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História Ponto fraco - Capítulo 10


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Notas do Autor


Prontxs pro forninho de vocês caírem com revelações?! Então vamos lá? HIhihi

Capítulo 10 - Minha doce paixão


Olhei para os papéis, envergonhada. Kriss lançava-me um olhar que não era nada inocente, e mesmo de costas eu conseguia sentí-lo queimar em mim. Eu tinha caído da besteira de contar tudo pra ela, e pior: para o monstro que estava debruçado em minha cama, gargalhando. Já minha pessoa, estava sentada e preocupada com o fato de ter errado ao confessar o que tinha acontecido durante minha estadia na casa de Sakura, apenas ocultando o treino com Lee. Tudo isso para que pudesse ganhar tempo e colocar o caderno por cima do que eu realmente estava fazendo às escondidas. As duas simplesmente invadiram meu quarto, perguntando sobre tudo e pedindo todas as informações possíveis. Eu, sem ter o que fazer, quase congelada com o susto, consegui puxar um caderno rapidamente e o abri como se sempre estivesse ali. Se Hanabi descobrisse minhas folhas de confissão...

— Eu sabia que ele gosta de você — Hanabi gritou, aparecendo ao meu lado. Seu dedo indicador apontava para minhas bochechas coradas — E você gosta dele! 

— N-Nada disso... — neguei desesperadamente com movimentos de cabeça, enquanto minha mão escorregava por baixo do caderno. 

Levantei da cadeira, escondendo a folha por baixo de minha blusa, disfarçadamente. Que bom que eu tinha conseguido tirar dali lenta e pacientemente. Voltei o olhar sobre as duas, notando que elas não viram. Kriss sorria de lado, encostada na minha porta. 

— E esses hematomas? Seu pai viu? — ela mudou de assunto, para minha alegria. Mas, com certeza a pestinha saltitante não deixaria isso barato. 

— Eu disfarcei — respondi rapidamente. Por sorte, ele estava tão apressado para chegar à empresa que mal me olhou, apenas perguntara como foi, se eu me comportei, se me diverti, e foi embora tão depressa quanto suas perguntas — E ele nunca ia perceber mesmo... 

— Sua sogra tem jeito pra isso, aposto que o astronauta se machucava muito na infância — minha irmã interferiu, sabichona. Quis estapear aquela garota! Ela não me deixava em paz nem por um milésimo de segundo, por Deus! — E você já vai conhecer o sogrinho, como será que ele é? Será que tem o mesmo jeito do astronauta? 

— Você nunca viu o menino pessoalmente, Hanabi — Kriss riu, fazendo-me concordar. 

— Pois é, mas já falei com ele pelo celular da Hinata. E digo mais, ele tem ciúmes de você, isso não dá pra negar... 

Suspirei. Quando o assunto em pauta era Naruto, Hanabi parecia saber mais que eu. E olha que quem era a amiga, não era ela, e sim eu!

— Você é toda lerdinha e já tem paquera — continuou, rindo — Acho que as produções que fiz em você valeram de alguma coisa, ein? Pena que a semana acabou... — completou, com um bico. Para mim, isso era um tremendo GRAÇAS A DEUS!  — Mas fica esperta... logo você vai precisar de minha ajuda pra deixar de ser essa empacada que é. — afirmou, totalmente convencida. — Tenho certeza que foram as fotos totalmente sensuais que eu fiz voc... — tapei sua boca rapidamente, sentindo o sangue do rosto se esvair. 

— Q-Quero estudar.

 Espantei-as nervosamente do quarto, querendo privacidade. Kriss riu e perguntou se eu iria demorar muito tempo pra assumir minha primeira paixão, em seguida jogando no ar que queria saber que fotos eram essas, enquanto a pequena Hyuuga se recusava a sair do quarto. 

— Hanabi, tenho que estudar — argumentei, apontando para o caderno. 

— Como se você precisasse... sei bem que pega matéria facilmente. Está arrumando desculpas! 

— Mas preciso fixar as matérias, né? E se eu tiver dúvidas que antes não tive? —  tentei pela última vez. Quando a Hyuuga retrucaria, o próprio celular passara a tocar,  fazendo-a sair do quarto, quase como se fugisse de um incêndio, alegando que sua encomenda tinha chegado. Graças a Deus, bendita hora.

Tirei a folha do esconderijo e voltei a escrever sobre meus sentimentos. Estava nervosa, começava até mesmo a suar frio só de pensar no compromisso que acabei marcando sem nem pensar direito. Não imaginava que rápido assim minha vida mudaria totalmente, muito menos que eu acabaria despertando sentimentos tão intensos que eu mesma não entendia. Sim, eu podia ter negado por muitos dias, mas seria burrice não concordar que o Uzumaki despertava em mim sensações diferentes, se comparadas ao que eu sentia em relação aos outros. Mas eu negaria isso até conseguir formular opiniões concretas sobre o que acontecia em meu coração... seria possível eu estar me apaixonando? Não. Eu o admirava muito por tudo o que ele fez por mim, desde o primeiro momento em que nos conhecemos. Tornou-se um amigo excepcional. Tudo bem, eu o olhava demais, queria estar mais próxima dele, queria agradá-lo e até mesmo ser como ele, mas isso porque eu via o quanto o garoto se esforçava. 

Balancei a cabeça, guardando a folhinha. Alguma coisa me dizia que estava esquecendo de algo importante, mas não me lembrava do que era... 

Resolvi deixar pra lá e abri o caderno, dessa vez para estudar. Naruto me desconcentrara demais na aula do professor Asuma, então era melhor eu dar uma olhadinha na matéria e checar se estava tudo em ordem. Recordei com facilidade as páginas que foram lidas em aula e também as passadas para casa, mas o que realmente me surpreendeu foi o que encontrei em uma delas. Eu estava tão centrada em não ter 100% de noção da presença que estava ao meu lado na aula que nem tinha percebido que Naruto tinha escrito algo para mim no livro. Uma letra desajeitada, quase impossível de entender. Mas, pra mim, aquilo ali passou a significar tudo. 

Olha pra mim Hina 

Não se afasta de mim 

Você é importante :) -N. 

 

Acordei no meio da noite, meu coração batia frenético. Tive um pesadelo, mas tudo nele não parecia ser tão impossível assim. Limpei o suor que escorria de meu rosto e por trás, na minha nuca. Preciso me dedicar mais, assim isso nunca acontecerá. 

Levantei da cama e estava disposta, simplesmente. Consegui sorrir com o pensamento, sentindo-me como o próprio Rock Lee. E, lembrando dele, fiquei mais decidida ainda. Corri para o closet, procurando uma roupa apropriada e aproveitei para escovar os dentes, saindo em seguida silenciosamente do quarto com o celular em mãos, assim como um travesseiro. Segui para os fundos de casa na ponta dos pés, atenta a qualquer barulho.  O horário era exatamente 05:20 da manhã (ou seria madrugada?) e eu não queria acordar ninguém. Deixei o travesseiro sob a sombra da árvore, com meu celular ao seu lado, enquanto voltava sorrateiramente pra dentro de casa. 

Voltei poucos minutos depois, segurando uma fita bem grande de cabelo, além de uma bacia repleta de frutas para que eu não desmaiasse de fome. Sentei em cima do travesseiro, mordendo levemente uma maçã recém-lavada enquanto verificava as redes sociais. Nunca tinha nada muito importante um tempo atrás, mas agora que eu tinha mais pessoas adicionadas automaticamente mais novidades vinham junto. Bom, ao menos, eu considerava novidade vários rostos diferentes nas minhas timelines, fotografias entre amigos e algumas festas. A foto que Ino havia postado comigo, Saky e Tenten já passava de 100 curtidas e pra mim aquilo era muito. Alguns comentários faziam minhas bochechas assemelharem-se à fruta que eu estava comendo. 

Dei algumas gargalhadas lendo respostas, tanto das meninas quanto dos nossos amigos. Meus olhos foram parar no comentário de... Deidara?! Por que Ino tinha ele adicionado? 

Deidara: Uau, um verdadeiro exemplo de artes diversificadas. Mas essa moreninha eu adoraria estudar ... uma explosão de carisma e beleza exótica. 8h atrás

               Ino: Não enche, loiro aguado. 8h atrás

               Naruto: N tem oq fazer não? Fica longe de Hinata se n quiser mais problemas 6h atrás

               Neji: .

Aquele comentário tinha me divertido demais, e não consegui deixar de ler mais de uma vez. Não tinha gostado especificamente de Deidara ter supostamente me cantado, o que chamava minha atenção era a segunda resposta... digo, todas as respostas. Não só uma. Todas, Hinata.  Respirei fundo, tentando acalmar meu coração que batia descompassado desde o momento em que meus olhos leram a palavra "Naruto". Um pedaço de melancia derretia em minha boca enquanto eu deixava a bacia de lado, pensando rapidamente que talvez tivesse exagerado em trazer tantas frutas de uma vez. 

Amarrei o travesseiro na árvore, esticando o máximo que eu podia a fita que trouxera. Quando me certifiquei que o objeto fofo estava devidamente preso, comecei a desferir alguns golpes ali, imaginando o vilão de meu pesadelo no lugar. Quanto mais eu me lembrava do pesadelo, mais nervosa ficava, resultando assim em golpes mais violentos. Meu braço trabalhava em harmonia com os movimentos de minhas pernas, tornando cada vez mais fácil o controle que eu imaginava que teria sobre uma suposta luta. 

Prendi os cabelos em um coque rápido, quando ouvi em seguida um pigarreio. Tomei um susto ao constatar a presença de meu primo, que se aproximava lentamente, 

— N-Neji... — não continuei a frase, esperando que ele entendesse minha pergunta silenciosa. 

— Ouvi sons de luta e fiquei curioso. Não é algo que se ouça todos os dias na residência dos Hyuuga, principalmente a essa hora — respondeu, olhando para onde eu desferia os movimentos — O que faz acordada? 

— Tive um p-pesadelo e resolvi vir... — olhei para o mesmo lugar que ele — treinar. E vo-você? 

— Eu acordo a essa hora desde sempre. Tenho que ajudar em muitas coisas desde cedo — alfinetou. Mordi o lábio inferior, pensando na frustração que comecei a sentir. Achei que já tivéssemos passado dessa fase. — Mas agora as coisas melhoraram — completou, interrompendo meus devaneios — Mesmo que não tenha mais a necessidade de acordar tão cedo, meu corpo já se acostumou. Não dá pra mudar tão rápido. 

Assenti, pensativa. Não sabia o que dizer, até ele se aproximar mais de mim, indicando que eu seguisse seus passos. Olhei confusa enquanto ele passava direto, aguardando pacientemente meus movimentos. Ainda perdida, virei meu corpo e caminhei até ele, que respondeu partindo pra cima de mim. 

Por reflexo, consegui conter seu ataque. Em seguida, novas investidas foram dadas por ele, enquanto eu tentava acompanhar a todo custo, sem ter tempo de pensar. Ele era rápido e muito forte, estava ficando cada vez mais difícil interromper seus movimentos e desviar. 

— Eu também posso te ajudar — ele falou entre uma investida e outra — Não é só o Lee que sabe lutar. 

Eu estava tão surpresa que por pouco não fui atingida em cheio. Uma de suas mãos alcançou minha barriga, mas o golpe que teria sido perigoso consegui evitar, segurando seu braço e impedindo sua força. Surpresos, nos encaramos. Eu, por ele saber lutar e ter resolvido treinar comigo. E ele... 

— Você é boa — notou, dando alguns passos para trás. Eu me desarmei, relaxada. 

Segundos depois, estava caída no chão. Seu braço direito quase me enforcava, formando uma espécie de prisão, enquanto meu primo encontrava-se a centímetros de meu corpo estirado no chão. 

— Boa, porém muito previsível. Não baixe sua guarda até ter certeza que está fora dos limites do oponente, garanta que não será pega desprevinida. — completou, ajudando-me a levantar em seguida. Eu estava sem reação. 

— C-Como posso melhorar? — perguntei, sem graça. Lee não me criticava desse jeito, talvez eu tivesse ficado um pouco mal acostumada. 

Ele não respondeu. Segundos depois, estávamos ocupados demais em nos atacar, concentrados apenas no agora. 

 

A surpresa de meu pai foi totalmente evidente. Neji e eu estávamos sentados lado a lado, em cima do travesseiro e comendo as frutas que eu trouxera. Já passavam das 7h, indicando que o horário das primeiras aulas se aproximava, porém estávamos exaustos. Tinha sido a primeira vez que paramos. O Hyuuga mais velho costumava fazer algumas ligações importantes no local em que nos encontrávamos agora, visto que quase ninguém vinha mais aqui. Por isso, foi surpreendido ao encontrar sua filha e seu sobrinho conversando e comendo amigavelmente. 

— B-Bom dia pai — levantei-me rapidamente, curvando meu corpo em sinal de respeito. Meu primo fizera o mesmo, deixando a bacia de frutas vazia aos seus pés. 

— O que... 

— Eu estava fazendo companhia à Hinata. Apesar de ter matado um pouco de tempo aqui, deixei arquivos importantes na porta de seu escritório. — Neji tomou a dianteira, apressando-se na explicação. 

— Podia ter deixado em cima da mesa. Confio em você — papai respondeu, para a surpresa de Neji. Eu apenas sorri, pedindo licença em seguida. Precisava de um banho rápido se não quisesse me atrasar. Com o celular e travesseiro recolhidos, deixando pra lá apenas a bacia e a fita, corri para meu quarto. 

Meu celular sinalizava 7:20 quando terminei de me arrumar. Peguei a bolsa costumeira, atravessando-a pelo pescoço e segui meu rumo. Na entrada de casa, meu primo me esperava de braços cruzados. Seu cabelo estava molhado e o perfume intenso indicava que também tinha tomado banho, 

— Q-Quer ir a pé ou c-com Joseph? — perguntei com dificuldade. Estava com a mesma sensação de antes: como se estivesse esquecendo de algo muito importante, por isso foi difícil me concentrar em duas coisas ao mesmo tempo. 

— Por favor, entrem — o próprio motorista respondeu, surpreendendo-me. Estava tão perdida que nem notei sua presença. — Pelo visto, a caminhada de vocês acabaria os atrasando. — olhou seu relógio, por cima da luva branca que utilizava. 

O caminho foi silencioso, mas ao menos não era tão desconfortável como antes. Joseph continuava com as perguntas básicas, mas apenas isso. Como o caminho não era tão longo, logo estávamos na entrada da Academia, prontos para mais um dia. Neji e eu nos despedimos rapidamente, pois ele alegou que precisava verificar um assunto importante, pois agora ele era representante de turma. Sorri sozinha, orgulhosa. Isso só serviu para que sentíssemos mais orgulho ainda do rapaz, que se mostrava mais do que capaz a cada dia que se passava. Ao contrário do que muitos pensavam, eu não tinha inveja dele. Claro que eu queria chegar ao menos a 1% do que ele era, mas nunca desejaria o mal dele. 

— Bom dia! — Deidara aparecera na minha frente, puxando minha mão direita e ali depositando um beijo rápido. Afastei-me, sem reação aparente. — Ow, calma. Eu vim em paz, hum — sorriu em rendição. Semicerrei os olhos, desconfiada. Estava vermelha, mas não baixaria minha guarda. 

— B-Bom dia — respondi, apressando o passo. Obviamente, ele me seguiu. 

— Eu pedi desculpas, lembra? — assenti, não dando muita atenção — Queria te pedir uma coisa, mas já sei a resposta... 

Olhei de canto de olho para o loiro, virando no corredor correspondente ao que estava meu armário. Ele praticamente corria para me alcançar, o que tornaria a cena cômica para quem olhava. 

— Eu sei que você é um prodígio e tinha aulas em casa — agora eu encarava ele, surpresa — Tenho meus contatos. Enfim. Eu sei que você canta — sussurrou, fazendo eu deixar o livro que tinha acabado de pegar do armário cair ao chão. Ninguém sabia disso. Eu não cantava desde que mamãe morrera, interrompendo minhas aulas de canto. Passei a me expressar apenas por papel, e assim continuava até hoje. Tinha trancado meu desejo de cantar o que sentia por tanto tempo que nem me lembrava disso. Bom, até agora. — Hum... Pra mim, você exala... 

— Eu já não falei pra você ficar longe da Hina? — um Naruto furioso aparecera ao meu lado, chamando toda a atenção possível. Deidara revirou os olhos, levantando as mãos em rendição novamente. 

— Já estava de saída. Mas, Hina, quero falar com você depois. Pode ser? 

— Pra você é Hinat...

— P-Pode. — concordei, para a surpresa dos dois. Eu precisava saber como ele descobriu. 

— Hina?! — Naruto estava chocado e bravo. Deidara, por sua vez, piscou para mim e sorriu, vitorioso. Apressou o passo assim que o loiro ao meu lado fez que ia bater nele. — Por quê?! Você pirou? 

Abri a boca para falar, mas não conseguia. Meu coração saltitava em meu peito só de ter aquele garoto tão perto de mim. E, por isso, devia ter passado a maior vergonha quando Sakura surgira ao meu lado perguntando se o beijo tinha sido tão bom assim para me deixar a ponto de babar. 

Céus! Eu quase babei! 

Senti meu rosto inteiro esquentar, abaixando-me rapidamente para pegar o livro caído no chão. Fechei o armário com um estrondo e praticamente saí correndo dali, envergonhada. Cheguei na sala ao mesmo tempo que Kurenai, que me lançou um olhar amigável, assim como um "Bom dia, está tudo indo bem?". Assenti, um pouco atônita, e pedi licença. Sentei em meu lugar de sempre quase como um raio, de tão rápida, e abaixei minha cabeça. Procurava respostas urgentemente, mas não era capaz de responder a nenhuma das perguntas que se seguia. 

Bom... uma, eu pude responder, mas precisei da ajuda de Naruto. 

A minha dúvida foi completamente sanada quando levantei minha cabeça e deixei meu olhar se encontrar com o par de olhos azuis que acabava de entrar na sala de aula. Um embrulho no meu estômago, coração palpitando rapidamente, suor, nervosismo e... alegria. O loiro caminhava um pouco irritado até seu lugar de sempre, mas não tirava os olhos de mim. Acabei perdendo nossa luta silenciosa, desviei o olhar. Ao menos, tinha a resposta na ponta da língua. Ou melhor.. no coração.

Sim, eu estava apaixonada por Naruto Uzumaki. Agora eu não podia negar. 

 

— Hinatinha, você tá estranha hoje — Ino constatou ao me ver de cabeça baixa novamente. Levantei superficialmente meu rosto, de modo que só meus olhos perolados aparecessem acima do meu braço. — Você tá triste? Sei que não dormiria em aula. 

Abaixei a cabeça novamente. Eu estava confusa. 

— Quer conversar? — era a voz de Sakura. Comecei a me sentir mal por atrair tanta atenção e só por isso resolvi levantar da cadeira. Não queria atrasar o intervalo, que era a hora mais preciosa. 

— Acordei cinco da manhã — respondi, torcendo para que resolvesse a situação. As garotas se entreolharam, desconfiadas, mas não disseram nada. — V-Vamos? — chamei, olhando para a cadeira vazia do Uzumaki. 

— O que aconteceu entre você e Naruto mais cedo? — a rosada perguntou, fazendo meu coração saltar loucamente só de ouvir o nome dele.  

Balancei a cabeça negativamente, indicando que nada tinha acontecido. Ino respondera que mais tarde eu acabaria contando, e que estaria esperando pela explicação. Depois disso, as duas foram na frente enquanto eu as seguia em silêncio pela sala. No caminho até o refeitório, as duas garotas me distraíram vagamente sobre os comentários que estava lendo mais cedo, e com isso eu pude dar algumas risadas. Mas, nem tudo o que é bom dura pouco. Estávamos tão entretidas que, quando passamos pela entrada do refeitório, fui puxada abruptamente. Foi tão rápido que nem elas perceberam. 

— D-Deidara — desviei de seu olhar, soltando-me de seu toque. 

— Desculpe, não queria que suas amigas surtassem como  seu namorado. 

Corei diante a possibilidade de Naruto ser meu namorado. Sem perceber, uma onda de desejo me percorreu. Naruto e eu namorando...? 

— N-Não é meu namorado — respondi assim que despertei do transe. Estava praticamente sonhando acordada na frente de alguém que eu  não deveria confiar. — O que você quer? 

— Ufa, achei que já tivesse perdido todas as chances. Mas não é nada de grandioso, quero te pedir uma coisa— ele repetiu as mesmas palavras de mais cedo — Como você canta, queria sua ajuda no meu trabalho. Viu? Nada demais, hum.

Novamente, estava desconfiada. Por que eu? Que trabalho? 

— E...? 

— Podemos marcar alguma coisa fora do colégio? Preciso de uma espécie de entrevista artística se quiser entrar numa boa faculdade de artes, hum. 

Continuei com a expressão de interrogação, fazendo-o prosseguir. 

— Céus, como você é desconfiada. As únicas artes que não domino ainda são cantar e dançar, por isso preciso de alguém que saiba compreendê-las para que eu possa dirigir a entrevista. Melhor explicado, hum? 

Olhei para o chão, pensativa. Meus sentidos diziam para não confiar no cara à minha frente, mas meu coração dizia que eu precisava ajudá-lo. 

— O-Onde? — eu me referi ao lugar, mas lembrei de completar — N-Não sei dançar. Não profissionalmente... 

— O básico já basta, hum — ele me deu um sorriso largo — Para que você confie mais em mim, pode escolher o lugar. 

— P-Posso levar alguém? 

Seu sorriso murchou por um instante. 

— Se isso te fizer confiar em mim, pode. 

Era a resposta que eu precisava. Mas, do contrário que ele pensava, eu não levaria ninguém. Caminhei lentamente até a entrada do refeitório, novamente. 

— Quer ajuda para encontrar seus amigos, hum? 

Engoli em seco. Eu não teria coragem de andar sozinha por lá, com tanta gente que podia retribuir o olhar... tinha tanta gente no refeitório que eu poderia facilmente me passar por um cordeiro no meio de tantos leões. Por isso, assenti, sabendo que me arrependeria mais tarde. 

Naruto foi o primeiro — como sempre — a gritar, assim que me encontrou no meio do caminho ao lado de Deidara. Por sorte a área em que nos encontramos não estava tão cheia, pareciam todos conhecidos. Minha turma e a do Neji no outro canto?. Minha garganta se fechou quando avistei o loiro olhando para todos os lados, procurando por alguém nervosamente, enquanto Sakura e Kiba o seguiam, fazendo o mesmo. Ficou aliviado ao me encontrar (ele estava me procurando?!) mas logo notara ao lado de quem. Puxou-me rapidamente pela mão, fazendo com que eu quase desmaiasse pelo simples e rápido gesto. Sakura me pediu milhões de desculpas por ter mais uma vez me deixado para trás, enquanto Kiba juntara-se a Naruto, vociferando algumas palavras. 

— Bem, está entregue e inteira. Não fiz mal nenhum, fala pra eles, Hina. — o mais velho ignorou os dois rapazes, olhando na minha direção. Naruto, na mesma hora entrou na minha frente, interrompendo o campo de visão de Deidara. A mão do Uzumaki continuava unida a minha, fazendo meu rosto esquentar a cada vez mais. Agora, ele apertava levemente. Meu corpo parecia arder em chamas só por ele ter feito aquilo, eu estava pronta pra cair dura no chão. — Até mais, hum. 

— Hinata, o que ele fez com você? — Kiba perguntou, preocupado. Minha expressão devia estar causando desconforto a quem via de fora, mas por dentro eu estava surtando. Estamos de mãos dadas! 

— Hina, por favor, não fica sozinha com esse cara. Ele é perigoso — minha paixonite agora estava virada para mim, olhando atentamente para meu rosto. Assenti inconscientemente, sentindo que tudo ao redor estava girando — Hina???? 

Seu rosto agora estava tão próximo do meu... Juntei todas as forças possíveis e imagináveis para não desmaiar. 

— Es... está tudo bem — sorri, mesmo que o ar estivesse me faltando. Nosso toque foi interrompido e pude voltar aos poucos, recobrando a plena consciência. 

Apaixonada. Era isso mesmo? Meu corpo respondia que sim. 

 

Infelizmente, o episódio do refeitório gerou muitos cochichos. Estava desconfortável não só por isso, mas também porque o meu próprio grupo de amigos não parava de me encarar. Minhas crises batiam na porta, cada vez mais próximas de virem à tona. Justamente por não estar me sentindo bem com tantos olhares sobre mim, não pensei duas vezes e saí rapidamente do ambiente assim que o sinal indicava o final do intervalo. Algumas vozes conhecidas me chamavam, mas eu não estava pronta. 

Tenten surgira à minha frente, com um olhar sugestivo. Cruzou os braços, levantando uma sobrancelha. 

— Onde pensa que vai? 

Olhei para meus pés, tentando regular a respiração. 

— Vo-você me... assustou. 

— Quero ter uma conversinha com você mais tarde — falou — Só não será agora porque não quero te fazer matar aula. 

Assenti, confusa. Aquilo só serviria para atiçar minha curiosidade! 

— É... é sobre o que? 

— Sobre você, Deidara, Naruto, nós que somos seus amigos... 

Concordei, nervosa. Não sabia o que se passava ao meu redor, mas algo me dizia que eu podia confiar na garota à minha frente. 

— Vou... vou te contar tudo. 

— Ótimo! — ela sorriu, me presenteando com um abraço rápido. Olhei agradecida enquanto andávamos tranquilamente, antes de nos separarmos  por ter destinos diferentes. 

 

 

 

 


Notas Finais


Amizade delas duas = tudo
Naruto com ciúmes = sempre
HINATA ADMITINDO QUE TÁ APAIXONADA =========== AAAAAAAAAAAAAAAAA


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