História Ponto de vista - Capítulo 1


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Categorias It: A Coisa
Personagens Benjamin "Ben" Hanscom, Beverly "Bev" Marsh, Edward "Eddie" Kaspbrak, Michael "Mike" Hanlon, Richard "Richie" Tozier, Stanley "Stan" Uris, William "Bill" Denbrough
Tags 5+1 Things, Drama, Fluff, Gay, It: A Coisa, Lgbt, Reddie, Romance, Stenbrough, Stephen King, Tortura, Violencia
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Palavras 1.805
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


São cinco capítulos na percepção dos otários e uma na percepção de Richie e Eddie.
GENTE ISSO É UMA SURRA DE LIVRO, TEM MUITAAAAA REFERÊNCIA.

Capítulo 1 - Bill, aos 12


Fanfic / Fanfiction Ponto de vista - Capítulo 1 - Bill, aos 12

I. Bill

Eddie Kaspbrak foi o primeiro e único grande amigo de Bill Denbrough. Era pequeno e rápido como um rato, tinha uma memória de elefante e o rosto lembrava vagamente um coelho, mas era bonito. Poderia ser uma das pessoas mais bonitas do mundo depois que se conversava com ele.

Bill Gago costumava pensar que Eddie era bem melhor que qualquer um desses herói de quadrinhos; porque, diferente deles, o amigo era asmático, fraco e hipocondríaco. Mesmo assim, Eddie tinha um ímpeto vivaz dentro de si. Uma chama que não se apagava, e o Denbrough entendeu mais tarde que era pura empatia. 

Um dia, o Kaspbrak lhe disse que Sônia tinha medo dele. Não por causa de todas essas doenças que ela inventava, mas porque Eddie não tinha noção de seus limites. Por Deus, ele poderia ter morrido por cada um de seus amigos. Bill pensou sobre isso por um tempo e concordou com o amigo. Sônia Kaspbrak devia ter medo da coragem, do amor, irresponsável de Eddie, não de seus pulmões. 

E, naquele dia, 18 ou 20 de novembro, ele se sentiu como Sônia Kaspbrak. Temeu por Eddie e por sua vida como quem acaba de perder a própria mãe. 

Henry Bowers tinha trombado com Richie Tozier, e o resto foi história. Agora Eddie estava sentado no meio-fio, um lábio esmagado (cujo sangue caia no piche) e um supercílio aberto. 

- Cc-claro, Eddie. - Disse Bill para o melhor amigo, sentando-se ao seu lado. - T-t-tinha que suh-ser você. Porque v-v-você não nos chamou? S-s-seriam três contra três, E-E-Eddie. V-Você é um. C-Contra três. 

O Kaspbrak olhou para o Denbrough, parecendo levemente chateado, mas compreensivo ao mesmo tempo. O gago pensou que talvez, pela porrada, Eddie estivesse com dificuldades de entender certas palavras.

- Quer ir p-p-pra casa? - Bill perguntou, depois de alguns minutos de silêncio. - Eu te l-l-levo pra casa. Se você me p-p-prometer nunca... nunca se arriscar pra d-d-defender alguém de novo assim. S-s-sem ninguém. 

- Pode ser, Bill. - Disse Eddie, se levantando como se não tivesse acabado de apanhar para três caras enormes. Ele estava mancando levemente.

- S-s-sônia? - Perguntou o Denbrough, guiando o amigo até a bicicleta com a mão direita.

- Trabalhando - Eddie cuspiu um pouco de sangue. - Na fábrica. Só volta de noite. 

- F-ficou muita m-marca? - Disse Bill, inspecionado rapidamente os braços do menor antes de tirar a corrente que prendia silver ao poste. 

- Eu pareço o Ben. - Disse Eddie, exibindo um pedaço do estômago magro, magro. O Denbrough entendeu porque, mesmo sendo uma mãe maluca e super-protetora, Sônia saia para trabalhar. O Kaspbrak não parecia comer muito bem á algum tempo. - Tem as letras HB em mim. 

Bill balançou a cabeça e focalizou a marca avermelhada, passando para o roxo. HB, como o anel que Henry usava, bem perto das costelas. 

- V-Você consegue c-cuidar disso. Já c-cuidou do saco-de-feno, q-quando aquele m-m-merda cortou ele. - Comentou o Denbrough, subindo na bicicleta. Eddie montou na parte de trás.

Bill Gago tentou não pensar muito em quão miserável seu melhor amigo estava naquele momento. Em vez disso, pedalou como uma bala. 

Eddie, Richie e Bill estavam estudando na biblioteca quando aconteceu. 

O Tozier estava indo para o banheiro quando passou pela prateleira de livros adultos e, sem querer, deu uma ombrada em Henry. A bibliotecária ameaçou chamar a polícia, então os três bullies esperaram pacientemente do lado de fora. Richie disse que iria ligar para os amigos no orelhão, que ficava num beco aos fundos da biblioteca. Da mesa aonde estavam, eles conseguiam ver a cabeça de Arroto, então acharam que estava tudo bem desde que ele ficasse só na parte traseira dos prédios; mas Henry tinha pensado nisso, e Victor Criss estava aguardando ao lado de um latão de lixo. 

Quando os dois sentiram falta de Richie, Eddie disse que iria dar uma olhada. Quando cruzou a porta, Rich estava sendo jogado às cegas, o óculos no chão, entre os três. Eddie gritou, de verdade, e chamou Henry de merdinha com todo prazer do mundo. Richie conseguiu fugir, mas o Kaspbrak ficou e, além de ter perdido uma bombinha de asma, também ganhou novos machucados. Bill pensou que talvez, o Tozier estivesse fumando e Eddie estava fazendo companhia, por isso se deixou demorar um pouco antes de ir verificar

mas em algum momento passou-se quinze minutos, então ele abriu a porta brutalmente e isso foi o suficiente para assustar Henry, que não sabia se era um adulto ou só mais uma criança miserável para apanhar. Por via das dúvidas, o covarde saiu correndo. Arroto e Criss foram logo atrás. 

Eddie estava estendido no chão, numa poça de sangue fresco, e Richie Tozier não estava em lugar nenhum para ser visto. 

Eles tinham 12 anos.


Bill levou Eddie pra casa, e quando o Kaspbrak desceu da Silver, pediu um último favor para o Denbrough mais velho. 

- Qualquer c-coisa.

- Devolve pro Rich, no caminho pra casa. - E tirou do bolso os óculos, remendados por fitas e quebrado na lente esquerda. Mas eram os óculos. Bill sorriu, nervoso, e sentiu ânsia de vômito e vontade de chorar ao mesmo tempo, mas também um calor súbito de afeto pelo melhor amigo. 

- V-Você é traiçoeiro como um rato. 

Bill Gago abraçou Eddie Kaspbrak por dois longos minutos, pegou os óculos e se despediu. 

- T-t-tchau, Eddie. - O amigo respondeu com um aceno, já se precipitando pelos degraus da sacada. O maior montou na bicicleta. - Hi-yo, Silver!

Bill pedalou por mais alguns quarteirões até alcançar a residência Tozier, um sobrado de aspecto cirúrgico e belo jardim. Os pais de Richie tinham bons empregos, apesar de não entenderem muito bem o filho. Costumavam dizer que queriam menina.

O líder tocou a campainha e Richie atendeu minutos depois, tremendo levemente e com os olhos apertados, tentando enxergar. 

- Billy? - Sussurrou ele, choroso demais para fazer alguma voz agora.

- N-não faz mais isso. Nunca mais. - Disse Bill, nervoso. Agora que vira Richie, com a cara intacta, agora sim ele estava nervoso. - J-jura que não faz. Ou eu vou te bater até e-estourar. E-E-Eddie vai parecer a porra de um modelo quando você p-passar do lado dele.

- Desculpa, Bill. - Disse Richie, os olhos trêmulos como de um animal assustado. - Desculpa, mesmo. Eu não sabia o que fazer. 

- P-porque você tá pedindo desculpas pra mim, Richard? - Sussurrou Bill, sentindo mais uma onda de ânsia de vômito. - E-ele é um m-merdinha hipocondríaco que t-teve seu próprio lábio rasgado. Depois deixaram ele deitado no c-chão. Sabe quantos germes tem no chão, Rich? Hein?

- Sai, Bill. Sai! - Gritou Richie, tentando fechar a porta. Mas o Denbrough tirou os óculos do bolso, exibindo como uma cruz, e isso foi o estopim de Richie Tozier. 

Richie Tozier, que nunca deixou ninguém para trás, mas dessa vez cometeu o pequeno deslize de não voltar. Richie Tozier, que fazia vozes o tempo todo e não parava de fazer piadas. 

Esse mesmo Richie que estava chorado, um pouco de catarro pendendo no nariz. Nojento.

- Eu estava assustado, Bill. - Disse ele, observando o óculos. O choro piorou, interromependo a respiração. - Eles me disseram tantas coisas. Eu tive que vomitar na porra da ponte, Billy. Na ponte do beijo. Quase perdi meu fígado naquela merda, não consegui voltar. Não consegui nem levantar. 

Os olhos de Richie finalmente se ergueram, para parar um minuto sobre os olhos de Bill e depois vagar pelo horizonte. 

- Eu gosto muito dele, do Eds. Lembra aquele dia que você perguntou quem era o preferido de cada um, e eu respondi a Bev? Eu menti. É o Eddie, sempre foi. Você sabe disso, não sabe? 

- S-s-sei. - Respondeu Bill, passando os óculos para as mãos trêmulas do Tozier e deslizando a outra mão por seu ombro magro. - V-v-vai lá, amanhã você p-p-p-pede desculpas pra ele no Q-q-quarry. D-deixa ele descansar. E n-não chora. Desculpa, eu n-não quis ser grosso. 

Só fiquei preocupado. 

Rich assentiu bobamente e assistiu Bill pedalar até a bicicleta sumir de vista, uma sombra etérea como o navio de Peter Pan. Entrou pra dentro de casa, encabulado, com os óculos entre os dedos finos. Chorou mais um pouco. 



No dia seguinte, Willian foi o primeiro a chegar no Quarry, com Stanley na traseira de Silver dessa vez. Stan com seu cabelo imaculado e cheiro de parque e orvalho. Um livro grosso sobre pássaros enfiado debaixo do braço. 

Bill gostava de Stan. Lembrou da brincadeira do preferido e pensou que talvez ele fosse seu preferido, já que Eddie era como Georgie tinha sido um dia. Um irmão menor, que às vezes ele precisava cuidar, mas que também era um amigão. 

Os dois se sentaram por alguns minutos aonde já fora a represa, jogando pedras e conversando sobre a escola. Stanley foi o primeiro a perceber uma sombra aparecendo no horizonte, que era Mike Hanlon. Depois dele, os outros apareceram rapidamente. 

Apesar de ter mandado Richie pedir desculpas para Eddie, isso só foi acontecer no fim da tarde, ao entardecer, quando os dois conseguiram alguns minutos sozinhos.

Bill preferiu não apressar, pois Rich tinha pisado na bola e eles iriam precisar de privacidade para conversar. Silenciosamente, com o olhar, pediu para que todos deixassem que eles nadassem até a outra margem do rio. Que eles se resolvessem pra lá. 

 Os outros cinco otários se amontoaram entre as pedras; tomando um restinho de sol, se secando e murmurando planos. 

Bill percebeu como os machucados de Eddie estavam menos inchados, consequentemente melhores, e como band-aids cobriam as feridas abertas. Como os olhos de Richie reluziam como se ele fosse chorar, mas só que com bem mais por trás. Era quente, mas não era ruim. Era como seus pais se olhavam, pensou Bill, e também pensou em si mesmo e em Beverly Marsh. 

Do pequeno beijo que compartilharam. 

Que, pela maneira que Richie estava olhando para Eddie, parecia certo que era a vez deles de compartilharem um beijo. Bill cresceu ouvindo que era errado, já que os dois eram meninos, mas como poderia ser errado se Richie estava olhando para o Kaspbrak assim? 

Mike falou alguma coisa sobre prova. Bill concordou. Richie e Eddie estavam brincando de empurrar com o joelho, as testas próximas uma da outra. Ben falou algo também. Eddie sorriu bem grandão.

Quando começou a ficar frio e os otários começaram a ir embora em pequenos grupos, Bill também gostou de assistir Richie jogar um braço ao redor do pescoço de Eddie e deixar um beijo barulhento no seu supercílio machucado. 

E Bill também gostou de pensar que estava tudo bem, porque Richie poderia equilibrar a coragem desenfreada de Eddie. 

Porque, com aquele olhar, não era errado. Não tinha como ser. 





Notas Finais


spoiler: próximo é o Stan.


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