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História Por que seria justo eu? - Capítulo 1


Escrita por: e Kpwpera


Notas do Autor


HEY ANGELS!

Como estão? Estão bem? Eu tô bem ble mas espero que postar essa história me deixe um pouco melhor.

Sim é mais uma parceria com a bea inclusive te amo gata.

Feliz dia dos namorados pra quem namora e pra quem namora consigo mesmo também. E feliz carat day pq né melhor fandom!

Ótima leitura!


☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆

eae gente!


aqui estamos eu e josiane pra faze mais um fluffyzinho com um toque de drama, e isso fluiu melhor doq eu imaginava jahskahsjs

enfim, espero q gostem, feliz dia dos namorados pra quem namora e pra quem ta enrolado como eu, o jeito eh chorar e esperar o melhor

bOA LEITURA, DEEM AMOR A ESSE SHIPP MARAVILHOSO

Capítulo 1 - Era tão óbvio!


Ah, o dia dos namorados…

Um dos dias mais esperados pelos corações apaixonados. Hogwarts fazia jus ao clima romântico que se instalava em todos quando faltava pouco menos de uma semana para o tão esperado dia.

Os corações de papel enfeitavam os corredores, assim como as velas vermelhas e as flores que estavam em todos os lugares da enorme escola. Isso fora os casais que ficavam ainda mais grudados e pareciam ser dez vezes mais apaixonados que o normal, e olha que ainda faltavam alguns dias para a data importante.

Todos adoravam aquela época, pois era ótimo receber chocolates ou até mesmo um simples cartão da pessoa que gostava, ou alguém se declarando para você. Bom, quase todos.

É claro que existiam aqueles que não gostavam da data, seja por não gostar do clima melancólico que a escola ficava para, ou seja por não ter alguém para passar o dia mais romântico do ano junto, e Soonyoung era uma daquelas pessoas.

O grifinório não gostava de ver todos aqueles casais esfregando na sua cara as suas ótimas vidas amorosas enquanto a dele era um fiasco, gostaria muito de esquecer que o dia se aproximava, mas a cada corredor que virava na escola sempre tinha aqueles corações, ou em alguns até anjinhos possuíam. Soonyoung queimava todos, mas eles sempre apareciam ali de novo, era quase como se brincassem com ele.

— Incendio — o Kwon resmungou o feitiço enquanto apontava a varinha aos corações, vendo eles queimarem de maneira rápida até virarem cinzas — Nem fala nada, Seok, você não tem local de fala aqui — disse para o melhor amigo, voltando a guardar a varinha e arrumando o cachecol no seu pescoço em seguida.

— Mas eu nem ia dizer nada! — soou indignado, mas riu baixinho ao ver ele queimando mais um dos enfeites — Aí, Soony, quem sabe esse ano não seja diferente, hum? — mas assim que terminou de falar sentiu o olhar irritado do amigo em si e resolveu ficar quieto.

Seokmin claramente não era a melhor pessoa para falar sobre sua vida amorosa, visto que acabara de ganhar uns cinco cartões e chocolates de seus admiradores, fora a pilha do dia anterior. O lufano era claramente o aluno mais popular da escola, e todos acabavam dando em cima dele, todos mesmo, sejam eles garotos ou garotas.

— Soony — chamou o amigo de maneira doce — Quer um? — ofereceu um dos chocolates a ele, para ver se assim melhorava seu humor.

— Tá de brincadeira com a minha cara, né? — o olhou numa mistura de indignação com irritação — Só não nego porque é chocolate — resmungou, pegando um dos sapos de chocolate que o outro havia ganhado — Pelo menos você ganha chocolate bom, vou roubar todos — disse de boca cheia, soltando uma risada baixa.

— A vantagem de ser meu melhor amigo nessa época é essa! — piscou para ele sorrindo — E eu não gosto de te ver emburrado desse jeito, parece que uma nuvem de tempestade tá sobre a sua cabeça. — brincou, passando o braço por seus ombros. 

— E tá! É a nuvem que me acompanha todos os anos nessa época — entrou na brincadeira, um pouquinho envergonhado pela maneira que andavam juntos, nunca se acostumou com tanta proximidade — É tão injusto você ser popular! 

— Será que existe algum feitiço para mudar essa sua nuvem? Um solzinho não te faria mal nenhum. — disse pensativo, levando um leve empurrão dele. Soonyoung poderia soar clichê, mas ele estava ao lado do sol, mas invejava o quanto ele era adorado — Ah, Soony! Eu nem sei porque sou popular… 

— Quer que eu cite os motivos? Vamos lá! — parou de andar, ficando na frente do amigo e começando a contar nos dedos — Você é bom em tudo que faz, tira notas ótimas, é o melhor apanhador da escola, é lindo, engraçado… Quer mais o quê?!

— Okay, ótimos pontos — ficou levemente sem jeito, mas ainda permanecia sorrindo, gostava quando esses elogios vinham dele — Mas você não está muito longe disso, você é perfeito, os outros que são cegos e não veem isso! — continuou a andar o tendo ao seu lado. 

— Não conte mentirinhas, elas machucam — riu baixo, tentando disfarçar o rosto vermelho pelo elogio —  Mas obrigado pela tentativa de me ajudar! 

— Não são mentiras, eu realmente te acho lindo, inteligente, divertido… perfeito, do seu jeito, oras — não conseguiu evitar o sorriso bobo ao ver as bochechas vermelhas do outro — Vai fazer algo mais tarde? 

— Não tenho nada planejado, e você? — sua tentativa de não ficar vermelho foi por água abaixo, sentia que iria explodir a qualquer momento caso o lufano o elogiasse de novo.

— Estava pensando se você não quer ficar junto comigo na ronda hoje. Diz que sim vai? Gosto da sua companhia. — fez carinha de cachorrinho que caiu da mudança para ver se funcionava, mas não precisava, o outro sempre aceitaria seus convites.

— Leve chocolates — avisou, tendo que se separar do amigo já que as aulas seriam diferentes e ele precisava ir pelo outro corredor — Principalmente sapos de chocolate! — gritou quando estava mais longe, soltando uma risada.

— Pode deixar! — ouviu o lufano o responder e não conseguiu evitar continuar sorrindo.

A aula foi o mais normal possível, tirando as conversas animadas sobre os cartões e chocolates que receberam, que o deixaram ainda mais desanimado. Soonyoung queria realmente ficar no quarto e não sair de lá até essa baboseira toda passar, mas infelizmente precisava manter sua pose exemplar como o monitor de sua casa.


{...}


Quando a noite chegou, logo após o jantar, Soonyoung foi esperar o Lee na frente da entrada do comunal da Lufa-Lufa, estava frustrado pela sua vida amorosa e precisava muito de chocolates para esquecer ao menos por um instante aquilo, aproveitou o tempo que ele demorava para terminar de queimar os enfeites que ainda estavam ali.

— Espero que você tenha trazido muitos chocolates, é o preço da minha companhia — riu baixinho e arrumou a postura assim que viu o lufano sair.

— Suas exigências são bem fáceis de cumprir, Vossa Alteza — brincou numa falsa reverência e mostrou os chocolates que trouxe para ele — Está do seu agrado? 

— Sim, obrigado jovem servo — segurou a risada enquanto pegava um dos chocolates dele — Vamos começar essa ronda logo — resmungou com a boca cheia.

— Fofo… — Seokmin sussurrou sem querer ao ver as bochechas gordinhas dele enquanto comia, esperando que ele não tivesse o ouvido, e apenas seguindo para fazerem a ronda.

— Como foram as declarações recebidas? Alguma chamou sua atenção? — o grifinório perguntou no meio do caminho depois de um breve silêncio — Ou algum engraçado? Sei lá.

— Hum… deixe me ver — falou pensativo enquanto começavam a andar pelos corredores — Eu acho que não, na verdade tem aquelas que eu leio e fico com certo medo da possessividade, outras que dizem que vão usar uma poção do amor para que eu me apaixone por elas… deveria me preocupar? — perguntou deixando uma leve risada escapar.

— Se eu começar a falar de alguém aqui você me leva pra enfermaria, vai que algum doido colocou poção do amor nos chocolates! — falou um pouco preocupado, mas sem parar de comer os doces — Esse pessoal é louco…

— Exagerado! Mas levo — riu enquanto também comia um dos doces — E você, continua sem receber nada? — pergunta meio incerto.

— Uhum, o mais esquecido de Hogwarts, pode entrar: eu — brincou, mesmo que aquilo o deixasse triste às vezes, preferia fazer piada — Acho que você ganha por mim de brinde — deu risada, puxando a varinha para queimar mais um enfeite.

— Poderiam te chamar pra acabar com toda a decoração — brincou, mesmo que estivesse um pouco chateado por aquilo claramente o deixar triste — Eu não admito que ninguém nesta escola não tenha um crushzinho em você! Até eu teria! 

— Até parece que você com toda a escola de opção, ia querer ter algo logo comigo — riu sem muito humor, não olhando para o amigo durante a fala — E eu tô aceitando acabar com essa decoração, quero destruir tudo!

— E por que não iria querer? — tentou respirar fundo e controlar seu coração e nervosismo, não era para ter soltado isso e agora não teria como voltar atrás — Me de motivos do porque não poderia te ter como uma opção!  E nem comece se comparar a mim.

— Seokmin, olha bem pra minha cara, quer motivo maior que isso? — deu risada, levemente desconfortável com o assunto — Eu sou o mais esquecido da escola, Seok, você tem todos aos seus pés, até o pessoal da sonserina é afim de você!

— Mas não é esquecido por mim! Não me interessa se tenho Hogwarts inteira afim de mim, se eu gostar de alguém eu não vou ligar para status ou casa a qual pertence. — rebateu novamente sem pensar — Enfim, eu não vou mais falar disso, mas eu não concordo com nada do que você disse! — deu uns passos mais longos para se afastar um pouco dele. 

— Ai, não fica bravo comigo! — correu um pouquinho para alcançar ele novamente — Não vou falar mais nada, credo, só não fica bravo comigo!

— Eu só odeio quando você se rebaixa assim — disse soltando um suspiro pesado. 

— Eu também não gosto, mas a gente segue, né? — sorriu, tentando reconfortar o Lee também — Aliás, Mingyu, sua tentativa de se esconder foi bem ruim — deu risada ao ver o outro grifinório sair do lugar que estava se escondendo, ou pelo menos tentando.

— Talvez tentar um lugar que seja alto o suficiente para te tapar te ajude — Seokmin brincou rindo baixinho — O que faz fora do dormitório, mocinho? 

— Tenho mesmo que explicar? — ele riu envergonhado, coçando a nuca numa tentativa de ficar menos constrangido.

— Eu posso até fingir que não vi você aqui, não sei se o Seok faria isso… — o Kwon disse rindo também — Vai falar? A gente não tem a noite toda não!

— Acho que vou deixar passar dessa vez, porque acho que sei o que ele estava fazendo. — o lufano soltou um leve riso ao ver a reação do mais alto, por seu tom levemente malicioso — Quer acompanhar ele até o salão comunal de vocês? — se virou para o Soonyoung. 

— Eu vou, a ronda já tá acabando mesmo — deu de ombros, pegando um último chocolate e num ato meio impulsivo deixou um beijo na bochecha do Lee — Até amanhã, Seok! — sorriu antes de se afastar, indo junto do outro grifinório, deixando para trás um Seokmin corado e sem reação. 

— Poderia me explicar o que acabei de ver? — Mingyu provocou o colega. 

— Você não viu nada! — o encarou de maneira intimidadora, ou pelo menos tentou, visto que seu rosto estava vermelho..

— Você gosta dele? — ignorou por completo o olhar que recebeu dele.

— Eu… não sei, acho que sim — murmurou envergonhado, brincando com a varinha em mãos — Mas ele é o Seokmin! Sem chances!

— Soonyoung, você é cego ou se faz? — perguntou o fazendo parar — Pare de pensar que nunca terá chance com ele. Já ouviu ele falando isso? 

— Não… mas olha bem pra mim, Mingyu! Hogwarts inteira é afim dele, por que seria justo eu? — respondeu de maneira sincera, num tom meio triste pelo assunto que tirava suas noites de sono.

— Porque é do Seokmin que estamos falando, não do Jeonghan. — rebateu rápido, já que o sonserino era bem seletivo com quem ficava, e no caso atualmente ele estava namorando o Seungcheol, líder do time de quadribol da Grifinória — Ele é seu melhor amigo pelo visto, não sei porque ele não poderia se interessar por você. Até o Wonwoo se apaixonou por mim, então nada é impossível! 

— Mingyu, você não tá me entendendo, sabe o quê é Hogwarts inteira?! Ele deve me ver como um irmão, já aceitei isso — deu de ombros, aproveitando para descontar sua frustração em um dos enfeites que avistou — E como anda você e o Wonwoo? — mudou de assunto, abrindo um sorrisinho malicioso.

— O assunto aqui é você não eu. — disse depois de esperar o outro dizer a senha para que pudessem entrar no salão comunal — Mas anda muito bem, você quase nos pegou se beijando. Inclusive deveria estar fazendo o mesmo com o Seokmin, Soony! — aproveitou a deixa, mesmo que suas bochechas ainda estivessem vermelhas por revelar o que estavam fazendo.

— Você anda delirando, vai dormir! — brincou, empurrando o mais alto em direção as escadas e indo se sentar em uma das poltronas vazias ali, aproveitando que o salão estava vazio para conseguir colocar alguns pensamentos em ordem.

— Pensa no que eu te disse! — piscou para ele e subiu as escadas, o deixando realmente sozinho.


{...}


— Você vai ir torcer por mim hoje né? — Seokmin disse ao se aproximar da mesa da Grifinória, sentando-se um pouquinho ao lado de Soonyoung, o fazendo levar um leve susto, o que fez o garoto rir baixinho. 

— É claro que vou, que tipo de amigo eu seria se não fosse? — deu risada, ainda sentindo o coração acelerado pelo susto recente — Se bem que nem precisa, é bom em tudo que faz mesmo…

— Bobo, ter você por perto me dá sorte, por isso nem pense em não ir! Eu preciso ganhar da Sonserina e sem você sem chance — brincou deixando um beijo em sua bochecha e se levantando — Tenho treino agora, depois a gente se fala tá? 

— Okay… te vejo depois então! — sorriu envergonhado, sentindo o rosto queimar assim como os olhares dos outros sobre si.

"Eu não tenho nenhuma chance com ele." — Mingyu fez uma péssima imitação da voz do amigo.

— Cala a boca, Mingyu! — resmungou, com ainda mais vergonha.

— É sério que você disse isso? — Seungkwan, que estava mais longe, se intrometeu na conversa — Soonyoung…

— O que é isso? Um complô contra mim?! — o Kwon falou indignado, soltando uma risada de nervoso.

— Não, é um alerta para que abra os olhos! Olha o que ele te disse, a forma que age com você! — Mingyu estava indignado — Wonu, por favor use sua sabedoria e faça o Soonyoung enxergar o óbvio! — falou ao namorado, que se aproximava da mesa e deixava os braços sobre os ombros do outro.

— Convencer ele do que? — indagou confuso.

— Que o Seokmin gosta dele. — Seungkwan disse sem paciência — Só ele que não vê.  

— Wonwoo, eles tão delirando, não escuta eles! — Soonyoung disse ao corvino, tentando escapar do que poderia estar por vir.

— Por que estariam delirando? — ainda estava confuso do porque o outro não acreditava nos amigos — Isso não é impossível, inclusive o Jun me disse que o Seok fala bastante de você pra ele… — Wonwoo disse calmamente ajeitando os óculos. 

— Ele é meu melhor amigo, por que não falaria? — tentou se defender, com o rosto voltando a ficar vermelho.

— Soonyoung você é lerdo ou se faz? — Seungkwan disse indignado, não conseguindo acreditar no que escutava.

— Gente, ele é Lee Seokmin, entendam! — Soonyoung respondeu com a mesma indignação, anos tentando não se iludir para os amigos abalarem as estruturas em dois segundos.

— Ele é lerdo mesmo. — Wonwoo disse com pesar, mas claramente fingindo, o que fez os outros rirem baixinho. 

— Até você, Wonwoo?! — choramingou, mas logo acabou rindo junto com os outros. 

Passaram o resto do café-da-manhã com outros assuntos, indo desde o jogo de quadribol que iria acontecer dali a pouco tempo, incluindo as apostas de quem seria o vencedor, obviamente apostando na Lufa-Lufa, até as notícias exageradas do profeta diário.

As aulas do horário da manhã passaram normalmente. O grifinório teve poções, defesa contra as artes das trevas, e a aula de herbologia foi a penúltima antes do almoço. Soonyoung estava tão entretido na conversa sobre a aula com seus outros colegas que por puro azar e falta de atenção esqueceu o cachecol na estufa; justo quando começou a ventar ainda mais. Aquele era o seu único cachecol disponível no momento, e como sempre foi um completo azarado, não lhe surpreendia que isso tivesse acontecido.

Acabou cruzando com Seokmin no meio do caminho, o lufano estava saindo da sua aula de Trato das criaturas mágicas e por sorte os caminhos se encontravam pouco antes de entrarem no castelo, já que havia desistido da idéia de voltar lá para buscar.

— Olá, apanhador talentoso — sorriu assim que ficou do seu lado, aproveitando que ele tampava um pouco do vento.

— Olá, Soony. — Seokmin riu baixinho ao ouvi-lo chamar daquela forma — O que houve que está todo encolhidinho? 

— Esqueci o cachecol na estufa… — resmungou, fazendo um biquinho emburrado e desviando o olhar, o que o outro achou adorável. 

— Pegue o meu então, eu tenho aula lá agora e pego o seu daí — argumentou se aproximando dele, não o deixando negar, e retirou o cachecol que ainda usava, com as cores de sua casa, o pondo envolta do pescoço de Soonyoung — Pronto! 

— Você não me dá escolhas, não é?! — deu risada, sentindo o rosto esquentar mas adorando poder sentir o cheiro do outro no pano.

— Não mesmo! — riu junto dele — Mas eu vou pra aula, antes que nós dois nos atrasemos — se aproximou de Soonyoung deixando um beijo em sua bochecha  — Até mais, Soonie! — disse ainda próximo quase como se não quisesse sair dali, enquanto se olhavam nos olhos. 

— Seokmin, vem logo! — ouviram alguém chamar o lufano, fazendo com que ambos se afastassem nitidamente envergonhados.

— É… acho melhor você ir… — o Kwon disse quase num sussurro, sentindo o rosto queimar enquanto desviava o olhar.

— É… Até… — disse um pouco desconcertado, e se afastou do outro indo para a sua aula, o que foi feito pelo grifinório também.

Soonyoung estava tentando entender o que tinha acontecido ali, por isso acabou por ficar mais distraído que o normal em sala de aula. Seja o que for, nunca havia sentido seu coração bater tão forte quanto naquele momento. 


{...}


Depois do almoço os alunos ficaram livres, então vários foram aos seus salões comunais passar o tempo até iniciar o jogo lá. Menos Soonyoung que decidiu terminar seus deveres e ocupar sua mente, tanto dos comentários em relação aos dois estarem com os cachecóis trocados, quanto pelo que tinha acontecido mais cedo. Não queria se iludir e então nem havia comentado sobre com os amigos.

Quando todos começaram a ir para o estádio, os amigos vieram o procurar e depois de ter corrido para guardar suas coisas andaram juntos até o local, mas Soonyoung se separou deles para ir encontrar o Lee, que andava junto dos outros jogadores da Lufa-Lufa.

— Hey, vim desejar boa sorte! — o Kwon o chamou, colocando a mão em seu ombro e abrindo um sorriso, para chamar a atenção dele. 

Seokmin se virou com um sorriso enorme no rosto, por mais que tenha achado que o outro o evitaria, ficou muito feliz de o ver ali; e ainda mais por ele ter continuado a usar seu cachecol.

— Achei que ia me abandonar. — disse brincando. 

— Que tipo de pessoa você acha que eu sou? Eu apoio meus servos! — entrou na brincadeira, soltando uma risada baixa — Mas falando sério, eu nunca deixaria você entrar naquele campo sem falar um boa sorte!

— Te ter aqui já me traz sorte o suficiente! — disse sem perceber e ficou levemente envergonhado — Aliás, você combina pra ser um lufano… — brincou se referindo ao seu cachecol. 

— Você também seria um ótimo grifinório, mocinho — sorriu, arrumando o cachecol vermelho que o outro usava apenas por brincadeira — Acho bom você ir ou os jogadores do seu time vão me odiar por te fazer enrolar!

— Ah mas só porque eu queria ficar aqui… — fez um biquinho fingindo estar triste, o que não era total fingimento. 

— Você tem um jogo para ganhar, senhorito! — deu risada, achando o outro muito fofo — Vamos logo, Seok!

— Estou indo já que expulsas seu nobre servo de perto de você — disse brincando, fingindo secar uma lágrima, mas acabou rindo. — Okay estou indo, te vejo no jogo, Soonie — depositou um selar em sua testa antes de se afastar e ir para junto do time.

— Ganha esse jogo! — gritou quando ele estava mais afastado, seu rosto estava tão quente que nem parecia fazer tanto frio naquele dia, correu em seguida para as arquibancadas, queria chegar antes do jogo começar e já se preparava para os comentários dos amigos.

Assim que se aproximou deles, tentou agir o mais natural possível, como se nada tivesse acontecido e ele não estava sorrindo feito um bobo ao sentir o cheiro do perfume do Seokmin. 

— Soony… — Mingyu o chamou, assim como a atenção dos outros foram para o citado — Por um acaso você é lufano ou estava se pegando com o Seokmin para ainda estar com o cachecol dele? — sua voz tinha uma malícia escondida.

— Para de achar que eu to me pegando com ele! — Soonyoung falou um pouco indignado, dando risada — Eu esqueci de devolver, oras!

— Pede pra ele te emprestar uns beijos, depois você devolve — Junhui apareceu na arquibancada ficando ao lado deles — O que foi? Todo mundo que é sensato shippa vocês. 

— Ai, hoje é o dia de vocês encherem o meu saco, né? — resmungou, mas achando engraçado a cantada que o outro sugeriu.

— Não temos culpa, talvez seja a época tão romântica, aí mexe com a gente — Mingyu brincou. 

— Calem a boca, o jogo vai começar! — Soonyoung desviou o assunto, passando a prestar atenção no que acontecia no campo.

Todos gritaram assim que os times apareceram, seria uma partida entre os times da Lufa-lufa e Sonserina, os dois grandes do torneio de quadribol deste ano, já que o time dos lufanos permanecia na frente por poucos pontos.

Quando o apito foi escutado, os jogadores levantaram vôo e a partida já começou com a goles na mão dos sonserinos, que voavam de maneira rápida, mas foram interceptados pelos artilheiros lufanos, que recuperaram a goles e fizeram ponto.

O jogo seguiu nesse mesmo ritmo, os pontos aconteciam de maneira rápida e existiam momentos em que os espectadores nem sabiam com quem estava a goles de tão rápido que se movimentavam.

Mas todo mundo, exceto os jogadores, pareceu parar quando notaram que o apanhador da Lufa-lufa mergulhou, porque Seokmin sempre saia daquele campo com o pomo de ouro em mãos e todos estavam ansiosos pela disputa dos apanhadores, já que segundos depois o da Sonserina fez o mesmo.

Assim que os dois começaram com os movimentos corpo a corpo, e ambas as mãos estavam esticadas, todos tinham expectativas e mantinha-se o silêncio entre os alunos até o momento em que o Lee simplesmente se levantou na vassoura e se esticou inteiro para pegar.

Ele rolou no chão por conta da altura e do impacto ao cair; todo mundo esperava saber o que tinha acontecido, e assim que ele se levantou mostrando o pomo em mãos, o campo inteiro gritou em euforia. Lufa-lufa ganhou o jogo de 280 à 130.

Obviamente e quase que automático, os olhos dele se encontraram com os de Soonyoung, que vibrava pela vitória ainda usando o cachecol que o Seokmin havia lhe emprestado. O sorriso largo do mais novo se abriu ainda mais fazendo o coração do outro errar as batidas enquanto sorria de forma tímida por tanta atenção. 

Assim que saíram do estádio, o grifinório o procurou, e sem pensar praticamente se jogou sobre o outro o abraçando assim que o encontrou, sendo retribuído e levantado um pouco do chão em comemoração.

— Eu disse que você me dá sorte! — Seokmin falou o soltando. 

— Até parece, você é ótimo com ou sem mim na plateia! — respondeu assim que foi colocado no chão, sem conseguir evitar de sorrir largo, ainda que envergonhado — O nervoso que a gente passa na plateia é demais, meu coração não aguenta!

— Bobo! Um jogo sem emoção não é um jogo, e um jogo sem você não é o mesmo pra mim… — piscou para ele.

— Idiota... — riu de nervoso, era definitivamente um grifinório com o rosto vermelho igual ao do brasão de sua casa.

— Um pouco… — riu, e segurou a mão dele um pouco receoso — Soonie eu precisava falar com você, mas precisa ser com calma e sem tanta gente em volta… — mordeu o lábio inferior nervoso com o que ele diria.

— Hum… vou dar essa oportunidade para você, onde o senhorito está pensando em ser? — perguntou, tentando esconder o nervosismo que sentiu com aquela frase.

— Podemos nos encontrar na Sala precisa? — sorriu um pouco ainda que apreensivo, mas mais calmo. 

— Depois do jantar? — perguntou, deixando um sorrisinho escapar ao ver o dele.

— Uhum,  depois do jantar… — confirmou e ouviu alguém chamá-lo — Te vejo mais tarde, não esquece okay? 

— Não vou esquecer, Seok! — deu risada — Até daqui a pouco! — falou sorrindo e viu ele se afastar, sabia que o seu grupo de amigos estava observando tudo de longe e já se preparava para os comentários, por sorte seu humor havia melhorado muito e não se importaria com o que eles iriam falar.

— Só faltou o beijo, poxa esperava mais do Seok… — Mingyu disse fingindo estar desapontado, enquanto voltavam para o castelo. 

— Ai Mingyu, reclama lá com ele, não comigo! — deu risada.

— Vou reclamar então… — disse como quem não quer nada — O que tanto conversavam?

— Conversavam, riam, pareciam um casal — comentou Seungkwan enquanto entravam novamente no castelo.

— Como vocês são intrometidos! — o Kwon riu, evitando olhar para os amigos antes que ficasse com mais vergonha — Ele disse que queria falar comigo, mas sozinho, então a gente vai se encontrar na sala precisa depois do jantar… — explicou, brincando com a varinha em mãos para se distrair.

— É hoje que esse beijo sai e a gente prova que está certo — Mingyu diz empolgado passando o braço pelos ombros do mais velho. 

— Estou quase acreditando em vocês! — brincou, dando risada antes de queimar mais um enfeite que tinha no corredor assim que entraram no castelo.

— Já deveria ter acreditado a tempo! — Seungkwan diz indignado.

Soonyoung nada fala e apenas seguem para o salão comunal deles enquanto falam sobre o que o Seokmin possívelmente falará para o outro, o fazendo rir.


{...}


Quando terminou de jantar, Soonyoung olhou para as mesas vizinhas tentando encontrar o lufano junto aos outros alunos de sua casa, mas falhando, o que era um sinal de que ele já tinha ido para a Sala Precisa. Despediu-se dos amigos, dando risada com os incentivos dos outros à respeito do que poderia acontecer e  acabou por criar ainda mais expectativas durante o caminho.

Os corredores pareciam mais vazios que o normal para aquele horário, contudo não estava se importando com aquilo, pois apenas sentia o coração bater cada vez mais rápido a cada passo que dava e ficava mais próximo do lugar combinado.

Estranhou ao ouvir uma voz no corredor da sala, seu pensamento mais lógico foi deduzir ser algum outro aluno que coincidentemente estava passando por ali na mesma hora que o grifinório e somente isto. 

Porém, ao virar o corredor seu sorriso sumiu completamente assim como não pareceu que não podia mais mexer as pernas para continuar andando; não conseguia acreditar na cena que estava acontecendo bem na sua frente.

Seu coração se apertou de um jeito que jamais sentira antes, tinha vontade de gritar pela dor repentina por ter seus sentimentos jogados no chão e incendiados assim como fazia com os enfeites daquele castelo. Afinal, os dois estavam mais próximos que o normal para uma conversa, e não passava nada além do óbvio em sua mente.

Na frente da porta da Sala Precisa estava Seokmin e um outro aluno que não conhecia, mas conseguia identificar exatamente o que estava acontecendo ali apenas com um olhar, e também sabia que não aguentaria muito caso ficasse ali por mais algum tempo.

Eles pareciam tão concentrados na conversa íntima deles, que nem ao menos notaram a presença do grifinório no final do corredor, e quando o outro se aproximou ainda mais do Lee, Soonyoung não conseguiu se segurar e jogou aquele bendito cachecol amarelo e preto no chão antes de começar a correr.

Correu como nunca. Não se importou com os olhares que recebeu durante o caminho até o salão comunal; as lágrimas que escorriam por suas bochechas não eram nada comparadas a dor que sentia no seu peito, ao ter seu coração quebrado em tantos pedacinhos que nem ao menos conseguia contá-los ou quem sabe consertar. Tudo que desejava era que fosse apenas um pesadelo, um terrível pesadelo e que quando acordasse tudo voltaria ao normal.

Contudo, quando Mingyu o abraçou assim que conseguiu entrar no salão, soube que tudo era verdade, era real, era terrivelmente e cruelmente real. A partir daquele momento só queria descontar aquela angústia que dominava seu peito de alguma forma, queria parar de se sentir assim. Queria xingar os amigos por o ter feito nutrir falsas esperanças, no final Kwon Soonyoung  sabia que nunca teria chances e foi um idiota por acreditar naquela mentira.

Ele não falou sobre nada a princípio, talvez nem ao menos precisava falar, apenas queria dormir e por mais que estivesse odiando os amigos, ainda assim era bom os ter ali. 

Se despediu deles após alguns minutos, explicando de maneira resumida, com a voz sussurrada e trêmula aquilo que sempre tinha sido óbvio para si, nunca houve nada entre os dois além da amizade.

Demorou boas horas para conseguir dormir após se deitar, tentou ao máximo chorar fazendo o mínimo barulho possível para não incomodar os colegas de quarto e acabou dormindo quando seu corpo pediu descanso pelo cansaço, nem sequer notou quando conseguiu fechar os olhos.

Acordou por conta dos amigos que estavam envolta da sua cama, sussurrando algo sobre se deveriam acordá-lo ou não, que ao perceberem que tinham o despertado, insistiram muito para ele sair do quarto e pelo menos tomar o café-da-manhã.

Seu primeiro pensamento e resposta foi um sonoro "não", não queria encontrar o Lee no grande salão ou nos corredores, ainda mais no fatídico dia dos namorados, tudo que queria era permanecer na sua cama e sofrer em paz.

Porém, paz era algo que ele não conhecia graças aos seus amigos, que a muito custo o convenceram a tomar café e sair do quarto.

Sua manhã foi um real inferno, não conseguia olhar um lufano sem se lembrar do outro e fugiu dele assim como o diabo foge da cruz, evitando passar nos lugares que sabia que ele frequentava e até mesmo falar com os amigos que possuíam, era tudo muito arriscado para o seu frágil coração.

Mas quando o jantar chegou, não conseguiu permanecer no mesmo lugar que ele sabendo que estaria sendo encarado daquela maneira que odiava, seria encarado com pena pelos outros e sabia que principalmente pelo Seokmin; preferiu então ir a um dos seus lugares favoritos para ficar sozinho e foi até a torre de astronomia, queimando tudo que lhe remetia ao dia dos namorados no percurso e se permitindo chorar quando entrou no cômodo, soltando aquilo que segurou durante o dia inteiro.


{...}


Seokmin não sabia se estava mais nervoso que ansioso. Havia combinado com seu então melhor amigo para o encontrar na Sala Precisa, e assim que terminou o jantar, que na verdade mal comeu, foi até o local. Seria mais fácil repassar o discurso sem ele por perto. 

Contudo, quando estava para entrar na sala alguém o chamou, era um dos alunos da Corvinal, tinham se falado poucas vezes, mas somente coisas relacionadas a trabalhos nas aulas que possuíam juntos. Talvez seu pior erro tenha sido parar para conversar com ele. 

O Lee infelizmente havia se acostumado a declarações de amor, afinal tinha recebido tantas que passou a incomodá-lo, principalmente porque as pessoas sempre ficavam muito bravas com ele por não corresponder seus sentimentos, assim como acontecia com o garoto a sua frente. Ele continuava insistindo, falando o clássico, que iria fazer o Seokmin se apaixonar por ele também.

Quando o garoto se aproximou para lhe beijar o lufano o afastou, mas foi tarde demais para quem ele menos queria que visse aquela cena, interpretando-a erroneamente. Os passos rápidos pelo corredor, assim como os soluços audíveis quebraram por completo o coração dele, e uma raiva do corvino crescer. Seokmin dificilmente perdia a cabeça, e quando perdia era porque algo o machucou demais. 

Até pensou em ir atrás dele, mas não teria como entrar no salão comunal da Grifinória, então apenas pegou seu cachecol agora jogado no chão e saiu dali. 

Junhui que havia o incentivado a finalmente se declarar, não conseguiu acreditar no que tinha acontecido. O pior talvez tenha sido ser evitado pelo dia inteiro, e as pessoas notarem o quão mal ele estava.

Quando viu Soonyoung sair do Salão Principal, não pensou duas vezes antes de segui-lo, ouvindo o burburinho de fofoca que já rolava pelos corredores graças ao garoto que arruinou todas as suas chances com quem ele realmente estava querendo ficar. 

— Senhor Lee Seokmin, mais um cartão para você… — um dos gnomos o parou e antes que ele o ignora-se o pequeno ser começou a ler — Caro, Senhor Acéfalo. Não estou aqui para me declarar, acho que está bem óbvio. Eu apenas queria dizer que, é bom que você lute pelo Soonyoung e explique todo esse mal entendido, porque eu te conheço e sei que você jamais iria ferir os sentimentos dele. Bom, se vira aí ou eu irei te transfigurar em um camundongo caso não ficarem juntos ainda hoje. Com carinho, Hao. 

— Eu… — Seokmin ficou confuso por um tempo, ele era amigo do sonserino, principalmente por ele estar ficando com seu melhor amigo, o Junhui. 

— Acho que o rapaz citado foi em direção a torre de Astronomia. — foi tudo o que o pequeno ser disse antes de sumir dali, deixando um Seokmin completamente atônito para trás.

Quando conseguiu raciocinar direito voltou a correr, indo para o local dito. O garoto sentiu seu coração pesar um pouco mais a cada degrau que subia ao ouvir o choro alheio, o encontrando no chão de cabeça baixa, enquanto abraçava suas pernas.

— Soonie… — sua voz saiu mais baixa que o esperado e seus olhos já estavam cheios de lágrimas também.

— O quê você tá fazendo aqui? Quer deixar mais óbvio? Me humilhar mais? — o grifinório respondeu com a voz trêmula, sentindo raiva da presença do outro ali e se afastando mais quase que instintivamente.

— Eu nunca te humilharia, Soonyoung! — disse chateado, mas consigo mesmo por o fazer pensar aquilo — Eu só queria conversar com você.

— Pra quê? Você já me disse tudo o que queria quando me chamou pra ver você e aquele outro menino! — argumentou tentando ao menos controlar as lágrimas na frente do lufano, não queria o deixar ver assim.

— Não era essa a intenção, eu não te chamei lá pra isso, nem ao menos sabia que aquele garoto ia parar pra conversar comigo… — sentiu uma lágrima escorrer por seu rosto e seu coração se apertar ainda mais — Soonie, não foi pra isso que te chamei, eu juro! 

— Como não? Você nem me viu chegar no corredor de tão concentrado, Seokmin! Como você me diz que não era?! — respondeu irritado, jogando para fora tudo aquilo que queria dizer para o lufano desde a noite anterior — Era só dizer que não queria nada comigo! Eu entenderia!

— Eu não te vi, porque estava tentando fazer ele entender que eu não quero ele e sim você, Soonyoung! — falou mais alto do que imaginava, mas ele precisava saber nem que seja dessa forma — Eu te chamei lá ontem porque queria te contar que eu sou apaixonado por você há muito tempo, eu queria que fosse um momento só pra gente e que eu pudesse te explicar e falar isso com calma, mas infelizmente aquele garoto me parou antes e começou a insistir que eu ficasse com ele mesmo eu dizendo que não queria, não quero e nunca vou querer ninguém além de você! — as lágrimas já corriam por seu rosto e suas palavras saíram carregadas de sentimentos.

— ...Você tá dizendo que é apaixonado por mim? — o grifinório perguntou atordoado com tanta informação repentina — Não brinca assim com meus sentimentos, Seokmin… — suspirou, tombando a cabeça para o lado e encarando ele, não sabia se deveria acreditar ou não naquilo, por mais que seu coração gritasse mil vezes que sim.

Seokmin assentiu se aproximando dele finalmente, mas deixando uma distância confortável ao se sentar ao seu lado. 

— Eu achei que tivesse deixado um tanto quanto óbvio… — sorriu sem jeito encarando suas mãos — Mas sim, eu sou apaixonado por você e não estou brincando com os seus sentimentos. Inclusive eu tinha escrito um pequeno discurso — disse incerto das últimas palavras, rindo baixinho por se achar patético ao revelar aquilo — Era só pra não estragar tudo, mas no fim estragou… 

— Eu… eu quero que você me fale o discurso — pediu baixinho, ainda sem conseguir acreditar — Você pode me dizer ele? Por favor… — o lufano mordeu o lábio inferior sentindo o nervosismo de ontem dominar seu corpo, mesmo que soubesse que era claramente correspondido. 

— Eu não lembro de tudo, mas… — se ajeitou melhor, sentando ainda ao seu lado, mas de frente para a parede e assim podia o ver melhor — Eu serei o mais verdadeiro possível, até porque eu não consigo mentir pra você, Soonie. — sorriu tímido, sentindo seu coração bater cada vez mais forte — Eu não sei por onde começar, até porque eu não sei nem ao menos como isso começou. Quando eu vi já estava enchendo o saco de todo mundo falando de você, querendo ficar mais tempo contigo, e todas aquelas coisas de alguém apaixonado — riu envergonhado — Mas eu enrolei até o último segundo, mesmo que meus amigos me ameaçassem para tomar alguma atitude, e quando me sentia confiante, e sim, eu sou tão inseguro quanto você, por mais que não ache...

Ambos sorriam e o mais novo aproveitou para segurar a mão dele, enquanto se lembrava do que tinha escrito naquele pedaço de pergaminho, mas acabou por ignorar por completo aquilo.

— Enfim… quando eu me sentia confiante, alguém aparecia e atrapalhava me fazendo ficar quieto e guardar novamente o que sinto. Sim, não foi a primeira vez que tentei te contar isso. — respirou fundo se acalmando realmente — Queria que soubesse o quanto eu odeio quando você se compara a mim, e principalmente quando usa isso para  se colocar pra baixo, porque eu só consigo ver alguém incrível, Soonie. Você é perfeito na verdade, e eu amo cada detalhezinho em ti, principalmente quando sorri — delicadamente o lufano limpou algumas lágrimas que ainda insistiam escorrer pelo rosto alheio — Não sei como nunca notou que eu fico um bom tempo apenas te olhando, afinal parece que você veio de um dos meus melhores sonhos, porque simplesmente não pode existir alguém mais lindo que você! — disse estupefato.

— Você realmente fala demais — Soonyoung deu risada, ficando feliz de um jeito que nunca tinha ficado antes e levando as mãos ao rosto do Lee, o puxou para um beijo calmo mesmo que ainda estivesse com algumas lágrimas escorrendo pelo rosto.

Seokmin ficou um pouco sem reação para o contato repentino, mas retribuiu, levando sua mão até o rosto dele acariciando sua bochecha. Ambos já haviam imaginado como seria esse momento, mas nenhuma expectativa chegava perto do que estavam sentindo ali.

O toque calmo e carinhoso que os dois mantinham parecia ser unicamente para marcar esse dia para sempre em suas vidas, nenhum tinha pressa em separar o beijo, mas tiveram que fazer isso para respirar, os fazendo ficar em silêncio por um tempo, aproveitando a presença do outro ali.

— Eu acho que você já sabe, mas eu realmente gosto muito de você, Seok. Na verdade, eu te amo… — o grifinório confessou um pouco envergonhado, soltando uma risada baixa por estar falando o óbvio.

— Eu também te amo, Soonie. — lhe deu um selar demorado — Eu fico mais tranquilo por você confirmar o que sente por mim… desculpa ter te feito pensar que aquilo de ontem foi de propósito, realmente não era aquela a minha intenção.

— Tudo bem, eu também assumi logo de cara o quê tinha visto, sempre tem que dar algo errado antes, lembra? É com Kwon Soonyoung que você está falando — brincou, dando risada e mantendo o sorriso em seguida — Você é um bobo, sabia?

— Desconfiava, mas obrigado pela confirmação — brincou também ainda sorrindo.

— Viu só, bobo — riu, roubando um selinho dele — E agora… nós somos namorados? — perguntou, abrindo um sorriso envergonhado.

— Você destruiu meus planos de fazer um pedido mais fofo — brincou fingindo estar emburrado, o que não durou muito já que assim que o grifinório lhe roubou mais um selar; fazendo o Seokmin aproveitar a pequena distância para o beijar novamente — Mas sim, se quiser ser meu namorado… — sussurrou ainda contra os lábios alheios.

— É claro que eu quero, Seokmin! — sorriu largo, o puxando para um abraço, seu coração estava acelerado como nunca antes — Sabe… acho que vou começar a gostar do dia dos namorados...


Notas Finais


Espero que tenham gostado de verdade. Eu amo escrever com a bea e talvez saia ainda mais parcerias com ela SE OS DEUSES QUISEREM

Beijo na bunda e até a próxima! Amamos vocês

Ps. não revisamos então relevem os erros uma hora a gente revisa


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