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História Por Acaso Te Encontrei (with Brian Jones) - Capítulo 8


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Notas do Autor


Enfim voltei. Obrigada pelos favoritos 💖🥀

Capítulo 8 - Noite do jantar.


Fanfic / Fanfiction Por Acaso Te Encontrei (with Brian Jones) - Capítulo 8 - Noite do jantar.


Após surtar diversas vezes seguidas em meu quarto, me apressei em me arrumar. Enquanto pegava meu suéter preto, eu sorria rodopiando pelo quarto, coisa que nunca havia me acontecido! Vesti minha calça vermelha e um sapato também de cor preta.

Fiz uma maquiagem clara e passei um perfume suave.

Saí do meu quarto tentando controlar um pouco da vergonha e os sorrisinhos, caminhei devagar até a sala na esperança de Brian sair do quarto mas isso não aconteceu.

Dei de ombros. Afinal, o que eu diria a ele após aquilo? Como eu agiria? Não faço ideia.

Minutos após estar imersa em meus pensamentos escutei a buzina do carro de meu irmão, eu abri a porta, vendo James sorridente.

-Boa noite bela moça. - disse ele todo bem vestido. De repente senti que eu estava simples demais.

-Boa noite belo rapaz. - sorrimos um para o outro. - Você está demais! - elogiei admirando o seu blazer preto. Seu sorriso se abriu ainda mais, ele adorava ser elogiado.

-Obrigado, você também. - fui atrás de minha bolsa.

-Acho que estou muito simples, mas obrigada mesmo assim. - ele negou com a cabeça.

-É apenas um jantar, você sabe como é. - confirmei. - Após ele terei um encontro com uma garota. - disse com um sorriso bobo no rosto. Franzi a testa.

-Olha só! Vejo que alguém ficará melhor do que já está. - respondi feliz, finalmente achando a bolsa.

-Pois é, falta você também. - ele disse ainda me esperando, encostado no batente da porta. Eu arqueei as sobrancelhas com sua resposta e ri, a imagem de Brian passou pela minha cabeça.

-Quem sabe um dia. - respondi balançando a cabeça, tirando o loiro de mente. - Tendo um irmão ciumento como você, acho meio difícil...

-Você sabe que eu nunca iria lhe proibir de namorar. Apenas precisarei dar uma analisada nos moleques. - falou com os olhos cerrados. Eu ri e iria responder com um "você é ridículo" mas ele falou antes. - Oi, Brian!

Foi tão repentino que meu coração errou a batida. Em segundos eu podia sentir o seu cheiro, a sua presença, minhas pernas estavam bambas.

-Oi... - sua voz saiu meio diferente. Me virei o vendo com as mãos nos bolsos. Ele pigarreou me lançando um olhar inquieto, eu desviei. - Já estão de saída, certo?

-Exato. - James respondeu com um sorriso. Acho que meu irmão já o considerava um bom colega, talvez pelas vezes em que se falaram no hospital ele pôde notar que Brian é alguém sério e que realmente precisava de ajuda.

Se ele soubesse do beijo provavelmente ficaria bravo, pois logo no primeiro dia parecia tenso com a ideia dele morar comigo...

-Bom jantar então. - respondeu o loiro. James confirmou.

-Vamos, Nicki? - eu balancei a cabeça positivamente.

-Uh, Brian. - o chamei sem olhá-lo direito. - Tem umas notas na cômoda, caso você queira pedir alguma comida. - ele levou o olhar até a cômoda e confirmou.

-Tudo bem. Obrigado por avisar. - eu apenas dei um sorriso e saí de casa apressada. O clima estava tenso e era evidente.

Eu não conseguia encará-lo e não pensar no beijo. Talvez eu seja tímida demais para encarar de frente. Respirei aliviada ao entrar no carro do meu irmão.

-O que houve com vocês? - ele perguntou ligando o automóvel.

-Não houve nada. - fiz minha melhor atuação para lhe responder, mas eu sou uma péssima atriz.

-Mentira. Vamos, pode me contar. - insistiu. Eu deveria saber que não consigo enganá-lo, afinal James me conhece desde que nasci!

-James, eu realmente não quero falar sobre isso.

-Ele não te fez nada, né? - questionou com o seu jeito super protetor. Eu revirei os olhos.

-Não, ele não fez. - me olhou sério por um momento.

-Ele estava estranho e você está estranha. Algo aconteceu. Você pode me contar, maninha.

-Eu sei, James, mas eu não quero lhe contar. Não dessa vez. Dá para respeitar isso? - questionei irritada com sua insistência.

Eu já havia aguentado muita insistência dele antigamente e nunca fiquei irritada, mas não é mesma coisa atualmente, já sou adulta e não moramos juntos, logo não preciso expôr minha vida pessoal. Estou certa, não?

James respirou fundo e murmurou um "ok", após isso o caminho até a casa do vovô foi silencioso, mas chegando lá o jogo de mentiras iniciava. Fingimos estar tudo bem e, principalmente, fingimos gostar dos parentes presentes.

-Olá minha neta. Como está bonita! - meu avô me cumprimentou, eu o abracei apertado. - Que bom que veio.

-Obrigada, vô. Eu disse que viria! - respondi com um sorriso no rosto. James e ele também se cumprimentaram, antes eles se viam mais, quando James estudava na escola mas agora era menos frequente.

Na entrada alguns primos vieram falar conosco também. Nós nunca fomos próximos de primos, mal sabíamos da vida do outro, a não ser por fofocas, e ainda assim todos fingiam ser uma família perfeita.

-Não acredito no que estou vendo! - logo escutei a voz feminina e suspirei. Era a minha mãe que se aproximava com um olhar surpreso. - Lembrou que tem família?

-Mãe, aqui não... - a repreendi antes de dar um show na frente de todos. Ela gargalhou.

-Eu não vou brigar com você, pois quando era mais nova também odiava esses jantares. - revirou os olhos. Meu avô franziu a testa.

-Tenha modos, Chloe! - ele a advertiu.

-Engraçado como o senhor gosta de viver na falsidade, pai. - respondeu balançando a cabeça e caminhando até outro cômodo. Vovô respirou fundo.

Em seguida ele nos levou para a enorme sala, com vários parentes numa mesa retangular recheada de comida. Falei com alguns tios e meu pai de forma rápida.

Eu me sentei ao lado de James e meu avô, eles conversavam sobre assuntos familiares chatos.

Como eu não era tão extrovertida fiquei calada por bastante tempo. Nisso de ficar em silêncio o Brian aparecia em minha cabeça e me arrancava sorrisos bobos.

A noite se passava e eu só pensava no nosso beijo, gostaria que tudo se repetisse.

-E esse sorriso, Nicki? - uma de minhas tias questionou de forma maliciosa. Logo a atenção de todos foi para mim, me senti envergonhada e sorri nervosa.

-Não é nada. - vi minha mãe arquear as sobrancelhas.

-Não está apaixonada, ou está? - perguntou com um tom de indiferença. Houve olhares curiosos de boa parte do pessoal.

-O quê? Não! - sorri mais nervosa ainda. Apaixonada? Claro que não! Essa hipótese não pode nem passar pela minha cabeça!

-Você é rápida, hein. O seu namoro com um menino terminou um dia desses e já está em outro! - obviamente que outra tia não perderia tempo de falar. Eu respirei fundo mantendo a calma, não queria desrespeitar ninguém.

-Me escute, filha. - disse minha mãe, me fazendo olhá-la. - Se você for se apaixonar, que seja por um homem bonito e de preferência rico! Não quero que acabe como eu com o seu pai há anos. - jogou a farpa para o meu pai que se encontrava ao seu lado.

Ele lhe lançou um olhar ofendido. Já fazia um tempinho que haviam se separado, mas claro que não perdiam uma para soltar piadinhas. Ironicamente, ao que eu sei, nenhum deles encontrou um outro alguém para serem seus parceiros.

-Chloe, quem correu atrás de mim naqueles tempos foi você! - revelou a fazendo o olhar surpresa. - Se queria alguém rico que procurasse direito!

-Pais, por favor... - meu irmão tentou intervir mas não adiantou tanto. Os parentes olhavam para a cena como se isso os divertisse.

-Nunca corri atrás de ninguém! Eu era uma criança tola, decidi me casar com você tendo tantos garotinhos ricos me querendo! - ela rebateu cruzando os braços. Eu tive que revirar os olhos. A hipocrisia dos dois me dava ânsia.

-Duvido, quem iria querer uma interesseira como você?! Dou graças a Deus por ter me divorciado. Você acabou com todo meu dinheiro! - meu pai disse com o tom de voz alto. E de repente o jantar tranquilo havia se transformado em algo diferente.

Eles se levantaram discutindo e nós tentávamos fazê-los parar, mas quando esses dois começavam era difícil parar.

James foi logo segurar nossa mãe antes que ela fosse para cima do papai. Eu o levei para o jardim da casa para que eles pudessem acalmar a minha mãe. Enquanto que eu tentei fazer isso com meu pai, nosso temperamento era parecido, então eu poderia ter uma boa conversa com ele.

-Não liga para o que a mamãe disse. Ela só é uma frustrada com a vida. - comentei caminhando com ele pelo jardim. Ele respira fundo antes de desabafar meio agressivo.

-Eu não consigo a suportar! Como pude por tantos anos? Aquela mulher é uma desmiolada!

-Ei! É da minha mãe que está falando! - cruzei os braços e ele suspirou. - Mesmo sendo daquele jeito, ela é uma boa pessoa.

Ele ficou calado tendo um ar de negação.

-Tente manter a calma até o fim do jantar, apenas ignore as indiretas bem diretas. O vovô lhe considera o suficientemente bem para lhe convidar. - ele acabou por balançar a cabeça.

-Vou tentar... - eu respondi com um "você consegue" e então ele dá um sorriso. - Nem dá para acreditar que você fará 18 anos. Sinto que errei tanto com você e o James, mas principalmente com você pois era muito nova quando desaparecemos da sua vida.

Eu suspirei, dando de ombros.

-Aconteceu. Não tem como voltar atrás, não é? - eu ri tentando não deixar visível o quanto me afetava. Após a separação cada um foi para o seu lado e toda atenção era somente para eles mesmos.

Algumas lágrimas se formaram nos olhos dele.

-Eu sinto muito.

Às vezes eu sentia falta de conversar com meus pais como antigamente. Os tempos onde podíamos dialogar e brincar era perfeito. Tudo mudou tão de repente.

Odeio como isso me dói ainda.

-De qualquer forma, eu me sinto tranquila por saber que nunca irei repetir seus velhos erros. - respondi com determinação. Ele apenas abaixou a cabeça. Eu podia ter parecido meio grossa, mas era uma verdade. - Vamos voltar.

Confirmou, limpou as lágrimas e então voltamos para a sala. Minha mãe já estava mais serena. O jantar se passou e até houve algumas indiretas, mas como eu pedi, ele apenas ignorou.

-Obrigado por vir. - disse meu avô com um sorriso.

-Não precisa agradecer, vô. - respondi e ele riu.

-Desde já lhe peço para comparecer no próximo jantar, no mês que vem. - disse ele e eu fiquei receosa em confirmar. Não queria passar por isso novamente. - Eu sei que isso pode não lhe agradar, mas sinto que meus meses já estão contados. - ele comentou com uma risada. Fiz uma expressão horrorizada.

-Que isso, vô! Não repita isso nunca mais. Ainda terá muitos anos de vida. - respondi rapidamente e ele riu ainda mais.

-Estou apenas brincando! Até algum dia na escola. - disse ele e eu confirmei lhe dando outro abraço.

Depois saí da casa e me despedi de meus pais com um abraço.

-Até o próximo mês, então. - disse a eles. Minha mãe balançou a cabeça.

-Se você quiser vir mesmo. - comentou e eu bufei.

-Eu virei! - ela me olhou com certa desconfiança. Direcionei o olhar para meu pai que sorriu. - Tchau para os dois! - me afastei acenando para eles.

-Tchau! - meu pai acenou de volta para James e eu.

Entrei em seu carro e respirei fundo. James fez o mesmo ligando o carro.

-Tive a impressão de que esse jantar não acabaria nunca! - ele comentou. Eu acabei por rir.

-Me pergunto porquê a mamãe queira sempre chamar a atenção assim. - balancei a cabeça negativamente, a vendo de longe dando um olhar de desdém para nosso pai e saindo de perto dele.

-Eu conversei com ela e pelo o que soube o papai está saindo com alguém. - um "o" se formou em minha boca.

-Sério?? Com quem?

-Não faço ideia! Mas a mamãe não gostou disso. - confirmei. - Bom, agora tenho que correr contra o tempo, vou te deixar em casa e ir direto para o bar onde a minha garota estará. - lhe lancei um olhar malicioso.

-"Minha garota", hmmmm! - ele começou a rir. - A quanto tempo se conhecem?

-Ela é cardiologista, trabalha no hospital. Conheço faz anos.

-Ah sim, espero que dê tudo certo. - ele sorriu.

-Para você também. - arqueei a sobrancelha com sua resposta.

-Que?

-Para você também. A situação com o Brian. - continuei o encarando sem saber se ele havia descoberto ou só tirava com minha cara. - Após analisar ele e você, e o que houve no jantar, pude ver que realmente aconteceu algo entre vocês. Só não sei se foi uma briga, um beijo ou...

-James! - o interferi antes de falar alguma merda. Ele se acabou de rir. - Ok, você venceu seu insistente! Nós nos beijamos...

-Sabia! - disse em um entusiasmo grande. Eu esperei que ele brigasse ou algo do tipo. 

-Não está com raiva ou com ciúmes? - perguntei estranhando.

-Não. Ao meu ver, Brian é um cara legal. Mas se ele forçar a barra, você já sabe. - acabei por rir aliviada. Ter contado isso pareceu ter me livrado de um grande peso.

-Obrigada, James.

-Então, quando aconteceu?

-Hoje, uns quarenta minutos antes de você chegar. - ele confirmou.

-Acredito que ainda não conversaram sobre, estou certo?

-É... Estou tão envergonhada. Não sei se conseguirei olhá-lo direito. - James começou a rir e eu cruzei os braços.

-Do que está rindo?!

-É engraçado vê-la confusa assim. Até porque nós, homens, não somos um enigma. - revirei os olhos. - Eu te aconselho a chamá-lo para conversar sobre isso o mais rápido possível, para não continuar em um clima estranho. Como vocês moram sozinhos facilita muito, mas tenha cuidado com as vontades dos dois! Vão com calma.

Logo entendi o que ele dizia sobre ir com calma e ri nervosa só de imaginar a cena. Eu e Brian tendo aquele momento. Apesar do que houve no banheiro, eu não conseguia imaginar nós dois fazendo sexo, talvez porque é algo a qual nunca cogitei fazer.

Mas James estava certo. Deveríamos conversar sobre o beijo, afinal estamos na mesma casa, não poderíamos evitar.

-Vou fazer isso. - disse com determinação.

-Isso mesmo. Mas me diz, você está gostando dele? - meu irmão perguntou curioso. Eu suspirei pesado. Nem eu sabia a resposta.

-Não sei... Eu tenho pensado muito nele. Posso estar em qualquer atividade cotidiana que irei remeter a ele... Mas mesmo que eu gostasse dele, ele não se interessaria por mim. - respondi me sentindo um pouquinho mal. James franziu a testa.

-Pare com isso! Qualquer pessoa se interessaria pela minha maninha. - disse ele de forma carinhosa, eu ri com isso.

-Estou falando sério, James.

-Eu também! Agora me fala quem beijou quem. - falou olhando para mim quando paramos em um semáforo.

-Hm, nos beijamos juntos... - respondi meio confusa. Brian me beijou primeiro, mas ele pode ter sido movido pela luxúria, visto que evidentemente me escutou no banheiro. Logo, na minha concepção isso não seria algo que ele faria "normalmente".

James me olhou de forma debochada.

-Não, Nicki. Sempre tem o que avança primeiro, em alguma situação.

-Foi o Brian. - acabei por dizer. Mesmo não estando tão são, ainda assim foi ele o primeiro. James balançou a cabeça afirmando.

-Então como você fala que ele não teria interesse por você? Acho que ele já tem. - disse com tanta certeza que eu até ri.

-Claro que não. É mais fácil ser uma atração, o que mais vejo dos adolescentes na escola. - respondo bufando de forma frustrada. Poderiam ser tantas situações e isso me deixava impaciente.

Meu irmão voltou a dirigir e prestar atenção na estrada.

-Nicki Van Doren. - se me chamou pelo nome completo certamente viria uma "lição de vida" ou sermão, nessa situação deveria ser a primeira opção. - O que acontece é que ele não é um adolescente. Brian já é um homem de 26 anos. Ele tem a mentalidade quase igual a minha, então vai por mim, nessa idade eu não procuraria uma aventura como os garotos de sua escola.

Após dizer isso eu me coloquei a pensar. Brian não chegava nem perto das crianças da escola, pela sua personalidade ele era alguém extremamente decidido. Mas mesmo assim eu me sentia receosa.

-Então o que devo fazer?

-Tente conversar com ele hoje, não está tão tarde. Após isso questione o que ele acha sobre a situação, ou seja direta e pergunte se ele gosta de você! - eu confirmava conforme ele respondia.

-Tudo bem, eu tentarei não amarelar. - disse.

-Isso aí! - ele estaciona o carro em frente a minha casa e eu respiro fundo inúmeras vezes antes de sair. - Você consegue.

-Sim... - respondi sentindo meu corpo inteiro tremer. Meu coração acelerou fortemente. Saí do carro e escutei a voz de James pela janela.

-E, bom, pelas coisas que disse, você parece estar começando a sentir algo por ele. - falou e eu me mexi sentindo um frio na barriga. - E ele por você.

...



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