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História Por Amor. - Capítulo 8


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Notas do Autor


Espero que gostem...
Boa leitura❤️❤️

Capítulo 8 - Capítulo 7


Um mês depois.  

Fazia um mês desde que seu Erasmo e Fernando conversaram no quarto do hospital, no dia seguinte o pai de Letícia teve alta e Fernando o levou para casa.  

Desde então, todos os dias Letícia se levanta bem cedo, se arruma e espera até dar 7 horas da manhã para ir encontrar o chefe, ela o esperava todos os dias de frente para casa dele e assim iam para a empresa.  

Os dias se passavam e tudo estava tranquilo, as famílias Padilha e Moura estavam se acostumando a viver em um condomínio tão reservado, de certa forma era muito bom aquela mudança, não tinha as brigas altas horas da noite, os vizinhos impertinentes. A casa onde eles viviam agora era de frente para um grande lago e isso fazia Dona Julieta se lembrar do interior onde conheceu seu marido antes deles se mudarem para a cidade grande, era como um sonho realizado, um conforto e segurança que tanto queriam.  

 - Letícia por favor, poderia procurar os balancetes do PDR (Pedro del Reyes) - Fernando disse entrando na sala da presidência.  

 - Sim senhor, Seu Fernando – Ela disse e prontamente começou a procurar nos arquivos.  

Ela procurava por pastas e pastas, mas não encontrava os balancetes, então optando por um meio mais rápido, ela ligou o computador e foi direto na das finanças da empresa procurando por todos arquivos com o nome PDR. 

Assim que concluiu a pesquisa apareceu dois arquivos, um com o nome PDR e outro com o nome PDC, como seu já sabia qual seu chefe queria, ela rapidamente imprimiu todo arquivo do balancete PDR e entregou para Fernando. Ao fechar a aba do arquivo que tinha acabado de imprimir, sem querer Letícia abriu o outro arquivo.  

 

Transferência realizada por Tomás Moura, no valor de: 34.000, para PDC.  

Saldo total anterior de: 19.000. 

Saldo atual de: 53.000. 

Órgão doador: CONCEPTOS.  

Órgão receptor: PDC. 

 

Auxiliar mediador: Erasmo Padilha.  

 

- Mas o que é isso? - Letícia disse sem entender. 

Ela olha para a cadeira vazia Fernando e encara a mesa dele, em seguida ela abre diversas pastas desse mesmo arquivo, todas com várias e várias notas assinadas por Tomás e por seu próprio pai.  

Letícia liga para casa para tentar falar com um dos dois, mas sua mãe a avisa que ambos saíram cedo e que isso vem acontecendo faziam algumas semanas.  

Depois de revisar todos arquivos, e os últimos saldos da empresa, Letícia percebeu que o dinheiro saía de algum lugar, mas ela não conseguia saber de onde diretamente saía todo o dinheiro, então depois de algumas ligações e fazer cópias de todo arquivo, ela se encontrava na sala de reuniões esperando o comitê de empresários da conceptos. 

Fernando estava chegando de uma reunião com os representando do PDR, assim que ele saiu do elevador viu quando alguns empresários entravam na sala de reuniões.  

 - Posso saber o que está acontecendo aqui? - Fernando disse encarando todos na sala. 

 - Eu quem deveria te perguntar isso! - O senhor disse saindo da sala da presidência ao lado de Letícia.  

Fernando: Papai? Não sabia que o senhor estava na cidade e a mamãe... 

SH: Depois nós falamos sobre isso, agora eu quero saber para onde você está desviando o dinheiro da empresa? Desde quando você rouba do seu próprio pai? 

Fernando: Eu o que? - Disse sem acreditar.  

SH: Não seja sínico! - O senhor bate na mesa.  

Fernando: Eu não estou sendo pai, mas também não entendo o que o senhor está falando.  

Letícia: Seu Fernando – Ela disse com a voz falha – Eu encontrei um arquivo chamado PDC, nesse arquivo mostra diversas transferências da Conceptos – Ela explica. 

Fernando: Foi você quem chamou todos eles aqui? - Perguntou incrédulo.  

Letícia abaixou a cabeça confirmando que sim.  

SH: Letícia só nos avisou, agora eu quero que você explique muito bem o que são essas transferências!  

Fernando faz sinal para que todos se sentem, ele se senta no topo da mesa em seu lugar de sempre.  

 - Primeiramente, essas transferências não são com dinheiro da Conceptos, eu não desviei dinheiro nenhum, só usei a empresa como meio de transferência, mas o dinheiro que saí não é da empresa, entenderam? - Ele explica.

SH: Então de onde vem esse dinheiro?  

Fernando: Antes de responder essa pergunta, Letícia quero que você saía dessa sala, me espere na sala da presidência! - Disse sério em tom de ordem. 

Letícia obedeceu ao chefe e esperou na sala da presidência, ela andava de um lado para o outro preocupada e se tivesse cometido um equívoco, sua decisão foi precipitada? Porque raios ela não consultou o chefe antes de decidir ligar para todo o comitê? 

Depois de horas de reunião, e uma longa conversa a sós com o pai, Fernando saiu da sala de reuniões e foi para a presidência, encontrando Letícia inquieta.  

 - Por qual razão você não esperou para perguntar diretamente ao seu chefe o que estava acontecendo na empresa dele? - Fernando disse sério, a encarando.  

Letícia: Eu.. Eu... - Ela gagueja - É que eu vi o nome do meu pai e do Tomás... 

Fernando: E por isso pensou que eu os colocaria em algo tão sujo? Letícia você entende que me acusaram de roubar dinheiro da minha própria empresa? - Ele a olhava nos olhos. 

Letícia: Seu Fernando não tinha como eu adivinhar, eu só fiquei preocupada... 

Fernando: Letícia se você tivesse esperado algumas horas, se tivesse me ligado, você teria evitado a situação constrangedora que eu vivi diante de vários empresários agora.  

Letícia: Me desculpe, sei que depois disso estou demitida, só queria dizer que espero que o senhor me perdoe – Ela disse pegando a bolsa.  

Fernando: Vou te levar em um lugar, me acompanhe – Ele abre a porta. 

Letícia: Eu já conheço a saída da empresa, não será necessário... 

Fernando: Não me questione mais Letícia, só venha comigo – Disse a olhando de forma séria. 

Eles saem da presidência e minutos depois estavam no estacionamento, Fernando pega seu carro e eles vão embora da empresa, ele dirigia em silêncio enquanto Letícia estava apreensiva apertando suas próprias mãos.  

Não demorou muito para que eles estivessem de frente para uma grande casa no centro da cidade.  

 - O que estamos fazendo aqui? - Letícia perguntou em um fio de voz.  

Fernando: Pedacito Del Cielo, ou como você conheceu, PDC – Disse olhando para a fachada da grande casa. 

Ele segura na mão de Letícia e entra na grande casa.  

 - Fernando querido o que faz aqui? - Uma senhora disse se aproximando deles no hall da casa.  

Fernando: Oi Madre – Ele sorri e abraça senhora. 

 - Pensei que só viria no domingo – A Madre disse. 

Fernando: E eu estarei aqui no domingo sem dúvidas, mas hoje eu resolvi trazer uma pessoa para conhecer o Del Cielo – Ele sorri amigavelmente.  

 - E por acaso essa pessoa é essa linda moça? - A Madre disse olhando para Letícia.  

Letícia: Com licença, é um prazer conhece-la, meu nome é Letícia – Ela sorri envergonhada.  

 - O prazer é todo meu, querida eu sou a Madre Guadalupe – A senhora sorri segurando a mão de Letícia. 

Fernando: Onde eles estão? - Ele pergunta.  

Madre: Na sala interativa – Ela sorri.  

Fernando: Podemos ir até lá? 

Madre: Claro filho, todos ficaram muito contentes... 

Letícia os observava em silêncio, Fernando então segurou na mão dela e a guiou até uma grande porta azul, ele abriu a porta e várias crianças olharam para eles com os olhos brilhando e um sorriso largo. 

 - Pepe – Um garotinho disse puxando a barra da saia de Letícia.  

 - Oi Pedro – Fernando disso o pegando no colo.  

 - Pepe – O menino repetiu.  

Várias crianças se aproximaram e abraçaram Fernando e algumas crianças também abraçaram a Letícia.  

Fernando: Olá crianças - Ele disse sorrindo.  

 - Oi tio Fê - Uma garotinha disse puxando o terno dele.  

Fernando: Oi Eva – Ele sorri para ela. 

Eva: Sabe de quem é aniversário hoje? - A pequena pergunta.  

Fernando coloca Pedro no chão e se abaixa, ficando na atura da pequena – Deixa eu adivinhar, é aniversário do Valério?  

Eva: Sim, sim tio – Ela sorri.  

Fernando: E onde ele está?  

Eva: Ele está no quarto, acordou doentinho tio – Ela disse fazendo uma carinha triste. 

Fernando: Vamos ver como ele está? - Ele pergunta.  

Todas crianças disseram em um coro – Sim!! 

Fernando pega Eva no colo e acompanhado de Letícia e as demais crianças ele sobre para o segundo piso da grande casa indo para o quarto dos meninos.  

- Toc toc, é aqui que temos um aniversariante enfermo? - Fernando disse parado na porta.  

- Oi nando – O menino responde deitado na cama.  

Fernando: Oi Valério - Ele disse entrando no quarto.  

Valério: Como soube que é meu aniversário? - Ele pergunta. 

Eva: Eu disse, eu disse!  

Valério: Obrigado Evinha – Ele olha para pequena. 

Fernando: Quantos aninhos está fazendo? - Ele pergunta. 

Valério: Oito – Ele sorri fraco. 

Fernando: Ora só já é um rapazinho 

Valério: Sim, Nando posso pedir uma coisa?  

Fernando: Claro que sim – Ele sorri. 

Valério: Canta aquela música? 

Fernando: A do domingo passado? - Ele pergunta.  

O menino confirma, então Fernando se levanta da cama e pega o violão que estava no canto do quarto e depois volta a se sentar.  

Depois de afinar o violão ele começa a tocar devagar.  

 
Fernando: Quando eu for rei ninguém vai me vencer em nenhum duelo! 

 
Vitório: Eu nunca vi um rei leão sem juba e sem pelo! 

 
Fernando: A juba que eu vou ter, vai ver, será de arrasar 
E todo mundo vai tremer quando me ouvir urrar! 

 
Valério: Mas por enquanto eu digo que não sei! 

 
Fernando: E o que eu quero mais é ser rei! 

 

Valério: Ainda falta muito pra isso amo, se pensa que 

 
Fernando: Ninguém dizendo!
 

 

Valério: Ela sabe cantar? - Ele pergunta olhando para Letícia. 

Fernando também olha para ela. 

Eu?? Letícia disse, eles rapidamente confirmaram - É rei leão, certo?  

Todas crianças disse em coro: Sim!! 

 
Letícia se sentou na cama de frente para o menino e cantou: Não faça isso! 

 
Valério: O que eu quero dizer é que 

 
Letícia e Fernando: Ou então, pare com isso! 

 
Valério: Ah, você não imagina 

 
Letícia e Fernando: Vou dar um sumiço! 

 
Valério: Ah, olha aqui! 

 
Fernando: Livre pra poder viver! 

 
Valério: Isso não é bem assim! 

 
Fernando: Pra fazer o que quiser! 

 
Valério: Acho que agora é a hora, de a gente conversar 

 
Letícia: Reis não tem que ter Calau nenhum pra aconselhar 

 
Valério: Eu vejo que a monarquia assim vai fracassar! 
Eu vou me embora daqui da África! 
Eu vou me aposentar! 
Cuidar dessa criança eu não irei! 

 
Fernando: E o que eu quero mais é ser rei! 
Olhe pra esquerda! 
Olhe pra direita! 
Pra que lado olhe, eu estou em foco! 

 
Valério: Ainda não! 

Seus amigos todos vão vibrar 
Quando a boa nova se espalhar 
E o novo rei Simba vai reinar! 

 

Letícia e Fernando: E o que eu quero mais é ser rei! 
E o que ele quer mais é ser rei! 
E o que eu quero mais é ser rei! 

 

Todas crianças ali no quarto cantarolavam a música. 

 - O que está acontecendo? - Seu Erasmo disse parado na porta. 

Letícia: Papai? - Ela perguntou.  

SE: Filha - Ele olha com estranheza.  

 - Oi Seu Erasmo - Fernando disse colocando o violão em cima de uma das camas. 

SE: Rapaz o que faz aqui durante a semana? - Perguntou curioso. 

Fernando: Trouxe sua filha para conhecer o orfanato – Disse olhando para o senhor. 

SE: A sim.. 

Fernando: Eu poderia conversar com ela a sós? - Ele pergunta. 

SE: Claro rapaz, vocês podem ir ao jardim para ter mais liberdade. 

Fernando: Perfeito, vamos Letícia? 

Letícia assente e eles descem as escadas e caminham para o jardim aberto que ficava no fundo da grande casa.  

 - Creio que você já percebeu que a sigla PDC é referente a esse orfanato, certo? - Fernando pergunta sem olhar para Letícia.  

 - Sim senhor – Ela responde.  

Fernando: O que eu faço ou deixo de fazer não diz respeito a ninguém! Quero que você saiba disso. 

Letícia: Sim senhor  

Fernando: Esse orfanato foi fundado pelo meu bisavô, meu avô cuidou dele por anos até que não pode mais fazer, meu pai criou a Conceptos e sou eu quem cuido desses dois lugares, bom eu cuidava, desde que contratei seu pai e o Tomás para cuidarem das finanças do orfanato eu pude me dedicar melhor a Conceptos, hoje você falhou como minha assistente e como amiga, Letícia se você tivesse feito apenas uma única ligação, era apenas ter me perguntado e não agir pelas minhas costas. Eu confio cegamente em você, respeito o seu espaço e só peço em troca a reciprocidade dessa confiança, eu sou o seu chefe e preciso confiar em você, entendeu?  

Letícia: Sim seu Fernando, me perdoe por meu equivoco de hoje. 

Fernando: Eu já perdoei e quero que saiba não irei te demitir – Ele completa. 

Letícia: Não vai? - Ela o olha com estranheza. 

Fernando: Não, não vou! - Ele afirma. 

Letícia: Mas seu Fernando... 

Fernando: Você errou, mas agora já sabe o que é PDC, você e todo comitê, agora tenho que lidar com todos me chamando de bom samaritano, mas tudo bem... 

Letícia: Me desculpe a pergunta, mas de onde vinha todo o dinheiro que estava nas transferências? - Disse olhando par ao chefe. 

Fernando: Vem da minha conta, eu faço doações com o dinheiro que receberia como membro do comitê da empresa, o dinheiro é meu, então eu posso doar se quiser e é isso que eu faço.  

Letícia: Mais uma vez me desculpe seu Fernando – Disse envergonha. 

Fernando: Está tudo bem, só preciso que confia em mim e sempre que tiver qualquer tipo de dúvida, me pergunte, pois, eu estarei disposto a responder e esclarecer os maus entendidos. - Disse calmamente.  

Os dois continuaram conversando por mais algumas horas e logo foram embora, Fernando deixou Letícia na casa dela e depois ele também foi para cara.  


Notas Finais


Continuem acompanhando...❤️


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