História Popozudos - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.446
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - A rainha


O caminho para o castelo era longo, e sem meu cavalo só chegaríamos ao final da tarde, mas tão logo começamos a longa caminhada percebi que aquela que me acompanhava já começava a irritar.

- O que é isso nas suas costas? E isso no seu cinto? Não tem medo do seu cavalo se perder? E isso... - Bruna perguntava incessantemente.

- É um rifle, são poções, e meu cavalo sabe se cuidar. - Respondi rapidamente na esperança de fazê-la calar a boca.

- O que é um rifle? - Ela me respondeu, e logo percebi que seria uma longa viajem, então tratei de explicar as coisas como eram além de onde suas asas pequenas alcançavam.

- Uma arma de fogo, uma arma rara mas poderosa, mais precisa e destrutiva que a maioria dos arcos, tirando é claro alguns mágicos, apesar dessa também ser embuída com magia. Ao invés de flechas atira munições de metal com pólvora. - O silêncio de Bruna mostrava que metade das minhas palavras voaram por cima de sua cabeça. Então tentei explicar como - Um bastão que atira bolas de fogo.

- Ah, agora entendi. Hey, pode me dar um desses? Sempre quis atirar bolas de fogo mas... as vezes que tentei não acabaram bem. - Ela me disse enquanto batia um dedo no outro como se lembra-se de ter feito algo de errado.

- Achava que fadas eram ótimas com magia, não vejo porque precisaria de um desses. - A disse.

- Sim... Mas nós fadas geralmente usamos mais magia de cura e suporte, e na minha vila não há ninguém que saiba utilizar magias de ataque, me restou aprender sozinha mas é muito complicado e acabei destruindo algumas casas. 

- Não me espanta terem se livrado de você tão rápido. - A disse em tom baixo.

- É... Hey! Eu ainda serei uma grande fada! A mais poderosa de todas! - Ela gritou para mim com uma careta na cara.

- Haha, isso veremos. - Na época não sabia o porque mas apesar de a encarar como um fardo, começava a gostar daquela que viria a se tornar minha assistente.

Nossa conversa continuou pela longa estrada de terra que contornava a floresta até o castelo, conforme chegávamos próximo era possível ver fazendas, casas, pessoas, Bruna parecia encantada por tudo que via, logo a estrada se tornou passou a ser de pedra e chegamos a cidade de Bella, as ruas cheias de pessoas das mais diversas origens, humanos, elfos, ogros, até homens tigre do oriente vendiam as maravilhas de suas terras. Quando me dei por mim havia me perdido de Bruna, onde ela estaria pensava comigo, mal começamos nossa jornada e ela já me da trabalho.

Voltei alguns passos e a vi em uma pequena barraca de tecidos, apesar de todos ficarem admirados pelas coisas mais mágicas e brilhantes que encontravam ela parecia mais admirada pelo tecido vermelho que balançava ao vento.

- Acho que deva ser mais confortável que folhas não? - A disse.

- Oh, desculpa! Vim ver isso e quando percebi acabei me perdendo em meio a tanta gente. - Ela me respondeu.

Uma senhora de idade apareceu entre os tecidos que esvoaçavam ao vento dizendo:

- A pequenina gostou mesmo do tecido vermelho, combina com seus cabelos. Um tecido realmente maravilhoso, leve o suficiente para fazer um belo vestido mas tão resistente quanto uma armadura, é um fio caro, veio de muito longe.

Virei e vi Bruna com o tecido em mãos, balançando em meio a todos como se não houvesse ninguém a sua volta. Era uma linda cena, mas eu apenas pensava que se ela sujasse eu nem teria como pagar.

- Sim... Pena que não tenho dinheiro o suficiente.

- Não se preocupe. Sempre quis ver uma fada vestida com algo que teci.

- Ela irá ador... Mas como sabes que ela é uma fada? - Disse para a senhora enquanto virava, mas tão logo ela apareceu entre os tecidos ela desapareceu entre eles.

Voltei para a Bruna e parei sua dança e disse: - Vamos indo, aparentemente ganhaste um presente de uma gentil senhora. Se é realmente um presente só o tempo nos dirá.

- Já gostei dessa cidade! - Ela me disse entusiasmada.

Continuamos a caminhada enquanto eu pensava no nosso estranho encontro, logo chegamos a ponte que dava acesso ao castelo. Uma ponte de pedras em arco que atravessava um profundo poço. Devia ter mais de quarenta metros de extensão mas no máximo cinco de largura, após a mesma era possível ver grandes muros de pedra que contornavam todo o castelo, este parecia ser construído sobre um monte tornando-o tão difícil de ser invadido que poderia contar nos dedos de uma mão os poucos que tiveram a loucura de tentar.

O castelo era uma joia da região, revestido de pedras brancas calcárias, com telhados pintados de azul, grandes torres que apontavam para o céu e grandes salões que não raro hospedavam gigantescas festas.

- É gigante! - Bruna disse assustada.

- Um pouco monótomo. - A respondi.

Os olhares dos guardas eram atenciosos, apesar do movimento incessante na cidade a partir da ponte a paz reinava, poucos eram aqueles que podiam andar livremente por suas dependências, mesmo assim era livre aos súditos audiências com os regentes, sorte que dado ao meu histórico com a rainha meu passe era livre. 

Ao final da ponte existiam dois gigantescos grandes portões de madeira e aço, tão grossos quanto uma árvore, a única entrada para o castelo, salvo as secretas é claro. Continuamos caminhando rumo ao salão principal, ao chegarmos nos portões do salão disse a Bruna.

- Não fale. Deixe tudo comigo.

Ao abrir o portão, me agachei dizendo: - Minha rainha, lhe tra...

Antes de poder continuar a frase, vossa majestade me acertou com uma joelhada no nariz, Bruna colocou as mãos pro alto sem saber o que estava acontecendo ou o que fazer.

- Até que enfim você chegou! Seu cavalo chegou aqui a dias! Já achava que tinha sido devorado por algum animal selvagem, ou quem sabe se enrolado nas pernas de alguma qualquer! - A rainha gritou comigo, enquanto me levantava e enxugava o sangue com seu vestido.

- É a segunda que me acerta na cabeça em menos de uma semana! E você, seu cavalo sacana, fugiu e nem me esperou! - Gritei para a rainha e para aquele quadrúpede que juro, parecia se divertir com a situação.

- Bem, e essa jovem aqui? Provavelmente não te acompanha por charme. Me diga, qual seu nome.

- Ééé Bruna. - Bruna respondeu, mais perdida do que eu estava em sua vila há algumas horas.

- Bem Bruna, eu sou a rainha, não ligo para essas coisas de se curvar, apenas que façam aquilo que pago para fazerem, ao contrário do que esse aí me faz.

- Eu trouxe o que você pediu! E nunca falhei em missão alguma. - A respondi enquanto Bruna ficava sem saber o que fazer.

- O seu cavalo trouxe, e acho, devo pagar e ele, inclusive o bônus. - A rainha dizia com um sorriso na cara.

- Oh ok, vou explicar tudo que aconteceu. - Passei então a explicar a rainha tudo que havia acontecido, o acidente e o porque de Bruna me acompanhar, logo o assunto se tornou outro e outro, nossa conversa durou horas, até esquecemos que tínhamos uma fada no recinto. Quando já era tarde da noite o sono era visível em Bruna e nos guardas que já bocejavam a todo momento, a rainha pediu para mostrar nossos aposentos para a noite e fomos conversar mais reservadamente, na sacada de seu quarto.

- Desculpe pela joelhada. - Ela me disse.

- Você já me bateu em lugares bem piores.

- Haha é mesmo, mas, fazia tempo que não te via, quis descontar um pouco da raiva.

- É... Te deixei na mão outra vez não foi.

- Sim, não devíamos deixar isso ser rotina.

- Não, mas... As coisas são complicadas.

- Só porque você deixa ser. - Ela me disse, enquanto aproximava seu rosto do meu, e após uma troca de olhares nos beijamos. A noite foi longa, como também nossa troca de carícias, a sacana se tornou pequena, os móveis obstáculos, logo caímos na cama rindo, algo que há tempos não fazia. Ela passava a mão pelo meu corpo, pelas cicatrizes de antigas batalhas, seu rosto em semblante preocupado, a interrompi dizendo.

- Hey, isso já passou, agora estou aqui não estou.

- Sim, esta sim. - Ela me respondeu com um sorriso no rosto.

Logo voltamos a nos beijar, e a noite que antes seria fria se aqueceu.



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