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História Por favor, sobreviva - Capítulo 4


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Notas do Autor


Bom dia, boa tarde e boa noite caros leitores
Um capítulo curtinho, apenas para mudarmos um pouco do ambiente
Sem grandes acontecimentos, prometo que o próximo será maior e trará algum avanço na história

Capítulo 4 - Um pouco de paz


Fanfic / Fanfiction Por favor, sobreviva - Capítulo 4 - Um pouco de paz

- Aguente mais um pouco! – ouviu uma voz masculina e, direcionando o olhar para oeste, encontrou Jean correndo com uma barra de ferro na mão. Como pedido, aguentou o máximo que pôde. Infelizmente não foi muito, perdeu a força em suas pernas e se deixou cair, as criaturas avançaram rapidamente.

Mas, tão rápido quanto, era a velocidade de uma lâmina sobre seus pescoços.

- Mikasa! – os amigos que estavam do outro lado do portão estavam se escondendo, do outro lado da rua. Porém, quando viu a amiga, Armin voltara imediatamente.

Quando Armin disse que Mikasa sabia se virar, Levi não pensou que se surpreenderia quando visse a menina em ação, bem, surpreendeu-se. O mais incrível era que fazia tudo com apenas um braço! Tinha muito a aprender.

A menina era tão veloz, que quando os zumbis começaram a cair, um por um, Levi não entendia o que acontecia. Parte disso se dava ao choque da quase morte, mas não diminuía o mérito feminino.

  Ela saltou sobre as criaturas, fazendo o possível para que saíssem de perto dele, alguns segundos depois, um pouco de sangue na roupa e katana, havia eliminado um total de 12 zumbis. O corte que fazia era certeiro. Assim que a cabeça era arrancada, o corpo andava sem rumo e caía ao chão após cambalear um pouco. Jean chegou rapidamente, também demonstrando certa habilidade. Com um bom trabalho em equipe, eliminaram todos que os atormentavam.

- Vamos! –  observou Erwin no topo da grade, alternando seu olhar entre ele e o baixinho.

- Desça! – e então cortou a corrente que trancava o portão. Por sorte Erwin havia conseguido descer a tempo. Mikasa estendeu a mão para Levi e o ajudou a se levantar – Consegue caminhar? – assentiu positivamente e andaram rapidamente até seus amigos, que à essa altura finalmente estavam do outro lado da rua, já escondidos.

- Mika! – Eren correu em sua direção gritando, obrigou Armin a tampar sua boca.

- Faça silêncio! – deu um olhar atento ao amigo e o soltou, lembrando-se de que fizera o mesmo minutos atrás. Levi deu um olhar à Mikasa e soltou-se dela, para que pudesse abraçar o irmão.

- Você nos encontrou, bem a tempo! Ainda bem. – a abraçou fortemente, sendo retribuído.

- Eu disse que ela sabia se virar idiota. – Armin se juntara ao abraço, feliz em rever a amiga.

- Que bom que deu tudo certo. – Jean apareceu junto de Erwin, parando ao lado deles – Jean Kirschtein.

- Você não fez nada com minha irmã né? Cara de cavalo. – Eren encarou-o, desconfiado. O outro apenas ficou vermelho, tomado pela raiva.

- Me respeite, menino. Sei como tratar uma bela moça. – se encaravam enfurecidamente, quase partindo um para cima do outro.

- Os dois, já chega. Precisamos encontrar um lugar seguro. -  Levi direcionou um olhar mortal à ambos, que apenas se separaram bufando.

- Podemos ir para a casa de Hanji, ela mora bem perto daqui. – Erwin disse, mostrando um mapa em seu telefone com a localização da casa da amiga – Ainda não creio que era só termos esperado Mikasa chegar para abrir o portão.

- Vocês a conhecem? – Eren perguntou, surpreso.

- Sim, graças à ela não fomos isca de zumbis igual a vocês. – respondeu Levi.

- Não acredito que vocês me obrigarão a ficar com essa responsabilidade novamente. – Hanji inflou as bochechas, irritada.

- Sim, nós vamos. Comece a andar, quatro olhos. – Levi lhe deu um pequeno empurrão e Hanji apenas lhe mostrou a língua, antes de começar a caminhar.

- Por favor, sem brincadeiras. Estamos em uma situação de risco. – Erwin repreendeu-os – Jean, vamos ficar logo na frente. Mikasa, Levi, fiquem atrás, contamos com vocês para proteger-nos.

 Tomaram seus lugares e voltaram a caminhar, com ainda mais cuidado. Afinal, não haviam muitos lugares para se esconderem. O destino era realmente perto, mas precisavam manter a atenção à todo momento, nunca antes haviam passado por algo parecido.

As ruas em sua maioria estavam desertas, demonstrando o mesmo caos silencioso que Mikasa vira mais cedo. Vez ou outra ouviam um som suspeito e Hanji tomava um rumo diferente. Ah como ela queria conhecer melhor os novos amigos!

Só de imaginar quantas novas informações poderia receber, já começava a sorrir alucinada, mas precisava manter o foco! Quando estivessem seguros, poderiam apresentar-se melhor.

 Levi e Mikasa estavam um pouco mais atrás, para que pudessem ter uma visão mais ampla do local, uma sugestão desta. Caminhavam calmamente. Embora fossem apenas conhecidos, sentiam que poderiam confiar um no outro. O silêncio que existia não era constrangedor, Levi inclusive agradecia pela menina ser tão silenciosa quanto si. Precisava de um tempo para raciocinar melhor sobre o que estava acontecendo e, principalmente, o que deveriam fazer a seguir – sabia que Erwin seria melhor nessas questões, mas tentaria fazer sua parte.

Em uma parte do trajeto, fora inevitável encontrar criaturas. Teriam passado despercebidos, infelizmente Eren saíra disparado em direção à um que estava isolado. Corria e gritava como um bárbaro – Mikasa jura que ouviu ele dizer “isso é pelo Oluo” mas não tinha certeza. Esperou alguns segundos, sabia que logo o irmão daria conta do que estava fazendo e voltaria correndo como um cachorro assustado, sobrando para si tomar conta da situação.

E o imaginado aconteceu, suspirou, não poderia descansar um pouco? Estava suada, nojenta, o braço quebrado coçando insuportavelmente. Canalizou a raiva para ajudar o maluco.

Levi, irritado com o descuido do menino, usou a katana em suas costas para o repreender. Mikasa quase voara em seu pescoço, mas controlou o ímpeto pois sabia que ele estava certo.

Felizmente, algo do tipo não voltou a acontecer, e felizmente puderam continuar o caminho tranquilamente – bem, o mais tranquilo que a situação permitisse.

 Reconheceu o prédio de Hanji e esperou os amigos irem na frente, puxando Mikasa para um lugar mais reservado.

- Obrigado. – agradeceu, com a voz baixa cheia de sinceridade – Achei que fosse morrer.

- Não há de quê, senhor. – assentiram em uníssono e voltaram ao caminho.

Quando os alcançaram, deram de cara com a grande porta de vidro fechada, mas não muito tempo se passou e o porteiro apareceu, suspirando aliviado ao ver mais uma moradora à salvo.

- Entrem rapidamente, aqui é seguro. – de maneira silenciosa, caminharam pela entrada do prédio e subiram as escadas. E, como o esperado, tudo ao redor estava assustadoramente quieto. Hanji abriu a porta e pediu para que se acomodassem.

- Temos luz. – foi a primeira coisa que Erwin checou, enquanto se espalhavam pelo grande e felpudo tapete no chão da sala. Todos se encaravam silenciosamente, cada um levando o tempo necessário para que a ficha sobre tudo isso, caísse.

- Então... – Hanji havia ido à cozinha e voltou com uma enorme jarra d’água e copos, começando a servir – Acho que agora que estamos bem, então podem começar a falar. Já que somos um grupo muito grande, precisamos nos conhecer bem.

- Por que você não começa? Já que gosta tanto de falar. – disse Levi sentando-se em um canto qualquer, com um gemido de dor. Apenas esquecera de respirar corretamente e sentia um incômodo perto do estômago.

- Tudo bem então. Me chamo Hanji  Zoë .


Notas Finais


Vocês preferem que Levi e Mikasa sejam ambos tímidos? Ou que algum deles seja o responsável pela iniciativa?


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