História Por Dentro - Capítulo 17


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Família, Fantasia, Ficção Cientifica, Mistério, Novela, Policial, Romance, Saga, Universo Alternativo
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Fantasia, Ficção Científica, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorou mas saiu!

Capítulo 17 - Item B - 8.


*Ponto de vista: Osorah.

12/09/2035.

2:55 AM

– Por que está demorando tanto? – pergunto.

– Por que está tão desconfiada? – pergunta James.

Na montanha, há uma floresta gigantesca, cheia de árvores e outras plantas. Nós fomos de carro até onde havia estradas, mas depois, tivemos que deixa-lo e entrar na floresta. Estamos andando há quase duas horas.

– Não estou desconfiada – respondo. – Só não quero ter que andar mais.

– Não se preocupe, nós chegamos – diz ele, olhando para um enorme buraco na parede da montanha.

– Uma caverna? – pergunto, com desdém.

– Não é só uma caverna. – James começa a caminhar para dentro. – Siga-me.

Reviro os olhos em sinal de aborrecimento.

– Tudo bem, estou logo atrás.

A caverna é um pouco mais fria do que esperava, imagino que seja porque está numa parte alta da montanha, parece ser bem grande também. Nós caminhamos um pouco mais, até que ele para e olha ao redor.

– É aqui – diz James, enquanto coloca a palma da mão na parede da caverna. – Venha.

Uma luz vermelha passa pelas suas mãos, é um leitor de digitais. Uma porta se abre na parede, revelando um enorme corredor feito inteiramente de pedra.

Um covil em uma caverna. Tão ultrapassado, qualquer filme de investigação ou de ação tem isso...

Decido segui-lo.

O corredor dá em uma sacada de metal, com as laterais encostadas nas paredes, com vista para uma enorme sala, a altura entre o chão da sala e a sacada é mais ou menos de uns três andares. As paredes são feitas de um concreto branco e o chão de ladrilho cinza, é tudo muito bem simétrico. Posso ver duas portas e alguns corredores lá embaixo. À minha direita, há uma escada que desce para a sala.

– Venha comigo – diz James, indo em direção à uma porta que fica no lado esquerdo da sacada. Eu o sigo.

A porta leva a um escritório, não como o do Henry, que tem moveis feitos de madeira, retomando a um estilo mais antigo de mobília, os moveis daqui são quase todos feitos de metal, um metal de cor prata bem liso e luminoso.

À minha frente, há uma grande mesa com uma cadeira de escritório em um lado e outra normal no outro, a mesa fica um pouco próxima ao fundo da sala, que não é tão grande. James se senta na cadeira de escritório.

– Bem-vinda ao meu domínio – diz ele, colocando os cotovelos na mesa e apoiando o queixo em suas duas mãos com os dedos cruzados.

– Qual é o propósito de tudo isso? – pergunto, aborrecida.

– Não se preocupe, você saberá em breve – responde ele.

– Olha – eu o encaro – eu vim até aqui em busca de respostas, não vou ficar parada enquanto você fica fazendo joguinhos mentais. O que você sabe sobre mim?

– Sente-se – diz ele.

Um pouco relutante e aborrecida, me sento na cadeira.

– O que você quer saber exatamente? – Ele me olha fixamente nos olhos.

– Tudo o que você sabe.

– Certo. Vamos do começo, então.

...

*Ponto de Vista: Caleb Rony.

*Passado – 11/09/2035.

11:35 PM

Ai, meu Deus! Isso não é nada bom!

Me aproximo cuidadosamente de senhor Henry e ajoelho ao seu lado.

– Edu, senhor Henry está aqui e não está nada bem! – digo, pela escuta.

– O quê? Como? – pergunta ele, preocupado.

– Eu não sei! Apenas o encontrei encostado em uma árvore, com algumas plantas bem estranhas ao seu redor! Ele está desacordado e bem ferido.

– Você precisa traze-lo ao laboratório agora, para que Rosa cuide dele.

– Certo.

Começo a arrancar os ramos para soltar senhor Henry deles, mas eles começam a crescer novamente ao seu redor. É como se a árvore não quisesse que eu o tirasse de lá. Nunca havia visto nada parecido na vida. Decido tirar senhor Henry de lá cuidadosamente. Ao arrasta-lo para longe da árvore, ela e todas as plantas começam a murchar.

Senhor Henry é uma pessoa bem pesada, então, com um pouco de dificuldade, eu o levo para dentro do meu carro e sigo em direção ao laboratório.

Finalmente chego lá, Rosa e Eduardo vêm ao meu encontro.

– Senhor Henry precisa de ajuda! – É a primeira coisa que digo assim que os vejo.

– O que aconteceu? – pergunta Rosa.

– Isso não importa agora, ele está em um estado bem ruim! – respondo. – Preciso da ajuda de vocês para traze-lo até aqui.

– Certo, vamos indo – diz Edu.

Nós três vamos ao meu carro e carregamos cuidadosamente senhor Henry até o hospital do laboratório. Nós o colocamos em uma das macas, Rosa logo começa a examina-lo. Se Sam fez isso, não tinha a menor intenção de deixa-lo vivo.

– Como isso deve ter acontecido? – pergunta Edu, perplexo.

– Não tenho ideia – respondo. – Eu o encontrei assim encostado em uma árvore ao lado do carro da Sam.

– Do carro da Sam? – Edu me olha surpreso. – Ela fez isso?

– É provável que sim.

Nós dois nos afastamos um pouco da maca para sairmos do caminho de Rosa. Ela está bem séria, parece que a situação é bem pior do que parece.

– Os batimentos cardíacos dele estão bem fracos – diz ela.

Eu não sei o que sentir neste momento. Não sei se fico mal pelo senhor Henry ou se fico bravo porque foi a Sam quem fez isso, ou Osorah... isso não importa!

Por mais que não concorde com as decisões que ele tomou no passado, ainda assim tenho uma grande consideração por ele. Além disso, sem ele estamos perdidos com nossos planos de trazer Sam de volta, se é que isso ainda é possível.

Ainda não acredito que ela foi capaz de fazer isso com o próprio tio, a pessoa quem cuidou dela durante quase toda a vida, simplesmente não entra na minha cabeça. Talvez não exista mais uma Sam, talvez seja tarde demais, talvez Osorah seja tudo o que restou nela.

12/09/2035.

1:02 AM

Eu decidi passar um tempo na Sala de Descanso do laboratório para poder pensar em tudo o que aconteceu nos últimos tempos.

Senhor Henry mentiu sobre a origem dos poderes da Sam e escondeu dela e de todos o fato de ela ter um monstro que existe desde a época dos clãs preso dentro do seu colar, além de ter criado armas especiais capazes de mata-la porque sabia que ela poderia, um dia, se rebelar contra todos. Sam ficou furiosa com a descoberta das armas e se transformou em Osorah, e agora está solta pela cidade fazendo sabe-se lá o quê. Senhor Henry, de alguma forma, sabia onde ela estaria, há algumas horas atrás, e decidiu ir ao seu encontro. O que aconteceu lá é algo que nós não sabemos, sabemos apenas que ele saiu em uma situação nada boa.

Recapitular toda essa história é algo que me deixa extremamente confuso em relação ao que pensar. Tudo o que eu achava ser verdade se provou ser uma grande mentira. Minha melhor amiga, alguém que sempre foi incapaz de machucar qualquer pessoa, quase matou o próprio tio, a pessoa que ela mais ama e quem a criou depois da morte da mãe. Eu nunca pensei que ela poderia fazer qualquer coisa disso. E agora, eu não tenho muita certeza se podemos cura-la de Osorah, eu não sei se há uma solução a não ser... matá-la.

Balanço um pouco a cabeça para tirar esse pensamento.

Não! Eu nunca seria capaz de matar a Sam! Tem que haver outra forma de resolver essa situação sem chegar a esse estremo, até porque nós nem mesmo sabemos os reais planos dela.

Rosa abre lentamente a porta da sala e entra, eu me levanto do sofá que estava sentado e vou em sua direção.

– Então, como ele está? – pergunto.

Rosa fica em silencio por alguns segundos. Sua expressão é de alguém que não sabe o que dizer, ou como dizer algo.

– Eu não sei – diz ela, finalmente.

– O quê? – pergunto, confuso.

– Seus batimentos cardíacos estão bem fracos, deveria estar morto, não sei como sobreviveu até agora – responde ela. – Acredito que ele esteja em coma.

– Rosa, como você pode não ter certeza do que está falando?

– Caleb, os equipamentos não funcionam nele, tudo o que estou dizendo são diagnósticos baseados à vista.

Agora isso... Eu não sei como a situação pode ficar pior. Talvez os resquícios do poder dela estejam afetando os aparelhos. Desse jeito, vai ser quase impossível cura-lo.

– O que vai acontecer agora? – pergunto.

– Não sei – responde ela. – Acho que você está no controle agora.

Sinto um enorme frio na barriga.

– Eu?! Do que está falando? – pergunto, surpreso.

– Senhor Henry fez um acordo com alguém, eu não tenho certeza de como isso funciona, mas caso qualquer coisa acontecesse com ele, ou você ou Sam ficariam com o controle do laboratório e do DIH. Como a Sam não está... presente, só resta você para fazer isso – explica ela.

Sinto com se um grande balde de água fria tivesse sido jogado em minha cabeça. Eu realmente não sei se tenho capacidade ou sanidade mental para tomar conta de dois lugares tão grandes. Por que senhor Henry faria isso?

– Vamos lá, Caleb, nós precisamos de você. Não vamos conseguir continuar com o plano sozinhos – diz ela, na tentativa de me dar um motivo para ter força.

– Eu preciso de um tempo sozinho. – Me afasto dela.

– Só... pensa bem no que vai fazer.

Ouço a porta se abrir enquanto Rosa sai da sala, então ela se fecha. O som ecoa em minha cabeça. Me sinto completamente perdido e com um grande peso nas costas.

...



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