História Por Elas 2ª Temporada - Capítulo 33


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
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Palavras 1.967
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 33 - 33


Camila.

- Fala mamãe, Théo. Fala mamãe? - Théo me olhava sorrindo sentado nas minhas pernas, nada de sair o mamãe dele. - Vamos lá, filho.

- Já faz um tempo que você está nesse chão pedindo para ele falar mamãe, mi hija. Cada um tem seu tempo de falar, você por exemplo demorou mais que a Sofia.

- Eu pensei que seria tudo de uma vez. Ele já tem dente, já sai engatinhando para todo lugar. Já poderia dizer mamãe.

- Tudo em seu tempo, hija. Megan ainda não acordou?

- Não, Mama. Quando a Lauren faz ela dormir, ela dorme a noite toda. Amanhã de manhã ela acorda faminta e no maior escândalo.

- Igual você. Já quer contar o motivo que não quis ir se divertir com elas? - Tentei fugir daquela conversa desde a hora que cheguei, não tinha mais jeito. - Camila?

- Verônica e Keana estão de volta.

- Sofia me contou da Verônica, a Keana é novidade. Mas de qualquer forma, essas duas não estavam indo junto com elas. Qual é o problema verdadeiro? Se sentiu abalada? Atingida? Mexida com a volta delas?

- Eu estou com a Lauren, Mama. Ou estava, já não sei mais.

- Por que não sabe?

- Porque Keana já namorou a Lauren. Se eu fui atingida com a volta dela, a Lauren também foi.

- Então espera, deixa eu ver se entendi alguma coisa. Você não quis sair com as suas amigas porque vocês duas estão brigadas ou sei lá o que pela ex de vocês?

- Não brigamos, Mama. A Lauren simplesmente ficou estranha. Eu acho que ela pensa que eu fiquei muito abalada quando vi a Keana na minha frente. - Soltei o Théo quando ele quis ficar de pé se segurando no sofá, indo em direção da avó dele, mas caiu sentado e lá ficou. - Eu não conseguia falar direito, as palavras não se formavam. Se eu respondi cinco vezes foi muito.

- Isso é porque você não esperava ver ela na sua frente outra vez depois do que ela fez. Isso é normal, mi amor. O que aconteceu foi que você teve o famoso choque ao ver uma pessoa inesperada.

- A Lauren não acha normal. Tanto não acha, que ela quase não fala mais comigo. Passou a dormir no quarto das crianças. Ela está me ignorando.

- Tudo isso se resolve com uma bela conversa, Camila.

- Isso vai ser impossível. Parece que estou ficando invisível para Lauren. Posso voltar a morar aqui?

- Tem certeza disso? Não acha que está se precipitando? E os bebês, Camila?

- Podemos dividir os dias da semana.

- Eles são pequenos demais para ficarem pulando de casa em casa. Você não está pensando direito e com clareza.

- Uma semana com cada? - Minha mãe levou uma de suas mãos até seus olhos, fazendo uma rápida massagem neles e me olhou. A resposta era não. - Eu não posso ficar em um lugar que não pareço mais bem vinda. O quarto é dela e eu que estou dormindo lá. Não quero ficar assim, Mama. Não quero.

- Primeiro você arruma um jeito de conversar com ela. Depois dessa conversa e se nada estiver resolvido entre vocês duas, eu mesma arrumo seu quarto com as coisas dos meus netos. - Se abaixou para pegar o Théo, que estava brincando com a barra de seu pijama. - Agora eu vou fazer esse menininho dormir porque já está tarde. Você pode ir comer alguma coisa e cama. Já coloquei sua cama contra a parede e também coloquei o cercadinho antes da Lauren deixar a Megan lá. Quando ele dormir, eu coloco ele na sua cama.

- Obrigada, Mama. Mas eu estou sem fome ainda e preciso terminar o negócio da casa.

- Ainda vai vender?

- Vou sim. Quando eu sair do apartamento das meninas, eu não quero voltar para aquela casa grande só as crianças e eu. Sei que se eu dizer que vou voltar a morar lá, a Normani irá atrás e como ela já está noiva, eu não quero estragar tudo. Eu voltando para cá, ela vai saber que você estará me ajudando.

- E ela já sabe o que você está fazendo?

- Não! Ela acha que estou vendendo porque cansei de deixar a casa sozinha, já que estamos morando lá no apartamento. Não contei que vou comprar um apartamento para ela e agora um para mim também, mas não vai ser um perto do outro. Vou voltar a ser independente de novo. Quero meu trabalho de volta, Mama. Já fiquei muito tempo em casa.

- Que bom que tocou nesse assunto porque já estou prestes a me aposentar definitivamente. Adiantei tudo. Em janeiro seu pai e eu vamos nos aposentar juntos. Você tomará conta de tudo até Sofia atingir a maior idade. Termine o que estiver fazendo e vai comer, é uma ordem.

Me deitei no chão depois que vi minha mãe sair com Théo em seus braços todo sorridente. Fechei meus olhos para finalmente relaxar um pouco. Não tinha nada para falar com o corretor de imóveis, a casa já estava vendida, era só um desculpa para não me sentar para jantar porque sabia que minha mãe chegaria nesse assunto, mas o assunto saiu da mesa e chegou na sala de qualquer jeito.

- Kaki? - Ouvi Sofia me chamar baixinho.

- Aqui no chão. O que foi?

- Mama mandou avisar que o Théo já dormiu.

- Já? Ela acabou de sair daqui com ele. E você não deveria fazer o mesmo?

- Sim, mas estou sem sono.

- E o que quer comer? - Me apoiei no chão com meus cotovelos, vendo Sofia sorrir grande. Ela perdia o sono quando ficava com vontade de comer alguma coisa. - Então, Sofia? O que quer comer?

- Sorvete azul. - Me sentei melhor. - Tem o picolé azul, o que deixa a minha língua e meus dentes azuis. Eu não quero esse, eu quero o que a Dinah e a Lolo tem lá no apartamento. Ice blue.

- Aonde eu vou achar esse sorvete, Sofia? Já é quase meia noite, não tem sorveteria ou mercado aberto essa hora.

- Mas tem posto de gasolina. Por favor, Kaki?

- A Megan pode acordar. Não posso deixar ela sozinha.

- Você não foi no seu quarto até agora, eu fiquei indo lá mesmo com essa babá eletrônica aí do seu lado. O Théo dormiu e a Mama não levou ele para o seu quarto, eu deito lá com a Megan até você voltar.

- Tudo bem, Sofia. Se a Mama levantar com o Théo, avisa que fui atrás desse seu sorvete azul. Não vou rodar a cidade, já estou deixando claro. E se eu não achar, você pega uma caneta azul, pinta o gelo e chupa.

Sofia me deu as costas resmungando que iria colocar gelo na minha roupa enquanto eu dormia, ela não era louca porque sabia que eu colocaria eles de volta na roupa dela.

Peguei minhas chaves e desci até a garagem, o portão já estava aberto quando sai e continuou porque atrás estava vindo mais um carro. O primeiro posto não era longe dali, bastou pouco menos de três minutos e eu já estava lá. Parei o carro de qualquer jeito e fui até a parte dos sorvetes e nada, não tinha nem o que deixa a língua azul.

No segundo posto não tinha o que Sofia queria, mas tinha o que deixava os dentes azuis, a criança deveria ficar a coisa mais linda com a boca toda azul. Eu me arrependeria muito de voltar para casa sem nada. Dirigi por quase dez minutos até o terceiro posto, outra vez deixei o carro de qualquer jeito e corri até o freezer, nem sorvete normal tinha ali.

- Moço, por algum acaso você não teria um sorvete azul lá no estoque? Um que não deixa a língua, boca e dentes azuis.

- Você só vai achar esse sorvete indo em sorveterias, nem em mercado você vai achar.

- Obrigada mesmo assim. - Que porra de desejo foi esse? Por que ela não quis comer uma coisa que tinha em casa?

- Eu posso te ajudar. - Me virei assustada quando senti uma mão em meu ombro e por reconhecer a voz também. - Deixa eu adivinhar. Sofia?

- Ela mesmo. Quando o meu sono bater, eu quero virar para o lado e ir dormir, mas se ela não chupar esse sorvete, eu serei uma pessoa estressada de sono.

- Eu estou com alguns amigos lá fora e uma das meninas tem uma sorveteria. Os pais dela tem na verdade.

- Já viu a hora, Verônica? Não tem nada aberto, nem mesmo a sorveteria dos pais da sua amiga.

- Não mesmo, mas ela tem a chave porque a gente gosta de coisas novas, tipo sorvete com vodka. Podemos ir lá e você pega o sorvete. O que acha?

- Eu acho que você caiu do céu, não vou perder tempo negando a sua ajuda. Podemos ir até lá sim.

Verônica saiu me puxando até os nossos carros, avisou que eles iriam na frente, óbvio, e eu logo atrás. Falou também que qualquer coisa era só buzinar e eles parariam.

O carro dela parecia vazio até ela dar partida e um homem colocar a cabeça para fora gritando que estava afim de sexo. Em outros tempos poderia ser eu no lugar dele, mas não gritando que queria sexo e sim gritando feito louco com a cabeça para fora do carro.

Quando Verônica parou e desceu do carro, eu fiz o mesmo, mas dessa vez eu travei ele. O homem que estava gritando minutos atrás tinha pulado para frente falando que estava indo buscar uma amiga e já voltava para pegar Verônica. Caminhamos até a porta do lado, que segundo Verônica, a porta da frente soaria o alarme se fosse aberta aquela hora.

Entrar em uma sorveteria aquela era e com tudo apagado era no mínimo estranho. Esperei Verônica me levar até a parte da frente para pegar o sorvete, mas ao contrário do que pensei, ela abriu um enorme freezer lá atrás mesmo e meus olhos foram direito no azul. Pedi uma mini caixa de isopor para Verônica, que me deu rapidamente. Enchi a mini caixa toda, Sofia tomaria tudo.

- Ficou louca? - Perguntei quando levantei minha cabeça e vi Verônica segurando dois copinhos. - Vai fazer sua bebida louca bem aqui? E se sujar as coisas?

- Cami, eu não cheguei a comprar bebidas lá no posto. Não vou fazer isso, você e eu vamos tomar um bom sorvete até meus amigos voltarem.

Me estendeu um dos copinhos, qual pequei sem pestanejar. Verônica era teimosa feito uma mula quando queria. Perguntei quanto tinha ficado tudo e ela disse que já tinha pago enquanto eu pegava o sorvete da Sofia. Deixei ele no mesmo lugar e me sentei ao chão com Verônica, que estava bem gelado por sinal.

- Senti sua falta, Cami.

- Dúvido.

- Eu queria ter ido atrás de você antes, mas eu tinha medo da Normani.

- E não tem mais?

- Um pouco, mas eu consigo ficar firme na frente dela agora. - Olhei para ela rindo, com certeza Normani teria colocado ela para fora. - Tem cobertura aí do lado da boca.

- Aqui? - Passei meus dedos de um lado.

- Eu limpo para você. - Se inclinou chegando bem perto do meu rosto, levou um de seus dedos no canto oposto da minha boca enquanto seus olhos olhavam dentro dos meus.

- Vero...

- Eu senti sua falta, Cami.

Sua mão passou pelo meu rosto e parou na minha nuca, onde Verônica segurou quando seus lábios se colidiram com os meus. 



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