História Ponto de Luz - Peter Parker - Capítulo 3


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Categorias Doutor Estranho, Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton (Gavião Arqueiro), Dr. Bruce Banner (Hulk), Edward "Ned" Leeds, Happy Hogan, May Parker, Natasha Romanoff, Peter Parker (Homem-Aranha), Sam Wilson (Falcão), Stephen Vincent Strange / Doutor Estranho, Steve Rogers, Thor
Tags Ação, Drama, Homem Aranha, Imagine Peter Parker, Madelaine Petsch, Magia, Peter Parker, Romance, Stony, Superfamily, Tom Holland, Xleitora, Xreader
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Palavras 2.829
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo I - Convidado de Honra


Alice, nova base dos Vingadores


Aos poucos minha mente vai despertando, preguiçosamente abro um dos meus olhos e um feixe de luz solar me atinge. Bufo e viro para o lado, pego um travesseiro e coloco na frente do meu rosto:

— Bom dia Srta. Stark, o Sr. Rogers me pediu para acordá-la e avisá-la que o café já está sendo servido. — Escuto a voz artificial feminina falando, enquanto automaticamente as cortinas do meu quarto se abriam.

Me reviro mais um pouco na cama inconformada por ter que acordar.

"Só queria mais uns minutinhos de sono, é pedir demais?"

— Mas é melhor não contrariar o papai. — Sento na cama enquanto passo a mão no meu olho esquerdo, solto um bocejo.

— O que disse senhorita? — A voz artificial se faz presente novamente.

— Nada sexta-feira, não foi nada. Avise pros meus pais que eu já estou descendo. —  Ponho os pés para fora da cama e vou caminhando para o banheiro com uma velocidade que daria até pena se eu fosse uma preguiça ou qualquer animal que anda lentamente.

— Sim senhorita, vou deixá-la sozinha agora. — Chego no banheiro e olho meu rosto no reflexo do espelho.

Meus olhos estão inchados de sono, meu cabelo bagunçado e minha bochecha um pouco amassada e é isso. Pego uma xuxinha azul e amarro meu cabelo em um rabo de cavalo mais arrumado, ligo a torneira e faço uma concha com as mãos, jogando a água no meu rosto na tentativa de me despertar.

Pego um enxaguante bucal e encho a tampinha até a metade, faço um gargarejo com o liquido, o despejo na pia e ligo a torneira limpando o resto que ficou. Saio do meu quarto e vou cantarolando uma música que estou viciada ultimamente:

Respeite a maga do trap oh, que te enfeitiça com magic flow, parando o tempo eu dou o meu show, contemple o que a gula me tornou. Pecado de outra sapiência, poder infinity, filha prodígio de Belialuin, dos 7 a Lady Merlin. — Vou estalando os dedos na batida da música, enquanto passava pela sala.

Nessa passagem encontro tio Clint e tio Sam jogando no videogame, algum dos seus jogos de tiro e mira, algo do tipo:

— Bom dia pra vocês dois, não vão tomar café? — Paro na frente da televisão, impedindo eles de terem total visão da tela.

— Íamos depois que essa partida terminasse. — Tio Sam ficava tentando ver algo que estava acontecendo na tela, mas a onde seu olhar caia eu me colocava na frente, o atrapalhando.

Ele bufa irritado:

— Mas com você atrapalhando acho que a resposta mais correta seria, não. — Agora tio Clint diz com os braços cruzados, sua feição e voz são calmos, mas sei que por dentro ele está querendo me arrastar da sua frente.

— Vocês não poderiam simplesmente parar de jogar e voltar depois? — Levanto uma sobrancelha enquanto cruzo os braços como o tio Clint.

— E perder os nossos pontos? Sem chance. — Tio Sam coloca mão no coração, se fingindo de ofendido.

Reviro os olhos e saio da frente da televisão, voltando minha caminhada até a cozinha. Encontro papai coando café, tia Nat está o ajudando fazendo algumas panquecas, tio Thor estava sentado na bancada, bem longe de qualquer coisa que ele pudesse vir a quebrar, isso estava visivelmente o irritando e mostrava seu descontamento com um biquinho digno de um deus, sintam a ironia. Dou uma pequena risada interna com isso:

— Bom dia. — Os olhares dos três caem sobre mim, eles dão sorrisos do seu modo e o retribuo do meu.

— Bom dia bruxinha. — Fala Natasha, dou um beijo em sua bochecha.

— Bom dia querida. — Abraço o loiro pela cintura e sinto seu beijo terno na minha testa.

Ohayou  otou-san. — Ele sorri.

— Nunca entendo quando falas essas coisas pequena Stark. — Dou um sorriso divertido e sento em uma das cadeiras da mesa.

— Significa "bom dia papai"  em japonês tio Thor. — Ele apenas dá de ombros e continua com um biquinho emburrado.

— Ah então todos vocês estão aqui. — Meu pai entra na cozinha, estranho o fato de ele já estar vestindo com terno e gravata.

Não comento nada.

— Bom dia pra você também Stark. —  Tia Nat coloca as panquecas prontas em cada um dos pratos postos à mesa.

— Tony por favor, fui eu que chamei eles, pensei que seria bom reunir todos. — Papai se aproxima de Steve que oferece uma caneca de café puro para o marido.

— Tudo bem, mas dá próxima vez me avise. — Papai dá um selinho um tanto longo no Rogers, tia Nat do meu lado aponta para os dois e faz um coração com as mãos.

— Ah! — Papá estala os dedos e se vira como se tivesse lembrado de algo. — Nat será que podia fazer mais panquecas? — Tanto eu quanto ela estranhamos o pedido.

— Pensei que tinha parado de comer tanto já que está de "dieta". — Ela faz aspas quando diz a palavra, mostrando sua ironia.

— Não são para mim, teremos um convidado especial hoje. — Ele olha para o papai que se faz de desentendido.

"Tô boiando legal agora."

— Convidando especial é? Posso saber quem é? — Cruzo as pernas e apoio meu queixo na palma da mão.

Ele ia abrir a boca para falar mas é interrompido:

— Sr. Stark, ele chegou. — Anuncia sexta-feira, um sorriso de contentamento aparece no rosto do papito.

— Obrigada sexta-feira, estou indo recepcioná-lo. E filha se eu fosse você colocaria uma roupa mais apropriada. — Ele sai da cozinha ajeitando a gravata.

Olho para as minhas vestes e não vejo nada demais, não era um pijama curto; apenas a minha blusa cinza da Mulher-Maravilha e o um short de dormir da mesma cor. Dou de ombros e fico brincando com o tio Thor de jogar uma bolinha de papel, que eu não faço ideia de onde ele tirou.

— Alguém pode pegar o suco.... — Antes que meu padrasto termine de falar a geladeira se abre, e de lá sai uma jarra de suco de laranja envolta em uma energia arroxeada.

Copos envoltos na mesma energia sai do armário e são colocados habilmente em cada lugar que seria ocupada, inclusive a do tal convidado, e para completar, a jarra vai enchendo cada copo um pouco mais da metade dos copos:

— Prontinho papai, suco de laranja pego e servido. — Dou um sorriso orgulhoso.

Sei que pode até parecer uma coisa boba levitar objetos perto de outras coisas que sei fazer, mas sempre fico orgulhosa de usar meus poderes sem causar nenhum desastre, o menor que seja. Afinal eu treino arduamente para sempre dar 150% de mim em qualquer coisa:

— Obrigada minha filha. — Ele traz a jarra de café.

 — De nada papai. — Ele não estava olhando para mim e sim para a entrada da cozinha.

Me viro para ver também.

"WTF?"

Um garoto de cabelos castanhos estava do lado do meu pai, só de observar consigo perceber o quanto sua postura é nem um pouco intimidante, ele parece mais acuado e nem um pouco confortável aqui.

"Deve ser algum fã dos Vingadores, um fã muito bonito por sinal."

Coro com meu próprio pensamento e me foco entender o que ele faz aqui, não notei aparentemente nada de especial para meu pai tê-lo chamado aqui:

— Só não fique dependendo desses poderes para tudo. — Olho para o meu pai incrédula.

— Como é que é?! — Controlo minha voz o máximo possível, não queria parecer uma descontrolada na frente do garoto que eu mal conheço.

Meu pai anda calmamente até a cadeira ao lado do marido e se senta, ele indica para o garoto sentar na cadeira vazia ao meu lado. Ele timidamente se aproxima, dando um sorriso envergonhado, retribuo levemente irritada com o comentário do meu pai, mesmo tentando não transparecer:

— Só não quero que você fique dependente demais, só isso. — Ele começa a cortar a panqueca em seu prato e comendo normalmente — Afinal, você está jovem, bonita e cheia de energia, deveria focar em outras coisas, além de treinar que nem louca. — Reviro os olhos, ponho um pedaço de panqueca cheio de calda na boca e mastigo irritada.

"De novo esse papo!Sério isso?!"

— O que o Tony tá querendo dizer, é que você deveria fazer coisas que as pessoas da sua idade fazem. — Diz Steve tentando amenizar os ânimos.

"Tarde demais!"

— Todos sabem muito bem que eu faço o que qualquer pessoa COMO eu, e da minha idade faz. Treino para controlar minhas habilidades. — Falo convencida de que encerraria a conversa com isso.

Lerdo engano:

— Mas até mesmo eles tem uma vida social, diferente de você. — Olho incrédula com o que minha tia disse.

Sei que é verdade, mas eu não faço questão de uma vida social, ela sabe disso, pensei que iria ficar ao meu favor:

— E foi por isso que eu trouxe o Peter aqui, pra te ajudar a socializar. — Diz meu pai alegre, aperto minha mão embaixo da mesa.

"Então era isso"

— Sem querer ofender, mas já fazendo isso. Em que um humano normal vai me ajudar? — Falo cheia de indiferença, irritada demais pra dizer em um tom que não fosse esse.

— Alice! Modos por favor — Me repreende meu padrasto.

— Me desculpa papai, mas... —

— O pirralho não é um garoto qualquer, fala aí Peter. — Meu pai dá a deixa ao tal de Peter, que está visivelmente nervoso com toda essa situação.

"Me senti culpada por submete-lo aquela situação, mas é difícil controlar meus ânimos nesse tipo de conversa."

— B-bem, eu fui picado por uma aranha radioativa a algum tempo, e... — Ele me olha corado, fico desconfortável e envergonhada com isso e me ajeito mais na cadeira, viro o rosto para o lado escondendo meu rosto levemente avermelhado — E fiquei com poderes e habilidades de uma aranha. —

Devo admitir que é uma história bem interessante, por mais que ele não tenha conseguido dizer de forma tão eloquente por conta do nervosismo, bem nisso eu não o culpo, ele não é o único que parece sofrer de timidez:

— Então na teoria você é um mutante agora, certo? — Olho para Peter e depois para meu pai em busca de uma resposta.

— Tecnicamente sim, e-eu acho. — Ele gagueja no final por eu estar prestando atenção no que ele dizia.

— Isso é bem legal Peter — Sorrio amigável e olho para meu pai um pouco mais calma e controlada — Mas ainda não entendi o que isso tem haver com me fazer ter uma vida "normal". —

Faço questão de fazer as aspas:

— Bem Peter não comentou mas ele estuda, na Escola Midtown de Ciência e Tecnologia, uma das melhores da região. — Ele fala enquanto come seu café da manhã calmamente.

Faço o mesmo e continuo a conversa:

— Sim já ouvi falar, um dos alunos do instituto disse que é bem difícil o ensino de lá mas compensa. — Olho para Peter e ele parece um pouco mais relaxado. — Mas novamente eu pergunto, o que isso tem haver comigo?. —

— Ora Alice faça um esforçinho, use o seu cérebro. — Meu pai diz com humor.

Fico confusa por um momento mas logo entendo tudo em um instante, arregalou os olhos e quase engasgo com a panqueca. Peter gentilmente oferece um pouco do seu suco vendo meu estado, tomo tudo num gole e agradeço, ele sorri em troca. Volto meu olhar para meu pai e solto estupefada:

— Você não está querendo dizer que vou estudar lá não é? —

Ele dá de ombros e mastiga a comida enquanto divaga no que dizer exatamente:

— Bem, sim. — Meus olhos se arregalam e sinto eles lagrimarem um pouco.

Respiro fundo:

— O senhor não pode fazer isso, vou ser obrigada a larga o Instinto Xavier e todos aqui sabem o quanto aquele lugar é importante pra mim. —

— Estou ciente disso querida, mas no momento acredito que isso seja bom pra você... — Ele continua falando mas não escuto nada, saio correndo daquela cozinha.

— ALICE! — Escuto alguém gritando meu nome mas não viro.

Sinto meu coração batendo tão rápido e desesperado que até faz eu perder a noção de se era por conta daquela notícia ou da minha corrida de fuga. Chego ofegante e com o coração batendo a mil no jardim que há atrás da base dos vingadores, fico sentada no meu velho balanço por um tempo que eu nem importei de contar.
Chorei, gritei, quebrei algumas pedras com minha magia, chorei de novo, fiquei em silêncio por um tempo. Um longo tempo, até que, escuto passos, levanto minha cabeça subitamente.

Vejo o garoto de cabelos castanhos na minha frente, ele sorri timidamente quando eu o olho:

— Peter? —

— Ah, oi. Parece que eu te achei né. — Ele ri nervoso.

Dou uma risadinha e olho para o chão, não tendo visão de seu rosto:

— Não precisa ficar tão nervoso, não vou te machucar se é isso que te assusta. — Digo com frieza e sentida, é o que quase sempre as pessoas sentem quando sabem de mim e o que sou.

— N-não, eu não tenho medo de você...na verdade eu te acho incrível, quer dizer e-eu... — Ele se embola todo, o que me deixa com astral um pouco melhor.

— Estão me procurando ainda? — Mudo de assunto subitamente, ele parece ficar aliviado por eu não ter comentado nada.

— Sim, o Sr.Stark ficou bem nervoso depois que não te acharam depois de 30 minutos. — Me surpreendo com a nova informação.

— 30 minutos, tudo isso. —

— Na verdade isso foi nós primeiros 30 minutos, já faz 1 hora que você sumiu. —

— Se eu tiver sorte ele volta com essa ideia absurda. — Me apresso em completar a minha fala para não parecer grossa. — Não que eu tenha algo contra ti Peter, é que...eu não me vejo numa escola normal, com adolescentes normais. —

— Por que isso é tão absurdo? — Ele me questiona.

Dou de ombros e meu olhar se entristece:

— Você não me entenderia. —

— Então me explique você mesma. — Ele se agacha na minha frente, sorrindo.

Seu rosto próximo do meu me faz corar, suspiro e tento encontrar palavras para explicar:

— É que, a minha vida toda as pessoas me rotularam como "anormal" e assim eu acabei rotulando os não-mutantes como "normais. A minha vida toda eles me atormentaram e isso me dava tanto medo, depois dos meus 10 anos eu achei que isso ia mudar mas... — Respiro fundo e olho para Peter, ele me encarava atentamente, prestando atenção em tudo o que eu dizia. —

— Não acabou, o medo continuo, até mesmo depois quando eu entrei no Instituto Xavier havia pessoas que me julgaram ainda mais, ainda sim, aquele lugar era o único lugar que eu me sentia sem medo, além da minha casa. E assim eu fui levando minha vida, do instituto para casa, de casa pro instituto, eu segui nessa rede de apoio e compressão, e sair dela, ir para um lugar onde eu vou ficar tão vulnerável a tudo e todos...me dá medo. Muito medo. —

Nesse ponto eu já estava com os olhos cheios d'água, e quando uma gota de lágrima escorreu pela minha bochecha, Peter me surpreendi limpando a fujona com seu polegar.

"O dedo dele é tão macio."

Coro e ele também, mas diferente de mim que fiquei nervosa, aparentemente ele se manteve calmo:

— Eu sei que sair do seu ambiente de conforto pode ser assustador, não sei se você percebeu mas eu sou tímido e sair da minha zona de conforto também não é muito meu forte. — Ele dá uma risadinha envergonhada e humorada. O que me faz acompanhá-lo.

— Mas se você não se arriscar vai viver com esse medo pra sempre, e acho que você não é o tipo de garota que gosta de viver com medo não é? — Ele ergue uma sombrancelha.

— Não, não sou. — Dou um sorriso muxoxo ainda que feliz por aquelas palavras.

— Então tenta, e se você sentir medo lembra que...bem, eu vou tá lá com você. — Ele se envergonha com o que diz, eu percebi que ele não se arrependeu de dizer o que disse.

Mas foi algo sentimental e vergonhoso para ambos, corada e emocionada, é como eu me descreveria por fora. Mas por dentro eu estava mas do que decidida, a pelo menos tentar:

— Okay, afinal de contas, o que custa tentar. — Eu dou meu primeiro sorriso sincero desde o início da nossa conversa.

Ele retribui e devo admitir que o sorriso dele mexe comigo.

"Não pode ser tão ruim assim não é mesmo?"



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