História Por favor me ouça... - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Álcool, Drama, Drogas, Inexpressivo, Infeliz, Londres, Originais, Original, Prostituta, Relatos, Romance, Supermercado, Vodka, Yaoi, Yuri
Visualizações 37
Palavras 1.209
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi pessoal, olha mais um capitulo aí, me desculpem por ter demorado tanto, prometo atualizar logo.

Capítulo 6 - Lisa.


Fanfic / Fanfiction Por favor me ouça... - Capítulo 6 - Lisa.

Acordei na manhã de sexta-feira, eu estava bem melhor, fisicamente pelo menos. Levantei da cama e desci para a sala, Layla estava vendo televisão com os meus pais, eu não esperava ve-la por aqui, mas de certa forma estou feliz por isso, eles não me viram então fui para a cozinha e abri a geladeira. Peguei uma lata de um refrigerante genérico sabor cola e me sentei entre Layla e Marlo, Hikaru estava ao lado de Marlo segurando sua mão, ambos pareciam sorrir. Layla olhou para mim enquanto eu dei um gole no meu refrigerante. 

 

-Tem certeza de que deveria tomar isso gelado? Ainda está se recuperando e não queremos que fique ainda mais doente por conta de refrigerante. - Falou Marlo preocupado. 

 

-Não se preocupe okay? - Dei outro gole no refrigerante. - Então, o que estão assistindo?  

 

-Um filme que sua amiga trouxe, é sobre o One Direction. - Odeio esse grupo, mas fazer o que né? Não vou estragar a alegria deles, vou apenas concordar com a cabeça e ir tomar um banho. 

 

Me levanto do sofá e subo novamente para o quarto, tiro minha roupa. Layla entrou nesse momento e ao notar minha nudez voltou pra fora e fechou a porta. 

 

-Desculpa. - Disse ela do outro lado. - Eu não sabia que estava sem roupas. 

 

-Tudo bem, eu deveria ter avisado. Eu posso demorar um pouco pra descer, então caso eu não desça em uma hora, volte aqui. - Respondi e entrei no banheiro, liguei o chuveiro e deixei que a água me cobrisse.  

 

Não demorei muito no banho, logo que saí do banheiro eu me vesti e peguei o celular. Acessei minhas redes sociais, não sei por que ainda faço isso se nunca falo com ninguem, coloquei o celular para o lado. Uma hora depois Layla voltou a entrar no quarto, ela se deitou ao meu lado na cama e juntos ficamos olhando para o teto. 

 

-Então, seus pais acham que não é muito bom que vá trabalhar hoje, sabe, só pra ter certeza de que vai ficar bem. - Ela disse com a voz baixa, nunca notei, mas ela é bem baixa pra idade dela. 

 

-Tudo bem... - Respondi, minha voz geralmente sem vida, pareceu ter um pouco de animo. - Layla, Acho que falta pouco para eu te contar. 

 

-É? - ela parecia um pouco aérea. 

 

-Sim... E eu não sei se quero terminar de contar a história. - Falei, me virei para o lado oposto ao dela. 

 

-Por que acha isso? - Ela disse se sentando e acho que olhando para mim. - Não quer mais me ter por perto? 

 

-É o oposto disso... Nossa ligação é apenas por causa dessa história, se eu terminar de contar você vai ir embora. - Ela colocou a mão no meu braço, senti o calor dela passar através dali. 

 

-Eu não vou embora, por que acha isso? - Ela parecia triste. 

 

-Todos vão, sempre. - Eu falei. Me levantei devagar e olhei para Layla.  

 

-Mas eu não vou, então me conta. - Ela disse, espero que seja verdade. 

 

-Era o segundo ano do ensino médio, Erick e eu quase nem lembrávamos mais do que houve há pouco mais de um ano.  Eu e ele sempre nos falávamos e ficávamos juntos na sala e no intervalo. Esse ano foi o mesmo ano em que Lisa entrou na escola, ela não se enturmou por namorar alguém de fora da escola, as pessoas se afastaram ainda mais quando descobriram que ela namorava uma garota. 

 

-Ela era lésbica? - Perguntou Layla se deitando novamente e olhando pro teto. 

 

-Ela era Bi, mas na época namorava uma garota. 

 

"Eu e Erick fomos os únicos que tentaram socializar com ela, na verdade o Erick queria um encontro mas desistiu no primeiro fora. Ela achava que nós tínhamos segundas intenções com ela. Um dia o cansaço a venceu e ela aceitou conversar com a gente. 

 

Então nós falamos sobre tudo, eu falei sobre meus pais, Erick falou sobre as drogas, todos nós tínhamos incomum por ninguém mais querer falar conosco. Nos divertimos muito juntos, sempre protegíamos um ao outro. Quase sempre, as vezes eu era pego sozinho e aproveitavam para me bater. Ninguém atacava o Erick pois tinham medo de ele ser de alguma gangue, isso por que ele foi usuário de crack. Lisa era vitima apenas de outras garotas e Erick sempre estava lá para ajudar. 

 

Eu queria poder ajuda no que pudesse sempre, mas eu sempre me recusei a usar violência, por isso Erick preferia que eu apenas cuidasse da ajuda moral. O segundo ano inteiro foi assim, gente chata e preconceituosa enchendo a paciência. 

 

A namorada de Lisa entrou na nossa escola e ela começou a se afastar de nós, Erick e eu achamos que perderíamos uma amiga, mas decidimos que o melhor seria deixa-la ir. Voltamos a lanchar sozinhos e passamos os primeiros meses assim, até que Lisa veio até nós para desabafar e chorar. A namorada a havia traido e elas discutiram e terminaram. Erick achou que deveria consola-la e não passou muito tempo e os dois já formavam um casal. 

 

Em casa meus pais brigavam ainda mais intensamente, não sei o motivo, sempre tentei ignorar ao máximo as brigas, mas então Marlo arrumou as coisas, jogou dentro do carro, ME jogou dentro do carro e fomos para a casa da minha avó em Oxford." 

 

Ela ficou olhando para mim depois que parei de contar, como se ela quisesse mais. 

 

-E então nunca mais vi Erick e Lisa, tive que mudar de escola já que ficamos um bom tempo longe de Londres, isso por que Marlo queria evitar o Hikaru. - Eu disse. Ela suspirou. 

 

-Você não ganha em nenhuma história?  

 

-Se eu ganhasse, eu não precisaria desabafar com ninguém, não acha?- Pareceria grosseiro se a voz tivesse tido alguma emoção, mas ao contrário disso, foi uma fala completamente vazia. 

 

Ela começou a se aproximar de mim, eu não sei o que está acontecendo, ela coloca uma mão em cada bochecha minha e então me beija. Não sei como reagir, eu não retribui o beijo, apenas o recebi. Ela estava de olhos fechados enquanto eu mantive os meus abertos. Quando ela se afastou ficou me olhando confusa, como se tivesse a sensação de que tinha errado em alguma coisa, ou que algo estivesse de errado comigo. 

 

-Você, não sentiu nada? - Ela perguntou, sua voz parecia muito triste. 

 

-Senti... 

 

-O que? - Perguntou novamente. 

 

-Eu queria retribuir. - Eu queria, mas não o fiz. 

 

-E por que não retribuiu?  

 

-Por que seria errado. 

 

-Errado? Por que? POR QUE EU SOU PUTA É POR ISSO? 

 

-Não... 

 

-ENTÃO POR QUE? 

 

-Por que eu sou um observador, eu não ajo, não salvo ninguém, não fico com a garota, eu observo as pessoas indo e vindo na minha vida, vejo sofrimento sem poder agir, acumulo minhas angustias e tenho que desabafar de vez em quando. Alguém vai retribuir seu beijo, mas não vai ser eu, por que eu não vou merece-lo. - De triste ela pareceu nervosa. 

 

-Quer saber S/N? Você é um idiota, nem sei por que tive o trabalho de vir aqui. - Ela se levantou e saiu do quarto batendo a porta, eu fiquei ali sozinho. 


Notas Finais


E foi isso, que tal?


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