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História Por ela (Gaasaku) - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Três


Continuação...


Gaara...


Ouvi um bater de palmas e me virei para ver minha "adorável" prima oxigenada interferir.

- Bem, agora que já se conheceram nós precisamos ir. Sai tem uma reunião marcada com os Holding do outro lado da cidade. E preciso estar lá para apoiá-lo. Você não se importa que Gaara te leve, não é ? - sinto uma amarga preocupação em sua voz, e sei que ela está com medo que eu não cumpra o trato de manter minhas mãos e meu pau longe de Sakura como eu havia prometido.

Mas porra, como eu ia adivinhar que a sua amiga brasileira era uma gostosa ?

- Claro que não, pode ir. Não se preocupa com a gente.

Ino levanta a menininha, que agora conheço como Sarada no colo e diz...

- Eu adoraria fazer um tour com vocês pela cidade, mas essa reunião realmente é importante - e é mesmo, por que percebendo a forma indecente que eu olhei para sua amiga, ela já teria teria desistido da viagem em dois tempos. Devo dizer que lno é uma das maiores empata fodas que eu conheço. E se eu a conheço bem, aposto que já está arrependida de ter me pedido tal por favor. Ela deposita um beijo na bochecha da criança que parece não gostar e continua - Fica bem, princesa, mais tarde eu passo lá para ver como está indo a instalação e para a gente brincar um pouco de boneca.

Sarada nem se dá ao trabalho de responder e foge de seus braços.

Essa criança é das minhas.

- Fica tranquila, eu vou cuidar bem delas - encaro-a divertido.

- Eu sei que vai - ela retruca e eu sei que isso é uma ameaça porque ela me dá uma piscadela, desafiando-me.

Parece que ela se importa muito com Sakura. Quanto a mim, estou completamente tomado de desejo por esta mulher, e encantado por sua pequena cria, confesso. Mas infelizmente, dessa vez não vou ceder aos meus prazeres carnais por dois motivos : um, prometi a doida que não tentaria nada com Sakura, e se eu o fizer, é riscado aquela louca arrancar minhas bolas foras. Dois, se eu ficar com ela, não conseguirei sair desse problema com a qualidade como geralmente faço. Porque Sakura sendo amiga da minha prima, irá conhecer minha família, saber o que eu faço e onde eu moro.  E sem dúvida estará esperando por algo no fim do sexo. Vai ser aquele tipo de mulher que irá descobrir meu telefone, ligar vinte vezes por dia ou me perseguir como uma psicopata. 

Definitivamente comê-la não é uma opção.

Pigarreio, voltando a realidade.

- Nós também devemos ir - dou meia volta e abro o carro. 

As duas vem atrás de mim.

- Oh, obrigado pelo acento - Sakura parece comovida e surpresa pelo bebê conforto que eu coloquei.

Para falar a verdade, não sei porque eu comprei esse troço, eu não tenho filhos. Ontem à tarde tive que ir ao banco para assinar uma transição de pagamento e percebi que ao lado tinha uma loja para bebês. Quando dei por mim, já estava carregando o acessório nas mãos.

Porra, tô ficando estranho.

Apenas aceno constrangido porque estou... corado.

CORADO !!!!

Corado feito um mocinha virgem.

Que porra é essa, Gaara ?

Eu nunca me ruborizei na vida, nem quando tirei minha virgindade aos doze anos com a minha vizinha quinze anos mais velha.

Seja homem porra !

Esta mulher realmente mexe comigo.

Maneio a cabeça para clarear as ideias e foco minha atenção na garotinha, que está tentando subir no carro.

- Posso ajudá-la em seu assento, boneca ? - ela me autoriza com um sorriso e de uma forma inexplicável eu correspondo ao seu gesto, abobado.

Meu coração derrete quando ela estende os braços para mim.

Caralho, que sensação é essa ?

Ela é tão pequena e frágil que tenho medo de machucá-la quando a coloco na cadeirinha. Depois de obcecadamente me certificar de que ela está segura, dou a volta e como o bom cavaleiro que sou, e abro a porta para a linda dama que sobrou à minha frente.

Ela parece surpresa com o meu gesto e me pergunto se ela nunca foi tratada bem.

Estamos dentro do carro e acho engraçado o jeito protetor que Sakura constantemente olha para filha para ter certeza de que ela está bem. É como se ela achasse que meu carro irá engolir a menina a qualquer momento. Rio desse pensamento tolo.

Essa mulher além de bela é intrigante.

Continuo dirigindo pelas vielas de Venezza, incomodado com o silêncio absurdo que se instalou no carro. Impaciente, olho furtivamente em direção a Sakura. Até agora ela não perguntou quem eu sou, o que eu faço ou meu número. Pelo contrário, ela parece alheia e perdida em pensamentos. 

Tamborilo os dedos no volante, tentando compreender a enigmática Sakura.

Porque ela não deu em cima de mim ?

Porque ela não tem reação a mim ?

Será que ela é tímida ?

Será que é casada ?

Será que ela ainda ama o ex-marido ?

Será que ela já teve ex-marido ?

Será que ela é homossexual ?

Bufo, achando improvável.

Eu vi a forma que ela reagiu a mim e como sua pele ficou rosada de rubor. Ela pisca algumas vezes e encosta a cabeça no vidro do carro, mordendo os labios. Meu pau reage com um esparmo.

Quantos anos eu tenho, quatorze ?

A reação do meu corpo é irritante.

Talvez isso passe se eu fudê-la.

Não, fora de cogitação.

Eu sei que sua vida não é da minha conta e que eu não deveria me importar com ela.

Mas por algum motivo preciso que ela me note. Quero que ela olhe para mim de qualquer jeito. Ok, sei que agora isso é mais que infantil, mas é mais forte do que eu. Eu preciso atiça-la.

Sibilo entre os dentes e olho novamente para Sakura, que desvia o olhar de pressa.

Ela está me observando !

Será que está me avaliando ?

Uma bolha de esperança cresce no meu peito. Acho que estou ficando obcecado por essa mulher.

Preciso de mais tempo com ela.

- Mamãe, podemos tomar um milkshake ? - a garotinha me dá o engate que eu precisava.

Já falei que acho essa criança adorável ?

Sakura parece hesitante, e seus dentes tornam a cravar-se naquele lábio ?

Porque isso é tão excitante ?

- Claro, querida - tomo a frente, mudando a direção do carro.

- Você não precisa fazer isso.

Não vou deixar ele estragar meu plano.

Espera ai... que plano ?

Balanço a cabeça, sorrindo.

- Não é nada demais. A princesa está querendo milkshake, e o que você acha de batata fritas para acompanhar ?

Eu e a garotinha nos entreolhamos cumplicemente pelo espelho.

- Eu quelo ! - seu sorriso é o mais doce do mundo.

E nós acabamos rindo de sua empolgação por algo tão simples.

- Como se diz, neném ?

- Obligada - seu agradecimento sai em um tom infantil e algo se aquece em meu coração.

Sorrio para a garota tão linda que está no meu carro.

Que sorte o pai dela tem de ter uma filha tão doce e meiga.

- De nada querida, e o que essa mamma linda vai querer ? - questiono, chamando sua atenção para mim.

Ela leva o dedo na bochecha.

- Um, acho que é um cheesburguer duplo com tudo o que vem nele, algumas batatas fritas e um Blood Mary de chocolate.

A cada minuto que passa com Sakura, me surpreendo mais.

Ela não tem vergonha de ser quem é, não faz questão de me agradar, nem de me impressionar. Geralmente as mulheres quando estão na minha presença, pedem folhas e ração que elas chamam de comida. Mas Sakura parece comer o que tem vontade, ela não se segura.

- Uma mulher com meus gostos, fascinante !

Adoraria descobrir o que essa boca gulosa pode fazer.

Prossigo para o nosso novo trajeto.

- Aqui é bem diferente do Brasil - ela pondera, observando a cidade.

- Aposto que é legal morar no Brasil.

Deve ser o paraíso ver aquele monte de mulher gostosa semi-nua sambando. Ouvi dizer que o povo de lá é farrista.

Obs : Passar umas férias no carnaval do Brasil.

- Sim, nós temos as mais belas praias mais belas mulheres.

Ah, disso eu não duvido.

- Tenho certeza disso - a prova disso é que tem uma na minha frente.

Acho que estou conseguindo tirar alguma reação dela, porque ela parece encabulada com meu comentario.

Ah, agora eu quero jogar com você.

Ela parece perceber minhas intenções porque se fecha novamente, mergulhando em seu mundo de pensamentos.

Você é difícil, Sakura !

Estaciono o carro próximo ao restaurante e nenhuma palavra mais dita. Ela parece nervosa, mas ao mesmo tempo segura de si.

- Que fofo - Sakura se encanta com a arquitetura do lugar. 

Eu não a culpo, o lugar realmente é lindo.

Os móveis são de design colombianos, os pilares da tenda são de madeiras envernizadas, e as portas envidraçadas constratam com o piso porcelanato dourado

Saio do carro e abro a porta do passageiro para depreender Sarada de sua cadeirinha.

- Obligada - ela sorri e toma a mão de sua mãe.

- Obrigada - dessa vez é Sakura que me agradece, mas ela parece irritada - Você não precisa nos ajudar e sabe disso, certo ?

Não entendo o que eu fiz que a deixou tão chateada.

Essa mulher é complexa.

Eu só queria facilitar as coisas para ela. Estou sendo educado. Não estou fazendo isso só porque quero transar com ela, mas sim porque estou gostando de sua cria. Aliás, eu gosto de crianças. Só não quero criá-las.

Ora ela baixa a guarda, hora ela me repele.

Nenhuma mulher nunca me tratou assim, claro, além da minha prima e minha irmã.

Estou confuso com sua atitude.

- É um hábito. Há muitas crianças onde  a gente mora e queremos facilitar para as mulheres quando estamos perto - e é verdade.

A Itália é um país belo, mas com muitos clãs territórialistas. E eu faço parte de um, por conta da disputa entre os inimigos e derramamento de sangue, nos vimos obrigados vivermos perto para não perder os nossos. Então todos nós moramos em uma vila, que é um verdsdeiro complexo. O clã "Ragazzi Infernali". Cada cidadão possui sua casa, alguns, mansãoes, como eu e meus amigos. Temos área de lazer para  a família, área esportiva, parque para as crianças, fora outros setores, que não convém falar. Cuidamos uns dos outros, nos protegemos. E como em todo clã,  temos nossas regras e nosso líder, no caso, "eu".

Não sei como funciona as coisas no Brasil ou se Sakura entende esse conceito, mas ela irá descobrir.

- Posso segular a mão dele ?

O quê ?

Sou pego desprevenido.

Olha para Sakura e percebo que ela está em choque tanto quanto eu.

É, parece que pelo menos uma gostou de mim.

- Qualquer coisa que a princesa queira.

Parece que a minha atitude a comoveu porque ela me olha ternamente. É errado eu querer que Sakura me olha assim mais vezes ? Mas eu não fiz esse gesto só para agradaá-la, e sim por quê Sarada é tão pequena, como se fosse uma bonequinha. Seu cabelo escuro fluindo ao redor dela. Seus olhos grandes e o jeito que eles me olham, como se estivesse perfurando a minha alma.

É algo inexplicável.

Já não bastasse a mãe que gostosa que me atrai para carralho, ainda tem sua filhinha que está roubando meu coração.

É estranho eu querer que elas sejam minhas ?

 Eu nunca entendi quando algum dos meus amigos e irmãos falavam do amor incondicional que um pai pode ter com filho... até agora.

Eu não sei o que está acontecendo comigo, se eu estou ficando louco, mas estou cojitando a ideia de ser pai pela primeira vez na minha maldita vida. Eu não acho que eu tenha vocação ou talento para isso, mais um lado bem fundo meu, deseja isso.

Pela primeira vez na vida começo a repensar naxmerdas que Temari sempre me falava. Será que eu realmente já estou muito velho ?

Será que chegou a hora de sossegar ?

Será que eu tenho capacidade de constituir uma família ?

Eu não sei o que eu quero, mas algo dentro de mim está começando a mudar.



Continua ...


Notas Finais


Galerinha, não deu para terminar tudo hoje porque mais uma vez eu perco tá grande e o meu tempo é pouco.
Mas eu espero que vocês tenham gostado deixa aí nos comentários o que estão achando desse Gaara Será mesmo que ele tá querendo mudar. Vamos conferir no próximo capítulo.
Beijos, meus amores e se cuidem.


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