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História Ponto de vista (Titulo provisório) - Capítulo 1


Escrita por: vichero

Capítulo 1 - Introdução


Era por volta de 2005, eu tinha 3 anos de idade, lembro de flashs dessa época, lembro da minha mãe me colocando no colo e me lavando para a casa da minha madrinha em plena madrugada para que ela pudesse ir trabalhar, lembro me de imagens das costa de um Homem, usando uma daquelas bolsa de jogador, onde as alças são feitas de cordoes, nos quais se puxados fechava a parte de cima da bolsa, lembro de uma noite minha mãe chegando em casa chorando, pegava as fotos que tinha guardadas no guarda roupa e rasgando-as, eu não entendia nada do que estava se passando naquela época, nunca perguntei para minha mãe exatamente o que havia ocorrido naquela época, as vezes acho que era fruto da minha imaginação, imaginação de uma criança com a mente fértil. Uma dessas lembranças embora simples quando penso nela consigo resgatar uma sensação até agradável que eu senti naquela época, é a imagem deu brincado na rua, e meu pai passando na frente dentro de um carro, um Monza tubarão 1993, ele estava acompanhado do Sérgio, seu amigo, os dois trabalhavam juntos, ele gritou para mim perguntado pela minha mãe, e eu respondi sorrindo que ela estava em casa, e saia correndo para avisar a ela....

Lembro-me que nessa mesma época nos mudamos para uma cidade mais ao interior do estado, um município que ainda estava crescendo, lembro-me de que quando chegamos no bairro me deparei com ruas todas de barro, não havia muitas casas uma do lado da outra, a maioria das casas era cercadas por cercas de madeira ao invés de muros de tijolos, os portões também eram de madeira, a casa que nós íamos morar dividia o mesmo terreno que a casa de um casal de idosos, o Sr. Zé e a Dona Ermínia, mal sabia eu naquela época que eles se tornariam tão importantes para mim. Tanto a casa que alugamos quanto a casa deles não eram muito grandes, mas o terreno era imenso! O terreno era dividido em 3 partes, a parte da frente onde estavam as duas casas, uma de porta com a outra, não havia nenhum tipo de cerca dividindo uma da outra, logo ao lado com uma cerca dividindo havia uma parte do terreno onde havia as plantações do Sr. Zé, tinha bananeiras, limoeiros, pé de abacate entre outras coisas, na terceira parte do terreno que ficava ao fundo, tinha outra cerca dividindo ela de onde ficavam as casas, lá não tinha muitas coisas, era um espaço grande e vazio, meu pai estava um pouco empolgado com nova vizinhança e com o valor do aluguel, já minha mãe não estava muito contente com o fato de ter ido morar tão longe de suas irmãs, e ter saído de uma área urbana e mais desenvolvida para ir morar no “meio do mato”. Bom como eu fiquei nessa história?... Sinceramente bastante contente, embora muito pequeno, eu rapidamente me dei bem com os dois netos dos Sr. Zé e da Dona Erminia, Antônio e Henrique, o Antônio era o mais velho de nós 3, ele tinha 6 anos, já o Henrique ele era 1 ano mais novo que eu, ele tinha 2 e usava chupeta.

Pouco tempo passou e logo chegou dezembro, o mês do meu aniversário, minha mãe planejou uma grande festa e organizou na casa da minha tia Socorro, os vizinhos da minha tia, e amigos da família se espantaram com o tamanho da festa que minha mãe estava organizando e perguntaram se era algum tipo de casamento, minha mãe gastou quase quatro mil reais no aniversário de uma criança, isso para os padrões de hoje podem não significar tanto, mas em 2005? São Paulo Brasil ?? o salário-mínimo da época era 600 reais... já deu para perceber que economia não é um dos pontos fortes da minha mãe. A festa foi maravilhosa de acordo com relatos dos que estiveram presentes, pois eu era muito novo e não me lembro muito bem, lembro-me vagamente deu roubando a massa que elas estavam usando para fazer coxinha antes da festa começar, lembro que o tema fui eu que escolhi, era da Liga da Justiça, já deu para perceber que desde pequeno eu demonstrava meu gosto pelo mundo nerd. Lembro de brincar com algumas crianças e com a minha prima que na época tinha 2 anos de idade, o pai dela vivia brigando com ela, porque as crianças eram tudo meninos, e ela era a única menina, ele não gostava e ficava bravo, mas eu nem ligava e fazia questão de brincar com ela, lembro também da roupa que eu usava na época, era uma camisa social amarela que na frente tinha uns kanji japonês e atrás tinha um dragão, calça jeans com uma corrente prata amarrada no cós dela, moda essa que persistiu por bastante tempo e também estava com cabelo arrepiado parecendo um porco espinho, em minhas memórias lembro-me do meu pai tocando teclado na festa, fato importante sobre ele é que ele fazia shows de forró nos bares ao finais de semana, e durante a semana trabalhava como carpinteiro. A festa se passou e voltamos para casa, no dia seguinte brincado com os meninos, estávamos explorando o terreno ao lado, que nós chamávamos de “roça”, e foi onde tivemos nossa primeira aventura...



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