História Popozudos - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.469
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Nosso encontro


O sol forte nos recebeu ao sairmos do pântano, o sorriso de Bruna era evidente e Coro apesar dos machucados não escondia a felicidade, estávamos nas terras de seu pai, longas pastagens verdejantes e diversas fazendas contrastavam com o pântano que acabávamos de deixar para trás, era um reino pequeno mas belo, o barão aparentemente tratava bem de suas terras e de seu povo.

Conforme caminhávamos ouvimos uma criança gritando: Coro! Coro! Você voltou! - Antes mesmo que pudéssemos descobrir de onde vinha tal horrendo som a minúscula criatura pulou sobre Coro o derrubando.

- Ai! - Gritou Coro ao bater no chão com suas ataduras.

- Oh irmão me desculpe! Oh não esta machucado!

Bruna e eu neste momento olhávamos para as pastagens sem nos preocupar com a criança, tanto que só ouvimos que ela era irmã de Coro ao chegarmos ao castelo, mas aquela pequena criatura me fez lembrar de quando conheci minha assistente, acho que me esqueci de passar mais detalhes sobre a mesma, até mesmo sobre mim, bem tudo começou há alguns anos, durante uma viagem aos reinos do leste, uma terra mágica muito diferente da qual estamos agora, onde florestas caminham e pedras falam, falando assim parece maravilhoso, até você não conseguir encontrar uma floresta pois ela resolveu sair para caminhar ou sentar em algum canto e começar a ouvir uma pedra resmungando, ainda bem que golens são lentos.

Era um contrato rotineiro, mais um dos muitos que fiz para ela, quem é ela? Bem, isso conto depois, foquemos em como conheci aquela coisinha. Já estava cavalgando há algumas horas a caminho do castelo por uma estrada que contornava a densa floresta negra, que ganhou o nome graças a cor das cascas de suas árvores e não a nada muito tenebroso como é comum nos dias de hoje, era uma cavalgada cansativa, apesar do sol a pico o sono já me consumia, pensava em atravessar a floresta para chegar mais rápido mas com o cavalo carregando tantas coisas poderia acabar perdendo algo do contrato anterior em algum galho.

Falando em galho, foi exatamente o que me acertou, só lembro da pancada e da batida da bunda no chão, e tudo ficou escuro. Voltando a mim consegui ouvir vozes sussurrando:

- O que é isso? Uma espada redonda? 

- Deve ser uma bengala!

- Bengala? Ele não parece tão velho... Apesar dos cabelos brancos.

- Ele esta acordando!

Me levantei no susto e bati novamente a cabeça, dessa vez em uma raiz, uma raiz?  Me enterraram? - Pensava eu enquanto colocava a mão no galo na testa com uma dor que fazia tempo que não sentia, mas que acabaria se tornando comum após esse evento. Virei-me e abri os olhos novamente. Realmente estava debaixo de uma árvore, as raízes entranhadas a minha volta deixam pouca luz passar mas o chão era firme como se alguém morasse ali, olhei para baixo e...

- Fadas? Fadas! - Gritei com outro susto, não é algo que se vê todos os dias, pequenos seres com asas e cores tão variadas que seria impossível encontrar uma fada parecida com outra, plumas, asas de borboletas, brilhos de todas as cores.

- Sim! Somos fadas, quer encarar? Vamos te transformar em abacaxi antes que possa levantar a mão! - Gritou uma das pequenas enquanto tremia as pernas de medo.

- Me desculpe - Respondei - Não queria assusta-la, só que é raro ver uma fada, e depois daquela pancada e acordar embaixo de uma árvore achei que tinham me enterrado.

- Isso é trabalho da Bruna. - Disse uma fada que aparentava ser a mais velha. - Ela não resistiu a te deixar na estrada, mesmo sabendo que por aqui não haveria perigo, ela disse que algo o estava seguindo e seria perigoso lhe deixar ali, venha cá Bruna! Venha ver o grande problema que trouxe para nós.

- Oi? - Ela me disse, parecia assustada mas curiosa.

- Oi, gostaria de agradecer por ter me salvado, sou Will, estava a caminho do castelo quando acabei não vendo um galho. - Respondi.

- Ah sobre aquele galho, bem, eu estava tentando arremessar algumas nozes usando ele como catapulta. Acho que acabei te acertando.

- Oh, então esses dois galos tem seu nome, bem, pelo menos pude conhecer fadas, valeu as dores.

- Eu posso ajudar! - Bruna gritou enquanto voou em minha direção, as outras fadas apenas assistiam enquanto ela dizia algumas palavras em élfico antigo, palavras se formavam no ar, um dos seus olhos brilhou e um brilho verde tomou conta do local.

- Me sinto bem melhor, obrigado. - Disse a ela enquanto sentia a dor passando. - Mas preciso ir para o castelo, tenho uma reunião marcada, como posso compensá-las por me salvarem, mesmo que a causa do acidente tenha sido da pequenina.

As fadas se reuniram em um canto e uma longa discussão se iniciou, após alguns minutos a anciã me disse: - Existe algo que pode fazer por nós, deste modo até a Bruna pode se redimir de algumas trabalhadas que ela fez além de te ter atacado sem querer. Os regentes humanos daqui são bons conosco e cuidam bem da floresta, mas existe algo que nos assusta e que passa despercebido pelos grandes como você. No centro da floresta uma doença cresce, algo vil ali fez seu lar e tememos o que pode acontecer no futuro. 

- Irei conversar com a duquesa, e investigar o centro da flores, tem a minha palavra. Mas como minha atacante pode se redimir com isso? - Respondi.

- Ela irá com você é claro! - A anciã me respondeu, enquanto o queixo da Bruna caiu.

- Eu? Como? Onde? E se um troll me comer? E se uma aranha me jantar? Eu só explodi algumas coisas, ninguém se machucou sério! - Gritava Bruna enquanto balançava os pequenos braços, e na minha mente pensava em como terminar esse serviço o mais rápido possível para me livrar de uma companhia indesejável e como ela conseguia derramar tantas lágrimas sendo tão pequena.

- Certo, levarei ela, mas assim que terminar irei traze-la imediatamente aqui. - Retruquei.

- Esta combinado, boa sorte e cuide bem dela. - Respondeu a anciã enquanto Bruna ainda esperneava em seus pés.

Mas após um tempo ela se recompôs e todas me mostraram a saída enquanto desejavam que pudesse ajuda-las, olhei em volta procurando uma saída mas a única saída que parecia haver era uma pequena porta de madeira entalhada que cortava a terra um pouco abaixo das raízes da árvore. Minha dúvida se tornou aparente pois logo a anciã veio em minha direção e com um toque senti tudo virar do avesso, estava eu agora pequenino como as fadas e com uma vontade extrema de vomitar.

- Para nós isso é comum mas para vocês pode não ser uma experiência confortável. - A anciã me disse enquanto me ajudava a chegar a porta, logo vi toda a floresta a minha volta, o som forte atravessando as folhas e os sons dos diversos animais que ali moravam, antes de poder dizer algo a anciã novamente tocou em mim e voltei ao meu tamanho normal, não resisti dessa vez e joguei todo meu almoço para fora.

- Hey eu moro por ali! - Ouvi Bruna gritar para mim.

- Boa sorte! - Gritaram as fadas.

- Obrigado. - Respondi baixinho tentando me recompor, mas logo as fadas que se encontravam aos meus pés já não ali se encontravam, bem que dizem que fadas só podem ser vistas se assim elas quiserem. Mas onde estará a que irá me acompanhar? Pensava comigo mesmo até ouvir o som de galhos quebrando e algo caindo sobre mim me derrubando no chão. Um monstro talvez? Não, muito fofo para ser um monstro pensava enquanto coloquei a mão em minhas costas, ao olhar para trás vi a pequena fada, agora mais alta do que eu.

- Olha a mão! - Ela me disse.

- Segunda vez que me derruba, e qual é essa de crescer e encolher de vocês? - Respondi.

- Bem, pensei que assim seria mais fácil andar despercebida.

- Você tem duas asas gigantes e coloridas que brilham como estrelas.

- Ah é... posso esconde-las, devo?

- Seria sensato. - A disse enquanto começava a pensar que seria mais trabalhoso do que tinha pensado.

- Você fala como velho. - Ela retrucou.

- Vamos indo enquanto ainda tenho paciência. Precisamos achar meu cavalo, me mostre onde me atacou?

- Ta bom, ranzinza.

- E precisamos trocar suas roupas, mesmo que não pareça uma fada, seu vestido feito de folhas chamará atenção de todos.

- Sempre quis usar algo com estampa! Um leão! Um dragão...

E assim...

- Um lobo!

Começamos nossa...

- Uma raposa!

Caminhada juntos.

...

- Uma dezena de cachorros!



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