História Por lugares incríveis - BUGHEAD - Capítulo 8


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Categorias Por Lugares Incríveis
Tags Betty Cooper, Bughead, Jughead Jones, Riverdale, Romance
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Palavras 3.019
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


desculpem a demora, vou tentar postar mais rápido o próximo!!

Capítulo 8 - Capítulo 8 - Jones


JONES

DIA 8 DESPERTO

Domingo à noite, Kate, Jellybean e eu vamos até a casa nova do meu pai, na parte mais rica da cidade, para o Jantar em Família Semanal Obrigatório. Visto a mesma combinação de camisa azul-marinho e calça cáqui que sempre uso para visitar meu pai. 

No caminho, permanecemos em silêncio, cada um olhando por uma janela. Nem ligamos o rádio.

— Divirtam-se — minha mãe disse antes de irmos, tentando parecer alegre, mas sei que, assim que o carro saiu da garagem, ela ligou para uma amiga e abriu uma garrafa de vinho.

Vai ser a primeira vez que vejo meu pai desde o Dia de Ação de Graças e a primeira vez que vou à casa onde ele mora com a Rosemarie e o filho dela.

É uma dessas casas enormes e novinhas que se parecem com todas as outras da rua. Quando estacionamos na frente, Kate diz:

— Imagina tentar encontrar a casa certa depois de beber…

Marchamos pela calçada branca e limpa. Dois SUVs iguais estão estacionados na frente da garagem, brilhando como se sua pretensiosa vida mecânica dependesse disso. 

Rosemarie abre a porta. Talvez tenha trinta anos, o cabelo é loiro avermelhado e o sorriso, preocupado. Segundo minha mãe, ela é o que se chamaria de “cuidadora”, o que — também segundo minha mãe — é exatamente do que meu pai precisa. Ela veio com um acordo de duzentos mil dólares do ex-marido e um menino banguela de sete anos chamado Josh Raymond, que pode ou não ser meu irmão de verdade.

Meu pai vem em nossa direção lá do quintal, onde está assando quinze quilos de carne, apesar de estarmos no inverno. Sua camiseta diz Chupem, senadores. Há doze anos ele era jogador de hóquei profissional, mais conhecido como Destruidor, até que quebrou o fêmur na cabeça de outro jogador. Parece igual à última vez que o vi — bonito e em forma pra um cara da idade dele, como se esperasse ser chamado de volta pro time a qualquer momento —, mas o cabelo escuro está salpicado de cinza, o que é novidade. 

Abraça minhas irmãs e me dá um tapinha nas costas. Ao contrário da maioria dos jogadores de hóquei, de alguma maneira ele conseguiu manter todos os dentes, e os mostra pra nós como se fôssemos seu fã-clube. Quer saber como foi nossa semana, como vão as aulas, se aprendemos algo que ele não saiba. É um desafio pra ver se conseguimos vencer nosso velho pai, o que não é divertido pra ninguém, então nós três dizemos não.

Pergunta sobre o curso fora durante novembro/ dezembro, e eu demoro um pouco pra perceber que ele está falando comigo.

— Ah, foi legal.

Boa, Kate. Tenho que agradecer mais tarde. Ele não sabe dos apagões nem dos problemas no colégio desde o segundo ano porque no ano passado, depois do episódio com a guitarra, falei pro diretor Wertz que meu pai tinha morrido em uma caçada. Ele nunca se deu ao trabalho de confirmar, e agora sempre que tenho algum problema ele liga pra minha mãe, mas na verdade fala com Kate, porque minha mãe nunca ouve as mensagens de voz.

— Eles me convidaram pra ficar, mas não aceitei. Tipo, por mais que eu goste de patinação artística e seja bom nisso, acho que puxei de você, não sei se quero seguir carreira.

Um dos grandes prazeres da minha vida é fazer comentários como esse, porque ter um filho gay é o pior pesadelo do imbecil preconceituoso do meu pai.

Sua única resposta é abrir outra cerveja e atacar os quinze quilos de carne com o garfo, como se eles fossem pular da churrasqueira e nos devorar. Eu até queria que isso acontecesse.

Quando chega a hora de comer, sentamos à mesa na sala de jantar branca e dourada, com um tapete de lã natural, o mais caro que o dinheiro pode comprar. Parece que é uma melhora enorme com relação ao carpete de náilon de merda que estava na casa quando eles se mudaram.

Josh Raymond mal alcança a mesa, porque a mãe é baixinha e o ex-marido dela também, ao contrário do meu pai, que é um gigante. Meu meio-irmão é um nanico, diferente de como eu era quando tinha a idade dele — tem tudo na medida, proporcional, nada de cotovelos nem orelhas protuberantes. Essa é uma coisa que me faz acreditar que, no fim das contas, talvez ele não seja geneticamente ligado ao meu pai.

Agora, Josh Raymond chuta o pé da mesa e olha pra nós por cima do prato com olhos de coruja arregalados e enormes.

— Como vai, tampinha? — digo.

Ele responde alguma coisa com a voz fina, e meu pai, o Destruidor, põe a mão na barba perfeitamente aparada e diz com a calma de um monge:

— Josh Raymond, nós já falamos sobre chutar a mesa. — Ele nunca usou esse timbre comigo nem com minhas irmãs.

Jellybean, que já encheu o prato, começa a comer enquanto Rosemarie serve um por um. Quando chega a minha vez, digo:

— Não quero nada, a não ser que você tenha hambúrguer vegetariano.

Ela só pisca pra mim, a mão ainda pairando no ar. Sem virar o rosto, encara meu pai.

— Hambúrguer vegetariano? Cresci comendo carne e batata e cheguei aos trinta e cinco. — (Ele fez quarenta e três em outubro.) — E nunca questionei, porque eram meus pais que colocavam comida na mesa.

Ele levanta a camisa e acaricia a barriga — ainda retinha, mas não tão definida —, balança a cabeça e sorri pra mim, o sorriso de um homem que tem uma esposa nova e um filho novo e uma casa nova e dois carros novos e só tem que aguentar os filhos mais velhos por mais uma ou duas horas.

— Não como carne vermelha, pai. — Pra ser exato, tenho uma versão anos 80 que é vegetariana.

— Desde quando?

— Desde a semana passada.

— Ah! Pelo amor de… — Ele recosta na cadeira e olha pra mim enquanto Jellybean dá uma mordida grande no hambúrguer e o sangue escorre pelo queixo.

— Não seja babaca, pai. Ele não precisa comer se não quer — diz Kate.

Antes de eu impedir, o Jughead dos anos 80 diz:

— Existem jeitos diferentes de morrer. Você pode pular de um telhado ou se envenenar aos poucos com a carne de outro ser vivo.

— Me desculpe, Jug. Eu não sabia. — Rosemarie dispara um olhar pro meu pai, que ainda está me encarando. — Que tal um sanduíche com salada de maionese? — Ela parece tão esperançosa que eu aceito, embora a salada de maionese tenha bacon.

— Ele não pode comer isso. A salada de maionese tem bacon. — Essa frase vem da Kate.

— Bom, ele pode tirar a droga do bacon. — Meu pai deixa transparecer um pouco do sotaque canadense. Está começando a ficar irritado, então calamos a boca, porque quanto mais rápido comermos, mais rápido vamos embora.

Em casa, dou um beijo no rosto da minha mãe, porque ela está precisando, e sinto o cheiro de vinho tinto.

— Vocês se divertiram? — ela pergunta, e a gente sabe que ela espera que imploremos pra nunca mais voltar lá.

— Definitivamente não — Jellybean diz e sobe a escada pisando firme.

Minha mãe suspira de alívio antes de tomar mais um gole e ir atrás dela. Domingo é o dia em que ela desempenha melhor seu papel materno.

Kate abre um pacote de salgadinho e comenta:

— Isso é tão ridículo. — Sei o que ela quer dizer. “Isso” se refere a nossos pais e aos domingos e talvez à nossa vida como um todo. — Não entendo por que temos que ir lá e fingir que gostamos uns dos outros se todos têm plena consciência de que é isso que estamos fazendo. Fingindo. — Ela me passa o salgadinho.

— Porque as pessoas são hipócritas, Kate. Elas preferem assim.

Ela joga o cabelo por cima do ombro e fecha a cara de um jeito reflexivo.

— Sabe, decidi ir pra faculdade no outono mesmo. Kate se ofereceu pra ficar em casa na época do divórcio. Alguém precisa cuidar da mamãe, disse.

De repente sinto fome, e nós dois ficamos passando o pacote de salgadinho um pro outro. Com a boca cheia, digo:

— Achei que você estivesse gostando de ficar um tempo longe das aulas.

Amo Kate o bastante para fingir junto com ela que esse foi o outro motivo para ficar em casa, que não teve nada a ver com o namorado traidor do colégio, aquele em torno de quem ela tinha planejado o futuro.

Ela dá de ombros.

— Não sei. Talvez não esteja sendo como eu esperava. Estou pensando em ir pra Denver e ver o que tem de bom por lá.

— Tipo o Logan? — Mais conhecido como namorado traidor da época do colégio.

— Não tem nada a ver com ele.

— Espero que não.

Quero repetir as coisas que falo pra ela há meses: Você é melhor que ele. Já perdeu muito tempo com aquele babaca. Mas ela está rangendo os dentes e franzindo a testa pro pacote de salgadinhos.

— É melhor que ficar aqui.

Não posso argumentar, então pergunto:

— Você lembra da Polly Cooper?

— Claro. Era da minha turma. Por quê?

— Ela tem uma irmã. — Eu a conheci na torre do sino quando nós dois estávamos pensando em pular. Poderíamos ter dado as mãos e saltado juntos. Iam achar que nós éramos amantes amaldiçoados. Escreveriam músicas sobre nós. Viraríamos lenda.

Kate dá de ombros.

— Polly era legal. Um pouco convencida. Mas engraçada às vezes. Não a conhecia tão bem. Não lembro da irmã dela. — Ela termina o vinho da taça da mamãe e pega a chave do carro. — Até depois.


No andar de cima, troco Split Enz, Depeche Mode e Talking Heads por Johnny Cash. Coloco At Folsom Prison na vitrola, procuro um cigarro e mando Jughead dos anos 80 ficar quieto. Afinal, fui eu que o criei e posso sumir com ele quando quiser. Quando acendo o cigarro, no entanto, imagino meus pulmões ficando pretos como asfalto e penso no que disse pro meu pai mais cedo: Existem jeitos diferentes de morrer. Você pode pular de um telhado ou se envenenar aos poucos com a carne de outro ser vivo.

Nenhum animal morreu pra fazer esse cigarro, mas pela primeira vez não gosto do jeito como ele me faz sentir, como se eu estivesse me poluindo, como se eu estivesse me envenenando. Apago o cigarro e, antes de mudar de ideia, destruo todos os outros. Então corto os pedaços e jogo no lixo, ligo o computador e começo a digitar.

11 de janeiro. De acordo com o New York Times, quase vinte por cento dos suicídios são cometidos pelo uso de veneno; entre médicos que se matam, esse número chega a cinquenta e sete por cento. O que eu acho sobre o método: parece meio covarde. Preferiria sentir alguma coisa. Tendo dito isso, se alguém apontasse uma arma pra minha cabeça (ha, ha — desculpe, humor suicida) e me obrigasse a tomar algum veneno, eu escolheria cianeto. Na forma gasosa, a morte pode ser instantânea, o que acaba com o propósito de sentir alguma coisa, eu sei. Mas, pensando bem, depois de uma vida inteira de dor, talvez faça sentido defender o rápido e repentino.

Quando termino, vou pro banheiro vasculhar o armário de remédios. Advil, aspirina, um remédio pra dormir sem prescrição que roubei da Kate e coloquei num frasco velho da mamãe. Falei a verdade pro Embrião sobre drogas. Não nos damos bem. No fim das contas, já é difícil controlar meu cérebro sem outra coisa pra atrapalhar.

Mas nunca se sabe quando um bom remédio pra dormir pode ser necessário. Abro o frasco, jogo os comprimidos azuis na palma da mão e conto. Trinta. Na mesa do quarto, alinho um a um, como um pequeno exército.

Entro no Facebook, e na página da Betty alguém da escola escreveu que ela foi uma heroína por ter me salvado. Tem 146 comentários e 289 curtidas e, embora eu queira pensar que existem muitas pessoas felizes por eu estar vivo, sei muito bem que não é isso. Entro no meu perfil, que está vazio, a não ser pela foto da Betty na lista de amigos.

Ponho os dedos sobre o teclado, passo as mãos pelas letras, como se estivesse tocando piano. Então digito: Refeições em família são uma merda, principalmente quando envolvem carne e intolerância. “Não podemos passar por mais uma daquelas crises terríveis.” Principalmente quando temos tantas outras coisas a fazer. A citação é do bilhete suicida de Virginia Woolf para o marido, mas acho que se encaixa na ocasião.

Mando a mensagem e fico perto do computador, organizando os comprimidos em grupos de três, depois de dez, quando na verdade estou esperando que Betty responda. Tento desamassar a placa do carro, escrevo Mais uma daquelas crises terríveis num papel e coloco na parede do quarto, que já está coberta de anotações do tipo. A parede tem vários nomes: Parede de Pensamentos, Parede de Ideias, Parede da Minha Mente ou simplesmente The Wall, mas não como a do Pink Floyd. A parede é um lugar pra manter o controle dos pensamentos, na velocidade em que vêm, e lembrar deles quando vão embora. Qualquer coisa interessante, estranha ou um pouco inspirada vai pra lá.

Uma hora depois, entro no Facebook de novo. Betty escreveu: “Junte todos os pedaços que for encontrando”.

Minha pele começa a queimar. Ela está citando Virginia Woolf de volta. Sinto o ritmo do meu pulso triplicar. Merda, penso. Eu só conheço isso de Virginia Woolf. Faço uma pesquisa rápida na internet, procurando pela resposta certa. De repente desejo ter prestado mais atenção em Virginia Woolf, uma escritora que nunca me foi muito útil até agora. De repente desejo não ter feito nada que não fosse estudar Virginia Woolf durante todos os meus dezessete anos.

Digito uma resposta: “Meu próprio cérebro é para mim a mais inexplicável das máquinas — sempre zunindo, sussurrando, planando rugindo mergulhando, e então se enterrando na lama. E por quê? Para que esta paixão?”.

Isso é uma resposta pro que Betty disse sobre passar o tempo e nada ter importância, mas também sou eu, precisamente — zunindo, sussurrando, planando rugindo mergulhando e afundando na lama, tão fundo que não consigo respirar. Apagado ou desperto, nunca no meio do caminho.

É uma boa citação, tão boa que me arrepia. Estudo os pelos em pé no meu braço e, quando olho de novo pra tela, Betty respondeu. “Quando a gente considera coisas como as estrelas, os nossos negócios não parecem importar muita coisa, não é?”

Agora estou trapaceando de verdade, abrindo todo site que encontro sobre Virginia Woolf.

Me pergunto se ela também está trapaceando. Escrevo: “Tenho raízes, mas sou fluida”.

Quase mudo de ideia. Penso em apagar, mas ela responde. Gostei dessa. De onde é? 

As ondas. Trapaceio de novo e encontro a passagem. É assim: “Sinto mil capacidades brotarem em mim. Ora sou brejeira, alegre, lânguida, ora melancólica. Tenho raízes, mas sou fluida. Toda dourada, fluindo…”.

Decido terminar por aqui, sobretudo porque estou ansioso pra ver se ela vai responder.

Demora três minutos. Gosto dessa: “Este é o momento mais excitante que jamais vivi. Adejo. Ondulo. Flutuo como planta no rio, deslizando para um lado, para outro, mas enraizada, de modo que ele possa aproximar-se de mim. ‘Venha’, digo, ‘venha.’”.

A pulsação não é a única parte do meu corpo agitada neste momento. Me ajeito na cadeira e penso em como isso é estranha e estupidamente atraente.

Escrevo: Você faz eu me sentir dourado, fluindo. Mando sem pensar. Poderia continuar citando Virginia Woolf — acredite, o trecho fica cada vez mais quente —, mas decido que quero usar minhas próprias palavras.

Espero pela resposta. Espero três minutos. Cinco minutos. Dez. Quinze. Abro o site, aquele que ela mantinha com a irmã, e verifico a data da última postagem, que não mudou desde a última vez em que entrei.

Entendi, penso. Nada dourado, nada fluindo. Parado.

Então outra mensagem aparece: Recebi suas regras pra andar por aí e tenho mais uma: não saímos com tempo ruim. Andamos, corremos ou pedalamos. Nada de dirigir. Não vamos muito longe de Bartlett.

Ela esta negociando. Respondo: Se vamos andando, correndo ou de bicicleta, não importa. Pensando no site dela, abandonado e vazio, complemento: Devíamos escrever sobre nossas andanças pra termos algo além de fotos pra mostrar. Na verdade, você devia escrever. Eu só sorrio e faço pose pra foto.

Ainda estou sentado ali uma hora depois, mas ela já foi. Simples assim. Ou a assustei ou a irritei. Então escrevo músicas e mais músicas. Na maioria das noites, são músicas que vão mudar o mundo, porque são boas e profundas e incríveis. Mas hoje estou só dizendo pra mim mesmo que não tenho nada a ver com Betty, não importa o quanto eu queria, e me perguntando se as palavras que trocamos eram mesmo tão quentes ou se talvez eu só estivesse imaginando, empolgado com uma garota que mal conheço, só porque ela é a primeira pessoa que parece falar minha língua. Algumas palavras dessa língua, pelo menos.

Junto os comprimidos pra dormir e seguro na palma da mão. Posso engoli-los agora mesmo, deitar na cama, fechar os olhos, ir pra longe. Mas quem vai ficar de olho em Betty Cooper e garantir que ela não suba de novo naquele parapeito? Jogo os comprimidos na privada e dou descarga. Então entro de novo no pollyebetty.com, procuro a primeira postagem e vou avançando até ler todas.

Fico acordado o máximo que posso e pego no sono por volta das quatro da manhã. Sonho que estou pelado em cima da torre do sino do colégio, no frio e na chuva. Olho pra baixo e todos estão lá, professores e alunos e meu pai comendo um hambúrguer cru, erguendo-o em direção ao céu como se brindasse comigo. Ouço um barulho atrás de mim, viro e vejo Betty, no lado oposto da torre, nua também, a não ser pelo par de botas pretas. É surpreendente — a melhor coisa que já vi —, mas, antes que eu possa me soltar do parapeito e ir até ela, ela abre a boca, salta no ar e começa a gritar.

Ouço o despertador, claro, e desligo com um soco antes de jogá-lo contra a parede, onde cai, berrando como uma ovelha perdida.


Notas Finais


espero que estejam gostando. 💖


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