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História Por entre as esquinas - Capítulo 8


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Capítulo 8 - 8 - A Entrevista


Fanfic / Fanfiction Por entre as esquinas - Capítulo 8 - 8 - A Entrevista

E não é que o grande dia chegou....

Acordo mais cedo que o normal e super animada. Na verdade, desde que eu recebi aquela mensagem eu tô assim, feliz e ansiosa.

Me sento no papelão, amarro meu cabelo, coço meus olhos e me espreguiço e tudo estrala. Esse chão acaba com minha coluna

É horrível dormir assim, teu corpo fica um caco, também né dormindo praticamente no chão. Esse papelão não resolve muita coisa.

Levanto e me espreguiço, pego os papelões dobro coloco em baixo do braço, e na mão seguro o porta retrato.

Vou caminhando pela lateral da igreja até que o padre abre a porta e me cumprimenta.

-Bom dia filha, como você está?

-Bom dia padre Tobias, eu estou bem, mais vou ficar mais ainda quando eu confirmar o dia e a hora que é hoje no meu celular.

-Claro filha. Ele está mais que carregado. - Ele ri - Pode ir pegar!

O padre é um amor de pessoa e me deixou carregar o celular em uma das tomadas da igreja. Entro na igreja pego meu celular e em seguida volto a falar com o padre.

-Obrigado por isso padre, você sabe por deixar eu usar a luz da igreja pra carregar.

-Imagina. Estamos aqui pra servir minha filha - nos dois rimos.

-Aqui padre, eu tenho todas as fotos e mensagens da minha família e amigos. - suspiro mostrando a galeria de fotos do celular a ele.

-Você sente falta deles né filha!?

-Demais padre você não tem noção.

-Olha o tempo que eu tô aqui nessa mesma igreja, eu já vi tanta coisa nessa rua, tanta coisa nessa mesma escada você dorme. Que se eu te contar você não acredita. São muitas histórias de vida que as pessoas tem, cada um com a sua, cada uma com seu jeitinho.

-Eu posso imaginar padre. Nessas duas semanas eu tive sorte por ter achado o senhor. E outra... graças a Deus eu não tive nenhum problema aqui, com outros moradores.

-Ainda bem filha.

-Pois é... Eu sei que as coisas não ficam boas quando isso acontece, eu já vi, e não terminou bem.

-Verdade. Mais eu rezo sempre para que Deus proteja todos de bem como você. - coloca a mão em meu ombro.

-Eu agradeço padre. E eu....rezo sempre pra Deus proteger minha família, meu pai que está no Brasil e pra que eu consiga um emprego.

-Deus vai escutar suas orações!

Pego meu celular e vou até as mensagens. Abro o whatsapp e vou até o contato da secretaria do Sr Mendes.

Verifico o endereço e a data. Fecho o aplicativo e olho o relógio e esta confirmado. É hoje.... Hoje é dia 03/03

-É hoje padre.... Hoje é minha entrevista!!

-Que bom filha... Que Deus abençoe. - mais logo minha feição muda e o sorriso some do meu rosto e ele percebe. - Ei.... Porque essa carinha heim. Não tá feliz?

-Claro padre, eu tô. Mais é que eu lembre de um pequeno detalhe.

-E que seria?

-Hoje é 03/03 dia da minha entrevista e...e..

-E o que.....

-Dia do meu aniversário de 17 anos, padre. - falo cabisbaixa.

- Feliz aniversário que Deus te abençoe - Ele disse me abraça.

-Obrigado padre. - dou um sorriso sem mostrar os dentes.

Eu começo a me emocionar ele percebe e me abraça mais forte, aí eu desabo. Começo a soluçar.

Ele separa o abraço e passa o dedo no meu rosto, tirando as lágrimas que insistem em descer. Mais não adianta.

-Ei. Não fica assim.

-Como não padre. Minha família sempre comemorou meu aniversário, mesmo a gente não tendo nada, minha mãe fazia sempre um esforço para ter um bolinho para a gente cantar parabéns. E...e esse é o primeiro que passo longe delas. - começo a me emocionar.

-Ei. Não fica assim tá. Você vai poder comemorar muitos outros aniversários com eles. Escuta o que eu tô te dizendo.

-Obrigado padre.

Depois desse momento de emoção fomos caminhando até a parte de trás na igreja.

Lá tinha uma porta que dava acesso há um espaço pequeno, onde tinha algumas prateleiras e ele deixou eu guardar minhas coisas ali. Como meus papelões, alguns pacotes de comida que eu ganhei e também a minha bolsa com as minhas roupas e documentos.

Chegando lá vejo a porta meio aberta.

-O senhor veio aqui padre?

-Não filha eu acabei de sair da igreja.

-Que estranho. Eu lembro muito bem de ter fechado a porta ontem antes de dormir.

-Fica aqui. Eu vou dar uma olhada.

-Tá bom

O padre entra na salinha de uns 2 metros quadrados. Depois de uns minutos ele sai.

-Não tem nada lá dentro - diz ele

-Nada... Minhas coisas padre?

-Tudo vazio filha, sem nada. - entro em desespero - Sinto muito filha!

Passo pelo padre como um foguete, entro na salinha e observo.

Mais nada.... está  vazio.... Tipo... Completamente vazio... Sem nada .... Nem minhas roupas..... Minha comida ....absolutamente ..... Nada....

Desabo de joelhos no chão, levo as mãos em meu rosto e choro.

As lágrimas não param de cair, os soluços altos, uma dor, era minha chance.

Como eu irei para a entrevista agora?

Estou me sentindo completamente fodida.

Padre Tobias vem até mim e me abraça, ali no chão mesmo. Ele pouco se importa se eu estou suja, ou sem banho alguns dias. Ele só me abraça.

-As coisas vão se ajeitar filha! Tenha fé.

-Porque isso padre? Porque isso comigo? Eu sei que eu fiz coisas erradas, eu sei mais, mais eu não mereço isso!

-Não merece mesmo, eu mais que ninguém sei disso. Você é uma moça do bem, e só fez o que fez por sua família.

-Pena que só o senhor vê isso padre.

Ele me solta do abraço e nesse momento vejo as horas. E ele me observa.

-Ainda dá tempo pra chegar lá? - ele diz na esperança.

-Sim, falta meia hora ainda! Mais não adianta.

-Porque filha?

-Eu precisava ir na Ally pra pegar umas roupas emprestadas e tomar um banho.

-Pena que aqui não tem chuveiro e nem roupas. As que tinha já foram levadas para o bazar - diz triste.

-Não se preocupe padre.

-Como não, você pode sair dessa vida se conseguir.

-Eu vou assim mesmo - falo decidida e aponto para minhas roupas.

-Mas suas roupas estão rasgadas e sujas, como você vai ir?

-Eu vou tentar padre, vou contar minha história pra secretaria do senhor Mendes, espero que ela entenda.

-Deus te ouça filha. Deus te ouça - ergue as mãos para o céu.

Me levanto, bato as mãos e minha roupa pra tirar o pó, passo os dedos no cabelo pra tentar dar uma arrumada. Me despeço do padre e vou andando sentido ao endereço.

Ficava bem ao centro de Miami, em uma das principais avenidas.

20 minutos depois chego a tal avenida. Pego meu celular pra verificar o número.

- Cadê... Cadê... - falo baixinho até que encontro - aqui.... Número 1994.

Olho no prédio que estou parada na frente, e tento achar a numeração.

- 1769 - levo as maos a cintura - tô longe pra caramba e tenho só 10 minutos pra chegar.

Vou andando e paro na faixa de pedestres para atravessar. Espero o sinal ficar verde, quando fica atravesso. Chego em frente a uma loja e verifico a numeração.

- 1751. Não...não...não puta que pariu, eu não acredito.

Não posso acreditar que tô sentindo contrário.

Volto até a faixa de pedestres para atravessar, a hora que coloco o meu pé na faixa, o sinal que estava verde começa a piscar avisando que iria fechar.

Então eu corro.

Atravesso a rua e continuo correndo.

Vou correndo e observando os números.

1976...

1979...

1982...

1988...

Atravesso mais uma rua. E graças ele estava verde.

1990...

- Mais um pouquinho.... Tô quase chegando - falava quase sem ar de tanto correr.

Chegando próximo a esquina vejo aquele prédio enorme.

Paro de correr. Coloco as mãos nos joelhos e respiro fundo.

Com os letreiros na grama dizendo
"MENDES ENTERPRISE" .Cada letra era maior que eu. E também tinha o nome na faxada do prédio.

Depois que respirei um pouco, fui me aproximando da entrada e observei a numeração "1994" era ali.

Tinha alguns seguranças rodeando o lugar. Eles deveriam ser mesmo importantes.

Quanto mais eu me aproximava da entrada, mais seguranças olhavam pra mim. Continuei caminhando.

Cheguei na porta automática, passei por ela e fui até a recepção.

Estava indo e pela visão periférica conseguia ver olhares direcionados a mim, tava todo mundo me olhando. É horrível essa sensação. Eu sei que eu estava toda suja mas custava disfarçar!?

Chegando na recepção tinha duas moças,uma loira e outra ruiva, elas estavam conversando entre si.

Uma delas a ruiva, repara na minha presença e avisa a loira.

A loira me olha e pega o telefone, fala alguma coisa e desliga.

-Licença? - elas me olham com cara feia.

Quando ia continuar a falar, sinto uma mão segurando meu braço.

-Pra fora, aqui você não entra - disse ele.

-Vou entrar sim, eu não corri aqui pra nada.

-Moça, faça o favor e se retire.

-Eu não vou sair!

-Você quer que eu chame a polícia é?

Não, não precisa de polícia. Mais eu vou entrar. - disse firme.

-Aqui só são permitida a entrada pessoas autorizadas, ou com hora marcada.

-Eu tenho hora marcada. - ele ri

-Isso é uma piada. Me conta outra, vai. Agora fora daqui. - ele fala com sua voz grossa.

-Eu já falei. Eu não vou sair e eu tenho hora marcada.

-E com quem posso saber? Com o chefe dos moradores de rua é? - ele diz com sarcasmo e ri mais .

-Não, eu tenho hora marcada com .... É... com a ...... Droga - puta merda esqueci o nome da secretaria.

-Olha ai. - ri da minha cara - sabia que mentir é feio?. Agora suma daqui!

Aquele homem de uns 2 metros de altura, negro, forte e com cara de mau aponta a direção da saída.

-Pra mim já chega. Vem. - ele agarra meu braço e vai me lavando até a saída.

-Não, por favor - começo a me espernear - Eu tenho uma entrevista hoje, meu nome é Camila. Camila Cabello. Vê aí, eu não tô mentindo. Vê ai... Uma entrevista as 8 horas em ponto. Por favor me solta.

Ele para, mais ainda segura meu braço.

A loira verifica o computador.

-Elisa - me lembro o nome da secretaria - É Elisa o nome da moça, ela vai fazer entrevista comigo.

Todos ficam em silêncio.

-Está aqui.... Camila Cabello entrevista as 8 horas. - ela olha pra mim e em seguida para o segurança.

-Eu falei pra vocês, eu não tava mentindo. - forço meu braço pra ele soltar - me solta - caminho até a recepção novamente.

-Como assim. É sério isso? - pergunta o segurança.

-É tá aqui! - fala com um timbre decepcionado.

-Que absurdo isso duvido a Elisa receber ela. - ele aponta pra mim como se eu não fosse nada.

-Porque absurdo seu brutamonte, você machucou meu braço, sabia disso?

-Eu to fazendo meu trabalho. - estreito meus olhos para ele.

-Eu vou ligar pra a Elisa avisando que essa daí está aqui.

-"Essa daí" tem nome e é Camila!

A ruiva pega o telefone e liga, ela começa a falar e com uma cara nada boa desliga e olha pra mim e para o segurança.

-E então - pergunta o segurança parado do meu lado

-Ela disse pra você subir - ela mesma fala desacreditada. - me acompanhe.

Acompanho ela até o elevador, ela entra e da espaço pra eu entrar também. Ela fica próximo a porta e eu ao fundo, sei quando a pessoa está incomodada com a presença de outra, e é o que tá acontecendo aqui agora.

Chegamos ao andar.

Reparei ser o último. Ali era lindo tudo novinho em folha, as mesas, cadeiras, flores exatamente tudo.

-Espera aqui vou avisar que está aqui.

Ela disse e adentrou uma sala com porta grande tipo aquelas de ricos sabe? aí, ai, meu sonho ter um dia uma dessas.

Ela retorna, vem próxima a mim e faz sinal com a mão pra mim acompanhá-la. E eu vou...

Chegando lá reparo em uma moça sentada na cadeira que deduzo ser da presidência.

Ela se levanta e vem até mim. Ela é loira, cabelos curtos e baixinha não que eu seja tão alta assim né.

-Você deve ser a Camila? - ela estende a mão pra mim.

-Sim, sou eu mesma. - retribuo a formalidade.

-Por favor sente-se vamos a entrevista.

-Eu Prefiro ficar de pé. Eu tô toda suja e não quero causar prejuízo.

-Que isso Camila, por favor. - insiste - você não quer fazer uma entrevista em pé né? - ela me olha com um semblante angelical.

-Tudo bem. - acabo sedendo e me sento.

Me sento bem na pontinha da cadeira. Ela procurou alguma coisa no computador.

-Aqui está seu currículo online.

-Sim eu mandei ele há uns três meses atrás. Estou precisando muito de um emprego, preciso recomeçar.

-Olha eu tenho que te falar. Tem mais 10 concorrentes concorrendo contra você.

-Eu entendo é um cargo importante em uma empresa importante, muita gente quer entrar aqui.

-Sim, é uma das maiores empresas de engenharia do país. Essa é a nossa segunda sede, e a empresa quer abrir mais uma filial no Brasil.

-Nossa que bacana meu pai é de lá, na verdade ele está trabalhando lá.

Ficamos conversando por um tempo, até que chega a hora da entrevista ela me faz perguntas comuns como por exemplo. O que eu espero no futuro da empresa? Como é minha disponibilidade do horário? Pretensão de salário? entre outras coisas.

-Olha não é te julgando, mas eu preciso fazer essa pesquisa tá bom, não é nada contra você, ou contra o teu atual presente mas, é uma regra da empresa.

-Tudo bem, mas o que seria? - eu pergunto curiosa.

-Então é os seus... É.... Os seus - ela se enrola um pouco pra dizer.

-Os meus.....? - tento pressiona-lá para que ela fale.

-É.... Os seus antecedentes criminais. - eu arregalo os olhos surpresa e com medo - eu preciso saber se tem passagem?

-Oh... É tudo bem, eu acho. - Falo olhando para qualquer canto que não seja o rosto dela com medo e vergonha também.

Ela mexe no computador por um tempo e logo depois coloca seus olhos em mim novamente.

-Então camila... - coloca suas mãos entrelaçadas em cima da mesa-  Eu tô vendo aqui que você tem antecedentes criminais de 2 meses atrás. Sinto muito mas, é muito recente e outra, nossa empresa não permite que ex presidiários ocupem essa posição ou qualquer outra na empresa.

-Ma-mais o seu Pedro ele, ele nem nem finalizou a denúncia ele tirou acusação contra mim. - começo a me desesperar.

-O que aconteceu? Por que te denunciaram? Me conta mais sobre você? - ela se interessa pela minha vida

-Então.....

Conto a ela resumidamente tudo da minha vida até aqui. Mais acho que não resolveu muito.

-Mas mesmo assim você foi fichada na delegacia. - ela respira fundo e minha visão começa a embaçar- e também Camila você é menor de idade.

- Por favor, me dá essa oportunidade. Eu preciso do emprego. Eu preciso ajudar minha família. Por favor dona Elisa - junto minhas mãos na frente do meu rosto implorando a ela.

-Sinto muito Camila. Eu tenho ordens pra isso. Por mim eu te contrataria pela sua história vejo que é uma pessoa de bem. - Ela se levanta e vem até o outro lado da mesa onde eu estou.

-Então me contrata. Simples assim, por favor Elisa.

-Não é simples Camila. O senhor Mendes ele revisa o currículo de quem passa e faz uma segunda entrevista e se ele achar um mísero erro, você nem entra pela porta dele.

-E se mentir? Eu não sou a favor se mentiras mais eu tô em desespero dona Elisa.

-Sinto muito - começo a chorar - agora eu preciso fazer mais uma entrevista Camila. Eu te acompanho. - ela aponta para a porta.

Me levanto secando as lágrimas que insistem em cair, passo a mão na cadeira onde estava sentada para tirar o resquício de poeira, e vou sentido a porta.

Ela abre a porta para mim e me acompanha até o elevador, chegando lá ela aperta o botão para descer. Ficamos as duas em silêncio até o elevador chegar. Eu entro nele e me viro para ela.

Não consigo manter o olhar fixado nela por muito tempo, então desvio.

-Sinto muito - ela murmura e as portas se fecham.

O elevador chega até o térreo, as portas se abrem, eu saio de lá e olhares são direcionados a mim novamente.

Passo pelas meninas da recepção e dou um "tchau" para elas baixinhos. O segurança brutamonte vem em minha direção.

-Eu te acompanho até a saída.

-Eu sei muito bem onde fica a saída. - falo com a cara um pouco fechada.

Eu vou andando mas consigo ver ele atrás de mim me seguindo.

-Tchau menina me desculpa qualquer coisa. - olho pra ele e me dá um pequeno aceno.

-Tchau, e pelo jeito até nunca mais né. - olho mais uma vez dentro do local.

Quando me viro para seguir em direção à rua, vejo muita gente, homens com câmeras fotográficas, repórteres, homens de preto pelo jeito são seguranças, bastante gente mesmo.

Logo eles começam a se aglomerar  próximo a um carro super luxuoso preto e laranja lindo demais que estaciona em frente ao prédio, que com toda certeza deve custar minha vida inteira.

Sabe quando você pisa no formigueiro e as formigas ficam todas doidas, então exatamente que tá acontecendo agora em cima daquele carro.

Eu me afasto porque senão, logo eles passam por cima de mim.

A porta do carro se abre mas não consigo ver quem é, de tanta gente que está em cima.

Continuo olhando, dessa vez consigo ver um rapaz parece jovem, é alto, cabelos castanho escuro super alto. Mais o rosto não consigo ver.

Deduzo ser o tão grande diretor dessa filial.

O tal filho do famoso senhor Mendes.

Mais fazer o que? Bom pra ele que não precisa se nada. Esse com toda certeza tem tudo de não beijada.

Bom. O que eu tinha que fazer aqui já fiz.

Então...

Bora voltar para casa. Seguir minha vida.

See you later *-*

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