História Por Amor - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki
Tags Elfos, Fantasia!au, Fluffy, Itanaru, Naruto, Romance, Yaoi
Visualizações 80
Palavras 1.687
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus anjos, eu tô muito feliz com a devolutiva que a fic tá recebendo. Não achei que iam a receber tão bem assim e sou só gratidão. Eu demorei um pouquinho, tive um pequeno bloqueio e foi isso aí que saiu. Espero de coração que gostem e não esqueçam de me contar o que estão achando <3

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Tudo tem seu tempo


Quebrar o tempo e usá-lo a seu favor era algo simples para um elfo comum realizar, mas um valheru o manipulava com muita maestria e poderia muito bem comprometer fatos do passado, presente e futuro se o usasse com irresponsabilidade. O que não era o caso naquele instante, pois Itachi canalizava sua energia para regredir o tempo apenas sobre o corpo do humano. Chegara rapidamente a Elvandar e quando buscou o Grande Sábio no local de tratamento e estudo de enfermos, foi incentivado a alterar o tempo.

– Ele não sobrevivera se você não se apressar – Sasuke dizia do outro lado da maca em que o humano agonizava de dor.

– Não atrapalhe – Itachi devolveu frio sem tirar os olhos, agora vermelhos, do loiro.

– Consegue dizer por quanto tempo ele correu assim? – o irmão questionou sem se preocupar com o olhar mortal que o Uchiha mais velho lhe dava.

– Horas – Itachi falava o mínimo possível para não desviar seu foco. As mãos mantidas precisamente em volta do ferimento que não parou um segundo de sangrar quando a flecha foi retirada.

– Que tipo de humano consegue isso? – Sasuke se aproximou com cautela a fim de observar os traços do enfermo.

O silêncio se instalou e Itachi agradeceu mentalmente. Se encontravam em um dos quartos da ala médica, paredes exageradamente brancas, assim como as cortinas, os lençóis e qualquer outro objeto. A ausência de cor destacava ainda mais o rubro do sangue que escorria sem trégua de encontro ao piso.

– Precisa de ajuda? – Sasuke ofereceu com cuidado.

O irmão apenas o olhou brevemente, mas com suficiência de tempo para entendesse e se retirasse dali. O Uchiha respirou fundo quando se viu sozinho, voltando toda a sua atenção ao humano. Tentou imaginar o que teria feito correr por tantas horas a finco com um ferimento tão grave. Além disso, precisaria investigar o que proporcionou aquele caos pelos arredores de Elvandar. Naquele ponto já sabia quem o humano poderia ser, mas guardou tais pensamentos para depois.

A ferida começou a regredir e, finalmente, percebera que aquele era o ponto em que deveria parar, seu objetivo fora de aliviar o cansaço proporcionado pelo esforço do outro. O estrago na perna era bem menor com o buraco praticamente imperceptível, o sangue já não escorria e Itachi se viu aliviado que nem mesmo uma cicatriz ficaria ali. Agora, dependia do descanso do humano, ele perdera sangue que não voltaria para si – não importava quanto tempo o elfo regredisse.

Antes de sair do quarto, Itachi parou para observar melhor o outro pela primeira vez. A correria o impedira de notar a pele levemente bronzeada, os riscos na bochecha e o rosto franzido por dor.  Até mesmo sorriu quando o outro resmungou algo de olhos fechados, aparentava dormir e o elfo já poderia sair dali mais que tranquilo.

Tranquilo?

Itachi se repreendeu mentalmente enquanto seguia pelo corredor da ala, eles não se conheciam e muito menos tinha responsabilidade algum por um humano. Não havia nada com que se preocupar, bem, talvez com o iminente ataque nas redondezas de Elvandar. Mas apenas fazia isso pela seguranças do elfo e não para ajudar um mero mortal.

Avistou os elfos que cuidavam da ala médica próximos da saída e avisou devidamente o que fizera para com o humano, pediu que cuidasse dele e, principalmente, o vigiassem até acordar. Poderia ser a pessoa por quem eles estavam esperando para o festival, como também um espião de seus mais antigos inimigos.

Quando se viu livre do posto médico, deu de cara com o festival que tanto queria evitar. Pela forma que os elfos estavam comemorando a primavera – despreocupados –, era óbvio para o valheru que não sabiam sobre o humano que chegara desacordado a Elvandar. Continuou caminhando entre os elfos que riam, bebia e dançando a música leve tocada por uma flauta. Muitos se atrapalharam para o cumprimentar e mostrar o devido respeito, não era como se o álcool fosse o empecilho ali, pois eles eram seres evoluídos e seu sangue diferente de qualquer outra criatura daquele mundo. Avistou Sasuke conversando com seu pai, estavam afastados o suficientes para que ninguém os atrapalhasse e foi para lá que Itachi seguiu sem ligar para aqueles que apenas queriam lhe dar oi.

– Então ele fez isso? – ouviu Fugaku perguntar a Sasuke com uma incredibilidade na fala bem acentuada.

– Precisava ver meu pai, ele estava preocupadíssimo – Sasuke usava seu típico tom de doboche e Itachi percebeu que era sobre si que falavam ali.

Tossiu levemente para identificarem sua presença e os dois se voltaram com idênticos sorrisos maliciosos para si. Olhou com leve desconfiança para eles e preferiu não questionar, sabia muito bem o que iriam dizer.

– Se já sabem o que aconteceu – Itachi iniciou o assunto e todos ficaram sérios. – Precisamos investigar agora enquanto o humano ainda está desacordado.

– Achei que você ia vigiá-lo – Sasuke fingiu surpresa tentando provocar o irmão.

– Já mandei alguém fazer isso – Itachi negou com a cabeça e seguiu caminho em direção a floresta.

Sasuke sorriu pequeno, mas seguiu seu irmão com o arco em mãos. Ambos eram os melhores batedores de toda Elvandar, na realidade, foi o próprio Itachi quem criara o termo e treinara outros para ficarem tão rápidos e precisos quanto ele nos períodos de caça ou para eventuais guerras. Acompanhou muito mais o treinamento do irmão, praticamente o criando, pois, a diferença de idade deles era consideravelmente grande para os humanos – pelos menos 300 anos. Por conseguinte, o irmão mais velho julgava o mais novo como uma criança. Era sabido que elfos permaneciam na puberdade por pelo menos 50 anos e a fase adulta só se iniciava um século depois. Assim, era muito raro que Itachi seguisse qualquer coisa que o outro lhe aconselhasse, como naquele momento.

– Então... – Sasuke iniciou o tópico somente quando afastados os suficiente do festival, mas ainda longe o bastante das fronteiras. – Você sentiu?

Itachi parou subitamente e seus olhos congelaram em seus pés, analisando seus sapatos marrons, linha a linha entrelaçada unindo os pedaços de couro, agora já gastos. Sem se virar para Sasuke que esperava pacientemente, abriu e fechou a boca algumas vezes e mesmo que pensasse na melhor resposta, não conseguiria enganar seu irmão. Novamente, negou com a cabeça – o gesto voltado mais para si mesmo – e seguiu a trilha que outra fizera com o humano em seus braços.

Lembrou das sensações que o toque da pele bronzeada causara na sua própria, como uma descarga elétrica, suave, mas muito bem perceptível. E acima de tudo, o senso protetor que nunca exercera em toda sua eterna vida. Nem mesmo para com Sasuke.

E qualquer elfo sabia o que aquilo significa e ainda poderiam ficar muito felizes, mas Itachi só sentia raiva.

[...]

A cabeça de Naruto doía tanto que ele mal lembrava dos últimos fatos. Levou uma mão a cabeça por reflexo e abriu os olhos pouco a pouco, se espantou quando não reconheceu o cômodo. Logo, entrou em pânico por achar que tinha perdido sua memória.

Um elfo entrou no quarto branco, também vestido da mesma cor que as paredes, chão e teto. Ele aparentava ter notado a movimentação de Naruto e tentava impedi-lo de sair dali.

– Por favor, permaneça em repouso enquanto chamarei seu responsável – o elfo de cabelos loiros tentou acalmá-lo a todo custo.

– Quem sou eu? – Naruto questionou sem se dar conta. – Pergunta errada, digo, onde estou? – era óbvio que se lembrava quem era, então não teria perdido a memória, ou teria? Ele não fazia ideia de onde estava.

O elfo parecia tão confuso quanto ele e o guiou cuidadosamente de volta para a maca, era tudo tão branco que só irritava mais Naruto o impedindo de raciocinar como queria, ou como deveria. Não era o herdeiro do reinado de seu pai, mas o segundo na linhagem – uma em que apenas uns milhares de primos, tios, agregados diziam ter direitos – e isso era muito importante para si. Respirou fundo e sentou-se, encostou as costas nos travesseiros que o elfo arrumava para si enquanto tentava se lembrar do seu dia.

Elfo??? – o espanto com a constatação fora tão abrupto que deu um pequeno salto na cama assustando novamente o outro. Os olhos azuis encaravam os traços característicos dos mais simples dos elfos – loiros, olhos esverdeados e profundos, cabelos compridos demais e lisos demais e tão perfeitos. Inclinou a cabeça a fim de ver as orelhas para tirar a prova – era a primeira vez em frente a uma criatura tão única – e quando o outro se afastou por medo, Naruto se aproximou ainda mais para tocá-las com as mãos. Tentou fazer lentamente, ou apenas pensou nisso, pois quando saltou diante do elfo ele gritou audivelmente pelo susto e fugiu.

Naruto sentindo-se mal por aquela situação, o chamou, levantou e quis ir atrás dele. Se não fosse impedido por sua perna que sofrera uma fisgada o levando de encontro ao chão. Buscou qualquer ferimento externo e quando não o encontrou ficara mais confuso.

Aos poucos sua memória voltava para si. Lembrou das conversas com sua mãe e do sua obrigação com Elvandar, algo sobre dever muitas coisas aos valherus e pagar alguma dívida. Ainda no chão ele segurou a cabeça com as mãos – tentou conter a dor –, sua teimosia o fez continuar relembrando até chegar no que mais temia. A comitiva que o trouxera tinha sido atacada e, muito provável, nenhum estaria vivo.

Mas quem os atacou? A fim do que? Ele não era o herdeiro de seu pai, ele era apenas o segundo. Sempre a segunda opção, fosse para ser Rei ou para quando davam extravagantes bailes e, novamente, era a segunda opção.

Onde está seu irmão Naruto? – a voz desagradável e enjoativa irritava. – Se ele não está aqui, será você mesmo.

Afastou aqueles pensamentos, não era hora para isso, ele precisava saber o que havia ocorrido com seus guardas, seu cavalariço e mandar notícias para sua família. Deveria encontrar o líder dos elfos, o valheru Uchiha, que o convidara especificamente para o festival. Nunca esqueceria de quando se dirigiram a ele, pela primeira vez, com importância e clareza – o queriam naquele festival. Não seu irmão, apenas ele.


Notas Finais


Quem será o irmão do Naru hein?
Por que Itachi ficou com raiva?

No próximo eu respondo <3

Tenho outras fics ItaNaru no meu perfil, se ficarem interessados, olhem lá.
Beijinhos <3


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