História Por amar você - Capítulo 33


Escrita por: e JadyEduarda

Postado
Categorias Justin Bieber, Sara Sampaio
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais, Sara Sampaio
Tags Fama, Romance
Visualizações 1.715
Palavras 4.934
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, meus amores. Eu, Ka, vim postar para vocês hoje de novo pq a Jady teve um pequeno imprevisto.

Queríamos nos desculpar pela falta de capítulo semana passada, mas era um capítulo escrito pela Jady e ela estava se focando no enem. Esperamos que entendam.

Desculpa a má qualidade da foto, mas achamos tão fofa que decidimos por essa mesmo.

Capítulo escrito pela Jady e betado pela Let, obrigada more.

Aproveitem essa fofura!

Capítulo 33 - Stratford


Fanfic / Fanfiction Por amar você - Capítulo 33 - Stratford

Capítulo 32

Skyler Humphrey P.O.V

Los Angeles, Califórnia - 10 de novembro de 2018. 

Hoje acordei manhosa e com um pouco de dor no pé da barriga. Falando em barriga, a minha está extremamente grande e eu sempre choro quando Justin diz que está parecendo que eu engoli uma bola de parque. Odeio estar tão emotiva assim.

É quarta-feira e meu noivo decidiu de uma hora para outra que devemos fazer uma viagem em família, antes das gêmeas nascerem e do casamento. Tentei contestar e usar a desculpa de que o Nick tem que ir para o colégio, mas caralho, o pai da criança é o Justin Bieber e não precisou de mais de meia hora para o nosso filho ser liberado das aulas.

Não faço a mínima ideia de para onde vamos, a única coisa que eu sei é que temos que levar roupa de frio, pois Bieber disse que o lugar é extremamente frio nessa época do ano.

— Enfim, férias. — Nick diz após se jogar contra o colchão macio da minha cama.

— Eu não vou nem te falar nada. — continuei dobrando minhas roupas e colocando na mala — Seu pai está te mimando demais.

— Quando eu não tinha um papai, você também me mimava. — disse e levou seu polegar até a boca. 

— Nicholas Drew. — disse brava — O que eu disse sobre chupar o dedo?

— Que não pode, porque os dentes ficam tortos. — disse meio embolado por continuar com o dedo na boca. 

— E por que você ainda não tirou? — arqueei uma sobrancelha. 

— Porque eu gosto. 

— A Louise vai gostar de saber que o namorado dela chupa o dedo. — dei de ombros e fui até o closet. 

— Não, mamãe. — gritou e veio correndo até mim — Não conta para ela.

— Então me promete que vai parar. — o olhei. 

— Prometo que juro que não faço mais. — disse todo fofo e eu apertei suas bochechas. 

— Ok, então. — comecei a pegar alguns sapatos, incluindo minhas botas — Cadê o seu pai?

— Ele está na sala. Quando saí de lá, ele falava com alguém no celular. — subiu em um puff.

— Vá chama-lo para mim. — pedi.

— Vou, mas antes me pegue no colo. — pediu fazendo um biquinho. 

— A mamãe não consegue. — cheguei mais perto dele — Mas prometo que quando suas irmãs saírem daqui, eu vou pegar muito você no colo.

— Tudo bem. — pulou no chão — Mamãe, quando você espirrar, minhas irmãs vão sair do meio das suas pernas? — perguntou confuso, enquanto caminhávamos para o interior do quarto.

— Meu Deus, filho. — gargalhei — Quem te disse isso?

— Ontem nós tivemos a noite dos meninos, não foi? — assenti com a cabeça. 

Ontem o Justin chamou o Chaz, o Ryan - que ainda estava na cidade - e até mesmo o Rich para uma noite dos meninos. Eles foram ao boliche, depois em uma lanchonete e, por fim, a uma sorveteira. Ryan zombou, pois disse que se fosse na época da adolescência deles, eles iriam para alguma boate de stripers e não em um boliche. 

— Foi sim. — falo.

— Então, eu ouvi o papai dizendo para o tio Chaz que você queria parto normal. — começou — Eu perguntei o que era issoe eles me disseram que era como você daria a luz a minhas irmãs. 

— Mas o que tem haver o espirro? — fiz cara de confusa.

— É porque eu perguntei como funciona o parto normal, e o papai disse que você espirra e as bebês escorregam do meio das suas pernas. — deu de ombros. 

— Seu pai só fala merda. — murmurei rindo. — Vá chama-lo, por favor.

— Tudo bem. — saiu correndo do quarto. 

Sentei na cama cansada, essa barriga pesa pra caralho e o Justin ainda quer me fazer viajar. As meninas podem nascer a qualquer momento, não posso ficar para lá e para cá. 

— Oi, amor? — Justin entrou no quarto com Nick no seu colo.

— Já arrumou a sua mala? — pergunto.

— Ainda não. — colocou a criança em cima da cama e me deu um selinho.

— Então trate de começar agora. — falei firme.

— Mais tarde, Sky. — fez birra. — Nosso vôo sai só às duas da tarde.

— E agora já são meio dia, meu bem. — sorri falsa. — Então trate de ir arrumar essa porra agora.

— O que é porra? — Nick perguntou curioso. 

— Pergunte a sua mãe, ela quem falou. — Bieber sorriu falso — Vou arrumar a minha mala.

Eu ainda mato esse homem. 

O jatinho particular de Justin pousou perto das seis e quinze da tarde em uma pista particular, uma caminhonete já nos esperava e já fazia mais de uma hora que estávamos dentro dela. Eu ainda não sabia onde estava, a única coisa que eu sabia era que estava frio pra caramba e o meu filhotinho estava sofrendo com isso.

— Mamãe, está muito frio. — ele disse batendo os dentes.

— Vem cá, vou te abraçar. — ele soltou a trava de sua cadeirinha e veio para o banco da frente comigo.

— Você sabe que isso é proibido, Skyler. — Justin alertou-me.

— Eu sei, mas meu filho está com frio. 

— Mamãe, essa barriga enorme não me deixa te abraçar direito. — fez bico.

— Desculpa, bebê. — beijei a pontinha vermelha do seu nariz.

— Estamos quase chegando, mais vinte minutos. — o loiro disse e entramos em uma caminho de terra e árvores. 

— Ei. — disse animada — Eu sei onde estamos. 

— Pensei que não reconheceria o caminho. — Justin disse. 

— Eu não esqueceria nunca.

— Onde estamos? — Nick perguntou. 

— Lembra que o papai prometeu levar você até o lugar onde conheceu a mamãe? — Bieber falou e fez uma curva.

— Lembro!

— Então, estou te levando para lá. — meu noivo sorriu — Estamos no Canadá, filho.

— Que legal. — a criança que estava toda amuada, gritou — Vou poder nadar no lago?

— Só se for para você congelar. — dei risada — Ainda temos sorte de não estar nevando. 

— Eu quero que neve. — Nicholas disse fazendo bico. 

— Você não sabe o que quer também. — abracei forte o seu corpinho. 

— No momento eu quero uma mamadeira bem quentinha. — murmurou. 

— Assim que chegarmos no chalé, a mamãe faz. — falei acariciando seus fios loiros

Após mais alguns minutos fazendo aquele caminho, Justin estacionou a caminhonete alugada no mesmo lugar onde havia estacionado o carro do Scooter há cinco anos atrás. 

— Chegamos. — ele avisou e nosso filho levantou rapidamente a cabeça. 

— Quero descer. — abriu a porta com tudo e pulou no chão — Que lugar lindo.

— É muito bonito mesmo, filho. — falei descendo do carro e sentido o vento gelido em meu rosto. 

— Entrem, vou pegar as malas. — Bieber disse parando ao neu lado. 

— Eu te ajudo, amor. — sorri.

— Jamais. — me deu um selinho — Nada de pegar peso, não queremos que as nossas filhas nasçam antes.

— Que drama. — revirei os olhos — Vamos entrar, bebê.

— Eu quero andar por aí. — falou. 

— Agora eu vou te dar um banho e fazer sua mamadeira. — peguei em sua mão — Está frio hoje, amanhã nós te mostraremos tudo o que tem aqui.

— Tudo bem. — entramos no chalé. 

— Amor, porque a porta já estava aberta? — perguntei quando Justin colocou a última mala na sala.

— Eu mandei uma mensagem para o caseiro deixar tudo arrumado e a porta aberta. — explicou. 

— Entendi. — abracei sua cintura — Você pode dar banho no Nick? — fiz bico. 

— Por que não vai você? — arqueou uma sobrancelha. 

— Porque a viagem me cansou. — dei de ombros. 

— Preguiçosa. — brincou e beijou minha testa. 

— Te amo. — lhe dei um selinho — Mas primeiro você precisa achar o seu filho.

— Ainda bem que o chalé é pequeno, ele deve estar no quarto. — falou.

— Sim. — afastei-me — Vou fazer a mamadeira dele.

— Ok, vou aproveitar e tomar um banho também. — concordei com a cabeça e ele saiu.

O resto da noite se resumiu em nós comendo sanduíches e assistindo filmes. Dormimos os três na cama de casal do único quarto no chalé. 

(•••)

Justin Bieber P.O.V

Los Angeles, Califórnia - 11 de novembro de 2018. 

Acordar sem barulhos de buzinas, conversas altas e toda aquela agitação de Los Angeles, era maravilhoso, e o cheiro do campo ajudava o meu dia começar melhor ainda. 

Abri os olhos lentamente e olhei para o teto suspirando. Estar nesse chalé após cinco anos, é mágico demais. Olhar para cada canto desse lugar e me lembrar da melhor semana da minha vida é a sensação mais gostosa do mundo.

Virei meu corpo lentamente para o lado, para não ter perigo de acordar o meu filho e a minha noiva.

Minha noiva...

Isso é surreal demais, a primeira e última vez que estivemos aqui, éramos ídolo e fã. Como eu poderia imaginar que quando eu voltasse até esse chalé, voltaria pai de um garotão, noivo de Skyler e ansioso para a chegada de duas princesinhas, também frutos do nosso amor?

A vida realmente é uma caixinha de surpresas, e graças a Deus eu não tenho o que reclamar, pois até agora essas surpresas foram as melhores possíveis. 

— Está pensando no que vamos fazer hoje, papai? — sai dos meus pensamentos com a voz rouca de sono do Nick.

— Nem percebi que você estava acordado. — falei e ele sorriu.

— Abri os olhos agorinha. — veio para mais perto de mim e deitou sua cabeça em meu peito. 

— O que acha de prepararmos o café da manhã para a sua mãe e suas irmãs? — perguntei e ele levantou a cabeça. 

— Eu acho ótimo. — sentou-se em minha barriga. 

— Então vamos sair da cama devagarzinho. — sussurrei. 

— Posso ir no seu colo? — fez bico. 

— Folgado. — fiquei em pé com ele no colo. — Primeiro vamos escovar os dentes.

— Para que? — perguntou. — Se vamos comer e eles vão sujar de novo. 

— Filho, não discute comigo. — falei e entrei no banheiro. 

— Tudo bem. — bufou e eu o coloquei sentado na pia do banheiro.

— Precisa de ajuda? — perguntei quando ele passou a pasta na escola. 

— Não, eu consigo sozinho. — virou para o espelho, coloquei uma mão em suas costas para ele não correr o risco de cair e começamos a escovar os dentes. 

Depois de escovarmos os dentes, penteei o cabelo do Nick e o meu em um topete, peguei a criança no colo e fomos para a cozinha. Chegando lá, o coloquei sentado em uma banqueta e fui até a geladeira pegar suco e leite. 

— Papai, hoje eu quero leite no copo. — falou assim que peguei sua mamadeira. 

— Por que, filho? — perguntei. 

— Porque eu já sou um homem e homens não mamam na mamadeira. — deu de ombros. 

— Tudo bem então. — coloquei sua mamadeira em cima da pia.

— Que tal se prepararmos cookies para a mamãe? — ele perguntou. 

— Vai demorar muito e se ela acordar não vai ter graça. — falei. 

— Isso é verdade. — concordou — Vai pegando as coisas e eu arrumo na bandeja. 

— Ok.

Peguei pão, torrada e algumas bolachas no armário. Abri a geladeira, peguei iogurte, geléia de amora e vi um bolo de chocolate lá. Com certeza a empregada da minha avó foi quem fez esse bolo e trouxe aqui antes de chegarmos. Cortei três fatias generosas do bolo, coloquei em um prato e entreguei para o Nick, que colocou o prato na bandeja. 

Peguei algumas frutas na fruteira e com a ajuda do meu filho, arrumei as mesma ao lado do prato de bolo. Coloquei as outras coisas na bandeja, menos os ps copos, pois não cabia mais.

— Vamos colocar uma flor também, papai. — Nicholas falou.

— Boa ideia. — o peguei no colo — Aqui no chalé tem uma roseira.

— É de rosa azul? — perguntou.

— É sim, filho. — abri a porta da estufa — Mas como você sabe? 

— A mamãe ainda tem a rosa azul que você deu para ela. — deu de ombros — Ela me mostrou e contou a história. 

— Sério que ela tem? — sorri largo.

— Sim, mas só tem umas três pétalas e nem é mais azul. — fez careta — Está muito feia.

— Então vamos levar uma bem bonita para ela. — apoiei ele do lado esquerdo do meu corpo e com a mão direta, peguei uma tesoura grande.

— Segura nas pétalas com cuidado. — falei e ele o fez.

— Ela é linda e cheirosa. — após eu cortar a flor, meu filho a pegou na mão e cheirou. 

— É sim. — concordei colocando a tesoura onde ela estava antes. 

— Papai, foram dessas sementes? — perguntou apontando para um saquinho de semente que estava em cima de uma bancada.

— Foram o que? — perguntei confuso. 

— Quero saber se foram dessas semente que você colou na mamãe antes de eu nascer lindo assim. — passou a mão no cabelo e eu gargalhei. 

— Que história de semente é esse, Nicholas? — sai da estufa e o ar gélido fez com que o pequeno se escolhesse em meu colo.

— A tia Briana que me falou isso. 

— Tinha que ser ela. — entramos no chalé e já fomos para a cozinha colocar a rosa na bandeja.

— Sempre é ela. — eu gargalhei. — Mas me explica como uma sementinha virou um príncipe. — apontou para si.

— Você é muito convencido. — o coloquei no chão — Quando você for maior, eu te explico.

— Fazer o que. — deu de ombros. 

— Drew, você pode trazer os copos para o papai? — perguntei.

— Posso sim. — coloquei os copos em suas mãozinhas e peguei a bandeja — Será que elas vão gostar? — era fofo ouvi-lo falando no plural.

— Claro que vão. — sorri e entramos no quarto de vagar.

— Vamos acordar ela como? — perguntou. 

— Com beijos? — sugeri. 

— Isso. — falou alto e depois encolheu os ombros — Desculpa. — sussurrou. 

— Vamos colocar essas coisas no criado-mudo. — deixei a bandeja no objeto e ajudei o Nick a colocar os copos lá também. 

— Agora vamos subir na cama bem devagar. — ele disse e fez o ato. 

Sentei ao lado do corpo de Skyler. Ela dormia de lado, já que não dava mais para deitar de bruços e com a barriga para cima lhe dava falta de ar. Comecei a distribuir beijos pelo seu rosto e o Nick fazia o mesmo. 

— Ei. — Nicholas protestou quando dei um selinho em minha noiva — Só eu posso fazer isso.

— Eu também posso. — dei outro selinho de propósito. 

— Para, cara. — empurrou meu rosto e beijou a mãe dele na boca.

— Quando eu beijei a boca da sua mãe, você não era nem nascido. Então ela é minha primeiro. 

— Não é não. — cruzou os braços — Ela sempre vai ser minha.

— Nunca. — mostrei a língua para ele.

— Você está me irritando. — meu filho passou as mãos no cabelo debaixo para cima, exatamente igual eu faço quando estou nervoso. 

— Só estou falando a verdade. — dei de ombros. — Você já está quase chorando. Bebê chorão. 

— Eu não gosto mais de você e nem das suas músicas. — fez bico e seus olhos se encheram de lágrimas.

— Justin, deixa meu filho em paz. — escutei a voz rouca de Sky e sorri. — Vem aqui amorzinho da mamãe. 

— Mamãe. — Nicholas choramingou e a abraçou. — O Justin fica falando que você é dele.

— Justin? — perguntei incrédulo — Eu sou o seu pai. Você tem que me chamar de pai.

— Não quero. — afundou o rosto no pescoço da morena. 

— Tudo bem. — dei de ombros — Então eu vou ter que comer a sua fatia de bolo, já que fui eu que cortei.

— Não ligo. — levantou o rostinho e me encarou — Ligo sim.

— Agora eu não quero mais te dar. — mostrei a língua. 

— Eu te amo, papai. — sorriu e Skyler gargalhou. 

— Como você é interesseiro. — fez cócegas na barriga dele.

— Preparamos o café para você, mamãe. — o garotinho se sentou na cama.

— É mesmo? — ela perguntou sentando e escorando as costas na cabeceira da cama.

— Sim. — respondi e peguei a bandeja. 

— Que delícia. — passou a língua nos lábios. — Obrigada, meus amores. — ela beijou a testa de Nick e me deu um selinho. 

— Mas nós vamos comer juntos. — ele disse e pegou uma uva — Só não sei como vamos dar a comida para as minhas irmãs. — falou confuso.

— Tudo o que eu comer, elas comem. — minha noiva disse.

— É estranho, mas tudo bem. — deu de ombros.

— Bom dia, mocinhas do papai. — ergui o blusão que Skyler usava e beijei sua barriga. 

— Posso fazer isso também? — Nick perguntou com a boca cheia de bolo.

— Pode. — dei de ombros. 

— Bom dia, mocinhas do irmão mais velho. — ele disse e beijou a barriga de Skyler, a deixando marcada de chocolate. 

— Você me melou, filho. — Sky disse fazendo bico.

— Eu limpo. — a criança respondeu e logo após, lambeu o chocolate na barriga da minha noiva.

— Agora eu estou babada, Nick. — fez cara de nojo.

— Adultos são uns chatos. — ele bufou. — Nada tá bom. — gargalhei. 

Meu filho é o máximo. 

— Papai, pega a farinha para mim. — Nicholas pediu. 

Depois do almoço, andamos um pouco com o Nick pelas redondezas do chalé. O garotinho queria de qualquer jeito entrar no lago, porém ficamos com medo dele pegar um resfriado. Hoje não está tão frio como ontem, mas a água deve estar um gelo.

Agora, quase na hora do jantar, Skyler ficou com vontade de comer cookies, então para não precisarmos ir até o mercado comprar resolvemos fazer os mesmos e ter um momento divertido em família. 

— Para que, filho? — arqueei uma sobrancelha. — Sua mãe já até colocou os cookies no forno.

— Por favor. — fez bico e eu lhe entreguei o pacote de farinha.

— O que você vai fa... — minha fala foi interrompida porque Nicholas jogou um punhado de farinha em meu rosto.

— Nicholas. — gritei e ele gargalhou — É melhor você correr, mocinho. — peguei um pouco de farinha e comecei a correr atrás dele que dava voltas ao redor da mesa.

— O papai não me pega. — ele gritava. 

— Você vai ver então.

Comecei a correr mais rápido e o agarrei por trás. Joguei a farinha que estava em minha mão nos seus cabelos castanhos. Ele gargalhou e balançou a cabeça, espalhando o pó branco pelo chão. 

— Papaaai. — reclamou — No meu cabelo não vale. 

— Nem ligo. — balancei os ombros.

— Então eu vou jogar mais em você. — ele foi até onde estava o saco, pegou mais um punhado de farinha e jogou em minha direção, fazendo com que pegasse em minha boca e pescoço. 

— Seu pestinha. — peguei o saco e virei metade do mesmo em cima dele.

— Estou mais branco do que já sou. — gargalhou alto.

— Meu Deus. — ouvimos a voz de Skyler atrás de nos e nos olhamos com cara de assustados — O que aconteceu aqui?

— Estamos fritos. — Nick sussurou.

— Os dois aqui na minha frente, agora. — a morena disse. Nos viramos e fomos até ela — Eu não sei qual é mais criança. — colocou as mãos na cintura. Ela fica tão fofa quando está irritada — Que fique bem claro que eu não vou limpar nada.

— Relaxa, amor. — sorri meigo — Eu e Nicholas vamos deixar essa cozinha um brilho.

— Eu não. — a criança disse. — Sou muito pequeno para limpar a casa. 

— Mas na hora de sujar você não reclamou. — falei indignado.

— Não ne interessa quem vai limpar. — coloquei a mão disfarçadamente dentro do saco — Só sei que... — Skyler não terminou de falar, porque eu joguei farinha no rosto dela.

— Justin Bieber! — gritou de olhos fechados — Filho da puta.

— Ei, não xinga a vovó Pattie. — meu filho disse bravo. 

— Arg. — gargalhei da braveza da Skyler.

— Desculpa, amor. — me aproximei — É que você estava reclamando demais.

— Não chega perto de mim. — empurrou meu peito, mas eu segurei em seu braço e a puxei para mim — Sai... — disse manhosa.

— Isso me lembra o nosso primeiro beijo. — lhe dei um selinho e ela sorriu, com certeza se lembrando também.

Flashback on

Toquei o rosto de Sky, a tirando de seus pensamentos. Gargalho e ela faz uma careta ao perceber que seu rosto estava sujo de ovo. Isso fede demais.

— Justin! — exclama. Ela pega o saco de farinha e joga um pouco em minha direção, fazendo com que eu fique com o rosto e metade da blusa branco — Oh meu Deus! — gargalhou, apoiando-se no balcão — Você tá ridículo.

Eu a encaro boquiaberto antes de pegar o chocolate em pó e jogar em seu cabelo. Skyler solta um grito, me empurrando. 

— Você tá horrível! — grito rindo. 

Ela faz careta e pega a garrafa de leite, jogando em minha direção. O líquido faz com que a farinha escorregue um pouco pelo meu rosto, o que faz ela rir. 

— Você continua lindo. — diz revirando os olhos. 

Puxo ela para perto, mas acabo tropeçando e nós dois caímos no chão todo sujo. Minhas costas doem, ainda mais com o impacto do corpo de Skyler caindo por cima do meu. Ela respira fundo, por conta da nossa proximidade. Sinto que ela não quer levantar e eu agradeço por isso. Aproveito nossa situação para abraça-la de forma protetora. 

— Jus... — sussurrou.

Eu nego com a cabeça. Levo a mão até seu rosto e afasto seu cabelo. Meus longos dedos tocam sua bochecha e ela fecha os olhos para sentir o carinho. Sky suspira e eu passo a pontinha do nariz na bochecha dela. 

— Eu posso, ursa? — perguntei em um tom baixo. Ela abre os olhos e encara os meus.

— O que? — sussurrou. 

— Quero beijar você. — confesso. 

A morena arregala um pouco seus olhos, mas depois um sorriso começa a surgir em seus lindos e chamativos lábios. 

— Por favor. — pede. 

Meus lábios tocam os seus de uma maneira suave e ela rapidamente fecha os olhos para aproveitar a sensação. Minha língua toca seu lábio inferior e ela abre a boca para que nossas línguas se toquem. Enrosco minha mão em seu cabelo sujo e puxo uavemente a sua cabeça, para poder aprofundar nosso beijo. Nesse momento, eu sinto o meu coração bater com força contra a minha caixa torácica. Beijar Sky é a melhor sensação desse mundo. 

Ela se afasta e eu reclamo internamente, eu não queria parar. No mesmo instante, a olho e seu rosto está vermelho. Skyler abre os olhos e encara os meus. 

— Por que eu não fiz isso antes? — me sento, mas não a deixo sair do meu colo — Caramba, ursa! — exclamo e passo a mão no seu rosto, antes de lhe beijar novamente. Desta vez o beijo é mais rápido e ela me acompanha nos movimentos; nos encaixamos de uma maneira única e perfeita. Me afasto e encaro seus olhos — Este é o melhor beijo da minha vida, mesmo tendo gosto de ovo e chocolate.

Flashback off

— Foi o melhor beijo da minha vida. — ela falou me abraçando pelo pescoço. 

— Todos os beijos que eu te dou são os melhores da sua vida. 

— Convencido. — mostrou a língua. 

— Deve estar legal vocês relembrando o passado, mas eu estou pegajoso e quero um banho. — meu filho falou após afastar nossos corpos.

— A mamãe vai te dar um banho, enquanto o papai limpa a cozinha. — minha noiva sorriu falsa para mim e pegou na mão de Nick.

— Mas... — tentei falar algo, mas ela interrompeu-me.

— Mas nada. Eu estou grávida e o nosso filho é muito pequeno para limpar isso. — começou a andar em direção ao quarto — E olhe os cookies. — gritou. 

Essa família só me explora.

Após eu limpar toda a cozinha e retirar os cookies do forno, fui tomar um banho, Skyler foi preparar o jantar e Nick ficou deitado no sofá jogando em seu tablet. Nós jantamos macarrão com queijo e agora estamos sentados em frente a lareira, comendo os cookies. 

— Na nossa casa poderia ter lareira. — Nick disse. — Deixa tudo tão quentinho.

— Nós podemos comprar uma casa que tenha lareira. — dei de ombros e mordi um dos biscoitos. 

— Ebaaa. — a criança gritou. 

— Era só o que me faltava. — Sky revirou os olhos. — Só porque o Nicholas achou uma lareira legal, não quer dizer que você deve comprar uma casa que tenha uma.

— Amor, nós realmente vamos precisar de outra casa quando as meninas nascerem e essa casa pode ter lareira. — falei.

— Depois falamos sobre isso. — mordeu o cookie.

— Acho que está na hora de nós escolhermos os nomes das minhas irmãs. — Nick disse chamando a nossa atenção. — Ou vou ter que chama-las de irmã um e irmã dois. — gargalhei. 

— Você pensou em algum nome? — Skyler perguntou. 

— Pensei em um só. — falou. — Mas eu preciso saber se uma delas vai gostar. — ergueu o moletom que minha noiva usava e chegou bem perto da grande barriga dela. — Ei, bolinhos. Estão acordadas? 

— Nick, não chame suas irmãs de bolinhos. — Skyler repreendeu. 

— Mas o papai chama. — bufou. 

— Não me mete nisso. — levantei as mãos para o alto.

— Enfim. — voltou a falar bem próximo a barriga de sua mãe — Eu pensei que uma de vocês pode chamar Julieta.

No mesmo instante em que Nicholas falou esse nome, Skyler gemeu baixo, pois uma das garotinhas chutou fortemente sua barriga. 

— Parece que você gostou do nome, maninha. — meu filho disse feliz.

— Por que Julieta, filho? — perguntei. 

— Porque a tia da escola contou a história de Romeu e Julieta, e eu amei esse nome. — deu de ombros. 

— Como assim você já conhece uma obra de William Shakespeare? — Skyler perguntou indignada. 

— Quem é esse? — a criança perguntou curiosa e confusa. 

— Deixa pra lá. — ri.

— Justin, você lembra quando me falou que se você tivesse uma filha, iria colocar o nome de Julieta? — Sky perguntou. 

— Eu me lembro muito bem. — sorri — Eu sempre amei esse nome. Ele é forte, mas ao mesmo tempo meigo. 

— Sim. — sorriu — Mas o mais impressionante, é que mesmo sem saber disso, o Nicholas pensou no mesmo nome que você. 

— É inacreditável a ligação que eu e o meu garoto temos. — abracei meu filho de lado.

— É lindo de se ver. — minha noiva sorriu chorosa. Hormônios. 

— E você lembra o nome que falou para mim? — perguntei. 

— Lógico. — disse animada e seus olhos já não estavam mais lacrimejados. — Blair. — gritou. 

— Ei, outro bolinho. — sussurrei perto da barriga. — O que você acha de Blair? — coloquei minha mão em cima e senti um chute na palma dela — Parece que alguém gostou. 

— Blair e Julieta Humphrey Bieber. — ela disse. — Isso soa tão bem.

— Maravilhosamente bem. — sorri largo.

— Blair e Julieta, já está na hora de vocês saírem daí. — Nicholas falou. — Quero brincar de futebol com vocês. 

— Acalmem-se, princesas. — a morena disse fazendo carinho na barriga — O irmão de vocês sabe que vocês estão o ouvindo, não precisam querer chamar a atenção dele me chutando tão forte.

— Vocês vão machucar a mamãe. — faço carinho na barriga.

— Eu não vejo a hora de ver vocês. — Nicholas fala e beija várias vezes, a melancia que a Skyler chama de barriga.

— Eu estou tão feliz. — Skyler murmura para mim, enquanto nosso filho segue conversando com Blair e Julieta. 

— Eu também, meu amor. — beijo seus lábios. 

— Obrigado por tudo. — abraça meu pescoço de um modo desajeitado. 

— Obrigado você, por me dar uma família linda. — cheiro seu pescoço. 

— Te amo. 

— Eu te amo mais ainda.


Notas Finais


Então é isso, gente. O próximo é o tão esperado casamento!!!

Contagem regressiva para o final: 3 capítulos!!!

Incondicionalmente: https://spiritfanfics.com/historia/incondicionalmente-10775240

Amar sem onde: https://spiritfanfics.com/historia/amar-sem-onde-7658814

Ate o próximo, xoxo


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