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História Por entre as esquinas - Capítulo 49


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Capítulo 49 - 49 - A Nossa Noite


Fanfic / Fanfiction Por entre as esquinas - Capítulo 49 - 49 - A Nossa Noite

Eu tinha acabado de sair do ensaio, tinha que sair tudo perfeito para meu show. Então estava ensaiando duro para o show que ocorreria dentre os próximos dias, e quando peguei meu celular vi uma mensagem.


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O que eu disse é sério!


Minha casa está aberta pra você e as crianças. Sempre!


Te aguardo para um jantar hoje?


Aguardo sua resposta ansiosamente.

Ah!!!


Te amo S2


Beijos Shawn.


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Confesso que estava tensa pensando que o clima iria ficar não muito bom depois de hoje cedo. Mais parece que tá tudo bem eu acho.

Eu me sentei no canto da sala com minha garrafinha de água. Antes de responder pensei bem se deveria ir ou nao, dei um gole na água gelada e respondi.

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Pode ser.

E também vai ser bom para o Arthur passar mais um tempo com você.

Até mais tarde

Beijos Camila
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-Que droga de desculpa é essa Camila? - bato em minha própria testa - Usando meu próprio filho como desculpa. Olha a que ponto eu cheguei.

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Ótimo estou ansioso pra ver você.

E claro as crianças.

Até mais tarde.
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Um sorriso nasceu em meus lábios apos ler a mensagem. Ele sempre ficava nervoso quando se tratava do Arthur e eu achava super fofo isso nele.

Antes de sair da sala mandei uma mensagem para minha mãe e avisei sobre o jantar, pedi para ela trazer as crianças aqui, assim não precisaria eu voltar em casa para pegar eles e também ficaria mais fácil de ir até o AP do Shawn.

Fui tomar um banho, a gravadora estava praticamente vazia. Shawn era o último a sair, mais hoje por causa desse jantar que ele iria fazer, ele saiu mais cedo.

Ao adentrar o box do chuveiro estava com uma sensação estranha, de que estava sendo observada.

Fechei os olhos para enxaguar o cabelo e escutei passos. No mesmo momento abri os olhos e o sabão fez arder.

-Droga! - ergui a cabeça e deixei a água correr e limpar todo o sabão.

Depois de tirar todo o sabão desliguei o chuveiro e fiquei em silêncio para ver se escutava mais alguma coisa e nada. Tudo em silêncio. Voltei a ligar o chuveiro e terminei meu banho.

Aí vestir minha última peça de roupa escutei novamente passos e eles pareciam estar se aproximando. Meu coração começou a acelerar.

Peguei minha mochila e fui até a porta, mesmo morrendo de medo coloquei a mão na fechadura e quando puxei a porta a outra pessoa empurrou.

Dei um grito de susto no primeiro momento mais depois que vi quem era fiquei mais aliviada.

-Mãe, que susto a senhora me deu! - levo a mão até meu coração e ele está martelando aqui dentro - Você falou que iria esperar lá fora.

-As crianças estavam com frio então o segurança me deixou entrar.

-Fez bem. Desculpa pela demora, resolvi tomar um banho de última hora.

-Não se preocupa filha.

Fomos ate o estacionamento e minha mãe me ajudou colocar as crianças nas cadeirinhas.

-Vai ficar por lá?

-Não sei mãe. Não me sinto bem naquele lugar. - ela ficou com uma cara estranha e eu logo expliquei - não pelo Shawn, mais pela esposa dele.

-Então não vai. Pede pra ele ir lá em casa?

-Eu já falei que ia mãe, e ele fez um jantar - dou um sorriso - ele preparou tudo.

-E esse sorriso bobo aí? - sinto meu rosto esquentar - Você nunca deixou de amar ele né filha ?

-Não mãe. Parece que esse amor aumentou.

-Falta pouco pra vocês serem felizes novamente filha, muito pouco. Agora vai lá e se cuida heim, não quero outro neto.

-Mãe!

-Na verde eu quero mais depois que essa bagunça passar. - ela me dá um beijo e vai até seu carro.

Eu entro no meu e sigo até o apartamento dele.

Quando paro no sinal vermelho um carro fica praticamente colado em mim. Eu acho estranho mais tento não ligar, então ando com o carro uns centímetros pra frente e o carro fez a mesma coisa.

Olho pelo retrovisor mais não consigo ver quem é, o vídeo é totalmente escuro. O sinal abre e eu ando com o carro, de vez em quando eu olho pelo retrovisor e ele ainda está lá, atrás de mim.

Tento não entrar em pânico, afinal estou com meus filhos no carro e também tento não transparecer porque eles são pequenos mais podem perceber.

Entro na rua do apartamento do Shawn e acelero. Quando paro em frente ao seu prédio paro em uma tava próximo a entrada do estacionamento.

Eu estava tremendo minhas mãos no volante, e quando vi o mesmo carro se aproximando pego meu celular e procuro o nome dele na agenda.

Eu estava ficando em pânico.

E se tiver alguém querendo fazer mal pra mim com meus filhos dentro do carro? O que eu vou fazer?

Sinto meus olhos lacrimejando, e coloco o celular no ouvido no mesmo momento que o carro para lado a lado com o meu.

-Oi amor? - o carro acelera - Camila, tá aí? - eu não consigo falar nada nem me mexer, eu congelei - Camila você tá me assustando, fala comigo? - de repente o carro começa a cantar pneu e uma fumaça sai das rodas e ele arranca com o caro e some pela rua - CAMILA? - ele fala alto.

-Oi. Desculpa, eu tô aqui! - pisco algumas vezes e presto atenção no telefone ainda com um pouco de pânico.

-Tá tudo bem?

-Tá. Tá sim, é... Eu tô aqui em baixo.

-Ótimo. Pode subir, estou te esperando.

Desligo o celular e com as mãos ainda tremendo volto a ligar o carro e entro na garagem. Sem antes me certificar que o carro não está próximo.

Eram 21 horas em ponto eu estava na frente a sua porta, com Jully no meu colo e Arthur do meu lado.

-Deixa eu aperta mamãe? - ele se refere a campainha. Ele adora apertar.

-Claro filho! - respondo e ele fica na pontinha dos pés para alcançar a campainha.

Ele aperta e segundos depois a porta é aberta por um Shawn com um sorriso gigantesco no rosto e um pano nas mãos. Até parecia estar atrás da porta aguardando nossa chegada ansioso.

-Ei vocês?

-Oi. - nós três falamos juntos.

-Ei cara - na porta ainda ele vai até o Arthur e beija sua testa - Oi princesa - ele beija a bochecha da Jully e como ela tá no meu colo ele está muito próximo a mim - Oi - nossos olhos se encontram e ele se aproxima deixando um beijo no canto da minha boca.

Ele nos convida para entrar, eu respiro fundo e entro na sua casa, preciso me manter calma se não ele vai perceber meu nervosismo.

Quando chegamos na sala ele pede para nós aguardarmos uns 5 minutos que ele está terminando alguma coisa.

Agora com mais calma consigo reparar e ver o quão bonito e seu apartamento e super aconchegante.

Eu estava sentada no sofá vendo meus filhos brincarem no chão com os brinquedinhos deles, logo Shawn apareceu na sala nos avisando que o jantar estava pronto.

-Esta pronto, vamos?

-Claro. Vamos bebês? - segurei nas mãos deles e fomos até a mesa.

Quando nos acomodamos na mesa Shawn foi o primeiro a falar.

-Bom, como essa princesa aqui ama batata e esse rapazinho aqui ama frango, fiz um prato especialmente pra eles.

-Obaa! - Arthur e Jully falam juntos.

-E qual seria esse prato? - pergunto curiosa.

-Batata gratinada com frango ao molhos.

Olha se tiver gostoso igual o nome você tá de parabéns porque antigamente você era péssimo na cozinha. - falo e primeiro ele serve as crianças em seguida meu prato e por último o seu.

-Faça as honras? - ele aponta para o prato - E só corrigindo você era péssima na cozinha, eu sabia me virar!

-Hum - faço ao dar a primeira grafada no prato - Isso tá incrível!

-Se em cinco anos eu não aprendesse cozinhar, poderia me matar. - ele fala e rimos.

-Olha, eu também dei uma evoluída na cozinha. - falo me gabando dos meus dotes culinários - Eu já não queimo o arroz.

-Essa eu quero ver. - gargalhamos.

E assim foi o clima do jantar, eu comia e também alimentava Jully e do outro lado da mesa Shawn comia e ajudava Arthur. Pelo menos consegui relaxar depois do medo que passei mais cedo.

Depois do jantar queria lavar a louça mais ele não deixou, então fomos todos para a sala, ao chegar lá e disse que ia buscar algumas coisas já voltava.

Observei ele entrar por um corredor e sumir das minhas vistas. Eu estava sentada no chão brincando com os meus filhos quando ele chega com uma caixa gigante nas mãos.

-Prontinho agora vocês vão poder brincar. - ele disse e foi retirado os brinquedos de dentro da caixa.

-Shawn você não precisava ter comprado isso. Eles já tem um monte de brinquedos.

-Eles têm na sua casa e não aqui.

-Mesmo assim a gente podia ter trazido alguns brinquedos. Não precisava ter comprado!

-Ei. Tá tudo bem, eu quis comprar pra eles, não se preocupa.

-Fica mimando depois você não vai aguentar.

-E você?

-O que tem eu?

-Posso te mimar tambem? - eu abri a boca e fechei várias vezes na tentativa de falar alguma coisa, mas nada saiu ele percebeu meu nervosismo - Eu tô brincando!

Nós sentamos no sofá e ficamos observando as crianças brincarem com seus novos brinquedos.

Estava deitada em seu peito passando o dedo em sua tatuagem. Até que me lembrei de uma coisa.

-Eu não me lembro de ter perguntado se tem significado essa tatuagem?

-Tem sim.

-Posso perguntar o que seria?

-Claro que pode. Olha - ele estica o braço - É um violão de longe né?


-Sim. - falo o óbvio.


-Mais de perto ele é composto de árvores em uma margem do rio que refletem nele mesmo, e assim da a aparência do corpo de um violão.


-Verdade.


-Aqui - ele aponta para o braço do violão - Essa parte do cabo do violão é dividido em dois, onde a parte superior é um esboço do horizonte de Toronto que é minha cidade e a parte inferior representa as onda sonoras dos meus pais dizendo: "Eu te amo".


-Uau isso é lindo!


-Demais. Fora que minha mãe queria me matar quando viu. - sorrimos - mais aí eu falei o significado aí ela amou.


-Pretende fazer mais?


-Com certeza. E não vai demorar muito. E você vai ser a primeira a ver.


-Quanta honra.


-Não é pra menos. - ele beija minha testa.


Volto a deitar minha cabeça em seu peito e voltamos a observar as crianças. Até que ele volta a falar.


-Agora me conta? - ele fala fazendo carinho em minha cabeça.


-O que ? - volto meu olhar a ele.

-Você tá estranha desde que chegou. Na verdade desde a ligação.

-Não é nada, não se preocupa.

-Fala pra mim.

-Shawn...

-Confia em mim!

Me levanto do seu peito e me sento direito no sofá e ele faz o mesmo. Respiro fundo em lembrar do ocorrido.

-Aconteceu duas coisas estranha hoje.

-O que? - ele franze a testa.

-Na gravadora quando eu estava no banho eu pensei ter ouvido passos.

-E era alguém?

-Não sei. Depois que terminei voltei a ouvir mais dessa vez era da minha mãe, só que ela tinha acabado de chegar.

-Vou pedir as imagens da gravadora para dar uma olhada. Mais e a outra coisa?

-Foi vindo pra cá. No sinal um carro praticamente colou no meu no sinal e depois que o sinal abriu ele parecia estar me seguindo.

-Por isso me ligou?

-Foi. Eu estava com medo de fazerem algo comigo estando junto das crianças.

-Você reconheceu quem era?

-Não. O vidro estava escuro. Ele parou do meu lado e começou acelera tanto, mais tanto. Eu fiquei ali sem saber o que fazer e com muito medo.

-Ei - ele me puxa para um abraço - Eu tô aqui agora e sempre vou estar, não vou deixar mais nada acontecer com você, eu te prometo.

-Promete?

-Claro. Vou tomar providências sobre isso.

-Obrigado,eu falo isso em nome dos meus filhos.

-Não precisa agradecer. Eu faço isso por vocês.

Fiquei ali agarrada ao seu calor, me sentindo protegida e amada, ao lado do meu amor, do homem da minha vida que depois de anos voltei, para minha pessoa.

Eu estava com os olhos pesados de sono, mais sempre de olho nos meus filhos. Já o Shawn acho que estava dormindo porque não se mexia e sua respiração estava leve.

-Mamãe tô com sono. - Arthur fala e coloca sua mãozinha em meu rosto.

-Quer colinho? - ele balança a cabeça.

Me arrumo no sofá com cuidado para não acordar o Shawn e pego meu filho no colo e ele se ajeita já fechando os olhos.

De repente Shawn abre os olhos e sorri olhando Arthur adormecido nós meus braços ele se inclina e da um beijo nele.

-Nosso filho é lindo né? - ele me dá um selinho.

Jully que estava sentada brincando com umas pecinhas, se levanta e caminha toda desajeitada até o sofá e sabia que ela estava com sono também.

Ela de tão esperta pega o controle ao lado do sofá e entrega para o Shawn.

-O que foi princesa?

-Zezenho. - ela fala e ele olha para mim pedindo ajuda para decifrar o que ela estava falando eu estava rindo por dentro pela cara que ele fez.

Eu falo "desenho" e ele lê meus lábios e entendi o que ela quer.

-Claro. Vem cá pequena. - ele pega Jully no colo e seguida o controle da tv e coloca em um canal de desenhos.

Alguns minutos se passaram e Jully também pega no sono. Shawn passa o braço por meu ombro e me puxa pra ele, eu encosto a cabeça em seu ombro e respiro fundo.

Eu ainda estava preocupada e com um pouco de medo de que aconteça novamente, mas eu precisava esquecer isso para voltar a minha rotina.

A noite estava ótima com a companhia dele, mas eu precisava ir pra casa.

-Shawn? - olhei pra cima e ele estava dormindo - Shawn? - dei um beijo em sua bochecha e ele acordou.

-Oi pequena?

-Me ajuda a levar as crianças para o carro?

-Porquê?

-Shawn eu preciso ir pra casa.

-Fica aqui. Por favor? A Hailey não vai voltar!

-E se ela voltar? Eu não quero olhar na cara daquela nojenta.

-Não se preocupa, ela saiu daqui com malas pra passar um mês fora. - ele me olha com um olha pidão - Fica?

Droga. Eu preciso resistir mais a esse olhar, assim não dá.

-Tá bom, mais tenho que sair cedo amanhã para levar as crianças na escolinha.

-Sem problemas, eu vou com você e depois vamos para a gravadora.

Colocamos as crianças na cama em seguida fomos deitar. Eu fiquei com receio de deitar na mesma cama da insuperável, até quis dormir na cama com as crianças mais ele não deixou.

Então nossa noite se fechou assim, dormindo um nos braços do outro e no outro dia acordamos de conchinha.

Depois de acordar e fazer nossa higiene matinal, já que eu tinha um kit de escova e pasta na minha bolsa tomamos um rápido banho e também dei banho nas crianças.

Tomando um café reforçado e seguimos para a escolinha, logo em seguida fomos para a gravadora. Cada um em seu carro mas, ele fez questão de me esperar e assim chegamos juntos lá.

Estava chegando no estúdio três, mais antes de chegar Shawn me puxa para um dia corredores e sem esperar ele me prensa na parede e me beija, sua língua invade minha boca e eu a recebo com alegria.

Nossas bocas se moviam sem parar, e o medo de ser pego deixava tudo mais excitante. Ele finaliza o beijo e da um selinho na ponta do meu nariz.

-O que acha de sair mais cedo hoje?

-Hoje? E porque? - faço carinho em seus cabelos.

-Quero te mostrar um lugar, um importante lugar.

-Hum. Fiquei curiosa.

-Então te espero?

-Claro. - dei mais um selinho nele e uma pessoa apareceu no corredor e logo disfarçamos.

Fui até o estúdio passar algumas músicas e depois fui até a sala de ensaio, passar a coreografia.

Era 15:00 e meu celular tocou era ele falando que estava me aguardando me despedi do pessoal e fui até ele.

-Oi? - encontrei ele no corredor.

-Oi. - fomos caminhando lado a lado até o estacionamento - Vamos no meu carro?

-Mais e o meu?

-Qualquer coisa você vem comigo amanhã. - ele sorri - Vai, vamos lá.

Entramos no seu carro e seguimos caminho.

Eu não tinha a mínima ideia de onde estávamos indo. Ele também não me falou nada, então tinha quer aguardar e esperar ansiosamente.

Paramos em frente a um prédio alto e muito bonito.

-Quem mora aqui? - pergunto quando descemos do carro.

-Você já vai ver. Vem vamos.

Ele segura minha mão e seguimos pra dentro do prédio. Entramos no elevador e ele apertou o último andar que dava acesso a cobertura.

-Amor não vai me falar quem mora aqui?

-Você já vai ver gatinha.

A porta se abriu e fomos até a porta de entrada e o que me deixou encabulada é que ele tirou a chave do bolso.

E aí entrar fiquei de queixo caído, o lugar era lindo, espaçoso e todo aconchegante.

-Agora me fala?

-Bom, quem na verdade vai morar aqui é você.

-Eu. Como assim Shawn? Que história é essa?

-Esse era um apartamento que comprei quando estava pensando em me separa da Hailey, aí fiz uma reforma e aqui está ele. E quero que você fique aqui.

-Shawn eu não posso aceitar.

-Camila por favor. Faça isso por seus filhos, seus pais e por mim também. - nos sentamos no sofá - Aqui é seguro, tem porteiro e câmeras se quiser trazer seus pais fica a vontade eu não me importo.

-Eu não me sinto bem usufruindo das suas coisas.

-E quando a gente casar? Como é que vai ser?

-Casar? - ela ficou toda sem jeito.

-É porque a gente vai casar um dia, você não vai me escapar de novo.

-Pode apostar que não vou mesmo.

-Então aceita? Fica aqui? Eu vou me sentir melhor em saber que vocês estão em segurança.

-Eu preciso treinar para resistir a essa sua cara.

-Isso quer dizer...? - falo animado.

-Quer dizer que eu topo ficar aqui. - eu não aguento e me jogo em cima dela q abraçando - Só por enquanto.

-Você não sabe como fico feliz meu amor! Mesmo que seja "por enquanto" - faço uma voz estranha.

-Te amo sabia? E agradeço muito por sua preocupação.

-Te amo mais que tudo. - ficamos nos encarando deitados ainda no sofá, logo me levanto - Vem quero te mostrar um lugar.

Ela segura minha mão e saímos pelo apartamento até que entro em uma porta que dá acesso ao quarto principal.

-Ora ora porque será que não me surpreendo? - ela ri - Tá querendo estrear o quarto é? - vejo ela passar pelo quarto.

-Na verdade quero estrear a cama.

Ao falar isso viro ela pra mim e a puxo para um beijo de tirar o fôlego. Passo minhas mãos por sua bunda até chegar em suas coxas e puxo ela para meu colo.

Ali pela primeira vez naquela cama e naquele apartamento fizemos amor, nos amamos como sempre fazemos, apaixonados e terminamos suados e esgotados mais nunca cansados um do outro.

Até que lembro de uma coisa e me levanto as pressas, já vestindo minhas roupas.

-Camila volta aqui.

-Shawn as crianças!

-O que tem elas? Elas estão na escolinha.

-Pois é esse é o problema, olha as horas.

-Caralho! - ele se levanta correndo também e começamos a nós vestir. Não acredito que perdermos a hora.

Saímos correndo do apartamento e fomos para a garagem, entramos no carro dele e fomos ate a escolinha.

Ao chegar na frente desci correndo do carro e fui até o portão e apertei a campainha logo uma das moças que cuidam das crianças abriu a porta.

-Dona Camila? - diz ela.

-Sim. Eu me atrasei hoje vim pegar meus filhos.

-Seus filhos?

-Onde estão eles? - pergunto.

-Eles já foram dona Camila!

-Como eles já foram? - olho para o Shawn.

-Quem veio pegar eles? - ele pergunta.

-Um rapaz disse que era o pai deles.

-O Austin! - arregalo meus olhos - como vocês entregam meus filhos assim?

-Mais dona Camila ele é o pai das crianças.

-Não importa. Shawn a gente tem achar eles!

-Calma. - ele beija minha testa - Vamos pra sua casa ele deve estar lá.

Voltamos até seu carro e ele acelerou até minha casa. Ao chegar lá entrei desesperada, e chamei pela minha mãe.

-MÃE... MÃE?

-Oi filha?

-Me diz que as crianças estão aqui por favor.

-Não filha. Eles não estão eu até pé sei que vocês tinham ido passear pela demora.

-Não, meu Deus. Eu perdi o horário e parece que o Austin pegou eles na escola.

-O Austin?

-Mãe eu tenho medo que ele faça algo com meus filhos.

-A culpa foi minha! - diz Shawn - Eu que fiz você se atrasar, me perdoa? - ela senta ao meu lado no sofá - O que eu posso fazer pra ajudar?

-Não muita coisa. O jeito é esperar.

-Filha não é melhor ligar para a polícia?

-Deixa que eu faço isso. Eu tenho um amigo que é delegado.

Shawn fala e vai até o canto da sala com o celular na orelha e eu fico abraçada a minha mãe no sofá.

Depois de terminar a ligação ele volta até o sofá, Shawn disse que a polícia não tinha muito o que fazer, porque querendo ou não Austin é pai das crianças e ele tem direitos. Mais eles vão mover uma medida protetiva contra ele pra mim e para meus filhos.

Eu já tava cansada de esperar, mais não parava quieta. Andava de um lado a outro e se duvidar não tinha nem mais unhas de tão nervosa que estava.

-Amor, toma um pouco de água.

-Eu não quero a porcaria de um copo de água. Eu quero meus filhos! - acabo estourando.

-É para seu bem, você tá muito nervosa!

-Você queria o que? Que eu tivesse tranquila, sussegada, e aliviada por meus filhos estarem com aquele monstro!.

Sua boca se mexe para falar algo, mais ele desiste e vai até o outro lado do sofá e deixa a água na mesinha.

Eu não queria falar com ele assim, ele não merece. Ele tá aqui me ajudando e eu o trato desse jeito?

Ele estava de pé com o olhar em suas mãos, eu tinha certeza que a maneira que falei o atingiu e teria que me desculpar.

Mais quando pensei em caminhar até ele escutei a porta se abrir e todos ficamos de olho pra ver quem entrava, e o primeiro a entrar foi Arthur que quando me viu correu para meu colo.

-Prontinho enfim em casa meus amores! - aquele maldito fala com a maior cara de pau entrando em casa como se nada tivesse acontecido e ainda com minha filha nos braços.

Eu rapidamente entrego Arthur para Shawn e corro até ele e pego minha filha dos seus braços.

-O que você pensa que tá fazendo? - falo com raiva e caminho até minha mãe e ela vai com Jully e Arthur para o quarto.

-O que você acha? Estava passando um tempo com meus filhos a Jully e o Arthur.

-Passando um tempo? Contra outra Austin, você nunca que passou tempo com eles e agora quer fazer isso? Contra outra.

-Porquê? Não posso Camilinha?

-NÃO!

-ELES SÃO MEUS FILHOS E QUERO VER QUEM VAI ME IMPEDIR DE VER E FICAR COM ELES.

-QUER QUE EU TE MOSTRE QUEM VAI TE IMPEDIR? - Shawn fala e parte pra cima do Austin.

-Ah o ex namoradinho que bonitinho. - ele gargalha - Posso saber o que você faz na minha casa seu corno!

-Olha que eu acho que o corno aqui é você! - eles estão próximos.

-Seu filho da puta! - Austin parte pra cima do Shawn e da um soco em seu rosto. - em seguida ele ri e me olha - Cuidado hein Camilinha ele vai te trair com a Hailey de novo agora no escritório da gravadora.

-De novo? - estreito meus olhos - Como você sabia disso Austin?

-Ué como? Você me contou.

-Eu só falei que tinha sido traída mais não falei com quem!.

-Você sabia né? - Shawn fala limpando um pouco de sangue na sua boca - Você... Você fez parte disso? Foi tudo uma armação Camila! Esse filho da puta tava junto com ela.

-Não fala besteira, ou coisa que você não sabe idiota.

-Você mesmo se entregou ao falar da Hailey.

-Eu falei só o que ela me falou. - ele aponta pra mim.

-A é? Agora deixa eu fale uma coisa? - Shawn se aproxima dele novamente.

-Qual foi?

-Você gosta de bater em pessoas indefesas né como sua própria esposa, seu otário!

-Ela faz por merecer.

-Sabe uma coisa que é por merecer? Isso! - Shawn acerta um soco no rosto de Austin e ele se desequilibra e cai.

-Filha da puta! - Austin se levanta se apoiando no sofá.

-Vem. Você não é o machão que gosta de bater em mulher. Agora vem me enfrentar vem.

Austin anda a passos duros até onde Shawn está e ele tenta dar um soco mais Shawn desvia e revida acertando em cheio seu rosto e ele vai no chão.

Shawn vai pra cima dele e começa a distribuir socos em seu rosto, e Austin tentava revidar dando socos em seu abdômen e tentava se livrar com as pernas.

Até que a porta é aberta novamente e meu pai entra separando os dois.

Eu não sabia fazer outra coisa a não ser chorar.

-Isso não vai ficar assim. Escuta o que eu tô falando, vocês me pagam. - ao falar isso ele abre a porta e sai

-Some daqui seu desgraçado! - meu pai fala e vem me abraçar.

Logo minha mãe aparece com as crianças.

Shawn olha pra mim com um olhar de desculpas pela confusão. Sendo que quem tem que se desculpar sou eu.

Depois que Austin saiu da casa eu respirei aliviada e não desgrudei dos meus filhos um seguindo sequer.

Eu estava com Jully no meu colo e Arthur estava dormindo com a cabeça em minhas coxas.

-Mãe me ajuda a levar eles?

-Deixa que eu ajudo. - Shawn que estava sentado no outro sofá disse.

Ele logo se levantou e pegou Arthur com cuidado do sofá. Eu subi as escadas e ele me seguiu sem trocar uma só palavra.

Após cobrir meus filhos sai do quarto o deixando pra trás.

Vou até meu quarto e fico de pé em frente a janela por uns segundos algumas lágrimas saem por meus olhos, choro por tudo, pela situação, por meus filhos e pelo Shawn. E por falar nele...

-Eu posso ficar com você hoje? - sinto a voz dele distante deveria estar na porta.

-Não precisa. - falo seca.

Eu não queria tratar ele assim, mais eu não tô legal e preciso ficar sozinha.

-Camila deixa eu cuidar de você. - sua voz estava se aproximando e eu ainda olhando para o lado de fora.

-Eu não preciso que ninguém cuide de mim. - sinto minha garganta doer pelo choro que quer vir - Eu já fiz isso por cinco anos eu sei me cuidar.

-Você fez isso por tempo demais, agora não precisa. Eu tô aqui com você. Divide isso comigo?

Sinto sua presença atrás de mim e logo duas mãos me abraçam por trás.

-Eu não aguento mais isso! - um soluço sai por meus lábios e por um momento me deixei fraquejar, deixo de ser forte.

Afinal agora eu tenho alguém ao meu lado que vai me ajudar a passar por isso.

See you later *-*

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