História Por detrás das câmeras - Isulio - Capítulo 16


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Categorias Bia
Personagens Beatriz (Bia) Urquiza
Tags Bia, Binuel, Isulio
Visualizações 200
Palavras 5.632
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vocês são os melhores leitores do mundo, falo com tranquilidade

GENTE, o negócio é o seguinte, ontem eu não postei nenhum capítulo, POR ISSO, esse capítulo tá com o dobro do tamanho normal.

AVISO QUE: tem hot sjsjsjsj

AVISO MAIS: a parte hot estará em itálico, sendo assim, se você não se sentir confortável para ler, é só pular ❤️

Até lá embaixo meus amores💛

Capítulo 16 - Capítulo 15


Narradora p.o.v

— Eu não sei se você sabe Isabela, mas você fica linda pra caralho no meu moletom.

O garoto havia se segurado pra não ter agarrado a garota mais cedo quando ela apareceu na cozinha vestida apenas com o seu moletom. 

Mantendo o contato visual, Julio tocou o braço de Isabela, passou pelo seu seio por cima da roupa e a repousou em sua barriga. Não poderia negar que imaginava a aparência de tudo sem a presença dos tecidos. Não poderia negar que queria sentir tudo sobre o seu tato, guardar cada textura e sensação em sua mente. 

Deixando a mão cair para trás do corpo da garota, ele chegou em seus glúteos, onde deu uma leve apertada. Julio fazia questão de deixar os rosto bem próximos, sendo possível o misturar de suas respirações.

Isabela, por sua vez, encontrava-se atônita, tentando aos poucos entender, o que significava aquela proximidade. Sua respiração estava ofegante e suas mãos tremiam levemente em um claro nervosismo. 

No castanho tempestuoso de seus olhos, Julio encontrava a interessante mistura de receio e desejo. Ao mesmo tempo, pode acompanhar a batalha que esses dois extremos travavam. Um sorriso malicioso escapou ao perceber que o desejo de Isabela era muito maior que qualquer receio que pudesse ter. 

Então, após um longo suspiro, Isabela deixou-se levar totalmente. Suas mãos foram aos cabelos de Julio os puxando, e em um movimento certo, trouxe o rosto dele na direção do seu. Isabela buscou o contato visual de Julio, tornando seus olhos cativos do dela. Foi intenso e perigoso.

Em seguida, ela fitou os lábios dele com puro desejo. Por fim, acabou com a distância que os separava, chocando suas bocas em uma urgência que apenas os dois poderiam entender. Apenas os dois entendiam o desespero que tinham um pelo outro. 

Todos os sentimentos que Julio nutria em seu peito por aquela mulher não eram algo que podia ser medido, apenas saciado pela luta que travavam suas línguas no interior de suas bocas, enquanto seus lábios deslizavam na perfeita sincronia da qual estavam acostumados.

Julio espalmou uma das mãos no colchão e se posicionou em cima da garota, levou a outra mão até a sua coxa onde apertou e invadiu o tecido do moletom. A partir daí, suas mãos subiam e desciam pela lateral do corpo da garota, enquanto ela, puxava os fios de cabelo de Julio e arranhava a área de sua nuca.

Tal simples gesto era capaz de enlouquecer Julio de uma maneira que Isabela não tinha ideia. E se tivesse, talvez não o instigasse tanto. Julio queria invadi-la com toda a sua virilidade, senti-la por dentro inteiramente. Precisava possuí-la, ou talvez não sobrevivesse pra ver o nascer do sol no dia seguinte, de tão consumido que estava pelo desejo.

Julio achou não estar em sua normalidades mentais, pois nunca desejou tanto alguém para si, como a desejava. Cada beijo, era um ato de reclamar Isabela pra si. E cada vez que um beijo tinha fim, um vazio interminável se apoderava dele, de modo que necessitava começar outro.

Entretanto, quando esse beijo se partiu, parou por um momento para assistir o fechar de olhos de Isabela e o morder de seus lábios. Via o esforço que ela fazia para respirar, e aquela era uma das cenas mais lindas que já teve o prazer de presenciar em sua vida. 

Julio não pode deixar de sorrir, então, beijou cada centímetro do pescoço de Isabela que foi capaz, usando os lábios que sentia inchados, e a língua quente que tinha o gosto dela. Usou os dentes para morder seu pescoço, de uma tal forma que a fez gemer baixinho. Seu gemido contudo, não era de protesto dor, mas era recheado de luxúria.

Quando Isabela voltou a abrir os olhos, Julio sorriu maroto. Sem perder tempo, Isabela agarrou seus ombros com força, e mais uma vez tomou a iniciativa de beija-lo. Julio retribuiu a carícia da língua dela, que agora era bem menos desesperada, e muita mais intensa. 

Ao beija-la, sentia que entregava parte de sua alma. O palpitar de seu coração entregava o quão delicioso estava, enquanto suas bocas dançavam. Vez ou outra permitiam um sugar de língua ou um morder de lábios. 

Julio não conseguia controlar suas mãos que viajaram como se tivesse vida própria pelo corpo de Isabela. Quando o beijo se partiu, ele se afastou dando impulso no braço pra ficar mais em cima. 

Os olhos de Isabela penetravam a pele de Julio, analisando cada um dos contornos de seu músculo. Quando ela levou a ponta de seus dedos em seu peito e o acariciou delicadamente, Julio sorriu. 

O riso sumiu, entretanto, assim que percebeu o poder do desejo expresso no olhar dela sobre seu corpo. Não pôde conter o grunhir baixinho no fundo de sua garganta quando ela, em um movimento rápido, inverteu as posições, ficando por cima dele. Em seguida, beijou seu peito, ombros, pescoço.

Isabela era delicada e cuidadosa, fazendo vagar pela pele quente de Julio seus lábios macios. Isabela ateava fogo em cada célula viva de Julio. Ela não permitiu que o contato visual se partisse, prendendo Julio naquela intensidade que só ela emanava. 

A cada beijo distribuído, era como se dissesse a ele que estava tudo bem, que estava bem cuidado em suas mãos, e era assim, que Julio de fato se sentia. No final, Isabela o desejava tanto quanto ele a desejava. E isso era mais do que poderia pedir.

Ainda sem ser capaz de acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo, Julio contornou as laterais do corpo de Isabela com as mãos. Chegou aos seios, que acariciou num misto de força e delicadeza. Isabela mordeu o pescoço de Julio, e logo após acariciou o local arranhado por seus dentes com a língua, como se aprovasse a carícia que recebia. 

Julio, estimulado, desceu as mãos até a coxa de Isabela e foi subindo, dando uma atenção especial para sua bunda, logo, ele foi trazendo consigo a barra do moletom que a garota usava. Ela levantou seu tronco, ajudando o rapaz no processo. Puxou a peça com sutileza, até que finalmente, pode contemplar uma Isabela sem sutiã, apenas com sua cueca. 

O olhar de adoração que faiscou pelos olhos Julio não pode ser contido ou disfarçado. Uma coisa era certa, nenhuma outra mulher perdendo-se em seus braços seria capaz de causar todo aquele furacão irrefreável em seus hormônios.

— Você é linda — Julio disse, em sussurro baixo, fazendo ela sorrir maroto.

Ela limitou-se a olhá-lo, um desafio silencioso para que a tocasse. Os seios estavam expostos e ela, ao contrário do que imaginara, não estava com vergonha alguma disso. Ele não hesitou.

Com uma calma que pareceu deixá-la impaciente, ele levou as pontas dos dedos até sua pele arrepiada. Sentiu cada um dos poros eriçados sob seu tato. Em seguida, a ponta de seu dedo fez o perfeito desenho do mamilo, que quase imediatamente enrijeceu-se. Isabela suspirou baixinho e Julio sorriu, sem deixar o intenso contato visual entre eles se partir por um segundo sequer.

Tinha a quase certeza que podia ver a essência dela.

Quando Julio finalmente tomou toda a extensão do seio de Isabela em sua mão, usou da força necessária para arrancar um gemido de deleite de seus lábios constantemente presos entre os seus dentes. 

Ele desceu suas mãos pelas costelas de Isabela, chegou a barriga, subindo uma de volta aos seios, ao colo, ao pescoço e finalmente ao rosto, enquanto a outra descia ao côs da cueca que a garota usava.

Julio se sentou na cama, ainda com a garota em seu colo. A mão que rodeava o rosto dela puxou-o para mais perto, possibilitando sua intenção de mordiscar seu queixo e finalmente voltar a beija-la.

Julio levou o atrevimento de seus dedos até a parte do corpo dela pela qual seus homônimos mais ansiavam. Acariciou-a por cima do tecido macio de algodão da cueca e pôde constatar o grau de excitação que a tomava.

— Ju-Julio — a garota gemeu baixinho entre o beijo, sentindo a pequena carícia feita pelo rapaz.

Julio sorriu entre o beijo ao mesmo tempo em que ela tomava fôlego para suspirar. Então ele dedicou seus esforços para se afastar de Isabela por um mínimo segundo. 

Com um sorriso maroto e lentidão proposital, levou o indicador até a boca entreaberta dela. Por um instante, a malícia que fez reluzir o sorriso dos dois foi a mesma. 

Deixando de lado o sorriso para dar lugar ao mais malicioso de seus olhares, Isabela sugou o dedo de Julio sem pressa, numa lentidão que fez algo remexer-se de excitação em suas entranhas. 

— Porra Isabela.

A essa altura, nenhum dos dois tinha mais controle de suas ações, eram apenas levados pelo mais puro desejo carnal. Mas em nenhum único momento, em nenhum um milésimo de segundo, os sentimentos que nutriam um pelo o outro foi deixado de lado.

Julio sorriu ao retirar o dedo da boca de Isabela, passando-o com leveza na ponta de um de seus mamilos rígidos, acompanhando tudo com os olhos cerrados. 

Logo depois, percorreu o caminho do colo dela, até a linha na barriga que chegaria ao umbigo. Quando tocou o baixo ventre de Isabela, ela se encolheu e soltou uma risada sonora, que apenas fez Julio sorrir junto. 

Por fim, ele adentrou o tecido que o separava da intimidade dela. Deu tempo apenas para que ela soltasse outro de seus suspiros, tocou-a no ponto desejado, e então voltou a beija-lá com o fervor devoto de sempre.

A primeira sensação que teve ao senti-la tão intimamente, foi de puro êxtase. Era um veludo quente, molhado, macio... Quis estar dentro dela de todas as maneiras possíveis, imediatamente. 

Então, Julio passou a movimentar seus dedos. Isabela tornou-se uma máquina de suspirar e respirar descompassada, completamente entregue aos braços de Julio. 

Vez ou outra ela não era capaz de continuar o beijo, afastando os lábios para soltar o ar que ofegava em seus pulmões. Julio sentia suas unhas fincarem em seus braços, suas costas, sua nuca, e estava realizado. A umidade dela espalhava-se por entre seus dedos com cada vez maior intensidade.

Em dado momento, Isabela pareceu desistir de tentar manter a concentração nos beijos, e ao mesmo tempo nas carícias ininterruptas que Julio mantinha entre suas pernas. 

Ela apoiou o queixo no ombro dele, vez ou outra dando um demorado e molhado beijo em seu pescoço, uma forte mordia em sua carne para abafar o gemido quando ele aumentava e reduzia a velocidade de suas carícias. 

Vez ou outra jogava seu hálito quente na orelha dele. E quando isso acontecia, Julio fechava os olhos apertados, deliciando-se com a sensação de arrepio que o pegava daquela mínima célula até todas as outras do restante do seu corpo, até nas partes mais remotas.

Ele queria que ela sentisse tudo o que ele estava sentindo, queria que ela passasse pela mesma experiência de explosão de hormônios pela qual ele estava passando.

Em seguida, Julio escorregou os dedos finalmente para o interior de Isabela. Primeiro um, movimentando com leveza, apreciando o suspirar forte dela em seu ouvido, acostumando-se à elasticidade de sua cavidade que fervia. Depois escorregou outro dedo, o que fez Isabela morder seu ombro com uma força que o fez ofegar com força. 

Então ele aumentou a velocidade com que seus dedos movimentavam gradualmente, fazendo os suspiros dela passarem a leves gemidos que se misturavam a um "Fernandez" sofrido. 

Na voz rouca dela, era o paraíso.

Isabela por sua vez, passou a mexer seus quadris contra os dedos de Julio, e ele não foi capaz de deixar de sorrir em malícia e satisfação. A sensação de que proporcionava prazer a ela com um simples gesto era algo a ser apreciado. 

— Você gosta? — ele perguntou em um sussurro logo que ela começou a rebolar em seus dedos, em resposta, ela concordou com cabeça soltando um pequeno gemido.

Julio sentiu as mãos de Isabela, que antes eram apenas capazes de acariciar com leveza seu abdômen, irem fazer um carinho atrevido de unhas em suas entradas. E ali era definitivamente um ponto fraco que o pegara despreparado. 

Julio não pode conter um suspiro de prazer tão sonoro quanto os que ela soltava irrefreadamente. Ele sentiu Isabela sorrir contra a pele de seu pescoço, os dentes dela arranhavam sua pele e faziam um arrepio gelado subir por sua espinha e se espelhar por todo o corpo.

Julio foi aumentando a velocidade dos movimentos de seus dedos, brincando com o ponto em que o clitóris de Isabela ficava cada vez mais rígido. Os outros dois dedos ainda entravam e saíam do quente e molhado do seu interior. Isabela não pareceu ser capaz de conter um gemido mais alto e sôfrego, o que instigou Julio ainda mais.

Por fim, chegou o momento em que Isabela agarrou-se ao corpo de Julio com mais força, puxando-o para si, fincando suas unhas nas costas dele. Os lábios dela tocavam em sua orelha a cada estocada de ar quente que escapava. 

Julio sentiu o corpo dela começar a tremer. Primeiro com calma, de maneira lenta, tomando proporções mais intensas à medida que acelerava os movimentos dos dedos ao máximo que era capaz. 

Ao ouvir o sussurro dela em seu ouvido, sentiu que ele mesmo poderia atingir o orgasmo a qualquer segundo ali:

— Não... Não para — Isabela pediu.

Em seguida ao seu próprio suspiro, ele buscou o rosto dela com a mão que antes apertava sua cintura. Encostou suas testas suadas. A visão dos olhos entreabertos dela e da boca sendo mordida pelo dente desesperadamente foi enlouquecedora. 

Ficou cravada na mente de Julio quando a umidade em deus dedos aumentou repentinamente e Isabela atingiu o êxtase.

Julio não sabia quanto mais tempo poderia aguentar sem possuí-la. Cada mínimo gesto de Isabela a essa altura era mais do que excitante.

Eles ficaram naquela posição por alguns instantes. Isabela ofegava, o corpo inerte e deliciado pelo momento de prazer. Julio apreciou de modo extasiado a reação dela.

Ele tirou o dedo da intimidade dela para que pudesse ele mesmo provar de seu gosto. Quando cravou o olhar no dela, soube que ela não desviaria. Então abriu um sorriso ao levar o dedo coberto por seu mel a boca e provou com calma, deixando que o líquido de Isabela se espalhasse por sua língua.

— Você é muito gostosa, em todos os sentidos.

Ela sorriu com os olhos cerrados.

— Que indecente, senhor Peña — seu tom era divertido, mas havia uma pontada de nervosismo em sua voz, talvez pelo que tinha acabado de acontecer.

— Você ainda não viu metade do que eu posso fazer — Julio disse com a voz rouca.

— Mal pude lidar dignamente com seu dedo — Isabela soltou e logo arregalou os olhos como se tivesse dito algo que não devia.

Julio soltou uma risada maldosa.

— Então acho que terá sérios problemas pra se manter lúcida.

Isabela tirou as pernas da posição que antes o rodeava, e se colocou de joelhos em frente à ele.

— Agora que já chegamos aqui não aceito menos que isso — ela desafiou.

Julio mordeu os lábios por um instante, se pegando completamente sem palavras. Ela o deixava assim com mais frequência do que gostaria de admitir, mas ele não tinha problemas em sentir-se vulnerável com Isabela. 

Julio também saiu de sua posição, ficando de joelhos, em frente à ela. Tomando coragem, Isabela levou sua mão até o peito de Julio, e deixou a deslizar até a sua barriga, deixando que os dedos desenhassem cada músculo que se destacava. Na entrada dele, usou do poder de suas unhas. Então, finalmente tocou seu membro, ainda por cima da calça. 

Isabela usou de força suficiente para que o toque fosse degustado com perfeição, e Julio teve que fechar os olhos. Quando uma mão dela movimentou-se na direção de seu zíper e a outra ainda o acariciava com autoridade, Julio não conteve outro gemido baixo. Os olhos continuavam fechados, mas ele sabia que ela sorria.

Isabela abaixou o zíper dos jeans dele na lentidão torturante que ele mesmo usara com ela anteriormente. Então usou as unhas para fazer com que a calça chegasse até os seus joelhos, já que o mesmo estava de joelhos.

Julio entrou em um estado de expectativa quase insurportável. Isabela primeiro brincou com o elástico da sua boxer, passando o dedo gelado, por conta do ar do quarto, por seu baixo ventre, arranhando suas entradas. Ao mesmo tempo, ela deslizava os lábios pelo pescoço de Julio. 

E ele estava sem reação, tentando controlar a vontade de tomá-la de uma vez em seus braços e invadi-la com a vontade animalesca que o consumia.

Julio abriu os olhos, e quase se arrependeu de tal simplória atitude, porque o que viu a sua frente, era a perfeita descrição do que a excitação podia causar a um homem. Ele perdeu os sentidos, porque não havia nada mais no mundo para dar atenção além dela.

Ao sentir os toques dos dedos finos e macios de Isabela afastando finalmente o elástico da boxer, Julio prendeu a respiração, e por um momento viu os olhos de Isabela se arregalarem lentamente, mas a surpresa virou desejo em questão de segundos. Então os dedos dela tocaram seu membro, e pareceram frios em contato com aquela parte de seu corpo que fervia.

O choque térmico o fez estremecer por alguns segundos. A vontade primitiva e sexual de possuí-la, de tomá-la para si, não pode mais ser controlada. Ela mal o envolveu em suas mãos e ele sentiu que não seria capaz de se resguardar por muito mais tempo. Era um tempo de espera longo demais.

Julio puxou o rosto de Isabela com delicadeza na direção do seu, buscando seus lábios em um beijo urgente. Com as mãos incrivelmente trêmulas na cintura dela, voltou a deita-la sobre a cama. 

Julio terminou de tirar a própria calça e cueca, que voaram pelo quarto, e sem qualquer cerimônia, Julio puxou a cueca que ela usava pelas suas pernas, jogando-as longe também.

— Por que tanta pressa? — ela usou o tom divertido mais uma vez.

— Isa, se tem uma coisa que eu não mais suportar, é a ideia de ainda não estar dentro de você.

Isabela respirou com força, os lábios entreabertos. 

— Engraçado, porque esse sentimento com toda a certeza é recíproco.

Julio não disse mais nada, apenas a fitou nos olhos, onde encontrou a luxúria reluzindo. Julio então encostou suas testas e sorriu fraco, dando um beijo na ponta do nariz de Isabela. Ela não conteve um sorriso como resposta. 

Em seguida, com uma delicadeza absurda para o momento de quase desespero em que vivia, ele puxou as pernas dela, as ajeitando, de modo que estava perfeito para recebê-lo.

Sem qualquer aviso, Julio invadiu Isabela com força e vigor, de uma vez só.

— Julio!!! — Isabela gemeu longo e profundamente.

Julio fechou os olhos, deliciando-se com o efeito que o som de sua voz meio rouca lhe proporcionou. O timbre doce dela reverberou por seus ouvidos, então fez vibrar em excitação cada uma de células. Julio estremecia involuntariamente.

O primeiro impacto deixou-o perdido por alguns instantes... Seus olhos fecharam apertados. O ar saiu em uma lufada única e forte por sua boca. Ele precisava se acostumar com a sensação dela primeiro, então talvez fosse capaz de continuar sem acabar com tudo rápido demais. O interior dela era quente e apertado, e o acolheu com um fervor úmido, como se ele pertencesse aquilo.

Acima de tudo entretanto, vinha o medo de decepciona-la, vinha o medo de não conseguir fazer o que havia prometido com tanto afinco. Talvez não aguentasse nem a primeira estocada. Então Julio permaneceu onde estava. 

Escondeu o rosto entre o pescoço dela e isso fez ele sentir o coração dela bater forte contra o seu. Talvez estar tão próximo assim não fosse o melhor escape de suas incertezas. Inspirou com força no pescoço dela, então estava seguro pra continuar o que tinha começado. 

Primeiro, colocou uma das mãos do lado do rosto de Isabela e a outra na sua cintura, e se apoiou nos braços, de modo que ficaram cara a cara. Depois, retirou com calma todo o membro, e uma estranha sensação de incompletude fez seu coração disparar em desespero. Sem esperar que um segundo passasse, voltou a invadi-la inteiramente mais uma vez. 

Julio era força, vigor, e a possessividade de sua mãos apertando a cintura de Isabela como se ninguém mais no mundo pudesse fazê-lo. Julio saiu, e entrou rapidamente, saiu novamente e voltou... E repetiu esse padrão, aumentando a velocidade e a força a cada estocada. 

Isabela não era capaz de esconder sua expressão de satisfação. Julio ofegava com força, deleitando-se com a sensação além do inexplicável que era estar finalmente dentro dela, sentindo a alta temperatura de seu corpo que agora borbulhava pelo dele, sentindo a umidade de sua excitação que era por ele e para ele apenas.

Julio duvidava que em todas as vezes que transara com outras garotas havia sido tão inexplicavelmente prazeroso. Era Isabela quem fazia isso com ele, era Isabela e apenas ela que o instigava a entrar e sair com toda aquela robustez. Era ela quem fazia ele querer dar o melhor de si, seu melhor desempenho, o limite que todo o seu sexo poderia atingir. 

Julio passou a acariciar um dos seios de Isabela com os dedos. Depois abaixou a cabeça pra levar finalmente os lábios até lá. Rodeou os mamilos rígidos com a língua, diminuindo proposital e tortuosamente o movimento de seu membro para a intimidade dela. 

Ao sair completamente de dentro dela, mordiscou seu seio. Deixou que sua língua explorasse cada mínimo canto que o formava, Passou ao outro mamilo, sugando sua rigidez, saboreando-o com a língua. Sua mão acariciava lentamente a intimidade de Isabela enquanto estava fora e dava atenção aos seus seios. Logo em seguida, com uma força prazeirosa, pôs-se para dentro dela novamente. 

Isabela gemeu alto, Julio abriu os olhos para encontrar uma Isabela Souza completamente entregue a ele. Levou a mão até a boca dela, tampando-a.

— Mais baixo Souza — disse contra seu rosto — Não quer que os meus vizinhos te ouça, certo?

Isabela revirou os olhos, tirando a mãos dele de sua boca. 

— Olha o que fez comigo! 

Julio riu.

— Eu tentei avisar — deu de ombros.

— Para de se gabar e termina o que você começou.

— Não precisa pedir duas vezes.

Beijo-a e voltou a se movimentar. Seu quadril ia e vinha com leveza, chocando-se com o dela. Quando Julio deixou de beijar Isabela, os movimentos de vai e vem voltaram a velocidade quase desesperada. Os gemidos voltaram a escapar pelos lábios dela, ao mesmo tempo em que o próprio Julio ofegava e suspirava com força. 

Julio olhou para Isabela e deliciou-se completamente com a maravilhosa visão. Continuava a ir e vir, sem parar um segundo sequer. Seus olhos não conseguiam deixar de lado a perfeita visão que era o corpo de Isabela completamente exposto e vulnerável.

Os seios dela se movimentavam no mesmo ritmo em que Julio mantinha suas estocadas firmes. Isabela gemia mais alto do que deveria, sem conseguir se controlar, naquela mesma velocidade torturante em que era invadida. 

A medida que Isabela parecia perder o controle de seu corpo, fechava os olhos. Julio não permitiu entretanto. Pegou o queixo dela, fazendo-a olhar para ele.

— Olhe pra mim, Isa — ele disse com a voz firme em um sussurro rouco — Eu quero ver o prazer em seus olhos quando eu te levar ao paraíso...

Ela sorriu, tentando com custo, fazer o que lhe fora pedido. Demorou alguns instantes até que ela demonstrasse por seus olhos tudo o que explodia em excitação dentro dela. Julio, sentindo a proximidade de seu próprio êxtase, levou o dedo até o ponto de prazer dela, passando a acariciá-lo em movimentos circulares na mesma velocidade em que entrava e saía.

Isabela mordeu os lábios e manteve os olhos fincados nos dele, transbordando aquele mesmo tipo de satisfação que ele mesmo provavelmente fazia. 

Era absolutamente encantador assisti-la daquela forma. As bochechas coradas, os olhos brilhando em satisfação, os fios de cabelo despenteados só porque ele deixara assim, a respiração sendo um esforço absurdo... 

Ao sentir, finalmente, o crescer do frio na espinha que anunciava o ponto máximo do prazer, o estremecer involuntário de seus músculos que trabalhavam na direção de Isabela, Julio aumentou o máximo que pode a velocidade. Puxou o rosto dela na direção do seu, e levou os lábios ao ouvido dela para sussurrar:

— Goza comigo? — pediu, e a voz soou rouca e falha. 

Nesse mesmo instante, o corpo de Isabela entrou em combustão entre seus braços, estremecendo enquanto ela gemia. 

— Ju-Julio!!! — A voz dela soou profundo e afrodisíaca.

Foi o limite.

Julio sentiu todo um frenesi percorrer cada centímetro de seu corpo e se reunir em seu membro, sendo expresso logo em seguida para preenchê-la em toda a completude que era possível. 

Ele apertou Isabela em seus braços e aproveitou o momento impecável de prazer. A única coisa que podia ser escutado era o som das respirações descompassadas.

Julio lentamente saiu de dentro dela, e se deitou ao seu lado, ainda um pouco ofegante. Passou as mãos pelos cabelos e fechou os olhos, e por um breve momento, teve medo de tudo aquilo não passar de um sonho. 

Mas o sentimento passou quando sentiu a mão de Isabela em seu cabelo, fazendo um cafuné gostoso. Ele sorriu e se virou pra ela, vendo um sorriso brincar nos lábios dela. Ele inclinou o rosto e deu um beijo na garota, um beijo calmo e sereno.

— Esse seu sorriso significa... — Julio instigou ela a continuar a própria frase.

— Significa que eu preciso de água — ela disse o fazendo soltar uma gargalhada. 

— Espera aqui, eu já volto — ele se levantou e foi inevitável a passada de olho que Isabela deu pelo corpo dele.

Ele saiu pela porta do quarto, ainda nu, deixando uma Isabela realizada pra trás. A garota se sentou na cama e pode sentir um leve ardor em sua parte íntima. Ainda assim, não conseguia tirar o sorriso bobo de lado. 

Tentou se levantar, mas suas pernas enfraqueceram e o ardor se tornou mais forte. Aquilo não era possível, era? A mesma não havia sentindo nada parecido quando estava em seu momento com Julio, não era possível que apenas depois do ato a dor resolvesse dar as caras. 

Tentou mais uma vez ficar de pé, e precisou de apoiar no criado mudo pra poder se manter em pé, ainda assim suas pernas fraquejaram. Era mesmo possível que Julio Peña havia deixado ela em condições de não conseguir andar? 

Ouviu passos vindos do corredor e logo, a garota tratou de se sentar na cama de novo.

— Pega, aqui está seu copo de água — Julio disse enquanto entregava o copo para ela, ela o pegou e bebeu enquanto o garoto via as horas no celular. 

Isabela mais uma vez não conseguiu se segurar, e se viu babando o corpo do rapaz novamente. Se sentia safada. Julio desviou o olhar do celular para ela, fazendo com que ela desviasse o olhar rapidamente para o chão, se praguejou mentalmente ao sentir as bochechas rosadas.

— Você tá bem? — Julio perguntou sentando do lado dela.

— Sim — ela disse colocando o copo já vazio no criado mudo.

— Você não me parece muito bem — ele disse encarando a garota. Ela o olhou e mais uma vez seu olhar a traiu, descendo de seu rosto para seu abdômen e logo, um pouco mais para baixo. Julio logo entendeu o que acontecia e soltou uma risada gostosa, e riu um pouco mais quando viu as bochechas de Isabela ficarem vermelhas novamente.

— Ei, tá tudo bem, você não precisa ter vergonha de mim — ele disse tirando os cabelo dela de seu ombro e colocando para trás.

— Fácil falar... — ela murmurou e viu Julio arquear uma sobrancelha — Você fica nu na minha frente e não quer que eu olhe? 

— Eu não disse pra não me olhar, só disse que não precisa ter vergonha — ele disse simples.

— Eu só... não to acostumada a ter esse tipo de intimidade com ninguém sabe — ela admitiu olhando pra ele, dessa vez, apenas para o seu rosto.

— Acredite em mim, eu também não — o garoto disse e recebeu um olhar de tédio vindo dela, era óbvio que ela não acreditava — Olha, eu já transei sim, com outras garotas, mas sempre que a gente terminava, cada um se vestia e ia pro seu canto, nada de mais.

— E a diferença é que comigo você conversa? — ela perguntou fazendo graça — Que evolução.

— Para, eu to falando sério — ele disse fazendo ela rir — Eu tava pensando, que tal se a gente tomar um banho? Acho que a gente precisa de um.

— Sim, é uma ótima ideia.

— Então vamos? — ele se levantou e deu a mão pra ela.

— Não, sabe o que é, eu acho melhor você ir primeiro, e depois eu ir, que tal? — ela não conseguia andar, mas ele não precisava saber disso. 

— Você não quer tomar banho comigo? — ele perguntou e ela logo negou.

— Não, não é isso...

— Ótimo, então vamos — ele a interrompeu e a puxou fazendo ela ficar de pé. Isabela logo agarrou os braços dele e os apertou, dando um riso nervoso pra ele.

— Tá. O que você tem? Não adianta falar que está normal, porque não tá — ela soltou um suspiro antes de responder.

— Eu não consigo andar — ela confessou baixinho.

— O que? — ele perguntou, não havia entendido o que a garota havia dito.

— Eu não consigo andar — ela disse em um tom claro, o garoto abriu um pequeno sorriso mas logo o desfez, e o desespero tomou seu olhar.

— Ai meu Deus Isabela, eu te machuquei? Droga, me desculpa, eu devia ter sido cuidadoso, por favor me perdoa, eu juro que não foi por mal. Meu Deus, tá doendo muito? Eu não sei o qu...

— Ei Julio, calma tá legal — ela disse o acalmando, pegou o rosto dele com as duas mãos — Você foi perfeito, e não me machucou, muito pelo contrário, você só me deu prazer — ela confessou e viu o rosto dele se suavizar — É só que, essas coisas acontecem né?

— Sim. Acontecem quando o homem é muito bruto. Merda Isabela, eu sou um monstro — ele passou a mão pelos cabelos e a garota riu do desespero dele — Olha, amanhã mesmo, a gente vai em um médico, e você se consulta pra ver se tá tudo bem mesmo e... — os olhos dele se arregalaram — MEU DEUS ISABELA, A CAMISINHA. Isabela, eu não usei camisinha. 

Ao mesmo tempo que achava a cena engraçada, Isabela achava extremamente fofo a preocupação do garoto com ela.

— Julio — ela o chamou — Olha só. Primeiro, você não me machucou. Estou sentindo dor? Sim, mas isso é normal, a mulher sempre sente esse tipo de ardência. Segundo, existe uma coisa chamada pílula do dia seguinte, que resolve todos os nossos problemas. Está bem?

Julio concordou com a cabeça e se acalmou. 

— Agora, será que você pode me carregar até o banheiro, aquele banho cairia muito bem agora — ela disse sentindo a vergonha ir embora, afinal, tinha tido uma conversa inteira com ele sem roupas. Os dois estavam despidos, e apenas agora ela havia se dado conta de que estava tão amostra quanto ele.

— Claro, eu posso fazer isso — ele disse ja se recuperando do susto. Pegou ela no estilo noiva e tentou a todo custo não dar atenção para o corpo dela, sabia o que aconteceria se o fizesse — Mas então... eu te deixei sem andar foi? 

— Cala a boca e anda — ela falou fazendo ele soltar uma gargalhada.

•••

Os dois banharam-se e nada atrevido aconteceu. Julio vendo as condições de Isabela ajudou ela a se banhar, sempre a respeitando e sempre dentro de seus limites. Mesmo depois de terem transado, sabiam dar respeito um ao outro.

— Eu estou começando a achar que você fica melhor nas minhas cuecas e moletons do que eu — Julio disse ao ver a garota já vestida com suas peças de roupa.

— Eu sei que sou linda — ela disse jogando o cabelo pro lado e rindo. Havia feito na brincadeira, mas Julio ficou a encarando como se fosse a coisa mais linda do mundo inteiro, e para ele, de fato era.

Os dois se deitaram um do lado do outro, Julio estendeu o braço e Isabela se aconchegou em seu peito. 

— Isabela?

— Hum.

— Você... Você gostou? — ele perguntou com receio.

— Como assim? — Isabela estranhou a pergunta do garoto, achava que tinha ficado mais que óbvio que havia gostado.

— É só que... por mais que eu não tenha te machucado, você não consegue andar, e... eu só fiquei preocupado de você não ter gostado tanto quanto eu sabe, talvez... talvez eu estivesse tão ligado no meu próprio prazer que esqueci de você... — ele começou a tagarelar e Isabela riu baixinho se aconchegando-me ainda mais nele.

— Julio — ela o interrompeu — Você foi perfeito, eu amei.

Julio suspirou de alívio ao ouvir as palavras da garota, e a abraçou contra si. Estavam colados mas não se sentiam desconfortáveis. O ar do quarto fazia com que não sentissem calor, na verdade, fazia até frio. 

— Gosto de você Isabela — ele soltou de uma vez fazendo com que ela levantasse à cabeça para olhá-lo — Gosto tanto, que acho que estou apaixonado por você.

— Eu também estou apaixonada por você Julio.

O garoto se aproximou da garota e juntou os lábios, roubando vários selinhos de Isabela, que riu. Logo, eles estavam em um beijo intenso e lento. Colocaram nele tudo o que sentiam, alegria, satisfação, paixão, amor. É certo que os dois não tinham conhecimento do último, mas um dia quem sabe.

Ele separaram o beijo com um selinho demorado e Isabela voltou a encostar a cabeça no peito de Julio.

— Seu coração está acelerado — murmurou ela de olhos fechados, já se ajeitando para dormir.

— Ele costuma ficar assim quando estou com você.


Notas Finais


eai, como vcs estão?

gente, eu não faço a mínima ideia se esse hot saiu bom, pq eu não sei se vcs sabem, mas eu não tenho nenhuma experiência escrevendo esse tipo de coisa, eu só espero que vcs tenham gostado

pra quem não leu a parte hot, queria dizer que teve muito fogo, mas tbm teve MUITO sentimento

era hot que vcs queriam? então tomaaa

espero que vcs tenham visto a necessidade que os dois têm um do outro, não só carnal, mas tbm sentimental.

LEMBRANDO QUE, a maratona começa amanhã.

O que acharam da “intimidade” deles?
E a Isabela não conseguindo andar? (coitada)
Eles dizendo que estão apaixonados 🤧😪

Me digam o que vcs acharam do capítulo e até amanhã❤️


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