1. Spirit Fanfics >
  2. Por amor >
  3. Respostas.

História Por amor - Capítulo 8


Escrita por:


Capítulo 8 - Respostas.



Sabe aquele pesadelo do qual queremos acordar, porém não conseguimos? Bom, os últimos seis anos da minha vida tem sido um pesadelo eterno.

Jennifer era minha esposa, minha companheira, minha amiga, com ela vivenciei os melhores e os piores momentos da minha vida, ela me deu a chance de ser mãe, de construir uma família e de ser a mulher mais feliz do universo.

Com ela, tivemos Daniel Henrique, um garotinho lindo e encantador, possuía os olhos verdes esmeralda, os cabelos loiros claros igual o de Jeniffer e o meu gênio, e teriamos uma menininha, ainda sem nome, já que Jenn estava no começo da gravidez, e ainda não havíamos feitos todos os exames necessários e teriamos tempo pra escolher 

Bom, eu jmaginei que teríamos ...

Era páscoa, Jenn, Daniel e eu, iríamos visitar mamãe em Londres, assim como Zelena que na época em questão, morava com ela.

Era um jatinho particular, cerca de 4 horas de deslocamento entre Storybrooke e Londres, tudo seria perfeito se no meio do caminho, Robin não avisasse que precisaria pousar por problemas na aeronave.

Tudo foi rápido demais, no mesmo segundo que ele avisou que faríamos o pouso de emergência, o jatinho perdeu altitude e caiu em mar aberto, e levando com ele meus bens mais preciosos.

Minha família.

Acordei cerca de um ano depois em um hospital local, e descobri que naquele acidente apenas eu havia sobrevivido e que Daniel e Robin, foram os únicos corpos a serem encontrados, já Jenn havia se perdido em alto mar, haviam feito buscas por dias, mas ela foi considerada morta um mês depois.

Eu não conseguia acreditar que Deus havia feito aquilo comigo, que havia tirado eles de mim dessa maneira horrível e que havia me deixado ali, sozinha e sem a minha familia.

Sem a minha mulher 

E sem os meus filhos.


BOSTON.


Marie bateu a porta do fusca e ajeitou o sobretudo em seu corpo, Boston nevava levemente fazendo a loira se arrepiar ao ter contato com o vento gelado em sua pele, assim que adentrou o pequeno café, a loira atraiu olhares sobre si, mas logo se dispersaram s voltaram a conversar e comer.

A loira carregava consigo apenas uma fotografia, a única coisa que encontraram com ela cerca de 6 anos atrás, ela não se lembrava de quem era ou do que havia acontecido, apenas que ela tinha uma família e que os tinha perdido, no mesmo acidente em que ela perdeu a memória.

Pediu um chocolate quente com canela, e uma porção de panquecas e ali permaneceu até que a pessoa com quem ela havia marcado de se encontrar, apareceu.

— Você deve ser Marie, certo? — O homem ergueu a mão e apertou levemente, se sentando logo em seguida na frente da mulher .

— Sim, eu acredito que eu seja — Disse nervosa enquanto segurava a fotografia. — Bom, eu preciso que encontre essa pessoa, será possível? — Marie estendeu a fotografia em direção ao homem que colocou os óculos para analisar melhor.

— Creio que não será possível, senhora. — Depositou a foto em cima da mesa e olhou pra mulher que nada entendia. — Essa família faleceu anos atrás, houve um acidente e... — Marie o interrompeu com os olhos lacrimejando.

— Onde eles estão? Eu quero ver. — O homem assentiu e se levantou, fazendo com que Marie fizesse o mesmo e seguisse o homem.

Algumas horas de viagem a levaram a Londres novamente, Graham, o homem a qual havia contratado para encontrar quaisquer vestígio do seu passado dirigia ao sue lado, enquanto Marie deixava algumas lágrimas caírem, ela sabia que havia perdido a família, porém ninguém sabia onde eles estavam, e agora ela está a la, caminhando de encontro a uma parte do seu passado, que ela havia esquecido. 

Graham estacionou em uma rua e apontou um enorme cemitério ao seu lado, Graham e a loira saíram do carro e caminharam alguns passos a caminho do seu destino.

Marie parou em uma pequena floricultura que havia ali, comprou uma rosa branca e se esquivando das pessoas ao seu lado, já que uma chuva caia fina sob as ruas de Londres, um vento frio fazia com que inúmeras pessoas que pelas ruas passavam, puxassem seus casacos e seu guarda-chuva para junto ao corpo afim de se proteger da pequena garoa e do vento gelado, após comprar a rosa branca, a loira seguiu o homem.

O barulho do portão antigo anunciou sua chegada, caminho apressadamente até o destino, fazendo com que o barulho das folhas secas pelo chão rangessem com o peso do corpo.

Após uma caminhada de cerca de 5 minutos, se ajoelhou em frente a lápide e deixou com que as lágrimas caíssem de seus olhos, tocando o nome em negrito, suspirou, tentando absorver aquela informação.

Aquilo não poderia ser real, poderia?

Morto, sua criança estava morta e não havia nada que podesse fazer a respeito.

A não ser lutar por justiça.

Depositou uma rosa branca sobre a lápide, respirou profundamente e se levantou, ajeitando o casaco no corpo novamente e indo de encontro a saída.

Em memória,

 Daniel Henrique Parrilla Mills-Morrison.



 





Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...