História Por Acaso - Edinson Cavani - Capítulo 6


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Categorias Edinson Cavani
Personagens Edinson Cavani, Personagens Originais
Tags Acompanhante, Amor, B Writer, Cavani, Edinson Cavani, Giovana Cordeiro, Mel Walter, Paris, Psg, Romance, Vida Amorosa
Visualizações 274
Palavras 2.602
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Oh, você me enlouquece.


Fanfic / Fanfiction Por Acaso - Edinson Cavani - Capítulo 6 - Oh, você me enlouquece.

Oh, você me enlouquece.

Beyoncé - Countdown

Os dias iam se passando, desde que vi Cavani pela última vez. Considero que aquilo tenha sido algo muito diferente, eu não fui muito além, Edith tinha viajado, bem no mesmo dia que eu tinha dormido com Cavani. Eu estava aliviada por não ser vendida para homem algum durante esses dias, porém, minha mente se trancava em apenas um, Cavani.

Eu estava terminando de limpar meu quarto quando ouço a porta abrir. Era Isabela, eu não tinha agradecido ela naquele dia.

ー Obrigado Isa. ー comento, ela sorriu, deu a entender porquê.

ー Você utiliza quando necessitar. Então, como foi a noite com o Edinson? ー ela me pegou de surpresa. Senti minhas bochechas queimarem.

ー Boa..

ー Só boa? ー me olhou incrédula. ー me dizer que a noite foi apenas boa, está de sacanagem não é?

ー Não. ー ri. ー eu só não quero que tudo isso se confunda. ー eu digo. Ela me olha.

ー Essa vida não é fácil de sair, você sabe, e está no contrato que não pode se apaixonar. ー ela me relembra. Eu passo a mão na cabeça. ー você já se apaixonou? ー ela estranhou meu nervosismo.

ー Não. ー nego. Ela ergueu as sobrancelhas.

ー Então.. já chega de papo, vamos badalar, aproveitar que a megera foi viajar. ー Isabela disse. Eu neguei com a cabeça rindo. ー tá esperando convite para se arrumar? eu vou pagar. ー disse ela, eu me levanto e vou me arrumar. Eu precisava sair, precisava tomar um ar. Aquela mansão era tediosa, eu procuro uma roupa não muito chamativa.

Uma calça moletom toda camuflada, um croppet preto com um entrelaço na barriga, um salto preto. Isabela me olhou incrédula.

ー Péssima roupa. Você não vai arrumar ninguém assim. Nem os homens vão te olhar. ー brincou. Ela foi até o armário, pegou um sutiã vermelho e o blazer de Hector, um short jeans e na sapataria pegou um salto vermelho. ー isso é uma roupa.. isso aí que você vai usar é um uniforme de soldado. ー riu, eu acabei gargalhando junto dela. 

Eu vou me banhar, e começo a fazer um penteado bem volumoso, meus cachos realçava minha pele, eu era morena, dos olhos bem claros. Aquele short realçou minhas pernas, elas ficaram amostra, o sutiã, eu não gostei tanto dele amostra, então fechei o blazer alguns botões. 

Passei um batom vermelho, bem marcante. Eu então sai no quarto e Isabela não estava. Eu fui até a cômoda e abrir, em busca de uma bolsa, me deparei com a blusa de Cavani. Eu sorri meio sem jeito.

Está no contrato que não pode se apaixonar.. 

Eu peguei sua camisa e senti aquele cheiro bom daquele homem. Será mesmo que estou deixando me levar por um sentimento? e se eu me apaixonar? amar ele, mas não ser retribuída? és as grandes questões, sem resposta alguma.

ー Vamos Mel. ー ouço Isabela chamar, eu coloco a camisa de volta na gaveta apressada, fechei a gaveta na chave e escondi ela na bolsinha de mão que peguei. 

Passamos por toda extensão do corredor, descemos as escadas, o saguão da mansão estava vazio. Abrimos a porta principal é um táxi nos esperava, entramos e ela deu um endereço que nem eu sabia, só sabia ir daqui até o prédio de Cavani, ou do Hector. Ela ascendeu um cigarro e foi fumando até chegarmos no destino, a música que estava alta dentro, estava chegando ao lado de fora, eu olhei Isabela que pisou no cigarro e me encarou.

ー Isso faz mal, você sabe, né?

ー Sim, mas é o único passatempo que tenho. ー ela diz sem jeito. Eu então segui em frente olhando para os lados, as luzes que iluminava o lado de fora eram bem forte. Outras coloridas. ー duas entradas. ー Isabela pediu. O homem a sua frente então pediu para esticar o braço, eu o fiz. 

Ele colocou as pulseiras em nós, pude reparar que estava escrito VIP, então ficaríamos numa área reservada. Isabela entrou sorrindo para mim, e eu entrei depois. Estava bem movimentado lá dentro, as pessoas dançavam, e outras se pegavam. Eu fiquei meio desconfortável.

ー Meu companheiro está aqui. ー comentou ela procurando a área que ficaríamos. Eu olhei para todos os lados, estava meio escuro, tinha pouca iluminação. Isabela me puxou, eu poderia dizer que ela tinha achado, ou quer dizer, eu tinha certeza.

ー Marcou com alguém? ー pergunto surpresa. 

ー Temos que defender nosso dinheiro. ー ela disse subindo as escadas. O som ali estava bem abafado, as paredes eram cobertas por carpete, aqueles que abafa o som de estúdios.

Eu subi seguindo Isabela, um segurança estava parado ali, tinha uma porta atrás dele, estava fechada, já estava pensando mil coisas. Isabela me enfiou em uma roubada? Chegamos por fim e ela levantou minha mão com a pulseira, eu estava estranhada, ele abriu a porta. O som alto que estava lá fora, estava de volta ali, tinha umas pessoas, além de umas estarem jogando sinuca, outras no bar. O movimento era bom, Isabela seguiu andando e eu fui atrás, não ficaria ali penando. Ela parou em frente a um homem, ela pousou as mãos em seu ombro.

ー Foi um belo jogo hoje. ー ela comenta, o homem dos olhos claros sorriu, o sorriso era de orelha a orelha.

Eu me aproximo e Isabela logo me apresenta. Eu me sinto desconfortável com a situação. 

ー Essa é a Mel, Mel Walter. ー comentou ela. Eu sorri sem jeito, estendi a mão.

ー Adrien Rabiot. ー ele se apresentou. Eu ao ouvir seu sotaque, sorri meio sem jeito.

Eu me sento no bar e Isabela se senta também, começa uma conversa com o seu companheiro. Eu peço uma bebida, ela era bem fraca, eu também não queria acordar com um porre enorme. Eu tomei dois goles da bebida e ouço uma festa vindo da área da sinuca. Eu gostava bastante de jogar, era uma tradição da nossa família, me tornei uma bela jogadora por sinal. Isso me lembrava meu pai, ele jogava e quando vencia, tinha o prazer de esfregar em nossas caras que era o melhor da família a jogar sinuca. Eu sorri com a lembrança e me levantei.

ー Vou jogar sinuca. ー comento com Isabela que assentiu entretida com Adrien. Eu me aproximo e tinha uns homens, umas mulheres também, mas eram poucas. 

Eu observei, a pequena jogada estava acabando, eu entraria na próxima, tinha pedido, o homem ao meu lado me passou o taco, era minha vez. As bolas foram organizadas em seus devidos lugares pelo garçom. Peguei um chiclete no pote, abri e levei a boca. Eu rodei pela mesa, e os homens ao me verem pousaram seus olhos sobre mim. Dei de ombros e me debrucei para dar minha primeira jogada, isso chamou a atenção de alguns ali.

ー Bola na caçapa do canto. ー comentou o garçom. Eu voltei a minha postura fazendo uma bola com a goma de mascar. Minha sobrancelha estava erguida, as bolas tinham se perdido entre a mesa, até que meus olhos se perdeu na proximidade que ele estava. Os homens em volta o cumprimentava, e ele se debruçou fazendo sua jogada, assim que ele fez, seus olhos subiu por todo meu corpo, parando por fim em meu rosto. Ele paralisou ao me ver ali, assim como eu.

Só se ouviu as bolas entraram nos buracos ali, enquanto nossos olhares não deixavam de desviar. Ele estava ali na minha frente, meu coração disparava feito um louco, eu sentia minha respiração falha, minha perna bamba, eu fixei o taco no chão, tentando ter equilíbrio da situação. Ele estava vestido com uma blusa gola pólo, com uma calça jeans. Seus cabelos estavam bem arrumados e secos, diferente das vezes que o vi, nas noites passadas, e no dia que dormimos juntos. Meu corpo tinha ficado quente com sua presença ali, o blazer me deixou abafada. O garçom anunciou e eu despertei dos inúmeros pensamentos que tinha a respeito de Cavani. 

Eu estourei a bola que tinha feito com o chiclete e me debrucei para mais uma jogada, eu estava mesmo concentrada em jogar? Minha bola rolou se chocando com outra e entrou no buraco. O garçom anunciou mais uma vez. Cavani abriu um sorri, eu retribuí com outro voltando minha postura. Ele se locomoveu da ponta que estava para outra ponta. Se posicionou e fez sua jogada. A jogada dele não chegou muito perto da conclusão. Eu me movi na mesa e fui até a outra beirada, os homens se afastou um pouco, eu então fiz minha jogada, outra bola tinha entrado na caçapa. Os homens bateram palmas, e seus olhos não desgrudou de mim, isso fez Cavani erguer uma das suas sobrancelhas. 

Eu apenas me coloquei na postura, mordi meus lábios e sorri. Ele deu uma piscadela. Para mim, nada importava em volta, apenas Cavani. Ele deu a volta, e passou por mim, ele parou atrás de mim, eu senti meus pelos se arrepiarem. Eu dei passagem para ele fazer a jogada dele. Tentei me equilibrar o suficiente, mas ele conseguia me deixar desequilibrada, sem ao menos ter feito nada. Sua jogada se concluiu dessa vez, ouço os meninos comemorarem. Sorri irônica para Cavani.

ー Boa jogador. ー eu dou a volta e me debruço para fazer a jogada, minha jogada foi dupla. Isso deixou todos ali eufóricos. 

ー Boa, Walter. ー ele diz sorrindo, até ele estava impressionado. Ele deu novamente a volta se posicionando na ponta um pouco perto de mim, concluindo uma jogada dupla. 

Eu aplaudi ele, assim como todos, ele não faria feio em meio aos amigos. Eu me debruço, aquela parte estava vazia, somente nós dois estávamos ali perto daquela área da mesa. Ninguém estava para trás de nós. Eu tento mirar no golpe triplo que daria, ele passou a mão em minha coxa, subindo aos poucos. Engoli a seco, abrindo minha boca vez ou outra sem dizer nada, disfarcei claramente para aqueles que estavam ali perto não perceber. Eu queria me concentrar, mas não conseguia, suspirei firme, mordendo meus lábios, eu estava totalmente arrepiada. Eu então toquei minha jogada, e conclui uma jogada tripla. 

Todos ali aplaudiram, eu me coloquei na postura, Cavani estava com um sorriso no rosto e aplaudindo. Ele piscou para mim e deixou o taco sobre a mesa, o jogo havia terminado ali. Eu me desloquei da mesa e fui até o bar. Isabela e Adrien não estavam ali. Eu me sentei e pedi uma bebida.

ー Pode trazer a mesma pra mim. ー a voz de Cavani soou em meus ouvidos. Ele se senta ao meu lado, apoiando seus braços no balcão. ー andando por aí? 

ー Temos que tomar um ar, não é mesmo? ー respondo com outra pergunta, ele sorriu, que sorriso aquele homem tinha.

ー Desde que ele seja eu, não me importo. ー ele brincou, se referindo que ele seja o ar que eu devo tomar. Acabo rindo a respeito e ele acompanha. 

ー Edinson, sendo Edinson.

ー Cavani. ー corrigiu-me. Eu encarei ele, que estava com um olhar estreito. ー você sumiu durante dias. ー ele comenta mudando o assunto. Eu olhei ele.

ー Edith me prendeu na gaiola dela. ー comento irônica, Edinson riu. Eu rolei meus olhos.

ー Até eu prenderia. ー comentou baixo, mas pude ouvi-lo.

ー Oi? ー pergunto me fazendo de desentendida.

ー Nada. Atraiu bastante olhares. ー ele disse, eu olhei em volta, os homens me encaravam. Eu dei de ombros.

ー Nenhum me importa. ー eu digo, ele põe a mão em minha coxa, estremeci.

ー Certeza? ー apertou minha coxa. Eu suspirei firme, afirmando com a cabeça.

ー Suas bebidas. ー o barman nos serviu. Eu tomei um gole da bebida.

Cavani tirou a mão da minha coxa, levando ela até a taça, ele bebeu encarando a estante de bebidas. Eu coloquei a taça sobre o balcão.

ー Eles te olham como se fosse te devorar. ー sua voz soa meio séria.

Eu encaro ele por uns segundos tentando entender aquele comentário, até que alguém se aproxima. 

ー Cavani.. ー seu sotaque era brasileiro, Cavani tocou sua mão. Ele me olhou, e sorriu estendendo a mão para me cumprimentar também, apertei. O conhecia de algum lugar.

ー Thiago Silva. ー ele se apresenta, sem ao menos esperar eu dizer algo. Até aí reconheci ele, ele jogava na seleção brasileira. Isso me deixou bem claro.

ー Walter. ー meu sobrenome soou, ele ficou confuso. Ele mesmo confuso sorriu.

ー O resultado de hoje foi fenomenal. ー eles começam a discutir a respeito de algo que não se encaixava para mim, era sobre futebol. Eu bebo mais um pouco e me afasto deles. Cavani percebeu ao me ver indo para a sinuca novamente, agora a mesa estava um pouco cheia. Eu fico assistindo aquela disputa boba.

A noite passou, Cavani estava conversando com os amigos, mas não tirava os olhos de mim, eu e Isabela estávamos jogando sinuca.

ー Tem alguém com ciúmes. ー ela comentou rolando os olhos para o bar. Eu olho meio disfarçadamente e Cavani estava olhando para mim meio sério.

ー Não viaja Isabela. ー falo sem jeito.

ー Dois homens estão te observando aí atrás, vez ou outra ele fuzila eles com o olhar, só quando você debruça os homens te olham como se quisessem te levar para a cama. ー Isabela comenta de forma bem clara. Eu realmente sentia o olhar desses homens sobre mim.

ー Isabela, você mesmo me repreendeu a respeito disso. ー digo e ela da de ombros.

ー Posso fazer nada se o Edinson está com ciúmes. ー ela da de ombros novamente, eu suspiro e coloco o taco na mesa.

ー Já vou. ー eu bocejei. Ela me olhou maldosa, e olhou Cavani.

ー Hum.. tudo bem. ー ela diz maldosa. Não dou muita bola, recolhi minha bolsa. Aceno de longe para Cavani como sinal de 'tchau'. Ele me persegue com seu olhar ainda sério. O segurança abre a porta e eu saio, desci por aquele movimento todo, até que sai ao lado de fora. Meu blazer estava me dando calor, abri um pouco ele.

Acenei para um táxi e antes mesmo que ele parasse, ouço meu nome ser chamado. Me viro e era Cavani, ele tinha saído para trás de mim, neguei com a cabeça encarando ele é triscando os lábios. Ele se aproxima.

ー Não acha que está cedo? ー ele mexe no pulso, olhando as horas logo após.

ー Que horas são?

ー Duas e meia.

ー Se é cedo, é o que então? ー pergunto meio irônica. Ele cruzou os braços.

ー Tarde. ー retrucou a ironia. Eu olhei para ele com os olhos semi-cerrados.

ー Vou pra mansão. ー volto minha atenção para o táxi que tinha parado atrás de mim.

ー Pode ir, eu levo ela. ー ele dispensa o taxista, eu olho para ele estreito.

O taxista não hesita e dá partida, Cavani me olha sorrindo.

ー É óbvio que está na sua cara que não é para a mansão que quer ir. ー ele diz convencido.

ー É claro que quero. ー digo séria, cruzando os braços.

ー Ah, então eu paro outro táxi, não tem problema. ー ele começa a chantagear.

ー Tudo bem. ー dou de ombros. Eu vacilo na minha atenção, até que ele me puxa pelo braço e me vira para ele. Fico surpresa por sua atitude, ele segura minha cintura forte.

ー Acho que podemos resumir o que daria nessa noite. ー seu lábio roçava ao meu, eu estava quase da sua altura por conta do salto. Ele sorriu, eu acabei sorrindo também.

ー Fotógrafos..

ー Já é tarde, não há ninguém por perto. ー ele levanta os ombros feito uma criança.

ー Mas não era cedo para o mocinho?

ー Nunca é tarde, Walter. ー ele diz beijando meus lábios. Eu retribuí o beijo.


Notas Finais




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