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História Por onde começamos? - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Homens bons vem. Homens bons vão.


Izuka
Tudo começou a dar errado na minha vida desde do meu nascimento, nunca conheci meus pais direito, somente por fotos que foram deixados comigo no meu abandono, meu pai se chamava Jasin Waistam e minha mãe se chamava Ellen Waistam. Não sei do motivo que eles me abandonaram, não me lembro de ter feito nada de errado porque né...nem falar eu sabia ainda, será que eles não me amavam? Será que foi culpa minha? Ou por algum motivo besta eles acharam melhor me colocar na porra de um orfanato rodeado por estranhos que pode simplesmente me fazerem mal.
Não entendo o motivo, tipo eu tenho só 10 anos agora, provavelmente futuramente eu descubra o real motivo. Não posso ser mal agradecida também....tudo que eu sei até então, ler, escrever, alguns idiomas que não seja o meu natural, foi graças as aulas da escola aqui do orfanato, possa ser que meus pais não tinham condições de pagar uma escola, ou até comprar comida para mim....espero que seja um motivo desse jeito e não um motivo que me faça ficar muito irritada também. 
Eu tenho que passar a controlar um pouco a minha raiva, não posso ser esquentada desse jeito a todo momento, senão ninguém vai querer chegar perto de mim, não vão querer ser meus amigos, e o pior disso tudo é que eu já sofro um tipo de Bullying dos demais colegas de turma por causa desse meu jeito. Eu sou esquentada, mas não gosto de brigar, prefiro aceitar desaforo quieta do que brigar com gente que não vale a pena.
O que me dói mais é quando as demais crianças aqui do orfanato que chegaram depois de mim serem adotadas e eu não. Quer dizer, ninguém quer adotar uma criança problemática logo de cara né...não é? Ah sei lá, só sei que de cara assim eu nunca vou ser adotada.
             - Ei Izuka, tá na hora de comer, sai dessa janela aí – Diz a madre, todos chamamos ela de Madre, eu acho que em espanhol Madre quer dizer mãe...isso é um tanto quanto irônico. Ela era uma mulher obesa e velha, mais ou menos nas faixa dos 65 anos, ela sempre se vestia de freira e tinha uma cara de nojo pra tudo. Eu tenho certeza que ela não é uma híbrida mas se for, com certeza é uma deusa de demônio com o filhote de cruz credo...ela era muito nojenta mesmo. Teve uma vez que ela deixou um menino passando fome em seu quarto porque ele tossiu na cara dela sem querer, eu literalmente não entendo essa véia.
             - Sim Madre, já estou indo – Respondo a ela um pouco desanimada.
             - Ótimo, e que eu não tenha que falar de novo ein pirralha – Fala a mim com um olhar de “Sou foda sua merdinha”, a vontade que eu tenho é de tacar fogo na cama daquela véia, que mulher mais chata cara.

Eu estava de bruços na janela da sala vendo a movimentação da rua, estava um dia chuvoso, então em vez de eu estar lá fora fazendo um monte de nadas eu estou aqui na sala fazendo um monte de nadas também.
Resolvo sair da janela e ir almoçar de uma vez antes que Madre me puxe pelas orelhas, literalmente, ela é doida de fazer isso com a gente. A propósito, a única pessoa que eu me dou bem nesse orfanato de merda é a professora Hianna e meu amigo Kaion. A professora Hianna é uma linda fada, seus cabelos eram negros e ela tinha a pele clara, sem contar nos seus lindos olhos verdes, ela é super gente boa com a gente, ela sempre nos ajuda e nos protege da louça da Madre, ela nos ensina vários idiomas diferentes além de nos ensinar um pouco de história também. Já o Kaion, ele é um demi-humano (humano misturado com uma raposa), ele tem a pele escura e seus cabelos eram ruivos iguais as suas orelhas de raposas, ele sempre demonstrou ter um olhar triste e vazio quando está com as outras crianças, mas ele nunca demonstrou esse olhar quando estava comigo. Ele é um menino bom, um pouco quieto e na dele, mas ele foi o único até então que nunca me incomodou nem nada do tipo, ele sempre me protegeu dos demais idiotas que ficam me zombando além que ele as vezes é zombado também...na verdade, nunca entendi o motivo de sermos zombados. Mas quem disse que pra ser uns babacas precisaria de um motivo.
Cheguei no refeitório, eles não tinham servido o almoço ainda, estavam todos esperando o almoço, nem sabia qual era o cardápio de hoje também não me importava muito.
Numa mesa sozinho como sempre estava Kaion, ele estava com seus óculos lendo um livro de ficção, o gênero favorito dele.
               - Eae Kaion, esse livro é novo não é? Acho que não li ele ainda. – Digo chegando e me sentando ao lado dele.
Ele fica um pouco envergonhado, eu já sabia que ele sentia alguma coisa por mim, mas eu não tenho esse mesmo sentimento por ele. Eu deveria ficar com pena dele? Nah, acho que não.
               - Acho que você não leu esse aqui ainda, chegou ontem a noite lá na biblioteca, mas acho que você não iria gostar, seu gênero é mais terror e violência, esse aqui é pura ficção e tenho quase certeza de que ninguém vai pro inferno matar o demônio a mando de uma ninfa kkkk. – Diz ele zombando do último livro de terror que eu li...admito aquele livro era péssimo.
              - Ei! Eu achava que seria um ótimo livro, mas me decepcionei já de início. Mas olha eu gosto de livros de ficções e teorias também. – Digo tentando convencer ele de que eu gosto do mesmo gênero que ele.
               - Hum, tá sei.... Olha, lembra dos assaltos aos orfanatos de semana passada? – Diz ele fechando seu livro e se virando pra mim.
                - Lembro sim, saiu nos jornais, tu acha que foram os piratas? Eu sei que eles atacam somente em mar mas, será que foram eles?. – Digo a ele. Os assaltos que teve a três orfanatos diferentes semana passada, causou muita repercussão e muitas mortes de professores e dos órfãos de lá, não sei o que um bando de Marmanjo iria querer em um orfanato e aí da mais tirando vidas de crianças e professores inocentes.
              - Podem ter sido os piratas, mas eu acho que foi um dos clãs dos reinos vizinhos que fizeram isso para intimidar o rei daqui. Ou, eles estejam procurando algo muito valioso que estejam escondendo nos orfanatos. – Diz ele com uma cara seria pra mim. Eu não acho que seja isso que esses doidos estão procurando.
              - Sei não Kaion, o que eles esconderiam de tanto valor assim em um simples orfanato? Uma criança de ouro?. – digo debochando um pouco.
              - Não é o fato de esconderem algo valioso, e de sim eles terem algo de muito valor. Tu sabe que recentemente o rei deu uma alta verba para os orfanatos da região não é? E se eles estiverem interessados nessa grande verba? É muito provável não?. – Pergunta para mim.
Antes que eu pudesse responder, Hensel e Tairone apareceram e começaram a zoar eu e Kaion.
                   - Estamos atrapalhando o casalzinho? – Diz Tairone zombando de nós. Tairone era um humano misturado com um orc ou seja um demi-humano (dah), o tom de pele dele era um pouco verde. Seus olhos eram amarelos, seu cabelo era negro e ele tinha umas presas saindo de sua boca, igual a de um puro orc. E sim, ele era um babaca. Ele tinha um porte físico grande e musculoso....isso era estranho para uma criança de 10 anos, mas quem sou eu pra julgar não é.
                  - Não incomoda a gente Tairone, você sabe que a tia Hianna não gosta nem um pouco disso. – Diz Kaion se encolhendo e falando um pouco baixo.
                  - Não tô vendo a professora Hianna por aqui, então não tem como a mariquinha se esconder agora. – Diz Tairone zombando Kaion. Ah você não fez isso seu filho da....
                  - Ei! – Digo me levantando da mesa e afrontando Tairone. Eu queria muito dar um soco na cara desse sujeito cara de pau, mas por algum motivo não conseguia.
                  - Não chega perto dele se não... – Digo a Tairone. Não sei o que estava pensando, eu não consigo nem terminar uma frase, imagina deitar esse maluco na porrada.
- Se não o que cabeça de fósforo?...- Dia Tairone me afrontando. Sério que ele tentou me “ofender” falando do meu cabelo vermelho?... Tadinho, pelo ou menos tentou.
                  - Deixa comigo Tairone. Não vai ter necessidade de brigas por hoje, você não quer mesmo bater em uma mísera garota não? Kkkkk. – Diz Hensel interferindo. Tairone simplesmente concordou e deixou Hensel interferir. Hensel era um vampiro puro, ele era o mais velho de todos nós aqui do orfanato, ele já tinha os seus 15 anos. Sua pele era pálida e seu cabelo era branco, seus olhos eram vermelhos assim como os meus. Ele sempre falava suavemente que as vezes dava nojo, as demais meninas aqui do orfanato são gamadas por ele, isso é um tanto quanto errado. 
        - Hensel, dá pra falar pro Tairone não nos incomodar mais?... – Diz Kaion um pouco com medo de Hensel.
        - Kkkkkkkkk, não me faça rir garoto idiota, não sou dono do Tairone para mandar nele. Responde a Kaion.
        - Sério?.... Pensei até que vocês fossem um casal ou algo do tipo. – Digo debochando dos dois. Tairone bufou de raiva mas me ignorou. Já Hensel...
         - Humpf, você é só uma garota medíocre mesmo. Me dá esse livro aqui moleque.  – Diz Hensel e em seguida toma o livro de Kaion.
Kaion não reage por medo, eu até iria reagir mas eu estaria em desvantagem e passaria vergonha obviamente.
          - Kkkkkkkk então é isso que esse nerd idiota lê? Kkkkkk tão patético, vou ficar com o seu livro a partir de agora, por que? Porque eu quero e porque eu posso. – Diz Hensel e Tairone começa a rir de fundo.
Os dois vão embora Madre começa a servir o almoço. 
Kaion estava muito incomodado e triste, ele estava esperando aquele livro faz meses, ele foi o primeiro a pegar na biblioteca para simplesmente ser tomado por qualquer babaca...mas infelizmente não tinha nada para se fazer naquela situação.
           - Kaion, eu sei que era o seu livro favorito mas...não podemos fazer nada agora. Talvez tentar falar com Madre...- Sou interrompida por ele derramando um pouco de lágrimas e falando.
           - Eu vou pegar o meu livro de volta...custe o que custar... – Diz ele a mim pouco...frio...não sei que tipo de loucura ele irá fazer, mas espero que esteja fazendo o certo.

.....
Já era de noite e todos nós já aviamos jantado, agora era só ir pra cama. Não fiz nada produtivo hoje, estava chovendo muito o dia todo, tudo o que me restou foi fazer nada o dia inteiro. Estive preocupada com Kaion, ele estava muito chateado e irritado por causa daquele livro... é melhor eu ir no quarto dele pra ver como ele tá, não quero que isso abale ele de jeito nenhum.
Chegando no quarto dele eu bato na porta....ele não me responde, o que é estranho por causa do horário já era pra ele estar na cama. Resolvo abrir a porta do quarto...e ele não estava lá, isso é muito estranho, aonde mais ele iria estar aí da mais essa hora?...
Nesse momento ouço os gritos dele no outro lado do corredor. Essa não.... Corro para o outro lado do corredor e não encontro ele, parece que os gritos estavam vindo de algum quarto. Eram gritos de dor e desespero, o que estava acontecendo? Decido ir abrindo porta por porta dos quartos, as outras crianças começaram a sair de seus quartos com medo por causa dos gritos, eu estava entrando em pânico porque não achava ele. Até que eu cheguei no quarto do Hensel, eu abri a porta do quarto dele e me deparei com uma cena horrível.
Hensel estava sugando o pescoço de Kaion, e o mesmo gritava de dor, eu fiquei paralisada e em choque, por que ele estava fazendo isso? E por que Kaion estava lá naquele quarto?
Os seguranças do orfanato chegaram e me tiraram do quarto, em seguida separaram Hensel de Kaion. Kaion caiu no chão já sem vida por causa da perda de sangue e Hensel...ria igual um psicopata.
             - Esse lixo entrou no meu quarto e tentou pegar aquele maldito livro, ele teve o que merecia hahahahaha. – Diz rindo da situação.
              - Homens bons vem, homens bons vão, mas eu sempre irei permanecer. – Continua dizendo Hensel.
Eu não podia acreditar, se eu tivesse feito alguma coisa antes...
            - POR QUE? – Grito de raiva para Hensel e depois começo a chorar.
             - Você vai se arrepender. VOCÊ VAI!.



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