História Por Detrás De Um Olhar - Capítulo 13


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Categorias Saint Seiya
Personagens Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Hilda de Polaris, Hyoga de Cisne, Ichi de Hidra, Ikki de Fênix, Jabu de Unicórnio, June de Camaleão, Kanon de Gêmeos, Miro de Escorpião, Mu de Áries, Nachi de Lobo, Saga de Gêmeos, Saori Kido (Athena), Shaka de Virgem, Shun de Andrômeda, Shura de Capricórnio, Sorento de Sirene, Thetis de Sereia, Titan
Tags Amizade, Amor, Bullying, Família, Hyoga, Preconceito, Redenção, Segredos, Shun
Visualizações 95
Palavras 3.594
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas lindas estamos de volta com está narrativa simples, agradeço em demasia a agradável companhia de todos vocês, e se a atualização demorou tomara que o capítulo de hoje compense e tomara que vocês gostem imagem da capa da web

Capítulo 13 - Mais Próximos


Fanfic / Fanfiction Por Detrás De Um Olhar - Capítulo 13 - Mais Próximos

A macarronada recém posta sobre a mesa,é de encher os olhos de qualquer um que a veja, é mais do que notável, o extremo cuidado e carinho de quem a fez,e os seus três consumidores estão mais do que desejosos de experimentarem logo o agradável sabor, e sem hesitarem mais, eles se servem, a felicidade transborda no semblante de todos eles enquanto comem ,porém esse contentamento é mais pronunciado, no mais jovem dessa tríade sentada à mesa simples de mármore.o sábado está aí e Shun está contando os segundos para poder estar novamente ao lado de Hyoga, eles haviam estudado juntos na tarde de quinta feira, todavia o aquariano embora atencioso quanto ao conteúdo da disciplina, se mantivera meio distante sem dar brecha à qualquer pergunta mais pessoal provinda do castanho, mais hoje será diferente, será sim...acredita o virginiano o leonino exclama agora em voz alta

_..nossa Saga quando eu penso que você não pode cozinhar melhor, eu acabo por ser agradavelmente surpreendido... esse almoço de hoje tá demais

_que bom que você gostou meu filho

diz o geminiano modesto

_eu também adorei pai...e já terminei

_mais já Shun? em menos de seis minutos... cê tá ansioso para o tal passeiozinho de hoje hein.. esse teu''amigo"deve ser bem bacana,não?

fala Ikki num leve tom de deboche

_Ikki.. é bom ter amigos meu irmão

_amigos né...

devolve o moreno carrancudo

o jovem de olhos verdes se ergue da sua cadeira de metal branca,e dá um abraço lateral no irmão mais velho enquanto diz

_o meu melhor amigo sempre será você, meu ciumentinho lindo, não se preocupe com isso, ninguém te substituirá eu garanto... e obrigado pai,por me permitir sair hoje...

_tudo pela sua felicidade meu bebê, mas eu só espero que você se comporte corretamente, e não me decepcione Shun..

_sim pai..

_e as sete horas da noite, eu já te quero de volta em casa, compreendido?

concluiu o genitor sisudo

_eu entendi sim pai,e eu serei um bom garoto

o jovem de virgem oscula então sutilmente a face esquerda do seu pai deixando logo em seguida o seu lar, na primeira ocasião oportuna cínico o leonino interpela

_e aí, rola um bolo de coco nesta tarde de sol Saga?

_não sei...só se você me ajudar

_negócio fechado

_interesseiro...

ambos riem cúmplices por alguns momentos... o moço loiro acaba de sair da sua espaçosa residência que mais se assemelha à uma mansão à passos largos, a sua manhã lhe fora proveitosa, se considerarmos que para ele é bastante aprazível brincar com a esperta Saori, mesmo com a diferença de idade entre eles a pequena virginiana é uma ótima companhia sim...companhia, o aquariano bufou aborrecido, ele simplesmente detesta sair de casa nas tardes de sábado... foi numa tarde como aquela, que aquilo... Hyoga prefere desprezar o amargo e súbito pensamento, e se ater no que ele e Shun vão fazer nas próximas horas passear... será difícil mais ele irá tentar se divertir, o russo chega ao ponto de encontro ,que é relativamente perto do seu endereço, respira fundo e aguarda a chegada do mais novo que ocorre cinco minutos depois, o jovem de olhos esmeraldinos sorri aberto ao vislumbrar o moço loiro, o Hyoga está apoiado à uma pedra grande e achatada ,com a perna esquerda quase reta,a direita flexionada,o braço esquerdo dobrado, dando um destaque ainda maior ao seu relógio de pulso Piaget, e a mão direita segurando o antebraço um pouco acima do dito objeto, o loiro usa uma confortável regata de cor anil,uma calça jeans escura e tênis preto e azul. para o castanho o aquariano não poderia estar mais bonito, o russo olha para Shun e as suas vestes que consistem numa camisa verde oliva de manga curta, sapatos marrons, calça jeans branca e suspensórios da mesma cor com um certo desinteresse, e o cumprimento esfuziante do mais novo lhe causa certa irritação, que ele procura dissimular ,afinal foi ele quem aceitou sair nesse horário e portanto não há razão para reclamações

_oi Hyoga... como você está?.. Hyoga?

_oi jovem Lyrios

enfim diz o russo frio

_Hyoga o que você...

olhando em torno o sobrinho de Camus observa algo,mal ouvindo o outro, e também não desejando na verdade, responder nesse instante a nenhuma indagação direta do virginiano, o moço loiro agiu,entrelaçou à sua mão direita aos dedos finos do castanho e sem tardança, o conduz ligeiro, até algumas barraquinhas a cerca de quinhentos metros de onde eles estavam, que nessa tarde negociam belas bijuterias de variados estilos, ao sentir a mão bonita do loiro na sua, o jovem de virgem sentiu seu corpo inteiro estremecer, exultar,todavia procurou disfarçar essa comoção, a fim de não despertar suspeitas no mais velho, se bem que em sua abstração o russo dificilmente nesse momento perceberia o sutil sinal emitido pelo corpo do virginiano. e após analisar várias peças, por minutos que para o meigo Shun pareceram uma eternidade,já que o loiro não lhe dirigiu qualquer palavra nesse intervalo, apesar de não soltar a sua mão, o aquariano fez a sua escolha, uma bela pulseira dourada, com pedras de um verde vivo,que logo após o pagamento foi guardada pelo russo, com cuidado, no pequeno bolso lateral da sua bolsa azul marinha.. somente nesse instante o jovem de virgem notou que o Hyoga tinha uma mochila em suas costas fortes..não obstante o que quase incomodou mesmo o castanho, foi a tal pulseira, quem seria a felizarda que irá ganhar essa bonita lembrança,esse agrado do Hyoga, seria a Maritza? a Luísa? a Lívia?... sacudindo os seus sedosos fios de cabelo castanho, o jovem de olhos verdes busca afastar essas ideias da sua cabeça, afinal por maior que seja o seu amor por ele, o Hyoga não lhe deu qualquer direito de se meter na vida dele, ou de lhe fazer questionamentos pessoais.. a amizade do loiro é tudo o que o japonês quer,o que está ao seu alcance, e amigos não sentem ciúmes um do outro ..não é mesmo?...só então o filho mais novo de Saga se apercebe de que o aquariano está falando consigo

_Shun... Shun.. jovem Lyrios?

_oi...desculpa Hyoga eu me distraí..

_deu pra perceber.. você está pronto pra caminhar bastante Shun? agora sim nós vamos andar sem rumo certo..

_eu estou pronto sim

_ótimo, então vamos?

_vamos...

Nesse ínterim já são por volta de duas e meia da tarde, o sol brilhante na abóboda celeste irradia para todo lugar, e o incômodo calor se faz presente, afetando a tez branquinha e delicada do virginiano, a pele acima do lábio superior do castanho principia a umedecer,e gotículas de suor iniciam a sua saída dos poros da testa do irmão de Ikki, ele também ofega levemente, mais não pensa em queixar-se disto,contudo ao divisar esses pormenores no mais novo o aquariano interpela ciosamente

_você me parece cansado? tá tudo bem contigo?

meio tímido o jovem de virgem diz

_é o calor Hyoga, mas ...

_não precisa se justificar Shun, a gente vai até aquela lanchonete alí lavar o rosto, compramos o sorvete de lá que é uma delícia, e em seguida...

_em seguida?

pergunta Shun curioso

_paramos na primeira praça que encontrarmos no caminho, você precisa de uma pausa para descanso jovem Lyrios..aliás nós dois precisamos...

o jovem de olhos verdes assente em concordância a todas as sugestões do russo, internamente feliz pela atenção do loiro agora, durante o caminhar deles, Hyoga não falara absolutamente nada,esse silêncio do moço loiro deixou o castanho intrigado, mais este não é o momento ideal para cogitações, e enlevado Shun acompanha o aquariano até a lanchonete, ao lado do banheiro há o que eles procuram,uma pia,Hyoga se desvencilha do castanho, e passa a lavar as suas mãos pouco afeitas à trabalhos duros,e ao seu aristocrático rosto, usando a pia de cerâmica branca ,localizada numa parede côncava, muito bem limpa e organizada pelos donos do estabelecimento. e depois quando o aquariano ergue a sua cerviz, o virginiano por pouco não babou escandalosamente, ante à visão dos lindos cílios escuros que emolduram o belo olhar azul do loiro, um tanto molhados devido a ação da água, perante o olhar fúlgido do castanho o russo pergunta

_o que há Shun? porque você está me olhando desse jeito?

_n-não é nada..

_tudo bem... então você pode pegar a minha toalha que tá dentro da mochila?

_c-claro Hyoga...

o mais novo atende ao pedido do loiro, e entrega nas mãos dele, uma toalha de rosto felpuda azul petróleo,ele a pega e depois de se enxugar o aquariano comenta

_agora é a tua vez de se refrescar jovem Lyrios, e enquanto isso eu vou providenciar os nossos sorvetes...

o russo sai de perto do japonês, deixando o tecido com o mais jovem, antes que o virginiano possa proferir mais alguma frase,Shun toca no líquido morno  da torneira, e trata logo de hidratar a sua alva cútis no afã de não desperdiçar nenhum segundo dessa tarde ficando longe do loiro. no balcão da lanchonete ao passo que espera pelos produtos que comprou Hyoga pensa

"_hoje, eu de fato não sou uma boa companhia para ninguém, o meu real desejo é ficar deitado na minha cama, mirando o teto, sem fazer nada...mais eu não devo demonstrar isso a esse garoto, o Shun... um Lacourt não mostra vulnerabilidade facilmente... eu sou forte e..."

o timbre melífluo de Shun penetra os tímpanos do sobrinho de Camus

_oi Hyoga voltei..

diz o jovem de virgem tomando a liberdade de por o objeto do russo no lugar aonde estava antes, o loiro nada fala quanto à isso mais retruca

_os nossos sorvetes acabaram de sair, mais como eu não sei do que você gosta Shun, então eu pedi um de morango pra ti ,tudo bem?

_sim,eu adoro o de morango

_hummm...

o aquariano começa a andar e Shun logo atrás dele,o filho mais novo de Saga sente falta da mão do russo unida à sua, dessa mínima intimidade, não obstante o moço loiro lhe parece distante, alheio nessa ensolarada tarde de sábado, porém o educado Shun não pensa em reclamar disso, e é melhor ter migalhas de atenção desse rapaz lindo,confiante e de olhos tão magnéticos, do que não possuir atenção nenhuma

 após aproximadamente sete minutos de caminhada,um surpreso Hyoga e um deslumbrado Shun divisam a mesma praça que fôra o local do primeiro encontro deles.. tudo está lá, as árvores frondosas, o lago,os cisnes... se recompondo da sensação de surpresa, e de algumas lágrimas que querem irromper dos seus olhos celestes, o russo diz neutro

_nós estamos aqui de novo é...

_sim Hyoga foi o destino... o destino que nos trouxe até aqui

_você crê mesmo nisso jovem Lyrios?

interpela o aquariano com leve ironia em sua voz rouca

_sim Hyoga eu acredito..

revirando os seus olhos azuis o loiro devolve

_certo.. nesse caso vamos tirar proveito da sombra daquelas árvores alí.. -indica majestosamente, com o indicador da sua mão direita três pinheiros fixos mais adiante . _para obter o nosso descanso essencial

_tá bom...

os dois rapazes se assentam sobre a relva verdinha e observam por um tempo a linha do horizonte silentes,e essa quietude só chega ao final, quando o fino barulho de coisas sendo movidas é notado pelo irmão de Ikki, fitando o aquariano que está com um pacote de rosquinhas de leite, e duas pequenas garrafas de refrigerante sabor cola nas mãos, o virginiano pergunta calmo

_Hyoga.. para que são essas coisas?

_ué são para nós dois..isso não é óbvio?

_eu ..não quero abusar da sua gentileza Hyoga

_isso não é gentileza, é obrigação..

dispara o russo seco

_obrigação? então você só está aqui comigo por obrigação Hyoga, é isso?

interroga o castanho principiando a se sentir magoado

_eu não disse exatamente isso ,ninguém poderia me obrigar a estar em parte alguma, contra a minha vontade Shun, e se eu estou aqui é por que eu quero, e foi isto o que a gente combinou anteriormente

_mas...

_o compromisso que eu assumi comigo mesmo, é o de tentar tornar o nosso, passeio de hoje o melhor possível, sem mais..

_Hyoga...

o aquariano aproxima mais, os alimentos dos joelhos de Shun, e o garoto fala hesitante

_..eu não sinto fome agora

_ok...

diz o russo quase impaciente voltando a pôr os produtos em sua bolsa, e retornando sem cerimônia para o seu silêncio de antes, após a sua frágil zanga cessar, o jovem de orbes esmeraldas volta a fixar o bonito rosto do loiro de perfil, ciente do quanto ele é belo,e do quanto discretamente é claro, não se cansa de olhá-lo,todavia a sua aguçada intuição lhe alerta sobre algo mais, os frequentes alheamentos do loiro, nesse dia de hoje, não são o comum dele, é praticamente como se alguém, ou alguma coisa o incomodasse, ou até mesmo lhe fizesse sofrer até o limite.. porém como um bom orgulhoso Hyoga de tudo faz para ninguém notar isto... quem sabe o russo não precise mesmo falar,escancarar as suas emoções ocultas, desabafar.. quiçá essa seja a oportunidade do castanho de ser o leal amigo que o loiro necessita, se dispondo a ouvir o mais velho, se uma boa chance surgir,sorrindo doce Shun diz

_Hyoga, obrigado

_pelo quê?

pergunta o jovem de aquário sem entender

_por me deixar tentar ganhar a sua confiança, ser seu amigo..

_amigo... Shun você sabe jogar dominó?

_um pouco..

_vamos jogar?

_sim,mais.. eu tenho uma ideia para animar mais o nosso passatempo Hyoga

_que ideia?

interroga o sobrinho de Camus impassível

_a gente, vai colocar uns traços de verdade ou consequência na nossa brincadeira

_como?

_o ganhador de cada partida,vai ter o direito de perguntar algo ao perdedor... singelas confidências, com o objetivo de fortalecer os nossos nascentes vínculos de camaradagem, mesmo porquê Hyoga, amigos sempre conhecem um pouquinho um do outro, correto?

_acho que sim

o jovem de aquário sem contestar a opinião do castanho,pega as peças retangulares brancas de bolinhas pretas, da sua mochila, move-as e inicia o jogo vencendo facilmente a primeira partida

_nossa, eu já perdi...

_pois é.. mais isso já era esperado

diz o russo vaidoso

_sei...

_e então jovem Lyrios, qual é a sua cor favorita?

_são duas, verde e rosa

_rosa?é bem... original a sua escolha mais enfim...

uma nova rodada se segue, e por meio de uma carroça de pio,o aquariano vence novamente

_nossa Hyoga, você é muito bom nisso

_hmmm,nós faremos uma melhor de cinco Shun

_tá..

 _Shun, o que você mais gosta de comer?

_não sei...acho que os bolos que o meu pai faz..são incomparáveis, você devia experimentar...

o sobrinho de Camus apático mexe nas peças sobre o solo,e o entretenimento se reinicia ,e quem sabe se devido ao desinteresse do loiro, ou a uma boa estratégia do mais novo, desta feita Shun triunfa,e procurando fitar diretamente as orbes azuis míticas e atraentes do loiro, o castanho questiona, antes que possa raciocinar ou se arrepender de suas palavras sem sequer pronunciá-las

_Hyoga... me diz..porque você tá triste hoje?

estupefato o russo tenta negar

_eu... eu não estou... triste -porém afinal terminou por falar ao virginiano _co-como você percebeu?

_você mesmo falou da minha sensibilidade Hyoga.. e ela me permite entrever emoções meio escondidas, através de um simples olhar.. e simultaneamente a sua escassa disposição para conversar hoje te entregou

_eu.. eu...

_tudo bem se você não quiser falar sobre, mais saiba Hyoga de que você pode contar sempre com a minha amizade e compreensão

o aquariano ,encara com maior afinco os brilhantes e graúdos olhos esmeraldinos de Shun, vendo neles,não uma vã curiosidade, mais sim afeto,empatia, preocupação, respeito e discrição, e até sem se dar conta disso o sobrinho de Camus inicia a sua fala,porventura depositando no mais novo agora a sua confiança irrestrita

_Shun.. você nunca se perguntou o por quê de mesmo eu já tendo dezenove anos,eu ainda estar cursando uma escola de nível médio, e não uma excelente universidade...e  você sabia que eu detesto sair de casa nas tardes de sábado..

_eu não sabia me...

_não peça desculpas, não é culpa sua...-após uma longa pausa Hyoga continua com o olhar vago _..tudo aconteceu em uma tarde de sábado...

(Flashback On)

a neve se espalha por todos os lugares da inóspita Sibéria, mais isto não intimida o pequeno Hyoga, que bem agasalhado, está ansioso para ver a sua mãe Natássia, o menino só quer estar ao lado da sua genitora nesse fim de semana, mais ela está fazendo hora extra vespertina, em um quase navio restaurante,ela é uma mulher independente que aprecia ter o seu próprio dinheiro mesmo que fosse pouco, sempre fôra assim, as pequenas pernas do garoto aceleram,ele precisa entrar escondido no grande barco onde sua mãe trabalha ,antes que ele comece a singrar ,minutos depois o loirinho está feliz ,por ter conseguido o seu intento, dentro do barco agora é só esperar a sua mãe sair da cozinha, para finalmente estar com ela ganhando as suas amorosas carícias, após um tempo indefinido, a figura esbelta de Natássia aparece no principio do enorme corredor, o menino russo chama encantado

_mamãe, mamãe...

_meu filho o que você está fazendo aqui? você devia estar com a Élida ,aqui não é seguro pra você

se referiu a jovem mãe, a moça que tomava conta do loirinho na sua ausência

_eu..quelia estar pertinho de você mamãe

_meu anjinho eu espero que você me obedeça e...

o barulho de uma explosão interrompe as palavras de Natássia, a embarcação estremece

_mãe...

_o motor!... o combustível!... socorro!...

é o alarido crescente, perturbador

_Hyoga...

as cenas seguintes ,pareciam mais as de um filme de terror,um pesadelo sem fim,todos os funcionários do navio, e os convidados da noite vindoura,estavam quase sem exceção gritando estridentes e em sua maioria chorando, andando de lá pra cá apavorados, se empurrando mutuamente, em busca de se salvarem da embarcação de madeira, que no presente  momento está convertida em um inferno em chamas,tentando manter a calma ,a loira conduzindo o seu único filho pela mão, também quer escapar,dessa insólita situação,contudo como uma responsável funcionária ao mesmo tempo auxilia alguns confusos convidados, a localizar o acesso à proa aonde estão os três botes salva-vidas ,após o auxílio à estranhos, essa dedicada mãe, ouve rumores longínquos de um retardatário, de que com a explosão, uma grande parte do casco do navio furou e de que o naufrágio é iminente, Natássia teme por seu filho e procura apertar o passo,porém o seu garoto tropeça e cai no chão

_meu filho

_mamãe.. eu tô com medo

_olha pra mim... confia na mamãe vai ficar tudo bem

_mamãe...

a jovem mulher acaba por apertar o menino, bem junto ao peito, como se o seu regaço acolhedor, pudesse preservar o petiz de qualquer perigo existente,ela anda lampeira pelos largos corredores já penumbrosos,e finalmente alcança a proa ,num átimo, os olhos azuis claros da loira percebem que dois dos escaleres do navio já haviam partido, e o último também irá sair em breve, ela não pode deixar isso acontecer,não antes de...

_Siegfried.. Siegfried!

_Natássia você ainda não embarcou?

_não.. tira a gente daqui Siegfried

com o coração apertado o que é translúcido em sua voz suave, o loiro de fios escuros fala

_quem é esse garotinho Natássia?

_é o meu filho

_ele não devia tá aqui

_Sieg...

_...eu sinto muito... mais nesse escaler só há espaço para mais uma pessoa... e eu não posso arriscar, a vida dessas outras pessoas que já estão aqui comigo,me perdoe..

completa pesaroso o homem, olhando para ela e se referindo as dez pessoas que já estão no barco com ele

_eu entendo Siegfried, salva o meu filho, não percamos mais tempo

_mamãe

_eu estou logo aqui,confie em mim

_Natássia...

ela entrega velozmente o petiz ao mais alto

_mamãe..

_seja feliz meu menino, vai ficar tudo bem, eu sempre estarei contigo meu filho..

a loira ajuda o nórdico a libertar o barquinho de madeira, das amarras de segurança, quase imediatamente ele desce ao mar e começa a se afastar da catástrofe, Hyoga que em sua inocência pensou que sua mãe estava ao seu lado no barco, só então veio a perceber que ela havia ficado para trás, no malfadado navio, que agora vai sendo sepultado celeremente nas gélidas águas da Sibéria, sua amada mãe lhe sorri sem esboçar nenhum medo ao se despedir

_meu filho..

em seguida ela adentra no local se se tornará o santuário de seu futuro descanso

_mamãe, mamãe!...

grita desesperado o guri,consciente de que não mais veria a sua doce mãe, e aspirando irrefletida mente unir-se à ela no mar gelado, não obstante sendo detido à custo pelos adultos  mais próximos....

este é o testemunho do amor sincero de uma mãe, que por muito amar aquele que foi gerado por ela ,escolheu viver longe dele fisicamente para que a sua jovem vida pudesse prosseguir...

(Flashback Off)

_Hyoga...

_a minha vida praticamente parou por mais de dois anos, eu não queria fazer nada,viver sem ela...sinceramente se não fosse pelo meu tio ,eu nem sei o que seria de mim ..do meu futuro, contudo nos sábados à tarde parece que a minha.. dor pela morte da minha mãe retorna com força descomunal, se eu tivesse sido um filho melhor, mais obediente... ela estaria aqui comigo, ela não teria que ter escolhido entre a minha vida e a dela...e eu..passo as tardes de sábado trancado no quarto sem fazer nada... ah se eu pudesse voltar no tempo.. e modificar o que eu fiz.. mais isto é impossível..

o jovem de aquário vira o seu rosto para a esquerda e respira aos arrancos ,apertando a tenra grama forte,com suas mãos objetivando claramente ,conter o pranto que faz arder o seu olhar ,anelando prender os seus sentimentos causticantes dentro d'alma, sufocá-los, e pôr de lado qualquer fragilidade, que não faz por hábito parte de sua personalidade altiva e orgulhosa

o filho mais novo de Saga, percebe a nítida tristeza do loiro, e experimenta um pouco dela em si mesmo, e o desejo avassalador de consolá-lo,sendo assim num átimo o virginiano decide fazer algo que o seu bondoso coração pede,lhe aconselha, ele se aproxima mais do aquariano e estreita o corpo dele num caloroso amplexo, Shun sabe que o Hyoga não pediu esse abraço, que a chance de ser repelido, ou no mínimo empurrado para longe é enorme, todavia à probabilidade real de ser rejeitado, humilhado, não importa agora, mais sim a sua intenção pura,que é dar carinho, compreensão e conforto, minorar um pouquinho que seja a dor que ainda paira no coração do russo, é disso que o seu amor secreto Hyoga precisa presentemente, para se reequilibrar, de um amigo de verdade, de um afeto genuíno...




Continua


Notas Finais


Será que o Hyoga vai aceitar esse afetuoso abraço do Shun? ou vai rejeitá-lo?
será que esse é todo o sofrimento pelo qual o russo já passou na sua jovem vida? ou há algo mais?
E que barra ele passou..
Logo teremos todas essas respostas
psA pose do loiro é aquela da saga do inferno
No mais beijos carinhosos pra todos vocês e até bem breve


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