História Ponto de Ônibus - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá gente linda!!! Espero que gostem dessa capitulo! ^^
Boa leitura!

Capítulo 2 - Sonho Real


Fanfic / Fanfiction Ponto de Ônibus - Capítulo 2 - Sonho Real

Eu havia chegado tarde em casa, Chris fez questão de me trazer até a porta, por mais que não fosse muito longe da casa dele, ele queria saber onde eu morava. 

— Muito obrigada, esse dia foi bem...  Eu não conseguia achar palavras ou frases para descrever esse dia incrível. Chris e eu rimos, comemos, assistimos e ele ainda me deu um livro de presente. Posso parecer estar ficando doida, mas parecia que o destino estava me recompensando por ter tirado Carlos de mim. Chris não era igual ao Carlos, fisicamente, Chris era branco, olhos azuis, cabelos lisos e castanhos, mas era um amor, respeitoso e educado. 

— Inesquecível. 

— É, não é sempre que fazemos amizades em um ponto de ônibus. Isso será memorável. 

— É difícil esquecer alguém como você, Valentine. 

— Digo o mesmo de você, Redfield. Até mais!  Me despeço dele com um leve abraço e entro no meu apartamento. Tranco a porta e coloco as chaves na mesa. 

— Oi nêmesis!  Nêmesis é meu gato, eu tenho ele desde de filhote. Toda vez que eu chego em casa ele vem correndo me receber na porta.  Oi meu lindinho, você se comportou quando a mamãe 'tava fora?  Fiz uma voz fina e acariciei a testa dele. 

Sentei na poltrona no canto da sala, acendi o abajur e comecei a ler o livro que Chris havia me dado. O nome do livro era "Sonho Real". Contava a história de um menino que tinha o poder de entrar no sonho das pessoas e controlar eles. O nome do menino era George, ele era um rapaz de 20 anos bem extrovertido e alegre. Ele acaba conhecendo uma garota chamada Cindy, que é uma princesa de um reino repleto de mágia e seres mitológicos. Ele não sabia de quem era aquele sonho, não sabia se Cindy era uma garota normal que sonhava em ser princesa de um reino magico ou se ela era um fruto da imaginação de alguém, George não sabia controlar direito seus poderes e quando ele dormia, podia ivandir o sonho de qualquer pessoa do mundo. Quanto mais ele conhecia ela, mas apaixonado ficava, ele estava fazendo de tudo para encontrar a real pessoa que sonhava com Cindy. 

Coloquei um marcador na pagina cinquenta e fechei o livro, guardei ao lado do abajur e fui colocar a ração do nêmesis. O meu celular toca e vejo que é a mensagem de um número desconhecido. 

"Oi, sou eu Chris!" Eu havia dado o meu número, ele que pediu pra começar. 

"Acabei de salvar seu numero, salvei com 'ponto de ônibus' lol" 

"Hahaha acho que vou fazer o mesmo." 

Coloquei o celular no balcão que ficava emtre a sala e a cozinha. Fui trocar de roupa, coloquei algo mais leve para dormir, talvez eu fosse assistir um filme no Netflix ou terminar de ler o livro que o Chris havia me dado.

Como já estava de noite e minha vista não é a das melhores, resolvi procurar alguma coisa para assistir no Netflix. 

Passei, Passei, Passei e... Passei. 

Até que finalmente acho um filme para eu assistir. Aquele não foi o único que eu vi, como amanhã eu estaria de folga eu pensava em dormir até tarde, tipo umas 08:00. 

Acordei com o meu celular tocando, era Rebecca. 

 Oi!  Respondir um pouco tonta, eu tinha desmaiado no sofá e provavelmente não passei para a cama. 

Ela parecia estar chorando, meu coração disparou e eu logo recuperei a razão. 

 É o Albert. 

Só de Rebecca falar esse nome o meu sangue ferveu. Albert era o ex namorado abusivo da Rebecca, ele é possessivo e desequilibrado, de ínicio você o considera um santo, mas descobre que não passa de um cretino.

 Ele está me pertubando desde ontem de noite, não para de me ligar e fica me ameassando. Ele veio aqui, mas graças a Deus que o Chris expulsou ele. Eu estou com medo dele aparecer de novo. 

 O que esse babaca está fazendo é crime. Eu podia prender ele agora mesmo se você fazer B.O.

 Não, eu não quero ir ter que na delegacia e passar aquela humilhação. Mas se ele vim aqui de novo eu prometo para você que eu vou.  Ela parecia ofegante. Eu sei como as mulheres são tratadas em uma delegacia, principalmente quando vão fazer um boletim de ocorrência. 

 Quer que eu vá pra ir com você? Hoje é meu dia de folga então posso ficar por aí. 

 Eu ia te pedir isso... Mas eu não quero te incomodar em nada, eu sei que isso é problema meu e...

 Nada disso, esse problema não é só seu. Eu te considero mais uma irmã do que uma prima, tô indo pra aí agora. Tchau! 

Levantei do sofá e fui tomar um banho e me arrumar, vestir uma calça jeans escura e uma blusa azul de manga curta, coloquei minha bota marrom e sair de casa. 

Caminhava pela rua e já não era nem 09:00 horas e muitas pessoas já estavam saindo de casa para seus compromissos e trabalhos. Eu morava na área suburbana de Raccon City, onde seus residentes eram pessoas honestas e civilizadas, nosso bairro era conhecido por ser o mais tranquilo e com menos índices de violência.

Assim que cheguei em frente a casa da Rebecca, toquei a campainha, não demorou muito para Chris atender e seus olhos brilharam quando me ver. Lógico que os meus estavam pra soltar faísca. 

 Que bom que você chegou!  Ele sorriu e deu espeço para eu entrar. 

 Como ela estar?  Perguntei correndo os meus olhos pela casa procurando Rebecca. 

 Fisicamente? Bem. Emocionalmente? Não tão bem. Ela esta no quarto deitada na cama. 

Subir as escadas e entrei no quarto dela, Chris me acompanhou e ficou perto da porta no lado de dentro. 

 Oi!  Disse com um sorriso nos lábios. Rebecca olhou pra mim e deu um sorriso fraco. 

 Eu estou com medo... 

 Eu sei, não posso pedir para você ser forte, isso tem que vim de si. Mas saiba que eu sempre estarei aqui com você, eu não vou deixar aquele cretino escostar em um fio do seu cabelo. 

Abracei ela. Eu jamais deixaria algo acontecer com Rebecca, fomos praticamente criadas juntas e como eu sou a mais velha, sempre sentir que ela era minha responsabilidade. 

 Por que você não sai um pouco? Eu posso ir com você, a gente pode caminhar no parque, pegar um pouco de ar fresco. O que você acha? 

 Pode ser!  Ela parecia bem mais animada. 

Saímos de casa e Chris fez questão de vim conosco. Fomos andar pelo parque e observar a paisagem, notei que Rebecca parecia mais animada, fomos até um restaurente ali perto já que era praticamente a hora do almoço. Rimos juntos, conversamos e relembramos o passado. 

Chris me contou como ele e Rebecca se conheceram, fazia alguns meses desde que Rebecca se mudou. Eu já tinha vindo uma duas ou três vezes na casa da Rebecca e nunca tinha visto o Chris por ali, isso porque ele quase não parava em casa e esta sempre saindo, resolvendo alguns negócios sobre a confeitaria dele. Chris era dono da Umbrella, a maior confeitaria de Raccoon. Isso foi meio que uma surpresa já que os dunuts da delegacia vem todos da Umbrella. Ele é dono e chefe confeiteiro, alem de cuidar de toda papelada e negócios de importação e exportação. 

Depois que terminamos de almoçar fomos em algumas lojas de decoração, Rebecca queria comprar alguns vasos e quadros para enfeitar a prateleira do quarto. 

 Jill.  Chris me chamou enquanto Rebecca andava pela loja, estavamos perto do caixa.  Quando é que você tem um dia de folga?

 Toda quinta, tipo hoje.  Eu estava sorrindo demais, estava enquantada com aquele jeito dele, não é nem beleza. 

Ok. 

Confesso que é um pouco pela da beleza, mas aquele jeito, aquela educação e precupação deixava ele ainda mais bonito. 

 Você gostaria de sair comigo na proxima quinta? 

— Gostaria.  Eu estava com um sorriso pregado na cara, não conseguia para de sorrir. 

 Eai, vocês querem ir em outro lugar?  Rebecca apareceu com uma cesta com dois vasos pequenos e três quadros com frases motivacionais. 

 Não sei, acho que já está na hora de ir pra casa. 

Antes de voltarmos, fomos na sorveteria. O dia tinha começado meio tenso com a coisa toda com Albert, mas depois tudo ficou bem.

 Se você quiser, eu posso passar a noite aqui com você. 

 Não, amanhã você trabalha e tem muita coisa pra fazer. Não precisa se preocupar comigo, aliás, eu tenho um vizinho incrível.  Falou sorrindo para Chris. 

 Rebecca se tornou uma irmãzinha pra mim, prometo que ficarei de olho nela. 

 Que bom! 

Abracei a Rebecca e esperei ela entrar, fiquei do lado de fora com Chris indo para seu apartamento. 

 Ei!  Chamei Chris. 

 Sim? 

 Você é uma boa pessoa. Parece cedo demais pra dizer isso, só te conheço a dois dias, mas eu sei quando uma pessoa é boa e sei quando é fingimento. E você é uma boa pessoa. 

 Eu tento ser.  Ele sorriu pra mim e me deu um abraço de despedida. Dei um leve beijo na bochecha dele e seguir meu caminho. 

É Chris Redfield, você é uma espécie rara.


Notas Finais


Olá everyone! Espero que tenham gostado desse capitulo. Fiquem a vontade para dar o feedback de vocês e favoritem a fic (se quiserem ^^) Até o proximo capitulo!


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