro.

— Enquanto isso aqui funcionar e estiver em você. — Balança o controle na minha frente e toca no dispositivo no meu pescoço, me causando arrepios de medo — Vou ter total controle sobre você e seus poderes. —

Aperto meus olhos com força, me forçando a não chorar.

"Odeio ser sensível, odeio esses poderes, odeio ser assim!"

— Sr. Rumlow, por favor traga a Srta. Mazzaropi, temos um longo dia de experimentos pela frente.  — O Sr. Rumlow acena com a cabeça concordando e como um completo cavalheiro, sintam a ironia, me puxa pelos cabelos enquanto acompanha o caminhar do Dr. Zola.

Laboratório do Dr. Zola

Estou presa numa espécie de maca, meus braços e pernas estão presos por correntes que se apertam nos meus pulsos e pernas, tudo para restringir ao máximo meus movimentos mas básicos.

Ossos Cruzados se aproxima de mim com uma tira de coro, engulo em seco e pergunto com todo o meu controle:

— O que vocês vão fazer comigo? — Dr. Zola mexia em algumas seringas e outros objetos que eu não sabiam o que eram, muito menos para que serviam.

— Nós não vamos fazer nada minha queridinha, já eu... — Ele mexe alguns frascos e coloca um líquido verde na seringa.

— Já eu, ah eu vou testar suas habilidades até o limite mein schatz*. — Meus olhos se arregalam e antes que eu possa dizer qualquer coisa Ossos Cruzados coloca a mordaça em minha boca.

Dr. Zola se aproxima, seu olhar era de um cientista louco, prestes a testar seu mais novo experimento.

"E a cobaia sou eu"

Lagrimas começam a brotar no canto dos meus olhos enquanto a agulha se aproximava da minha pele, começo a me mexer como posso, mas ter os movimentos restringidos por correntes não ajudava muito. O liquido verde da agulha começa a ser injetado no meu organismo, nessa hora minhas lágrimas já corriam soltas e livres pelo meu rosto, não queria bancar a garotinha forte que tentei desde que cheguei aqui, sinceramente se isso me matar vai ser melhor.

"Pelo menos vou encontrar com a mamãe"

— Agora vamos ver como o soro vai reagir com seus genes mutantes ativos, com certeza causará uma reação deveras interessante, concorda Sr. Rumlow? — Um grunhido de satisfação de Ossos Cruzados é o único som que escuto antes da minha explosão.

Sim uma explosão, que me consumia por dentro, achei que o dispositivo de antes me causava uma dor inimaginável. Mas isso, isso me faz querer morrer só para parar de sentir:

— AAAAHHHHH!!!!POR FAVOR PARA!!!FAZ ISSO PARAR!!! — Minhas costas se arqueiam, meus olhos se revirando de dor.

Minhas lágrimas eram fichinha perto da dor que percorria pelas minhas veias, cada músculo, cada célula minha, tudo sofria influência desse tal soro.

"Por favor mamãe, me ajuda. Alguém..."

— Qualquer um, me ajude, por favor, mama, papa... — Eu começo a ficar tonta, a dor meu causou isso.

Meu corpo não estava mais aguentando mais aquilo, mas o soro continuava se fundindo ao meu organismo, de maneira microscópica.

Uma explosão.

Dessa vez uma do lado de fora do meu ser.

Um brilho que me cega momentaneamente, abaixo a cabeça mas ainda sou capaz de escutar barulhos.

"Barulhos de luta!?"

Com um certo esforço, por conta do cansaço, levanto minha cabeça e vejo algo impossível.

 Um homem com um escudo circular e colorido lutava com o Ossos Cruzados, que estava tendo dificuldade em revidar os golpes que recebia, também há uma especie de armadura, vermelha e dourada, que prendia o Dr. Zola. Assim que termina isso, a armadura começa a vir rapidamente na minha direção, me desespero na hora e começo a me debater, mesmo com minhas forças praticamente esgotadas.

A mão de sua armadura toca minha bochecha e fico com cara de choro, mas nenhuma lágrima vem, não tenho mas reservas pra isso. O capacete da armadura, posso dizer assim, começa a se abrir, revelando o rosto do homem que eu via apenas nos meus finais de semanas.

— Papai... — Nunca desejei tanto quanto agora ter lágrimas para expressar minha emoção, mas acho que meus olhos e minha feição já dizem tudo.

Ele sorri, um sorriso que enche meu coração de esperança e afeto.

Mesmo que não em total magnitude, retribui seu sorriso, um sorriso de uma criança cansada mas ainda assim feliz e tomada de esperança.

— Vai ficar tudo bem minha princesa. — Sua voz soa com ternura, preocupação e carregada de emoção.

E são com essas palavras que minha mente começa a se desligar, até cair na escuridão total, mas isso não me preocupou, eu não precisava ficar em modo de alerta 24 horas por dia mais. Por que essas quatro palavras me deram a certeza de que eu estava mais do que segura, estava protegida.

"Vai ficar tudo bem."



mein schatz* = minha querida, em alemão.




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