História Por quê te amo? - Capítulo 21


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Kentin, Rosalya
Tags Amor Doce, Castiel, Drama, Impossível, Romance, Rosalya
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Palavras 2.058
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura ❤❤❤

Capítulo 21 - A culpa não é sua


Fanfic / Fanfiction Por quê te amo? - Capítulo 21 - A culpa não é sua

Meus pés afundam sobre a areia e deixo pegadas por onde passo. Ando pela praia procurando pelo guarda sol da Rosa. Estou apreensiva só de pensar em suas perguntas constrangedoras. Ela é expert em me deixar envergonhada. Só espero que as meninas não estejam lá para ouvir nossa conversa.

A brisa fresca bate em meu rosto e meus cabelos voam ao vento. Praticamente me sinto em um comercial de TV. Esse lugar vai me fazer muita falta.

Rosalya: Jenny, estou aqui!

Ouço a voz escandalosa da Rosa e me viro na direção dela. Ela acena exageradamente para mim. Aceno de volta para ela e ando em sua direção.

Jenny: Oi Rosa (sento me ao seu lado e cruzo minhas pernas).

Ela vira sua cabeça na minha direção para poder me olhar.

Rosalya: Oi Jen... que camiseta é essa? (Ela toca a peça de roupa, parecendo analisar sua textura. Eu esqueci completamente que eu estava com ela).

Jenny: É... do C-Castiel.

Ela olha perplexa para o meu rosto. Arregala os olhos e seu queixo cai.

Rosalya: Não me diga que... vocês passaram a noite juntos?

Jenny: Sim...

Rosalya: E vocês... (diz ela, querendo que eu dê uma resposta).

Coro e olho para os meus pés. Apenas assinto timidamente, envergonhada demais para dizer um simples "sim".

Quando vejo que ela vai começar a berrar no meio da praia, vou pra cima dela e tapo sua boca rapidamente.

Jenny: Rosa, boca fechada!

Ela olha animada para mim e assente, pedindo que eu me afaste dela. É o quê eu faço e me sento ao lado dela novamente.

Rosalya: Jenny... como você é ousada!

Jenny: Ah, fala sério. Eu já tinha feito isso uma outra vez certo? Você não tem motivo para ficar feliz desse jeito.

Rosalya: Não é por isso. Você foi até a ala dos meninos e ficou acordada até depois do toque de recolher. Você é corajosa mesmo.

Suspiro e olho para o céu azul. Não há muitas nuvens hoje, nosso trajeto de volta será tranquilo.

Rosalya: Pelo menos você se preveniu? Tomou todos os cuidados?

Jenny: Relaxa! Eu sei me cuidar sozinha, sei muito bem o quê estou fazendo.

Rosalya: Tá bom, tá bom! Não falo mais nada.

Dessa vez sei que não corro o risco de engravidar, então não me preocupo com isso.

A Rosa continua com seu interrogatório e vai me deixando mais vermelha a cada pergunta. Explico tudo o quê aconteceu noite passada, desde o episódio no ofurô e a nossa decisão para subirmos ao quarto do Castiel. Essa foi uma das coisas mais difíceis e emocionantes que já tive que fazer.

****

Jenny: Estou ficando com fome.

Rosalya: É, eu também. Acho que já está na hora do almoço. Daqui a pouco pegaremos a estrada e voltaremos para o colégio.

Pego meu celular no bolso da camiseta para conferir o horário, mas me deparo com cinco mensagens não respondidas do Castiel. Abro o chat e começo a ler.

Castiel: Estou te esperando na entrada do restaurante ok?

Castiel: Jenny, cadê você?

Castiel: Já estou esperando aqui há um tempão!

Castiel: Onde você está?

Castiel: ME RESPONDE!!!

Todas as mensagens tem um intervalo de dez a vinte minutos. Não é possível, fiquei aqui por tanto tempo assim? Decido respondê-lo para não deixá-lo mais preocupado.

Jenny: Foi mal, eu perdi a noção do tempo! Já estou indo, espere só mais uns minutos.

Jenny: Rosa, tenho que ir agora (me levanto apressadamente de onde estava, deixando a Rosa totalmente confusa).

Rosalya: Pra quê a pressa?

Jenny: O Castiel tá me esperando na entrada do restaurante há muito tempo. Não queira nem imaginar o quê acontece se eu deixá-lo esperando por mais tempo.

Rosalya: Mas Jenny...

Jenny: Agora não. Tenho que encontrá-lo agora mesmo.

Saio em disparada na direção do hotel. Estou até com um certo medo da sua reação ao me ver atrasada.

Quando dou meu primeiro passo pra dentro do hotel, todos me observam como se eu fosse uma lunática. Não posso culpá-los. Meu cabelo está todo bagunçado, estou cheia de grãos de areia na pele e estou com a camiseta do meu namorado. Olho envergonhada para os lados. Tento alisar meu cabelo e tirar a areia do corpo. Limpo a garganta e caminho calmamente até o restaurante.

Eu o avisto, ele está a poucos metros de distância de mim, distraído com o seu celular. Engulo em seco. Já disse que eu estou com um puta medo?

Jenny: O-oi Castiel. Desculpa pela demora.

Ele desvia sua atenção para mim e me fuzila com seu olhar sombrio. Se seus olhos fossem dois revólveres com certeza eu estaria morta agora.

Castiel: Por quê se atrasou tanto?

Essa voz... 

Jenny: Desculpa tá? (O tom da minha voz é de puro terror e medo). Eu não tive culpa, a Rosa me prendeu lá na praia e...

Ele começa a rir descaradamente da minha cara. Me sinto como se tivesse voltado ao tempo em que eu era sua marionete.

Castiel: Você devia ter visto a sua cara (ele nem consegue falar direito por conta do excesso de risos). Foi impagável!

Jenny: Quê?! Porra, você quase me matou do coração! Castiel seu...

Ele me puxa para perto de si e me beija carinhosamente. Ele me pegou de surpresa, me impedindo que eu terminasse de falar. Estou puta com ele, mas seus lábios tocando os meus fazem com que essa fúria vá embora. Meus braços que pendiam ao lado do meu corpo agora estão ao redor de seu pescoço e fico na ponta dos meus pés. Suas mãos apertam gentilmente a minha cintura.

???: O quê estão fazendo?! Isso aqui virou um motel agora?

Quebramos o beijo imediatamente e olhamos assustados para o homem que nos interrompeu. Se trata de ninguém mais, ninguém menos que o chef da cozinha do restaurante.

Chef: Se vão ficar de agarração na frente do meu restaurante, vão procurar um outro lugar (ele grita tanto que todos os olhares das pessoas ao noso redor se voltam para nós).

Castiel: Foi mal hein (ele levanta suas mãos para cima, se rendendo). Só viemos aqui para almoçar. Vem Jenny.

Ele pega minha mão e me guia até o lado de dentro do restaurante. O chef recua para nos dar passagem e nós entramos. Percebo que o Castiel está com uma expressão séria, mas vejo que ele está se segurando para não explodir em gargalhadas. Estou no mesmo estado que ele.

Castiel me leva a uma mesa perto das janelas, onde lá se encontram o Lysandre e o Nathaniel. Devo admitir que sinto uma pontinha de decepção ao vê-los, queria ter um almoço a sós com o Castiel, mas vejo que isso não será possível.

Jenny: Oi meninos.

Lysandre: Oi Jenny!

Nathaniel: Oi.

Me sento ao lado do Nathaniel e Castiel ao lado do Lysandre. Começamos uma conversa entusiasmada enquanto comemos. Falamos sobre diversos tópicos, mas a tristeza estampada no rosto de todos é mais do que evidente. Daqui a algumas horas estaremos no ônibus indo em direção ao colégio. Esse lugar, essa viagem com a turma com certeza nos marcará por muito tempo. Essa foi uma excursão inesquecível.

???: Oiee! Podemos nos juntar a vocês?

Viro minha cabeça para trás e vejo a Íris e a Rosa acenando para nós.

Lysandre: Claro garotas. Quanto mais, melhor.

As duas puxam as últimas cadeiras restantes e se juntam a nós. O Lysandre e a Rosa demonstram um alto grau de amizade, já que ela namora seu irmão. Íris não fala muito, mas demonstra interesse e entra na conversa aos poucos.

****

Prof. Faraize: Por favor alunos, juntem-se aqui e não se afastem.

Todas as turmas se preparam para entrar nos ônibus. Agora são 14:00 e chegaremos no colégio daqui a duas horas.

Rosalya: Não acredito que já vamos voltar. Esses dias passaram tão rápido.

Jenny: Nem me fale. Também não quero voltar, poderia ficar aqui para sempre.

Nunca vi tantas pessoas juntas em um mesmo lugar. O estacionamento do hotel está completamente lotado. 

Enquanto meu olhar corre pelo lugar, vejo o Armin encostado na parte traseira do ônibus da sua turma. Ele está sozinho e jogando com o seu console portátil. Me dói o coração ao vê-lo desse jeito, isolado de todos. Decido ir até lá e trocar uma palavra com ele. Caminho até ele e me aproximo.

Jenny: Oi Armin.

Ele levanta sua cabeça lentamente e me olha com desânimo.

Armin: Oi.

Ele nunca foi um cara de muitos amigos. Um dos únicos amigos que ele tinha era o irmão, que agora está preso em casa. Desde que o Alexy foi detido pela polícia, Armin ficou um pouco mais distante das pessoas. Ele mal fala comigo.

Jenny: Escuta Armin, eu sei que você ainda está meio abalado por causa do Alexy, mas você não pode se deixar levar por isso. Anime-se e bola pra frente! (Bato de leve em seu braço, tentando animá-lo).

Ele me dá um sorriso soturno e guarda o console em sua mala. Ele volta para me olhar novamente.

Armin: Valeu Jenny, mas não é por isso que estou desse jeito.

Faço uma cara de interrogação.

Jenny: Ué, então por quê?

Ele suspira e passa a mão por seus cabelos negros.

Armin: Jenny... ele te fez sofrer.

Seu tom de voz é torturado e triste. Isso me deixa tão mal, vê-lo preocupado comigo desse jeito, como se tivesse se culpando pelo que o irmão fez.

Armin: Sempre, desde que éramos crianças, o perdoava por tudo. Quando ele quebrava um brinquedo meu, eu o perdoava. Quando brigávamos, eu o perdoava. O perdoava por qualquer coisa...

Ele abaixa a cabeça e encara o chão, impedindo-me de ver seu rosto.

Armin: Mas o quê ele fez com você... é imperdoável. Meu irmão... meu querido irmão... por quê você fez isso...?

Meu coração se aperta em meu peito. Ele está se torturando e nem percebe.

Jenny: Armin, para de falar isso (seguro seu rosto com as minhas mãos e o obrigo a olhar para mim de novo).

Quando vejo seu rosto, vejo sua face avermelhada e seus olhos transbordando lágrimas. Ao vê-lo nesse estado, não consigo me controlar e choro junto com ele.

Armin: Ele te machucou, te feriu e abusou de você. Ele machucou uma pessoa que eu amo e matou a confiança que eu tinha sobre ele. Eu o considero morto agora.

Enxugo suas lágrimas com a ponta dos meus dedos gelados. Quando seco uma lágrima no rosto, uma nova escorre em minha bochecha. Não sabia que ele se sentia assim.

Jenny: Armin, por quê nunca me contou que se sentia assim? Eu teria te ajudado com todo o prazer.

Ele pega minha mão, a acaricia e me olha com compaixão.

Armin: Você já estava com problemas demais tendo que enfrentar a dor que aqueles dois te causaram. Não queria encher o seu saco com as minhas lamúrias.

Jenny: Você sabe que pode me contar qualquer coisa. Você é o meu melhor amigo, nunca vou me cansar de te ouvir. Confie em mim para tudo ok?

Eu o envolvo em um abraço apertado e as lágrimas ainda não pararam de escorrer. Ele me retribui e chora em meu ombro. 

Armin: Me desculpe Jenny. Me desculpe...

Jenny: A culpa não é sua. Está tudo bem.

Ele se afasta dos meus braços e me dá um beijo no rosto. Sinto meu corpo esquentar e meu rosto cora.

Armin: Obrigado Jenny. Eu te amo.

E sem mais nem menos ele me deixa e entra em seu ônibus. Fico sem reação, mas logo me recomponho e vou para o meu ônibus.

Escolho me sentar no mesmo lugar em que me sentei na ida. Armin... como pôde me esconder esses sentimentos tão profundos?

Ouço passos vindo para cá, provavelmente a Rosa. Volto para a realidade, chacoalhando minha cabeça.

Jenny: Rosa, o quê você prefere? Batatas fritas ou chips de...

Quando olho para cima vejo o Cast ao invés da Rosa.

Jenny: Ah, Castiel! Pensei que fosse a Rosa, me desculpe.

Castiel: Se você prefere sentar ao lado dela, tudo bem. Estou caindo fora (ele se vira para ir embora).

Jenny: Não! (Agarro seu pulso em um movimento brusco). Fica...

Ele sorri.

Castiel: Se você insiste...

Ele se senta ao meu lado e se encosta no banco.

Prof. Faraize: Muito bem alunos (a voz do professor vem da parte da frente do ônibus). Afivelem os cintos, daqui a pouco estaremos nos deslocando.

Ele tem razão. Não demora muito para que o veículo comece a andar. Observo o hotel ficando para trás e, junto com ele, minhas lembranças ruins.

Enquanto observo as árvores surgindo na paisagem, sinto a cabeça do Castiel se apoaindo em meu ombro. Tomo um leve susto e dou um pulinho no meu banco.

Jenny: Castiel? Você tá bem? (Eu realmente acho que ele está doente).

Castiel: Você está bem quentinha.

Jenny: Ei! N-não me use como aquecedor!

Castiel: Cala a boca, me deixa dormir.

Reviro os olhos e o deixo em paz. Durante todo o trajeto, penso nas palavras torturadas do Armin e observo os pássaros voarem livremente pelo céu azul.


Notas Finais


Até o próximo cap!!!!
; )


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