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História Por Causa Dela - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá pessoal!!!!!!
Voltei com força total! E agora só tenho a melhorar❤❤❤ espero que gostem do capítulo >.<

Boa leitura!

Capítulo 4 - Gravidez


Fanfic / Fanfiction Por Causa Dela - Capítulo 4 - Gravidez

Marinette tateou a cama inscoscientemente, os olhos fechados se abriram e vasculhou o quarto escuro e tão sem vida como se procurasse alguém, e obviamente estava sozinha.

O cenho se franziu quando mais uma vez se deu conta de sua nova realidade. Já fazia duas semanas que não o via, e tudo bem, conseguiu lidar bem apesar de seu humor ácido. Estava mascarado sua tristeza e muita, muita solidão por estar ali sem o loiro. As coisas na empresa estavam melhores do que nunca e a Miraculous Corp continuava no topo do sucesso. Estava tudo bem.

Não, nada estava bem.

Agora a azulada passava por entre as pessoas como um robô no automático, era pouquíssimas vezes que abria a boca pra falar algo e fingia prestar atenção em todas as reuniões que exigia sua presença. 

Fazia seus deveres com perfeição, mas por outro lado, estava mais intolerante com os deslizes dos seus funcionários. Até os mínimos detalhes significava uma demissão indiscutível. Sua secretária sofria com suas mudanças bruscas de humor, e muitas vezes arrancava tufos do cabelo da própria cabeça e rezava muito antes de dizer alguma coisa para Marinette. 

Até mesmo Tom Dupan, pai da azulada, interferiu quando Marinette assinava uma carta de demissão do chefe do departamento de recursos humanos. Tudo porque ele não entregou os relatórios daquele mês e atrasou todos os outros setores.

Foi as duas semanas mais intensas e complicadas da sua vida. E Marinette culpava Adrien Agreste por tudo de ruim que acontecia, porque ele não estava iluminando a escuridão que definitivamente era ela. Sentia falta dele, mas era orgulhosa demais para admitir isso.

Porém, a cada dia que dormia naquela cama e acordava sem ver os olhos verdes lhe olhando com tanto carinho e amor, logo após ter dito um bom dia, a estava depreciado um pouco mais. 

E quando se deu conta, já estava arrumada com um vestido tubinho cor creme e saltos vermelhos. Passou um batom nos lábios e colocou um óculos escuros no rosto, pegou sua bolsa e foi de encontro ao motorista que a esperava do lado de fora da sua mansão. 

Tudo era sempre a mesma coisa.

Mais uma semana se passou e Marinette tinha alguns ataques de ansiedade, teve que começar a tomar remédios para se controlar melhor e as constantes dores de cabeça. Passou algum tempo de molho em casa e fazia os trabalhos da empresa por lá mesmo.

Foi também ao cardiologista para se consultar, pois seu peito doía com fortes pontadas dolorosas, e no fim não era nada, era apenas saudade.

Saudade... de quê?

No fundo ela sabia o que era, mas não se atrevia a admitir. 

Três semanas se passaram e Marinette resolveu buscar consolo nos braços de outro. Entrou na primeira boate que encontrou e não pensou muito em ser criteriosa. Mas não foram muito longe porque Marinette sentiu ânsia de vômito pelo nojo de ser tocada por outro que não fosse ele.

Desistindo de tentar, voltou bêbada pra casa.

Abriu a porta do quarto e entrou, segurando o batente com uma mão e uma garrafa com o líquido já na metade na outra. Com sua maquiagem totalmente borrada e o cabelo desgrenhada, andou cambaleante até a cama, se rastejou de joelhos sobre a mesma e a fitou por um momento. E pela primeira vez desde o último dia que viu Adrien, as lágrimas rolaram livremente pelo seu rosto.

A pressão que sentia dentro de sí era tão grande que não se importava mais em desencadear suas fragilidades, e chorou apertando as mãos contra o lençol da cama e logo agarrou um travesseiro.

Era o travesseiro que Adrien mais usava, que mais adorava, porque era muito macio e tinha o cheiro dela nele. Porém a verdade é que era o cheiro dele que vinha dali, fraco, mas ainda podia sentir.

Estava morrendo de saudades dele.

Marinette sempre olhava para trás e sentia que podia aproveitar mais o passado, mas infelizmente o que ficou lá não volta e tinha que se acostumar com a ideia que não iria mais vê-lo.

No dia seguinte, Marinette passou longe do seu elevador privado.

Se enfiou entre o elevador coletivo e agradeceu mentalmente por ele está vazio, foi para o andar que queria e esperou chegar.

As pessoas andavam rápidas e nela tinha muito barulho telefônico e saltos batendo contra o piso, mas quando o elevador se abriu e revelou uma azulada com seus grandes olhos de águia vasculhando o local, todos pararam a olhando embasbacados.

Os óculos de grau só fizeram com que a azulada parecesse uma modelo num ambiente contraditório, seus saltos faziam um eco elegante e seu vestido delineava muito bem suas curvas e todos prestaram atenção nisso. Pois podiam perceber que ela tinha engordado um pouco.

Marinette passou como um raio por todos eles e entrou por uma porta onde avistou o moreno que tanto queria encontrar. A porta tinha um nome gravado, mas ela não se importou em bater e acabou entrando.

- Onde ele está?

Marinette observou a maneira cansada que Nino se levantou da cadeira e em como ele ficou tenso ao lhe perceber parada de braços cruzados na sua frente.

- Senhorita Cheng eu... Eu não sei do que está falando. - Marinette se aproximou e com muita raiva, o segurou no ombro.

- Me diga exatamente onde ele está! Eu, eu não aguento mais... Eu, não suporto a ideia de não ver Adrien nunca mais.

- Senhorita Cheng. - Nino suspirou passando a mão no rosto antes de segurar as mãos dela. - Não é uma boa hora.

- O quê? - Arregalou os olhos tremendo levemente. - Aconteceu algo? O pai dele está bem?

- Sim, sim! A Cada dia está melhor! 

- Então... - Mordeu os lábio inferior ao perceber seus olhos ameaçando marejar. - Sou eu?

- É, bom... - Fez carinho na pele da mão dela. - Eu não sei, não tenho ideia do que dizer pra você, é complicado.

Marinette virou o rosto para o lado pra Nino não ver sua careta de choro, acentiu e olhou pra baixo e sentiu mais uma vez uma pontada no peito. Daqueles que só falta sangrar.

- Só me diga onde ele está. 

- Não. - Nino se assustou levemente quando ela mostrou uma postura ameaçadora ao ouvir seu negativo.

- Não?

- Olha, veja bem. Foi escolha de Adrien. Eu jurei que não te contaria caso perguntasse.

Ela rosnou.

- Tem certeza que não vai me contar? 

- Tenho. - Disse firmemente não dando brechas pra ela retrucar. - É a minha palavra final.

- É a minha também. - sua voz era firme e prepotente e então, se afastou de perto dele. - Você está demitido.

Deu-lhe as costas para o mesmo e se dirigiu à porta, mas as palavras dele fizeram sua pernas falharem ao andar.

- A melhor coisa que o meu amigo fez foi ficar longe de você, sem sombra de dúvidas! Você não merece o cara incrível que o loirinho é!

Talvez ela não mereça. Mas Marinette sempre foi egoísta e principalmente agora, nada será diferente.

Ela o ignorou e foi para seu escritório. 


Os dias foi passando e Marinette descobriu uma coisa, ela estava engordando. Seu vestido preto que tanto apreciava não fechava o zíper lateral, e no final, conseguiu fechar porém estava extremamente apertado.

Ela mau se alimentava pra ter tanta barriga!

Jogou furiosamente o vestido no chão e foi pegar outro mais soltinho, que ficou confortável em seu corpo. Suspirou pesadamente enchendo sua pasta de couro e a bolsa com papéis e objetos pessoais, se sentindo cansada e sonolenta demais para um dia que mau se iniciou.

Se olhou no espelho mais uma vez e ficou intrigada com a imagem que aparecia na superfície espelhada, não era ela. Definitivamente não era. Mais tarde procuraria um nutricionista para passar uma nova dieta, estava realmente acima do peso. Mas... imprecionantemente, sua bochecha não ficou maior. Ela sempre ficava grande quando engordava. O que odiava.

Só a barriga... arqueou a sobrancelha para esse detalhe. Mas balançou a cabeça e resolveu não ligar para isso.

Naquele dia decidiu que ela mesma conduziria o veículo até a empresa, o que não era uma boa ideia pois não se sentia bem. Seu corpo estava pesado e sentia que estava febril por dentro, mas nunca daria o braço à torcer.

Sua vista embaçava vez ou outra, então parou no sinal vermelho e tirou da bolsa o óculos de grau e colocou no rosto. O carro atrás buzinou e se sobressaltou levemente, e no intuito de virar para esquerda, acabou acertando o carro do lado.

Bateu a testa no volante e fechou os olhos sentindo tudo girar, tirou o cinto e abriu a porta e logo saiu do carro. Os gritos ao redor fizeram sua cabeça doer e inconscientemente deu dois passos para atrás. Respirou fundo e andou ate o outro carro que tinha batido e uma mulher loira olhava com sangue nos olhos.

- Não precisa chamar a polícia, eu lhe darei um carro novo. - Marinette falou fracamente e passou a mão no rosto numa tentativa de não quebrar o contato visual com a loira.

- O carro não me importa mas a minha vida sim! Você poderia ter feito um estrago enorme sabia?! Eu poderia ter morrido!

- Mas não morreu, então aceite o carro.

- Você tá drogada né? Eu jamais aceitaria isso antes de te colocar na cadeia!

Marinette gruniu irritada ao ouvir essa possibilidade tão repugnante, nunca em toda sua vida foi insultada dessa maneira.

- Você não tem a mínima ideia de quem eu sou, então é melhor me respeitar!

- E vai fazer o quê madame? - Riu cinicamente e a olhou de cima à baixo. - Me bater com sua bolsa cara?

Aquilo foi a gota d'água. 

- Escuta aqui sua idiota, se a minha cabeça explodir agora eu vou te depenar, ouviu? Você conseguiu tirar toda minha paciência e foda-se se eu quase te matei, você merece mesmo ficar com essa sua lata velha ambulante, FODA-SE!

- Pouco me importa o que diz, com certeza você é só uma puta de um bilionário!

Sem se importar com a dor que começava no seu ventre, Marinette correu pra cima da loira e puxou seus cabelos num bote violento. Porém, nunca na sua vida se meteu em briga, e obviamente bastou sua inexperiência para que a outra mulher lhe agarrase com as unhas e se desvincilhiasse da azulada.

Nisso, Marinette recebeu um empurrão e consequentemente, caiu de costas no chão e perdeu completamente o ar de seus pulmões. Nesse meio tempo várias pessoas chegaram e impediram da loira avançar pra cima da azulada.

O desespero pela falta de ar foi terrível para ela, que procurava voltar ao normal mas não conseguia. Chamaram a ambulância mas a loira sabia que se demorassem mais, Marinette não iria resistir.

- Me larguem, eu sou enfermeira! - De forma urgente e totalmente diferente de minutos antes, Marinette viu a mulher se aproximar. - Olha pra mim, olha pra mim, por favor! Tente ficar calma e não se altere. Apenas olhe nos meus olhos.

Com muita dificuldade, tentou puxar o ar pela boca lentamente. Com calma e concentrada nos olhos bem azuis da mulher à sua frente. E como estava deitada no asfalto ela ficou por cima de Marinette, enquanto as pessoas se afastavam.

- Meu nome é Chloe, sou enfermeira chefe do hospital particular Sandres Saint. Confie em mim e você terá alguma chance de sobreviver.

Marinette começou a tossir fracamente mas de alguma maneira que não conseguia entender, aos poucos voltava com a respiração e daí começou a sentir com mais precisão a dor que se instalava no seu ventre.

Chloe arregalou os olhos.

Então, uma forte dor no estômago a fez gemer sofregamente. E se assustou quando do nada, sentiu um líquido quente descer no meio das pernas e teve que segurar instantaneamente a barriga ao perceber que, só naquele momento, algo estava errado.

- Ela está tendo um aborto! - A loira que brigava momentos atrás, gritou afobada quando os  paramédicos apareceram no seu campo de visão. Seu corpo estava mole e a mente vazia, mas apenas uma única coisa passava de forma lenta nos seus pensamentos. Aborto. 

Mas logo não conseguiu ouvir mais nada.



O barulho irritante do bip faziam sua cabeça latejar bem fracamente, era somente um incômodo chato. Ressonou baixinho sentindo-se pela primeira vez desde aquele dia, muito bem. Seu corpo pesava uma pena e tudo abaixo de sí era confortável e quentinho.

Suas pálpebras estavam pesadas mas se obrigou a enxergar o mínimo possível. Era um quarto todo branco e espaçoso, que continha variados aparelhos hospitalares que não sabia a função, tinha algumas cadeiras ao fundo e uma televisão passava no mudo um noticiário qualquer.

Quando mexeu as pernas pensou que sentiria dores, mas estava tudo certo. Porém, algo segurava sua mão esquerda e logo um homem de jaleco apareceu.

- Olha quem acordou! - Falou de bom humor e lhe deu um sorriso agradável, a observando por inteira. - Já estava ficando preocupado, faz tempo que dormia.

A expressão de Marinette mudou.

- Quem é você?

- Calma, calma senhorita. Eu sou médico e estou aqui fazendo meu trabalho ok?

- Por quê estou no hospital? - Se ergueu um pouco e colocou a mão no rosto, já com várias coisas passando pela sua cabeça. - Droga minha cabeça tá doendo...

- É normal, apenas descanse. - Disse o médico anotando algo em sua prancheta. - Precisamos conversar senhorita Marinette, fizemos uns exames e sua situação não é nada boa. Você fez seu pré-natal regularmente?

Marinette apertou os lábios um no outro e o olhou rapidamente, verdadeiramente  confusa. 

- Pré-natal? Está louco? Eu apenas causei um acidente de trânsito. E nem foi grande coisa diga-se de passagem. - Bufou e se ajeitou melhor na cama, a dor no ventre ameaçava voltar.

- Então a sua situação é outra. - O médico pegou uns papéis em cima da mesa e os entregou para a azulada - Esses são seus exames de sangue, você está grávida de quase um mês. 

????!!!!!

Hum?

Apenas riu, descrente.

- Isso apenas confirma que esses hospitais públicos são de quinta categoria. - Bufou já olhando diretamente nos olhos do médico, enojada. - Onde já se viu, eu? Grávida? Misericórdia. Eu vou fazer novos exames em um hospital da minha confiança e esfregá-los na cara dos seus superiores, somente isso para cair a fixa do quão ultrapassados essa miséria é. 

- Bem... - De modo tranquilo, o jovem médico ajeitou o jaleco e a olhou com segurança, resolvendo não retrucar. - Me surpreende uma mulher não saber que está grávida. Você não percebeu a mudança no seu corpo? A falta da menstruação? Hum?

Marinette ia falar algo mas não conseguiu, presa a essas perguntas.

Grávida? Prendeu a respiração quando percebeu a profundidade da situação. 

- Por favor não chore, vai fazer mal pro bebê!

Marinette levantou o olhar para ele quando se deu conta de que já começava a chorar, silenciosamente.

- Desculpe por ter dito aquilo, e-eu... - Soluçou de repente e depois daí não conseguiu completar suas palavras. A fixa ainda não queria cair, parecia surreal. 

- Escute, Você tem que se cuidar. A gestação ainda não é complicada mas ainda pode se tornar de risco.

Marinette acentiu lentamente como se digerisse cada palavra que ele falava, era tudo muito novo e incerto, tentando só agora vasculhar na memória em que parte da sua vida deixou-se levar pela burrice e acabou por engravidar. 

- Eu sou uma idiota. - murmurou envergonhada e o homem riu. - Eu estava tão... tão amargurada que... Eu não percebi nada de estranho, a não ser que eu estava engordando um pouco.

Adrien.

Marinette sorriu levemente.

Ela não estava mais sozinha, agora tinha um pedaço dele dentro de sí.


A Cada dia se olhava no espelho como uma boba emocionada, era difícil de explicar, mas agora via o mundo com outras cores. Claro que fez outros exames e viu-se no primeiro momento perdida, ao descobrir que dera positivo. Pois agora sabia que era real.

Estava grávida de Adrien e o cenário mudava lentamente, o momento exigia uma atitude dela e procurar o loiro para contar a novidade, mas... o procurou por tantas vezes que perdeu a conta. E resolveu não procurá-lo mais, não mais. Cuidaria do seu filho sozinha, e não contaria a ninguém quem era o pai, além do mais não dava satisfações a ninguém. 

Seus pais foram pegos de surpresa, afinal Marinette sempre foi responsável o suficiente para não tomar atitudes imprudentes, mas ela não se importou em parecer idiota aos olhos de quem quer que fosse, muito menos deles. Onde nunca dependeu deles pra nada. Mas no final, com os meses passando, Tom e Sabine Cheng ficaram ansiosos pela chegada do mais novo herdeiro da Miraculous Corp. 

Até aquele ponto, Marinette era o centro das atenções. Blogs e programas de fofocas ficaram a mil durante o começo da gestação da azulada, especularam várias teorias que batiam com os homem próximos de Marinette e inventavam mentiras para suprir as curiosidades dos telespectadores. 

Marinette nunca se importou na verdade, deixou que falassem para que assim, tenha a possibilidade de Adrien ver. Ainda existia no fundo aquela saudade, e também sendo filho dele, a sensação somente aumentava.

Mas estava feliz. 

Sua barriga estava enorme, e se sentia linda daquele jeito. Tanto que contratou um ensaio fotográfico para registrar aquele momento único. Guardaria com muito carinho cada foto tirada. E até seus pais estavam mais presentes do que nunca, e até que gostou disso, pois sentia o apoio familiar para ajudar a se estabilizar emocionalmente. Aquele barrigão dava trabalho.















Notas Finais


❤ até breve ;)


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