História Por que comigo? (JIKOOK) - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Chanyeol, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Sehun
Visualizações 128
Palavras 6.506
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


tudo bem genti? saudades?

Hahah cá estou de volta depois de um tempo - Grande - Mas estou de volta, com um cap de 6k de plvrs. Me amem.

Ou não.


Boa leitura. ♡

Capítulo 13 - Sexta-feira cinza.


Fanfic / Fanfiction Por que comigo? (JIKOOK) - Capítulo 13 - Sexta-feira cinza.

“Só que desta vez por mais nojeiras que imaginasse sobre meu corpo caído lá embaixo, não sei por que, a vontade de saltar continua. Mas eu resisto. Não que alguém fosse sentir muita falta. Eu comecei a enumerar nos dedos quem poderia sentir a minha falta: sobraram dedos. Todos estes que estou olhando agora."




 Aquela sexta feira nem de longe estava sendo como as outras.

A sexta feira estava cinza. O clima frio e o céu escuro, combinavam perfeitamente com o estado que Jimin acordou.

Quando resolveu que iria ignorar Jungkook e seu amor platônico pelo garoto, Jimin nao imaginou que seria tão difícil e... doloroso?

O Jeon não foi a aula praticamente a semana inteira. E Jimin sentiu a falta dele. A falta dele e dos poucos toques que sua mente fazia questão de relembrar.

Sentia bons calafrios só de pensar, mas sentia o apertar no peito de lembrar que o garoto não sentia o mesmo por si.

Durante a semana inteira que passou , Jimin manteve sua semana arrastada e sofrida. Teve que fugir o máximo que conseguiu também da diretora que o parou duas vezes durante a semana para perguntar sobre as aulas com Jungkook. Jimin  chorou quase todos os dias, sem saber o real motivo. Só estava descaregando sua dor. Uma dor funda.

Por isso levantou da cama naquele dia decidido.

Jungkook agora tinha tomado um banho e colocado roupas secas e quentinhas e estava mais calmo.

Como se sentisse que tinha algo errado com o amigo, Sehun num impulso bateu na porta da casa do Jeon, a mais de uma hora atrás.

Sehun acabou vendo Jeon aos prantos e a Sr.Jeon pediu para que Sehun o ajudasse , pois precisava ir trabalhar.

Ainda não trocaram nenhuma palavra. Jeon estava sentado na cama escorado na cabeceira olhando para o teto se lastimando mentamente, enquanto Sehun estava quieto e agoniado escorado na porta do quarto.

De alguma forma, Sehun estava com dó. Não que costumasse sentir dó, mas naquela caso... era tão doloroso ver alguém que você acha forte, sendo fraco.

- Você n-não precisa estar aqui. . - Jungkook murmurou assustando um pouco Sehun. 

- Apenas descanse. - Pediu calmo para o outro vendo que Jungkook pretendia levantar se apromixou o segurando fraco pelos braços.

Jungkook não queria levantar, mas estar com Sehun o deixava desconcertado.

Por mais engraçado que parecesse, Sehun era tão calmo... Era tão companheiro, nem parecia que se conheceram a pouco menos de um mês.

-Sehun... - Chamou.

Olhou para o garoto que o encarava de pé e bateu a mão a seu lado na cama pedindo mudo para que ele se sentasse. 

- Você está melhor? - Sehun se sentou olhando preocupado.

Jungkook negou com a cabeça encarando o teto.

-Eu nunca vou estar melhor, Sehun.  - Ofegou. - Eu não tenho cura. Não tenho concerto.

-Calma. - O amigo apertou-lhe o ombro. Sehun tentava ser o máximo carinhoso sem ser invasivo que conseguia.

Óbvio que estava curioso, mas não podia invadir a privacidade do outro e perguntar o que estava acontecendo.

Ficaram minutos em silêncio com Sehun fazendo carinho no ombro de Jungkook de maneira leve, enquanto este fitava o teto decidindo o rumo que levaria a sua vida. 

-Sehun. - Falou fraco. - E-eu preciso te contar algo. - Sehun assentiu encarando o outro sereno. - É sério...

-Então, diga. - Pediu preocupado porque Jungkook se afastou completamente.

-Não acho que você vai querer estar encostado em mim quando eu falar. -  Falou triste sentando de frente para ele.

-Jung...

-Olha, só escuta tá bom? - Pediu e Sehun assentiu.

Jeon sentia que estava prestes a destruir a única amizade concreta que tinha, mas era necessário.

É isso que amigos fazem, eles se abrem um com o outro.

- Eu sei que você não está com uma imagem boa de mim. - Suspirou vendo Sehun negar com a cabeça. - Sabe aquela garota que...  Eu levei para... - Estava custando falar pois lembrar machucava.  - Para o banheiro da quadra? - Sehun assentiu com o olhar vago. -  Ela é minha ex ficante. E eu estava com ela porque Jenie ameaçou contar um segredo meu... E esse segredo é o motivo de eu ter forçado a Lisa a me beijar.

Sehun não tinha o que dizer,estava um pouco confuso e por isso preferiu ficar quieto e apenas assentir mantendo o contato visual com Jungkook.

- Eu vou te contar esse segredo. E eu vou entender se você ficar com nojo de mim. - Falou tristinho, não querendo perde-lo, mas sendo o mais sincero possível.

- Então, me conte. - Pediu.

Jungkook coçou as pernas antes de começar.

- Quando eu tinha 12 anos, eu tinha uma curiosidade incessante por s-sexo. - Começou envergonhado. - Eu achava que eram hormônios adolescentes e não liguei. - Falou encarando Sehun que não esbossava nenhuma reação.  - Eu era novo demais para qualquer contato físico, e nenhuma mulher quer um moleque dessa idade. - Riu triste sem mostrar os dentes e Sehun o olhou caridoso. -  Foi então que eu descobri a masturbação... eu fiz uma vez no banheiro... depois no outro dia, depois eu estava tomando banho mais de duas vezes para fazer isso e quando eu dei por mim eu fazia isso em qualquer lugar e eu ficava excitado por qualquer coisa.

Uma lágrima rolou de seus olhos. Sehun ainda não estava entendendo muito bem o problema, mas estava quase lá.

-  Com quatorze eu não me saciava mais e paguei uma prostituta para fazer sexo comigo. E foi assim durante meus quatorze anos inteiros. Minha mãe sempre me perguntava o porque de eu gastar tanto dinheiro e desconfiada ela me seguiu um dia. - Sehun arregalou um pouco os olhos e Jungkook riu fraco de nervoso. - Ela ficou brava , ela não entendia a minha necessidade de sexo. Nem eu entendia... na verdade. Ela me proibiu de ficar com elas e não me dava nenhum dinheiro.

Enquanto falava sua mente se lembrava de tudo que ja fez, e por mais que tenha sido gostoso o dava certa repulsa.

- Eu fiquei três meses sem fazer sexo com ninguém. Eu só me tocava e não adiantava muita coisa. Eu estava começando a enlouquecer e foi no meu aniversário de 15 anos que eu fiz sexo pela primeira vez sem que eu tivesse que pagar, e eu nem lembro com quem foi... nem como foi.  - Fechou os olhos e sentiu uma mão tocar seu braço num gesto reconfortante.

Sehun o tocou, mas continuava sem dizer nada. Isso era bom. Pois Jeon gostava de falar tudo antes de ouvir.

Sehun não mostrava nenhum nojo, na verdade mostrava apoio por mais que tivesse um pouco assustado com a conversa.

-Depois daquela vez, eu continuava necessitado e fazia sexo com duas...três... e por ai vai e eu nunca estava saciado, Sehun. - Chorou mais forte. - Eu não ligava muito para quem eu estava comendo, eu só queria foder e dane-se o resto. - Suspirou. - Eu estava sempre levando garotas para casa e meu Deus! eram todos os dias de segunda à segunda. Eu estava sentindo minha alma pedindo um sossego, mas meu corpo queria mais e mais...

Sehun estava em choque. Não podia negar... por mais que ainda não entendesse os sentimentos do outro direito. Sehun se manteve calado. Se manteve neutro tentava não mostrar que aquilo o deixou um pouco assustado. Ao contrário, continuou com sua mão no ombro do outro o fazendo carinho mudo num gesto compreensivo.

Jeon sentia no fundo que estar contando aquilo para sehun, por mais que a amizade deles pudesse acabar, estava o aliviando. E isso era ótimo.

-Antes que eu completasse dezesseis, eu fiz o meu primeiro ménage, e um dia depois eu participei de uma orgia... e quando eu percebi o meu aniversário de dezesseis eu passei completamente embriagado na cama com três mulheres e um homem.  - Fechou os olhos sentindo a lembrança dolorosa.  - Foi a primeira vez que eu chorei por causa do meu problema. Eu não entendia porque eu tinha tanta sede de sexo... Eu percebi que aquilo não era normal.

Jungkook sentia seu nariz escorrendo e quando olhou para Sehun percebeu que ele estava com os olhos cheios d'água.

Porém continuou. Queria desabafar logo.

- Nesse dia, quando cheguei em casa todo destruído e chorando. Minha mãe me encurralou para brigar comigo por chegar aquela hora da manhã... mas quando ela me viu... e... Eu estava tão perdido, eu queria cura. Eu estava cansado... Mas mesmo assim, eu me abri para ela. Eu contei tudo desde o começo e ela me ouviu. Ao contrário do que eu pensei, ela não brigou comigo, não me acusou de mas. Ela simplesmente disse que eu estava tudo bem, que nós procurariamos um médico... E ela disse que... Me amava... E que eu era o Príncipe dela... - Deu um risinho feliz em meio a tristeza. - Eu fiz várias sessões de terapia, consultas bebi vários remédios... mas mesmo assim,eu ainda me masturbava sempre... Eu Ainda fazia sexo com algumas pessoas escondido da minha mãe... - Fungou limpando ás vistas com as costas da mão.  - Ela achava que estava tudo bem... Que Eu estava me curando... mas não...

Sehun ja não sabia o que pensar... e não conseguia imaginar nada para dizer... apenas apertou o ombro de Jungkook quando ele chorou compulsivamente.

- O meu primeiro diagnóstico era TOC. - Falou quando se acalmou um pouco do choro. - Transtorno obsessivo compulsivo por sexo.  - Explicou. - Um mês depois da terapia ele acrescentou Desejo Sexual Hiperativo... - Falou com a voz fraca. - Toda vez que eu saía da sala de terapia eu me sentia melhor e mais forte. Me sentia confiante... mas era só chegar em casa... tomar um banho... e Você já sabe, ne? Até que uma vez eu fui numa festa na casa de um primo meu... Ele tinha um amigo gay... Que me ofereceu um boquete... e eu pensei , que mal tem ne? Só uma vez... - Suspirou. - Foi meu primeiro contato com outro homem... e eu gostei muito... achei que fosse por causa da doença, mas não. Minha mãe descobriu... óbvio, meu primo contou. Eu pensei que ela não iria me perdoar, mas como sempre ela disse que estava tudo bem, que eu não era de ferro... e que algumas relações as vezes não matariam ninguém, e o sexo da Pessoa não importava. Ela me apoiou Sehun. Mas... algumas semanas depois eu fiquei com alguns caras... sem sexo... só beijo... foi ótimo. Eu percebi que controlar meus desejos beijando alguns homens era mais fácil...

Suspirou olhando para o teto sem coragem de ver Sehun.

- Eu Achei que era fácil... até o meu aniversário de dezessete... Foi  em Seoul... onde eu morava sempre tinha festas particulares de BDSM. Eu não sabia o que era isso, mas um dos caras que eu ficava me chamou para irmos comemorar meu aniversário... E eu fui. - Falou soltando um sôfrego. - E por Deus, Sehun! Nunca foi tão gostoso estar em um lugar... Aquilo era maravilhoso, amarrar... ser amarrado... as punições....submissos... era um paraíso.  - Negou com a cabeça e Sehun continou ouvindo atentamente. - Eu sempre praticava com esse cara. Ele não curtia muito a prática com sexo então nos nunca fizemos... mas só a masturbação e o sexo oral ja era gostoso o suficiente. - Disse. - Porém eu queria mais... Eu nunca estava satisfeito... Mas em dezembro,   ele teve que ir embora... E eu fiquei sem o meu submisso. Até que em Janeiro, eu estava em casa... apareceu uma estagiária do  serviço da minha , ela falou comigo e pediu para eu visita-la depois do serviço. - Falou sentindo repulsa. - Eu fui, acabei descobrindo que ele era uma subimissa... - Seus olhos encheram de água e olhou para Sehun que estava com os olhos arregalados imaginado o que Jungkook diria. - Eu não sei como aconteceu... mas quando percebi estávamos fazendo sexo na sala onde ela fazia estágio... Ela estava amarrada e toda arranhada... E... nos pegaram...A minha mãe perdeu o emprego por causa do filho imoral dela, e .... Tivemos que vir morar aqui em Massam, e sabe o que minha mãe disse para mim,Sehun?

Sehun negou com a cabeça. Nervoso com tudo aquilo.

-Você sabe? - Perguntou de novo chorando muito.

-O que ele disse?... -  Sehun disse fraco chorando também.

- " Tá tudo bem Jungkook. Você continua sendo o meu Príncipe. "  - Jungkook riu triste como se ainda não engolisse aquelas palavras. - Ela continou me apoiando, mesmo depois de perder o emprego.  Ela me levou no médico antes de virmos... e ali estava o meu terceiro diagnóstico. 

-Qual? - Foi a única coisa que Sehun conseguiu dizer com toda aquela história.

-Satiriase.

Jimin não sabia exatamente porque, mas sentia algo estranho quando pensava no que iria fazer.

Havia resolvido que naquela sexta feira em específico, ele seria " uma pessoa melhor " ... tentaria ao menos.

Chegou na escola se sentindo um pouco mais leve. Não no físico, mas em espírito. Até sorriu para algumas pessoas enquanto passava pelo pátio antes de chegar no corredor.

Entretanto, toda a sua alegria e leveza passou ao ver, Jenie encostada na parede usando fones de ouvido e olhando concentrada para um panfleto em suas mãos.
Jimin encarou a garota sentindo o sangue gelar e suas mãos suarem. Engoliu em seco, desviando-se de algumas pessoas e começando a andar para outro rumo.

Negou com a cabeça nervoso. Não por ter visto a garota, mas lembrar daquele momento que teve com a garota a dois anos era doloroso e o dava uma reviravolta no estômago. Jimin não sentia magoa da menina por aquela experiência péssima. Na verdade sentia magoa de si mesmo por ter feito aquilo que fez  de uma maneira... errada? Sim, Jimin se culpava muito, e se reprimia por causa daquele acontecimento constrangedor e por isso jurou a si mesmo que jamais faria aquilo novamente. Nunca mais beijaria alguém de novo.





Sehun não conseguia dizer nada. Ainda estava processando tudo o que o amigo disse e percebeu que Jeon não era exatamente o que ele achava que era.

Era diferente, era um homem muito forte por aguentar todas essas coisas e mais forte ainda por ultrapassar todas as barreiras difíceis. Jungkook não era aquele cara que faz sexo por fazer simplesmente porque gosta, como Sehun achou. Ele faz porque é o que seu corpo pede, e se Jeon não tivesse contado a Sehun, ele jamais imaginária que o amigo passava por aquilo.

-Sehun. - Jeon o chamou tendo a atenção do outro para si. - Você está atrasado para aula. -Disse. - Eu vou entender se quiser manter distância.

Sehun negou com a cabeça imediatamente dando um sorriso leve.

-Distância? - Disse apertando o braço do outro. - Está brincando? - Perguntou deixando Jeon confuso. - Nunca! Você é a pessoa mais forte que eu conheço e o melhor amigo que eu tenho. E se você está com problemas, eu vou estar aqui para te ajudar a passar por eles.

Jungkook suspirou aliviado por saber que agora teria mais alguém para ajuda-lo e não conteve um sorriso quando Sehun jogou-se por cima de si o dando um abraço caloroso.

-Obrigado por isso, Sehun.  - Disse e como resposta Sehun o apertou mais.


Graças a um imprevisto que houve m escola, todos os alunos foram liberados antes do horário do almoço o que fez Jimin quase explodir de agradecimento.  Sehun ficou na casa de Jungkook pelo resto do dia e até um pouco mais a noite o fazendo companhia. 

Enquanto sua mãe fazia o jantar, um pouco depois de Sehun ter saído. Jungkook ponderava deitado em sua cama depois de um banho quente - e apenas um banho. - Se deveria ou não mandar uma mensagem para Jimin.  O garoto não sabia nada sobre o que estava acontecendo mas mesmo assim Jungkook se sentia culpado.

-Jeon! - Sua mãe gritou da cozinha e Jungkook levantou-se saindo do quarto.

Achou que o jantar estava pronto, e levou um pequeno susto vendo seu amigo na sala. Este que não via a algumas semanas.

- Vai ficar me olhando com essa cara. Ou vai vir me dar um abraço? - O amigo sorridente perguntou e Jungkook sorriu o abraçando. - Melhor assim.

-O que está fazendo aqui? - Questionou ainda o abraçando. - Quer dizer, você nunca nem aqui!

-Ei! - O amigo ainda sorrindo separou um abraço. - Quer que eu vá embora?  - Perguntou desconfiado e Jungkook negou. - Ah! que ótimo então.  - Disse sentando no sofá acompanhado de Jungkook.

- Mas é sério. - Jungkook riu. - É bom ver você. - Riu mais se acomodando no sofá ficando de frente para o amigo. - Quase não nos falamos. Só aquela vez na praça.

-É, eu tenho andado meio atarefado com a escola. - Falou suspirando fundo. - Mas! Eu soube que você não está bem.

-Como sabe? - Jeon questionou cerrando os olhos. - O Sehun te contou? - Arregalou um pouco os olhos.

-Sehun? Não, eu nem sei quem é Sehun. - Deu de ombros. - Eu sou seu amigo, eu sinto.

-Ah! Fala sério Hobi! - Jungkook negou com a cabeça sorrindo fazendo o amigo rir também.

A amizade com Hobi começou a uns oito anos quando os dois ainda eram crianças e Jungkook veio para Massam pela primeira vez. Depois acabaram se reencontrando em Seoul um pouco mais velhos e manteram contato desde então. A amizade deles era um pouco mais virtual do que real, mas eles se davam muito bem quando se encontravam pessoalmente. O que era ótimo. Hoseok não sabia sobre o vício em sexo do amigo, mas sabia que o outro era um pouco compulsivo e isso era o suficiente para preocupa-lo.

- Na verdade, minha mãe está numa colega de trabalho conversando atoa, e eu resolvi vir aqui. -  Contou sorrindo. - Mas! Já que você se entregou de bandeja... O que está havendo com você?

Jungkook não contaria, óbvio. Aquele assunto era delicado de mais para sê aprofundar dele duas vezes no dia, mas não mentiria para o amigo. Hobi era incrível e Jungkook confiava nele.

-É que... Tsc, tem um garoto. - Falou e Hobi abriu mais o sorriso.

-Você tá laçado. - Riu. - Acontece e é uma delícia.

- Ser laçado? - Jungkook riu negando com a cabeça. - Não estou laçado. Quer dizer... eu estou afim... Mas... Aish!

Hoseok gargalhou das reações do amigo. O que fez Jungkook gargalhar também. Não só a risada, mas Hoseok em si era contagiante e fazia as pessoa ao redor felizes.

- Vocês já ficaram? - Perguntou ao outro que negou com um bico.  - Por que não?

-Eu estou tentando um contato mais íntimo a umas semanas, mas ele não abre espaço entende? - Disse tristonho murchando os ombros. - Nem sei se ele quer na verdade. 

- Que tipo de " contato íntimo? " Tem gente que tem medo de coisas rápidas demais, e as vezes você não mandou os sinais certos, Jeon.

-Bom, eu o abraço sempre que posso. Mando mensagens com indiretas. E claro... eu faço tudo para que eu não pareça muito para frente, então eu me restrito as vezes. - Falou mais para la, do que para cá. Triste com a ideia de Jimin não o querer.

Porém, Hoseok riu.

- Ai que está, Jeon. Você precisa respeita-lo sim, isso é óbvio. Mas você tem que mostrar o interesse real, entende? - Jungkook ficou confuso e Hoseok prosseguiu com sua linha de raciocínio. - Eu não sou bom com homens, não sei como funciona, mas você não tem que mandar " indiretas " e nem ser " amigável " Você sabe que nós homens somos sonsos com indiretas. Você tem que jogar o Verde.

-Então... - Jungkook capitou um pouco da mensagem. - Eu tenho que ser um pouco mais direto?

-É, mas não um " pouco mais " e sim " muito mais " direto. - Hoseok deu um tapa fraco em seu ombro.  - Abraça ele com mais vontade, toca na coxa dele quando estiverem sentados, junta sua mão na dele... mexa no cabelo. Se vira Jungkook. 

Jungkook gargalhou com as falas rápidas do outro.

-Mas ele não vai se assustar? - Perguntou. - Quer dizer... achar que estou muito para frente?

-Ah Jungkook pelo amor de Deus. - Hobi revirou os olhos. - Um abraço mais forte não mata ninguém, e se ele ficar encomodado com sua mão, ele vai tirá-la da perna dele. - Falou. - Você tem que lembrar também, que nosso país é homofobico, então não faça coisas suspeitas em público.

Hoseok levantou se distanciando um pouco para atender a ligação de sua mãe e  Jungkook ponderou sobre as dicas que seu amigo lhe deu. Concerteza iria leva-las para vida e as usaria.

-Bom, Jeon eu tenho que ir. - Tirou o outro dos devaneios. - Minha mãe está me chamando. Até mais. - Falou caminhando até a porta e Jeon o acompanhou até o lado de fora.

-Obrigado pelas dicas Hobi-Hyung. - Agradeceu abraçando o amigo.

-Disponha. - Falou começando a andar. - Ah! - Lembrou virando para o amigo. - Um beijinho no rosto também não mata ninguém! 

-Obrigada de novo Hyung. - Jungkook disse rindo e observou Hoseok se virar e continuar andando. Antes de pegar o telefone para enviar uma mensagem.

Jungkook: Ei.
Jungkook: A diretora falou com você sobre as aulas?
Jungkook: Podemos começar amanhã. É sábado e eu não vou fazer nada mesmo.

O coração acelerado enquanto digitava quase o fez errar algumas palavras, Por fim enviou rezando para que Jimin aceitasse.







O clima na casa concerteza não estava legal. Na verdade só não estava legal para Jimin que comia em silêncio e devagarinho mais nervoso que seu irmão diante aquela situação.

O que estava acontecendo era que Chanyeol havia levado uma namorada para casa pela primeira vez. Na verdade, ele já chegou até a levar algumas e já teve outras namoradas , mas aquela era a primeira vez que ele levava a menina para apresentar aos pais.

Claro, Jimin não tinha motivo algum para ficar nervoso com aquilo, se sua mãe não desse algumas olhadas estranhas para si.  Isso porque junto com as Park, também estava sua tia e seu primo Dong-su por parte de pai. Os dois eram de Busan e vieram para passar um tempo com a família e ficariam na casa dos Park.

- Então... a quanto tempo vocês estão juntos?   - Sua tia Jessie, Perguntou para Rosie a namorada de Chanyeol.

-Ah... - Os casal se entreolhou. - Dois meses, mas oficializamos a menos de um mês.

A conversa rendeu, todos na mesa conversavam uns com os outros sobre assuntos aleatórios, menos Jimin que mastigava sua comida devagar por vergonha de ser o primeiro a terminar, e mesmo morrendo de fome não repetiria.

A lasanha que sua mãe fazia, era tão maravilhosa que Jimin quase morria toda vez que levava o garfo para a boca.

Não foi o primeiro a terminar de comer, graças aos céus, seu irmão e seu primo Dong-su terminaram primeiro e levantaram-se para repetir.

Jimin continuou enrolando com a comida, olhando para o prato cheio de seu primo e de seu irmão morrendo de vontade de comer mais. Colocou sua mão em sua barriga por debaixo da blusa sentindo as pequenas dobrinhas que tinham ali, sabendo que não estava em condições de repetir apiou o braço na mesa deixando uma lágrima cair e secou rápido para que ninguém visse. E foi ai que percebeu, que ninguém estava olhando para si. Ninguém repara se ele come ou não, se ele chora ou não.  Se ele está ali ou não.





Um pouco longe dali, em sua propria casa, Jungkook mordia a capinha do celular nervoso.

Já eram mais de 20h00min e nada de o Park o responder.

Jeon não sabia ainda como faria, mas percebeu que Jimin se afastou de si. E sua mente nem seu corpo sossegaria até que  descobrisse o motivo.  Mal conseguiu comer o jantar com todos esses pensamentos o incomodando.

Levantou do sofá num pulo com a ideia brilhante que acabará de ter.

Escovou os dentes duas vezes,para ter certeza, trocou suas roupas por uma mais estilosa, banhou-se em perfume e saiu de casa.

Iria na casa de Jimin.

-Mãe, eu vou sair. - Gritou saindo pela porta não esperando nenhuma resposta.

Subiu em sua moto e saiu sem rumo. Exatamente... sem rumo. Não fazia ideia de onde Jimin morava. Não fazia nem ideia na verdade.

- Aish. - Murmurou ainda sem rumo, decidindo que iria até a casa de Sehun.





Sozinho em seu cômodo preferido da casa. O banheiro, Jimin chorava baixinho.

-Jimin! - Seu pai bateu na porta. - Quando sair quero falar com você. 

Sentiu um arrepio de medo. Seu pai nunca falava consigo. Quer dizer... Não uma coisa que não pudesse esperar.

Saiu do banheiro desconfiado depois de tentar dar um jeito em seu nariz e olhos vermelhos.

-O-oque foi, pai? - Perguntou para o mais velho. Que estava na sala com Chanyeol e Dong-su.

-Vem. - Chamou e Jimin o seguiu até o quarto que dividia com seu irmão. - Vamos conversar aqui. Para termos privacidade.

Jimin engoliu em seco com medo da conversa e o coração disparou quando o mais velho escorrou a porta. 

-Sua mãe insistiu para que a gente tivesse essa conversa.  - O homem não parecia também muito certo do que estava fazendo. - Sabe... essas coisas são complicadas.

-Pai. Do que você tá' falando? - Perguntou confuso ainda acelerado.

-Ah Jimin-ssi... Sua tia e sua mãe que pediram. Elas acham que você precisa dessa conversa de homem, para... homem.

O coração de Jimin quase saiu pela boca. E arregalou os olhos. Nem conseguiu abrir a boca para falar alguma coisa.

- Jimin, meu filho. Eu sei que é vergonhoso, mas eu preciso orientar você. - O mais velho falava e Jimin mantinha seu cenho franzido. - Sabe... falar sobre proteção e como evi...

-MEU DEUS! - Falou assustado. - não, não. Pelo amor de Deus. - Pediu quase chorando de tão nervoso.

-Calma meu filho, seu pai pediu ainda de pé e Jimin deu passos para trás assustado.  - O senhor Park também achava o assunto vergonhoso, mas era necessário uma conversa.

Porém a conversa não estava acontecendo de maneira correta. e nem no momento correto.

-Jimin...

-Eu não quero falar sobre isso. - Disse convicto e com olhos arregalados.

-Jimin, por favor. - Seu pai respirou fundo. - Tudo bem. Vou pedir que sua mãe fale com você.

Não demorou para que seu pai saísse do quarto e sua mãe entrasse logo depois. Jimin estava sentado na cama com um travesseiro em mãos um pouco mais calmo quando sua mãe sentou-se perto de si e colocou a mão sobre sua perna chamando sua atenção.

-Mãe, eu não quero falar. - Pediu envergonhado.

Não que Jimin tivesse algo a esconder, na verdade adoraria conversar com sua mãe ou seu pai, adoraria contar suas experiências, mas era ai que morava o problema. Jimin não tinha experiências nenhuma, muito menos uma experiência sexual. E sabia que todo aquela vontade de conversar era porque Dong-su, seu primo de 15 anos já tinha experiências e falava numa boa sobre isso.

A mãe de Jimin achava que ele estava escondendo as coisas.

-Meu filho. Tudo bem. - Disse calma. - Esse é um assunto normal, você é sempre tão fechado. - A mulher disse meio triste e Jimin manteve o olhar baixo. - Pense que está conversando com seus amigos.

Jimin quase riu, mas de tristeza. Não tinha amigos nem para fazer dupla nos trabalhos quem dirá para falar sobre sexo.

-Eu sou sua amiga, Jimin. - Ah mulher falou. Jimin assentiu com a cabeça. Não queria deixar sua mãe triste. Então contaria o que a mulher queria saber.

- O que você... Quer dizer? - Perguntou tentando não encarar a mulher.

-Quero que me conte sua vida... Quer dizer, hum, Pode começar me dizendo como foi sua primeira vez? - Pediu meio tímida e curiosa.

Seu filho era sempre tão quieto, a senhora Park o achava mistérioso e estava curiosa sobre a vida alheia.

Jimin suspirou... Primeira vez sexual.. Ali estava uma coisa que Jimin não faria tão cedo. Talvez nem fizesse.

-Não... n-não tem p-pri-Meira vez. - Disse baixinho.

-Como assim? Ah, Jimin. Sempre dizem que os queitos são os mais para frente e...

-Não , mãe. - Negou com a cabeça.  - Não tive primeira vez.

- Então... - Ela pareceu pensar. - Você nunca...? - Jimin negou com a cabeça e o silêncio ficou alguns minutos.

- Jimin, - Sua mãe suspirou cansada. Para ela Jimin estava mentindo. Ela sabia que aí maioria dos garotos naquela idade já não eram mais virgens, e Jimin era bonito. Não era possível que não tenha despertado o desejo em alguém.



Jimin tinha despertado o desejo em alguém , e esse alguém estava em cima da moto em frente a casa de Sehun sem saber o que fazer da vida.

-Jungkook, você definitivamente enlouqueceu de vez.  - Sehun disse rindo do amigo.

-Qual é, Sehun. Você Sabe ou não? - Perguntou.

Jungkook queria saber onde Jimin morava para que pudesse ir até lá. Não podia esperar ate segunda de jeito algum. Queria adiantar as coisas logo e quem sabe, até beija-lo hoje mesmo.

Seria difícil... Mas sonhar é de graça.

-Sei. - Respondeu. - Ele mora na esquina, a uns três quarteirões. - Falou indicando o caminho. - Depois é só seguir reto perto de uma padaria e você chega.

-Como sabe onde ele mora? - Perguntou desconfiado memorizando o endereço. Sehun deu de ombros.

-Conheço o irmão dele de vista. Ele é amigo de um amigo meu. Ai fiquei sabendo. - Falou lembrando. - Sabe, foi bem aleatório.

-Sei... - Respirou fundo. - Enfim, eu vou indo.




-Olha mãe... - Começou envergonhado. - Eu não...n-não tenho ex-experiências com esse tipo de coisa. - Confessou com as bochechas doendo de vergonha sentindo vontade de chorar.

-Tem certeza? - assentiu. - Ok. Menos mal. Então ... como foi, seu primeiro beijo? - Questionou um pouco animada e Jimin fez uma careta lembrando. - Hum?

Sua mãe era um doce. Isso era fato, mas Jimin não estava nem um pouco confortável com a conversa.

- Mãe...

-Jimin, vamos lá. Eu não vou julgar você se tiver acontecido cedo demais. - A mãe tentava o convencer de que estava tudo bem.

Jimin riu tristonho.

Sabia que podia confiar em sua mãe, e talvez contar para alguém sua falta de experiência fosse legal.

-Não é isso. É que... Eu não beijei ainda. - Anunciou quente de vergonha e querendo chorar.

Sua mãe não disse nada por um tempo.

-Mas... - Sua mãe parecia um pouco incrédula, Jimin parecia verdadeiro, mas Jimin não ter nenhuma experiência a deixava intrigada.

-É... - Murmurou baixinho.

-Então... É. - A mulher levantou frutrada com a conversa desastrosa que teve com o filho.  - Vou voltar para sala.

Jimin ficou alguns minutos chorando baixinho relembrando a conversa e sem entender o que realmente acabou de acontecer.

Até ver seu celular vibrando no carregador e levantou para pegar.

Era uma chamada de Jungkook.

Jimin travou com o coração na mão. Por que Jungkook estava ligando para si?

Meio receoso com o celular vibrando em suas mãos, por mais curioso que estivesse ficou pensando se atenderia ou não. O celular parou de tocar e Jimin viu que o garoto havia o mandado mensagem mais cedo. O coração voltou a vibrar em suas mãos e num impulso Jimin deslizou o dedo pela tela atendendo.

Fungou o nariz , tentando não aparentar voz de choro, e suspirou antes de falar.

-O-oi? - Finalmente falou. - J-Jungkook?

-Ei! Oi! Jimin! Sou eu. Jungkook. - O garoto falou meio animado e meio contido. Jimin sorriu. - Tudo bem?

-Ah... hum. Eu estou bem. - Jimin omitiu a verdade, mas era sincero quando pensava que a tristeza foi embora por falar com o garoto. -  E você?

- Estou bem, mas posso melhorar. - Falou incerto se estava fazendo o certo. - Você pode falar agora?

Jimin pensou por um momento, estava com gente em casa. E teria que falar baixo com o outro, mas estava curioso para saber o que Jeon queria.

-Ah, tudo bem. Pode falar. - Falou baixinho e tímido. A voz dr Jungkook " no seu ouvido " era tão boa de ouvir. - Aconteceu alguma coisa?

-Vai acontecer. - Falou ansioso e Jimin estranhou. - Quer dizer... se você permitir.

Jimin gelou, as mãos já começaram a tremer. Do que Jeon estava falando?

- Jimin. Eu quero ver você. - Jungkook falou meio triste pelo silêncio do outro. - Sério. Tipo agora.

-Arn... Er... J-jungk..ook. - Jimin gaguejava um pouco pelo nervosismo. Também queria ver o outro, mas... Não dava. Não podia sair. - Olha... Er... é que agora. Eu hum. Não... posso sair para algum lugar.

- Não precisa ir muito longe. - Falou e Jimin franziu o cenho. - Eu estou do lado de fora da sua casa. - O coração de Jimin quase passou pela boca de nervoso. - Vem me ver.

- N-na minha porta? Oh Meu Deus! - Jimin riu de nervoso. Jungkook era realmente um louco.

- Tô te esperando. Vem.

Jungkook desligou a ligação. Deixando Jimin parado com o celular ainda na orelha reformulando o que acabou de acontecer. Jungkook estava mesmo na sua porta? Bom, só tinha um jeito de descobrir.



As mãos de Jungkook também soavam, apesar do clima do lado de fora estar frio e o céu continuar bastante nublado.

Jimin parecia nervoso demais na ligação e estava com uma voz rouca de choro. Jungkook tentou não pensar muito nisso, mas sim no que falaria para o outro.

Óbvio que não ia se declarar um apaixonado e pedir o outro um compromisso.

Uns minutos se passaram e Jungkook já estava realmente achando que outro não iria até ali falar consigo. Pensou em ligar denovo, mas não queria ser muito insistente.

Sentou na beirada da moto estacionada um pouco longe da frente da casa dos Park. Segurava o celular frustrado.

- Jungkook? - Escutou a voz baixa de Jimin que fez seu corpo acelerar.

Olhou o outro dos pés a cabeça, adimirado com a beleza natural do outro. Que vestia calça moletom e uma blusa moletom combinando. Lindo.

-Oi. - sorriu. - Vem cá.

Percebeu um pouco do receio do outro, mas ele foi até si parando de frente meio nervoso.

Jimin agradeceu aos céus, por Jungkook estacionar longe de sua casa. Não estava afim de ter que explicar algo para sua família.

Seu coração batia forte ao estar tão próximo e não seria se falasse que quase infartou quando sentiu aos mãos do outro o puxando para mais perto num abraço. Íntimo?

Ok. Jimin morreria ali mesmo com aquelas mãos ao seu redor. Diferente das outras vezes Jungkook o segurava com mais firmeza e estava demorando com o abraço.

-Não vai me abraçar de volta, jiminie? - Falou próximo a orelha do outro que encolheu um pouco o pescoço fazendo Jeon rir.

-Bobo. - Jimin riu apoiando as mãos no braço do outro. Não sabia como fazer estava envergonhado.

Tentando deixar um pouco da vergonha de lado. Resolveu aproveitar o momento e abraçou o outro pelo pescoço tendo que levantar um pouco os pés.

Um carro estacionou um pouco longe o que fez Jimin separar o abraço lembrando que estava próximo de casa.

-Ei... - Jungkook o chamou. - Tudo bem?

Jimin assentiu.

-Não... é nada com você. - Falou coçando a nuca. - Só estou com frio. - Riu fraco. Nervoso.

-Ótimo. Então... - Falou e puxou o outro de volta que tentou separar sem sucesso. - Eu vou esquentar você.

-Ah, ta. - Jimin riu pelo nariz. - Mas... o que você veio fazer aqui?

-Eu quero falar com você. - Falou olhando para o outro que assentiu apoiando a mão em seu peito.

-Então?

-Não sei como começar. - Jeon falou nervoso subindo e desscendo a mão pela cintura alheia. - Eu... Eu quero... E-eu estou afim de você, Jimin. - O mundo de Jimin parou por segundos, seus olhos ficaram arregalados. - Eu quero ficar com você.

A única coisa que Jimin sentiu foi vontade de chorar. É óbvio que Jungkook mexeu com o coração de Jimin, e claro que Jimin também sentia vontade de ficar com Jungkook.

Mas esse era o problema. " Ficar "

Jimin não sabe " Ficar " na verdade nem sabe o que significa.

-F-ficar? - Gaguejou de nervosismo. Seu corpo tremia, quase não enxergava mas notou que Jungkook olhava para sua boca. - C-como?

Jungkook sabia que Jimin não era experiente. Só não sabia que Jimin era totalmente fora desses assuntos e não sabia quase nada relacionado a beijo na boca.

-Olha. Não precisa se sentir precionado. - Tentou consolar o outro a notar seu nervosismo. - As coisas vão acontecer no seu tempo. - Disse. - O que me diz?

Jimin continou nervoso. Queria muito dizer que queria... mais... caramba.

Relacionamentos eram coisas que precisavam de disposição, a cabeça de Jimin estava cheia de vazios e não sabia se deveria colocar alguém na sua vida.

-Olha. - Suspirou tentando ser sincero. - Eu gosto de você. - Falou sem olhar para o outro. - Mas eu não sei... Vai ser... você vai contar para as pessoas?

- Não. - Negou com a cabeça. - Não se preocupe.

- Eu não sei , Jungkook. - Falou e logo se arrependeu.

Jungkook deveria estar achando , Jimin uma criança de 13 anos.

-Eu posso, pensar? - Perguntou e Jungkook assentiu sorrindo.

-O tempo que quiser. - Sorriu feliz.

-Ok. - Jimin riu quando sentiu a mão direita de Jungkook segurar a sua. - Mas eu preciso entrar agora.

-Vai lá. - Puxou o rosto de Jimin com a outra mão beijando a bochecha alheia com vontade. - Até depois. - Beijou a orelha do outro.

Jimin estava tão arrepiado com os toques de Jungkook, que nem conseguiu o responder. Apenas acenou indo para casa mais apaixonado.

Jungkook sentiu vergonha de si mesmo, por olhar de forma tão descarada a bunda de Jimin, e se repreendeu por desejar tanto toca-la.

Subiu na moto a ligando e indo embora antes que voltasse e agarasse o outro.

Jimin tremia como nunca quando atravessou a porta sorrindo. Encostou a porta e seu sorriso desmanchou eu notou todos o encarando.

-Jimin-Hyung estava com uma garota?! - A pergunta em forma de afirmação de Dong-su quase matou Jimin de medo.

Todos começaram a murmurar algo, mas o que destruiu o resto do psicológico de Jimin foi o que sua mãe disse:




-Sabia! Você não é bv coisa nenhuma!


Notas Finais


Finalmente o Jungkook se abriu. Agora vocês sabem um pouquinho mais sobre o passado dessa criatura doentia hahaah e safrada.

Sehun é um amigão da porra, ne não?

Vocês já sabiam o que era o problema do Jeon? Hum? Tava óbvio ne?

Ah... essa mãe do Jimin... Ela fez Merda nesse final? Fez. Mas... é porque ela acha que o Jimin esconde as coisas. Sobre essa conversa dos pais do Jimin com ele, não levem eles a mal, eles queriam instruir mas abordaram a conversa errado.

Gostaram do moment de Jikook? Ah... o Beijinho deles está próximo... mas não se iludam porque no começo vai ser só um selinho..fofis.


AH... SABE O HOSEOK? PRESTEM ATENÇÃO NO HOSEOK!


BEIJOS! Quero teorias na minha mesa para ja!


Byeeee



COMENTEM!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...