1. Spirit Fanfics >
  2. Por entre as esquinas >
  3. 21 - Finalmente

História Por entre as esquinas - Capítulo 21


Escrita por:


Capítulo 21 - 21 - Finalmente


Fanfic / Fanfiction Por entre as esquinas - Capítulo 21 - 21 - Finalmente


Sai do serviço mais cedo, precisamente na hora do almoço. Hoje fui buscar as cestas basicas que eu prometi doar para Ally no Natal que até agora não tinha entregue.

Coloquei uma música qualquer na minha ranger e fui até o local onde iria comprar as cestas. Depois de fazer as reservas das cestas e pagar, pedi que o rapaz entregasse no endereço do abrigo, hoje mesmo se possível e ele confirmou pra mim.

Entrei no carro e fui até o abrigo, mais no caminho começou a chover muito forte. Muita gente reclama de andar na chuva, eu até que gosto me relaxa. Aí eu fico assim, som ligado e andando bem tranquilo nas ruas de Miami.

Só que dessa vez não é uma chuvinha básica aqui da cidade não. É um temporal que está se formando. Então acelero um pouco mais.

Na hora que começou a cair o temporal eu ligo a lanterna baixa do carro, diminuo um pouco a velocidade e ando com mais cuidado. A chuva estava muito forte.

-Justo agora essa chuva. - mudo a estação da rádio e coloco em uma que está passando informações do temporal.

"Boa tarde, estamos ao vivo para falar pra vocês sobre a tempestade que atinge o sudeste da Flórida, um dos lugares mais atingidos serão Miami. Então você que está na rua não pense que essa chuva irá passar rápido, ela está só te enganando, então procure um abrigo e se proteja. De acordo com a defesa civil algumas ruas já estão alagadas e casas destelhada por conta do vento. E se o vento continuar temos perigo de tornados."

Levei a mão ao rádio do carro e abaixei o volume, a chuva tinha diminuído então novamente acelerei o carro. Virei a esquerda e cheguei na principal, como a rua estava livre acelerei mais o carro, queria chegar antes da próxima pancada.

Depois que tive aquele imprevisto com a Camila eu estava evitando ter contato com ela. E eu percebi que ela estava tentando tambem, ela estava se esquivando de mim, então eu não ia forçar nada e nem queria forçar nada com ela. Eu não sei o que estava acontecendo mas as coisas estavam diferentes, eu tava diferente, eu nunca me senti assim antes mas hoje não tem como evitar, ela provavelmente vai estar lá ajudando Ally.

Viro a esquerda entrando em uma rua que dá acesso ao bairro que fica o abrigo, fico cantarolando uma música até chegar a umas 3 quadras do abrigo. A chuva caí forte novamente e eu diminuo.

-DROGA - piso no freio com tudo.

Uma pessoa atravessa a rua sem olhar para os lados, eu por pouco quase bato, se não fosse pelo reflexo que tive no momento.

A pessoa olha assustada em direção ao meu carro, tentando se desculpar falando coisas inaudíveis, e eu não conseguia escutar por conta do carro ser blindado, só que quando vejo quem é meu coração começa a bater freneticamente.

Era ela.

Eu quase atropelei ela.

Droga eu quase atropelei a Camila.

Ela volta a andar com passos apressados na calçada, ela não iria me ver por conta do vidro ser escuro, então eu volto em si e movimento o carro. Acelero até chegar ao seu lado, ainda com o carro em movimento abaixo um pouco o vidro e falo com ela.



-Camila... - ela continua andando - Ei Camila... - droga ela não tá escutando, decido buzinar.

Dou dois toques na buzina e ela olha assutada.

-Camila entra no carro. - falo e ela para no mesmo lugar.

-Que? Shawn o que você tá fazendo?

-Entra no carro.

-Não. Olha como eu tô - aponta para suas roupas molhadas - Eu não vou entrar.

Então ela volta a andar. Mais que menina teimosa essa. Acelero o carro até parar mais a frente dela e freio fazendo os pneus cantarem.

Respiro fundo e abro a porta sentindo os pingos de água gelada em minha pele. Vou andando a passos largos até chegar perto dela.

-Entra no carro. - falo autoritário.

-Shawn volta para seu carro. - ela pede para mim.

-Vem - pego em sua mão e puxo ela - Eu quase te atropelei sua maluca, agora vem.

-Nao. - ela puxa e solta nossas mãos - Vai embora, você vai ficar doente.

-E você também. Eu não saio daqui sem você.

-Shawn... - não deixo ela terminar.

-Por favor Camila. Entra no carro, eu te levo pra casa. Vai ser meu caminho também porque eu tô indo pra lá. - falo com dificuldade devido a chuva estar forte novamente.

Pego em sua mão novamente e dessa vez ela vem comigo. Abro a porta do passageiro e deixo ela entrar.

-Eu vou molhar seu carro. - ela fala ainda ao lado do carro - Eu vou a pé. - tenta sair mais eu seguro seu braço.

-Não quero desculpas. Eu tô igual a você, então nós dois vamos molhar o carro. Só entra, depois você briga comigo. Tá legal.

Vejo ela ter uma briga interna com ela mesma, até que ela entra no carro e eu bato a porta, em seguida dou a volta e entro no carro.

O silêncio prevalece nesse carro, ninguém abre a boca pra nada. Essa era a primeira vez que a gente se via depois do episódio do pequeno acidente dela.

Eu olho pra ela pelo canto dos olhos e vejo ela esfregar as mãos nos braços, para tentar se esquentar.

Me viro e busco no banco traseiro algo pra ela. Acho um conjunto de moletom e entrego a ela.

-Tira essa roupa molhada e coloca essa seca. - falo entregando conjunto para ela.

-Não precisa. - vejo o queixo dela tremer de frio - Eu tô bem.

-Não tá bem nada a Camila, está com frio - coloco o conjunto no seu colo - Não quero que você fique doente. - ela acaba aceitando as roupas e coloca em cima do painel.

-Será que vo-você pode virar? - ela fala com a voz baixa.

-Cl-claro é que... Nossa desculpa, desculpa mesmo - me viro em direção a janela e fico ali olhando a chuva do lado de fora.

Eu sou um idiota mesmo. Você queria o que Shawn? Que ela trocasse de roupa na sua frente seu babaca. E sem perceber bati na minha testa na janela. Acabou fazendo um barulho e ela percebeu.

-Tá tudo bem ? - ela pergunta.

-Ta, tá sim. - falo evitando olhar para trás.

-É.. Pode virar - ela diz com a voz toda tímida.

Eu me viro e fico olhando pra frente, com receito se olha-la.

Shawn? - ela diz e eu me viro pra vê-la, e... Nossa !

Ela com meu moletom é a coisa mais linda desse mundo, se pudesse ter uma imagem que eu poderia ver pra sempre seria essa. Ela de cabelos molhados e bagunçados, vestindo meu conjunto de moletom e com uma expressão mais doce do mundo.

Saio dos pensamentos com ela estralando os dedos em frente ao meu rosto.

-É... Oi?

-Eu só queria agradecer. Obrigado por isso. Mais e você ? - ela pergunta preocupada.

-Não se preocupa, eu me viro - falo e levo a mão no painel do carro e ligo o ar - vamos?

-Por favor. - ela fala puxando o cinto de segurança.

Fomos o caminho inteiro em silêncio, até chegar no abrigo. Na hora que ela foi sair do carro eu seguro seu braço.

-É... Camila. Você teria um copo d'água? - falo rápido demais.

Só depois de falar percebo a besteira que eu fiz, que merda foi essa de pedir um copo d'água?

-Água Shawn? - ela ri - Sabe que essa não cola mais né, tem que atualizar.

-Desculpa.

Eu dou uma risada sem graça e mais uma vez o silêncio. Depois de muito tempo ali sem falar e fazer nada ela toma iniciativa de sair.

-Eu acho que já vou, tchau Shawn! - ela tenta sair.

-Espera fica... É... A chuva piorou - engulo em seco - Fica até acalmar pelo menos.

-A chuva diminuiu isso sim - vejo que não vou ter como segurar ela então ela faz mensao de sair mais quando ela coloca a mão na porta pra sair a chuva almenta. - Droga - murmura baixinho e eu comemoro internamente.

-Eu não falei. - dou um sorriso - Fica. - peço a ela.

-Eu não sei se devo... Tenho que levar as contas que já devem estar todas molhadas pra Ally.

-Deve... Só até parar eu prometo. - eu ainda estou com a mão em seu braço e ela olha pra minha mão eu percebo, retiro rapidamente e murmuro um desculpa.

Já tava constrangedor o silêncio dentro daquele carro, então perguntei a ela o que a um tempo eu já queria saber.

-Porque você fez aquilo? Você sabe...

Ela permaneceu com olhar assustado em mim, acho que ela nunca ia esperar que eu tocasse nesse assunto. Mas eu só queria entender, só queria ajudar ela.

Ela abria e fechava a boca varias vezes na tentativa de falar algo, mais não saia nada.

-Se você não quiser falar, tá tudo bem eu não quero insistir em um assunto que te machuque! - disse a ela.

-Não. Tudo bem. É que é um assunto difícil. - ela respira fundo e me conta - Bom antes de usar aquelas drogas eu fui até a casa da minha mãe. Toda semana eu canto na praça e o dinheiro que eu arrecado eu guardo uma parte para ela. Eu sempre entrego quando ela não tá em casa, mas nesse dia ela tava... - seu olhar se perde - Ela me viu... a primeira vez desde que eu tô na rua.

-Vocês nunca tinham se visto?

-Só de longe.

-Eu sinto muito por isso. - fico de frente a ela.

-Eu também - diz com a voz baixa - mas continuando, nesse dia que ela me viu eu tive que entregar o dinheiro nas mãos dela e ela me disse muitas coisas ruins, coisas que me machucaram, disse que ela não precisava daquele dinheiro, que elas estavam muito bem e que eu podia para ficar e fazer bom proveito do dinheiro, e foi isso que eu fiz. Gastei todo dinheiro em drogas e deu no que deu né.

-Eu quas... A gente quase te perdeu Camila - quase que falei besteira mas deu tempo para corrigir.

-Desculpa por isso. Eu não queria causar isso em vocês. Eu só queria fazer parar de doer. Só isso.

-Só promete que você nunca mais vai fazer isso... por favor promete? - seguro em sua mão e ela fica em silêncio me encarando.

-Prometo. - ela da um sorriso gentil.

Ficamos nos encarando por um bom tempo, até que ela desvia o olhar e pra não ficar mais uma vez aquele silêncio eu falo qualquer coisa que me bem a cabeça.

-Eu nunca fui de fazer caridade sabe?, mais me obriguei a fazer e acabei gostando. Por isso hoje vai chegar algumas cestas básicas que eu doei para Ally.

-Isso te fez bem né? - ela diz me olhando.

-Demais, eu me tornei outra pessoa.

-E você tá feliz com isso?

-Muito - falei e dei um sorriso sem mostrar os dentes - Eu quero que você pegue uma dessas cestas e leve até a sua mãe, ou eu mesmo posso levar. Você que sabe!

-Minha mãe? Ela me pergunta com as sobrancelhas franzidas.

-Sim. Acho que pode ajudar. E eu quero ajudar.

-Sério? - ela pergunta com tom de voz animado.

-Sim - falo rindo da reação dela.

-Nossa eu nem sei o que dizer!

-Não precisa dizer nada. - então ela faz algo que me deixou surpreso. Ela me abraça.

Eu retribuo o abraço. Ela logo percebe o que fez e se separa, mas mesmo assim estamos muito próximos um do outro.

Ficamos ali um olhando no olho do outro sem desviar. Eu tava lutando comigo mesmo para não desviar o olhar para sua boca, eu tava com medo de ser negado mais uma vez.

-A chuva parou - ela se afastou - E-eu... Eu vou indo.

Ela faz que iria se virar e eu seguro agora sua cintura pra ela não sair e no mesmo momento vejo ela estremecer. Eu engulo em seco e vejo ela passar a língua por seus lábios.

Não sei se ela queria aquilo tanto quanto eu ou se ela fez aquilo de nervoso. Na verdade não sei mais de nada, eu só queria sentir aqueles lábios nos meus.

Eu estava com receio, e medo. Eu sinceramente não sei o que tá acontecendo, eu nunca me senti assim com nenhuma mulher. Por que ela faz isso comigo?

Eu me aproximo lentamente dela e levo a minha outra mão ao seu rosto e começo a acariciar. Ela fecha os olhos e sente meu toque e vejo nisso uma aprovação.

Movimento a mão e sinto cada detalhe do seu rosto. Bochecha, queixo, olhos, sombrancelha e sua boca. E que boca. Não vejo a hora de sentir o gosto dos seus lábios nos meus.

Passo meu polegar sentindo a maciez dos seus lábios em meu dedo. Ela abre um pouco a boca e eu me aproximo mais.

Ela não reage e nem me impede. Eu me aproximo e fecho a distância com um selinho, sinto uma onda diferente no meu corpo, nunca me senti assim antes com ninguém.

Eu trato a boca dela da maneira mais lenta e sutiu que posso abro pouco e capturo seu lábio superior entre os meus  sinto ela suspirar baixinho.

Sinto meu coração martelar no meu peito. Mais que droga tá acontecendo. Eu nunca senti antes isso na minha vida. Mais era bom, nossa como é bom.

Sinto ela fechar seus labios no meu lábio superior e então peço passagem encostando minha língua na sua boca e ela cede.

Quando minha língua encosta na dela meu corpo se arrepia todo. Minhas mãos estão suando e eu me sinto trêmulo, n respirar eu tô conseguindo direto.

Que lábios meu Deus. Que lábios. Se eu pudesse escolher somente um para beijar a vida toda com certeza seria os dela.

Sinto ela virar a cabeça um pouco pra direita e aproveito e coloco mais pressão no beijo. O beijo começa a esquentar, ficar mais feroz, eu passo minha mão que estava em sua nuca, pelas costas chegando em sua cintura e aperto trazendo ela mais pra mim.

Ela solta um gemido baixo, que não vou mentir me deixou excitado. Mais isso durou pouco por que ela logo se separou.

Eu a olhei sem entender mais seu rosto estava super vermelho e assustado. E eu estava achando super fofo isso nela. Eu acabei avançando um pouco pra frente pra tentar sentir novamente os lábios dela nos meus, mais ela se esquiva e eu fico sem entender. Só depois de alguns segundos eu entendo que fui longe demais com ela.

-Desculpa é que... Eu não sei o que me deu. Eu... Eu não devia ter feito isso. - falo tentando me desculpar.

-Eu preciso ir. - ela finalmente fala.

-Não espera... Me desculpa - ela não fala nada.

Eu até tento manter ela ali, mais sem chance. Ela se vira abre a porta do carro e vai embora. Vejo ela entrar pelo portão e subir as escadas do abrigo mexe um pouco no bolso até achar a chave e abre a porta, mais antes de fecha-la ela olha em direção ao meu carro.

-Droga Shawn - dou alguns socos no volante - Que merda que eu fiz. - minha respiração fica pesada.

Encosto a cabeça no banco e respiro fundo .

-O que ela vai pensar de mim.

Olho pra baixo e vejo o volume já visível em minha calça. Me xingo mentalmente.

-O que tá acontecendo comigo meu Deus? O que ela tá fazendo comigo?

Iria abrir a porta para ir até o abrigo falar com a Ally, mais a chuva aumentou então decidi ficar ali mesmo no carro até acalmar a chuva e meu amiguinho também.

Depois de uns minutos a chuva cessou, e eu decidi entrar para falar com Ally.

Sai do carro e acionei o alarme, subi as escadas e decidi não bater. Entrei na casa e fui em direcaot a cozinha o de Ally sempre gostava de ficar.

Chegando lá pude ver Ally, na hora que iria entrar Camila aparece de banho tomado e roupa trocada.

Ela ainda usava meu moletom, só a parte de cima mais ainda sim, estava linda.

Camila falava, meio que com medo. Já Ally mais animada impossível. Não consegui escutar a conversa, mais já imaginava sobre o que era só pela cara que Camila estava fazendo. Toda tímida.

-Licença. - uma voz chama.

-Oi - me viro e é um entregador pelo nome da camisa dele já sei de onde é.

-A porta estava aberta. Eu vim entregar as cestas básicas em nome de Allysson Brooke. - ele diz lendo em um papel, deveria ser a nota.

-A sim... Fui eu que comprei as cestas. Eu vou chamar a Ally. Pode colocar ali no canto as cestas. - apontei para um canto vazio da sala.

Voltei até a cozinha e dessa vez teria que entrar. Consegui ver elas conversando animadamente agora.

Dei 3 batidas na madeira da porta e as duas me olharam Ally com um sorriso grande no rosto e Camila na mesma hora que me viu sou rosto ganhou uma coloração vermelha e seus olhos foram desviados dos meus.

-Desculpa entrar assim - fui me aproximando da mesa onde elas estavam e meu olhar. Ao saia dela.

-Que isso Shawn você já é de casa! Não é Camila? - ela disse e olhou para Camila que se pudesse ficar mais vermelha ficava.

-É... É eu vou... é eu vou ali. Licença - disse e saiu quase correndo da cozinha.

Caramba. Ela correu de mim é isso? Ela não quer me ver? Eu sabia que iria estragar tudo. Eu sou um idiota. Quando acho uma garota que não é como as outras, acabo fazendo merda. Eu não quero perder ela.

-Não liga Shawn, depois vocês conversam.- Ally disse e veio até mim - O que devo a honra da visita?

-Bom é... As cestas chegaram.

-Que otimo. Vamos.

Fui com Ally terminar de receber as cestas. Depois guardamos no depósito, mais uma coisa não saia da minha cabeça. Na verdade duas. Uma era o episódio do carro e a outra o porquê que ela saiu correndo daquele jeito.

Parecia com medo de mim. Mais... Como uma pessoas que gosta tanto dela iria fazer algum mau.

-Ally porque ela estava daquel jeito, mais cedo?  - eu já sabia a resposta mas queria confirmar.

-Ao que parece ela tá gostando de um cara aí! - ela me falou.

Puta que pariu. Por essa eu não esperava, caramba ela tá gostando de outra pessoa e eu aqui tentando algo, estou falando eu sou um burro mesmo.

-Sério. Mas você sabe se eles estão namorando ou tendo algo mais sério? - eu perguntei curioso.

-Eu acho que não e pode ser que demore um pouquinho, porque pelo que eu percebi você é bem lerdo pra esses assuntos né?

-Bom, boa sorte pra eles. - dou um sorriso sem graça.

Me viro e vou caminhando até a porta, no momento que eu coloco a mão no trinco eu pensei nas palavras que Ally me disse.

Caramba... É isso. No momento que percebo, me viro encontrando Ally de braço cruzado olhando para mim batendo o pé no chão.

-Eu falei, não falei?

-Sou eu? - me aproximo dela - Era de mim que estava falando? Ela... Ela gosta de mim Ally? - falo com uma felicidade que não cabia  mim.

Ally acende com a cabeça e eu sem pensar abraço. Depois de abraça-la, dou um beijo em sua testa e passo correndo pela porta e ela grita.

-A DIREITA, ÚLTIMA PORTA. Entendo seu recado e subo as escadas correndo.

Caramba ela também gosta de mim...

Também?...

Chego em frente a porta que Ally me disse. Fico ali parado por uns segundos.

Também?...

-É... Eu também gosto dela. - sussurro para mim mesmo.

O sorriso no meu rosto aumenta. Respiro fundo e bato na porta.

See you later *-*

##



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...