História Por que justo você? - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance, Yaoi
Visualizações 10
Palavras 853
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Não preciso de algo melhor.


Pela primeira vez na minha vida eu me declarei para alguém... Essa é a sensação que as pessoas sentem depois de fazerem isso? Normalmente, elas continuam a se beijar, ou se abraçam, ou se encaram... Mas eu queria falar com ele, não que eu não queria beija-lo ou abraça-lo ou olha-lo, mas uma das melhores coisas que ele faz com a boca é falar.

- Se você me disser quando é seu aniversário- ele respondeu- eu posso realizar o seu pedido.

- Você não vai acreditar se eu disser quando é.

- Vamos! Não seja mal! Diga-me- ele fez um bico.

- Dia 01 de Janeiro.

- Não me vai dizer que nasceu a meia noite?

- Nasci exatamente meia noite.

- Cara, que coisa de filme.

- Minha vida é um filme. Todas às vidas são um filme.

- Tem razão. Eu acho que os nossos filmes não são interessantes.

- Eles nem seriam vendidos.

- Pessoas só querem ver filmes estilo "colegial" com altas pegações e tretas.

- Você se esqueceu de dizer que eles sempre terminam do mesmo jeito- eu disse tirando uma das mãos da cintura dele, mas acabei colocando de novo.

Não queria solta-lo.

- Acha que eu vou fugir?

- Ei! Sou eu quem faz as perguntas aqui.

- Eu não vou fugir- ele sorriu do jeito dele... Não há palavras que descrevam esse sorriso.

Não há palavras que descrevam ele.

E há menos palavras ainda que descrevam o que eu sinto por ele.

- As palavras dizem menos do que nós pensamos- ele disse, quebrando o silêncio.

- As ações também não.

- Sabe... No momento que eu caí em cima de você... Você foi tão rude...

- Que mudança repentina de assunto... Mas já que disse. Desculpe-me... Não era a intenção. Eu era assim, eu sou assim.

- Não mais comigo.

- Mas você é "a" exceção.

- Queria saber o que me faz tão especial para você.

- Você me entende.

- É só isso?

- Não há motivos para amar alguém, não é mesmo?

- Não, não há.

Assim, nós nos beijamos de novo. Desta vez foi um pouco mais intenso, mesmo que não tenha sido quase nada.

Sinto meu corpo inteiro queimar.

- Por que tudo em mim está queimando?

- Porque o amor dói.

Acho que a pior parte desta resposta é que ela é verdade. O amor dói.

- Qual a coisa mais bonita em alguém?

- O poder desta pessoa de tocar seu coração.

- Como você tem todas as respostas?

- Pelo mesmo motivo que você tem todas as perguntas.

...

Cheguei em casa quase 18 horas, minha mãe estava extremamente preocupada comigo (como sempre), eu apenas disse para ela que, não importa para onde eu vá, eu sempre vou voltar (como sempre).

Recebi uma ligação.

- Thomás?- Era Annie... O que ela quer?

- Minha pessoa.

- Por que você preferiu aquele garotinho a mim?

- Do que está falando?

- Qualé, ele é idiota e feio. Você merece algo melhor.

- E o que seria esse "algo melhor"? Você?

- Sim.

- Não preciso de algo melhor.

- Mas... Eu não entendo! O que ele tem que eu não tenho?

- Acho que a pergunta seria: O que você não tem que ele tem?

- Qual a diferença?

- Então, qual a diferença?

Ela ficou em silêncio.

- Não sei por que eu me apaixonei por você.

- Também não sei por que você se apaixonou por mim.

- Eu deveria saber?

- Será que algum de nós deveria saber?

- Não estou entendendo.

- Será que algum de nós deveria saber o porquê de alguma coisa?

- Não sei.

- Exatamente.

- Não estou te entendendo.

- Talvez seja isso que ele tem e você não.

- Eu não te entendo, mas ele te entende. Por isso o prefere?

- Talvez.

- Você é um idiota.

- E não tenho sentimentos- eu sorri, mesmo que ela não pudesse ver.

- Vou parar de gostar de você- ela disse-me- Adeus.

- Não é tão fácil assim se "desapaixonar".

Ela desligou o telefone, não que isso me importe.

Minha vida é mesmo um filme de colegial.

Por que eu sempre digo que odeio esses filmes, mas parece que eu sei tudo sobre eles? Talvez eu não os odeie tanto assim... Talvez eu esteja confundindo ódio com amor, isso é comum, não é?

Pessoas confundem ódio com amor com frequência, mas já se viu alguém que pensou amar outra pessoa quando, na verdade, a odiava?

Eu nunca vi nada parecido.

Como deve ser pensar que ama alguém todo o tempo quando na verdade o odeia? As pessoas confundem mais o amor com ódio porque somos todos gananciosos ignorantes que não gostamos de admitir quando gostamos de algo. Mas por que alguém não admitiria que não gosta de algo? Por que alguém esconderia de si mesmo que não gosta de algo?

Acho que, na verdade, todos estão procurando serem robôs, sem sentimentos, querendo que os outros nos amem sem que precisemos os amar de volta.

Somos todos ignorantes, afinal.


Notas Finais


Até semana que vem :3


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