História Por quê te amo? - Capítulo 5


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Kentin, Rosalya
Tags Amor Doce, Castiel, Drama, Impossível, Romance, Rosalya
Visualizações 213
Palavras 2.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Antes do cap começar queria agradecer ao feedback que ando tendo nessa fic! Sei q algumas pessoas podem achar pouco, mas para uma primeira fic e em tão pouco tempo? Eu acho isso surreal! Muito obrigada a todos q estão acompanhando. Enfim... cap 5 : 3

Capítulo 5 - Kentin?


Fanfic / Fanfiction Por quê te amo? - Capítulo 5 - Kentin?

Fiquei a tarde inteira trancada no quarto e conversando com a Rosa. Elá é a minha única válvula de escape e a única que sei que não vai contar nada pra ninguém. Ignorei meus pais o dia todo. Não quero vê-los e ouvir suas baboseiras. Só quero que tudo isso acabe logo, sem ningém pra me encher!

Estou quase indo pra cama. Ando muito exausta nos últimos dois dias. Sinto que minha alma grita de desepero, que está morrendo. Eu não sei por quanto tempo mais eu vou aguentar isso. 

Penteio meu cabelo e me olho no espelho. Que rumo minha vida está tomando? Essa mudança estragou a minha vida. Eu já tinha tudo planejado lá e quando me mudei meu mundo inteiro desabou. Com certeza o inferno é bem melhor que isso.

Me deito e olho pra cima. Minhas pálpebras pesam e insistem em fechar, mas meu celular vibra. 

Jenny: Mas que...

Pego meu celular com raiva. Quem estaria me mandando mensagens às 23:00? Afe, só podia ser ele.

Castiel: Ei!

Jenny: O quê você quer a essa hora?

Castiel: Tenho que te passar a estratégia de amanhã.

Jenny: Você tem que fazer isso às 23:00?

Castiel: Não me enche o saco e só me escuta!

Jenny: Foi mal...

Castiel: Você precisa fingir que está louca por mim e me encher de elogios e ficar me tocando.

Jenny: Argh, jura?

Castiel: Como você é irritante! Para de me contrariar, que saco!

Jenny: Como quiser, vossa alteza.

Castiel: Já cansei de você por hoje! A gente se vê amanhã. E faça o que eu fizer!

Jenny: Eu sei! Até amanhã.

Ele sai do chat sem nem ao menos dizer "tchau". Idiota! Também já me cansei dele! Espero que tenha doces sonhos, seu cretino!

****

Acordo e vejo que são 02:32! Estou suando e muito inquieta. A cada dia que passa, tenho que investir mais no meu relacionamento falso com ele. Vou ter que realmente paparicá-lo? Estou nervosa. Não tenho a menor ideia de como vou fazer isso. Não sei de onde vou tirar essa coragem e essa pouca vergonha. Bom, mas é melhor passar vergonha do que levar uns tapas, né? Eu acho que sim. Tento dormir novamente, mas é impossível! Estou nervosa por conta do que pode acontecer amanhã. Fala sério! Nem na hora de dormir o cara me deixa em paz! Vou estar um caco amanhã. Viro o rosto para o travesseiro e grito o mais alto que posso, o som abafado por ele. Que saco! O jeito é ficar acordada e esperar o nascer do sol. Me levanto da cama, vou até a minha escrivaninha e pego o primeiro livro da série de Jogos Vorazes. Ganhei esse livro há um tempo e nunca tive tempo de lê-lo. Abro-o e começo a ler.

****

O mais engraçado é que não sinto sono algum. Passei a noite toda em claro e deveria estar feito um zumbi. É, não posso reclamar de nada! Pelo menos o Castiel terá um ponto a menos pra criticar.

Estou arrumando a cama e já fiz tudo que tinha pra fazer. Terminei de me maquiar, escolhi a roupa e organizei o material. Quando acabo de arrumar tudo, pego minha mochila e desço pra tomar café. Chego na cozinha e a mesa ainda nem está posta. Ué! Me pergunto que horas sejam agora. Olho pro relógio e vejo que são 06:15. Fazer o quê? Só a minha mãe sabe onde estão as minhas comidas favoritas, pois ela esconde de mim pra me limitar e não comer demais. Ela faz isso desde que eu tinha cinco anos quando me viu comendo quatro caixas inteiras de biscoito. Sorrio com a lembrança. 

Puxo uma cadeira da mesa e me sento, apoiando meus cotovelos em cima. Minhas mãos já começam a transpirar de nervosismo. O livro, apesar de ser muito bom, ter me distraído por algumas horas não me fez esquecer do que tenho programado pra hoje. Tenho certeza que vou fazer papel de idiota. Meu deus, como eu me meti nessa?

Ouço passos vindo da escada, passos pesados. Viro-me e vejo meu pai descendo, esfregando os olhos de sono.

Jenny: Bom dia pai!

Ele olha pra mim e se espanta por causa do meu horário. Ele fica até mesmo meio abobalhado, parece até que está tentando acordar de um sonho. Rio.

Roberto: Bom dia filha. Por quê está aqui tão cedo? 

Jenny: É que eu acordei mais cedo porque...

E agora? O quê vou falar?

Jenny: É que eu tinha tarefa de casa para terminar e a entrega é pra hoje, então tive que acordar mais cedo pra terminar.

Ele sorri.

Roberto: É bom ver como você está se dedicando à escola, mas da próxima vez termine suas tarefas a tarde pra não acordar mais cedo pra terminar, ok?

Aceno com a cabeça. Ele vai pra cozinha e começa a moer o café.

Minha mãe chega por trás de mim e me abraça, com o mesmo questionamento do meu pai. Dou a mesma explicação. 

O café da manhã correu bem. Conversei com meus pais sobre a escola e eles não paravam de dar conselhos, mas até que foi bem agradável. Agora estou no portão da escola, esperando pelo Castiel. Agora são 07:30 e estou aqui tem um tempo. Agora entendo o porque dele ficar tão bravo comigo por causa do meu atraso. É um saco esperar aqui.

****

Ele finalmente chega. São 07:43 e ele está com seu mp3. Quando finalmente me nota ele arregala seus olhos, surpreso. Dou um sorriso gozador e o zombo.

Jenny: Está atrasado.

Ele resiste dando um olhar duro pra mim, mas logo ele cede e me lança um sorriso. 

Castiel: Ótimo, podemos começar mais cedo hoje (uau, ele diz isso como se fosse um expediente).

Ele agarra minha mão e vamos para a sala de aula. Sento-me em meu lugar e Castiel se senta ao meu lado. Desde o momento que entramos, todas a meninas estão olhando pra mim com raiva. Castiel me cutuca, indicando que é hora de botar o plano em ação. Suspiro e começo. Agarro seu pulso, puxo-o pra perto de mim e começo a dar beijinhos xoxos em sua nuca. Consigo sentir sua pele se arrepiar. Parece que descobri o ponto fraco dele. Ao acabar, posiciono meu braço ao redor do seu tronco e deito minha cabeça em seu peito. Fecho meus olhos como se estivesse mega aconchegada. Nossa, até eu me surpreendi comigo mesma, não esperava que fosse fazer tudo isso. Abro os olhos e vejo os olhares das garotas sobre mim. Sinto que posso até queimar com tantos olhares de fúria, mas me sinto satisfeita ao olhar pra Ambre e ver que ela está se contorcendo de raiva. Toma essa, sua vaca!

Para melhorar essa ceninha, Castiel me envolve com seu braço ao redor dos meus ombros. Até que não é tão ruim assim.

O grupo do Castiel chega e eles ficam nos olhando da porta. Lysandre tem um olhar calmo e neutro, mas Alexy e Kentin nos olham com nojo. Qual é a deles?

****

Passamos o dia todo desse jeito. Não parei de paparicar o Castiel e só fui recebendo mais e mais olhares furiosos. Foi dureza, mas agora estou no intervalo da educação física cheia de caixas com equipamentos esportivos. Recebi o dever de levar os equipamentos para a aula. Está um pouco pesado, mas para a minha sorte falta pouco para eu chegar até a quadra. 

Ouço passos pesados vindo em minha direção e pelo barulho parece estar vindo uma legião.

???: Aí, qual é a sua (me empurram bem forte e caio no chão, derrubando as caixas).

Jenny: Aii...

Olho pra cima e vejo a Ambre e mais um monte de garotas furiosas. Ah, e essa agora?

Ambre: Sua vadia! O quê você tem com o Castiel? 

Não acredito. Mas que idiota! Para defendê-la, uma outra garota diz.

???: Pois é. Ele pertence a todas nós! Devia ficar feliz só de olhar pra ele!

Meus dentes rangem e meu corpo inteiro estremece. Cerro meus punhos.

Jenny: Ah qual é! Eu só...

???: Vocês são idiotas ou o quê. Vocês são tão inbecis! São um bando de trouxas, deixem-na em paz.

Olho na direção da voz que acaba de me salvar. Por um momento penso que possa ser o Castiel, mas me engano. Kentin? Por quê ele está fazendo isso?

Ambre: Cala boca! Você é um ninguém e um babaca, você não tem o direito de falar nada.

Kentin: Cai fora daqui Ambre ou você prefere levar uma surra? Saia e leve seus cachorrinhos com você.

Ambre parece assustada. 

Ambre: Vamos meninas (o melhor é que ela vai embora sem me dizer nada. Ótimo).

Ao perdê-las de vista, agradeço ao Kentin.

Jenny: Muito obrigada Kentin. Sem você aqui elas arrancariam minha pele fora.

Ele me estende sua mão e eu a agarro, ele me ajuda a levantar.

Kentin: Imagina! Elas são um bando de invejosas.

Jenny: Pois é.

Um silêncio constrangedor paira no ar. Que sensação horrível. Para minha sorte, ele decide quebrar o gelo.

Kentin: Ei, você topa sair hoje a tarde? Nós poderíamos sair pra tomar um café ou sei lá!

Uau! Até que ele não é um completo idiota como pensei.

Jenny: Ah, claro. Onde podemos ir?

Kentin: Podemos ir naquela cafeteria nova que abriu e você disse uma vez na aula que gosta de ler não é? Podemos ir também na biblioteca se quiser.

Sorrio timidamente pra ele.

Jenny: Seria ótimo!

Kentin: Legal! Você pode me passar seu endereço para que eu possa te buscar?

Jenny: Ah, não será necessário! Eu sei onde fica a cafeteria. Podemos nos encontrar lá.

Kentin: Beleza então. Pode ser lá pelas 14:00?

Jenny: Sim, ótimo!

Kentin: Perfeito! A gente se vê lá!

Aceno para ele e percebo que estou com uma cara de idiota. Volta pra realidade, Jenny! É só uma saidinha com um conhecido, nada demais! Bom, eu espero que não seja nada demais. Agora são 12:40. Vou pra casa me arrumar.

****

Será que estou bem com essa roupa?Será que a maquiagem tá boa? São tantas perguntas que nunca tinham passado pela minha cabeça. É a primeira vez que estou saindo com um garoto. Estou nervosa, mas acho que isso é o suficiente. Escolhi uma camisa azul com linhas onduladas que deixa meus ombros à mostra, mas meus braços cobertos. Eu adoro esse tipo de roupa. Coloquei também uma saia branca com listras douradas e uma sapatilha rosa-claro. Nos meus olhos passei uma sombra marrom fazendo um degradé, delineador e rímel. Passei um batom vermelho não muito chamativo, mais chegado pro tom suave. Ondulei também meus cabelos com babyliss. Acho que estou ótima assim. Pego minha bolsa branca de ombro e saio. Meus pais não estão em casa a essa hora, o que é uma maravilha. Eles iriam me encher de perguntas.

****

Jenny: Oi Kentin!

Posso vê-lo sentado em uma mesa da cafeteria me esperando. Assim que me ouve, ele sorri pra mim e acena em minha direção. Sento-me em sua frente e me deparo com uma xícara de capuccino e um croissant de frango. Pelo menos ele acertou no meu pedido.

Kentin: Espero que goste dessa combinação. Descobri a pouco tempo que eles demoram para entregar os pedidos e, para você não ficar esperando, já pedi alguma coisa.

Fico lisonjeada com sua preocupação. 

Jenny: Obrigada.

Kentin: Disponha!

Conversamos bastante. Descobri que ele também adora ler e que já passou por uma escola militar! Nunca imaginei uma coisa dessas.

****

Acabamos de sair da biblioteca. Aluguei o segundo livro da série de Jogos Vorazes. Previsto que já já estarei terminando o primeiro.

Já são quase 18:00. Tenho que voltar pra casa antes que meus pais cheguem. Eles não sabem que estou fora de casa. Eu me sento na fonte em frente à biblioteca e Kentin me traz um refri. Abro e tomo um longo gole.

Jenny: Obrigada por essa tarde maravilhosa, Kentin (ele se senta ao meu lado).

Kentin: Eu que agradeço por me acompanhar. Me desculpe por te convidar pra sair quando você já tem um namorado.

Será que eu confesso? Eu deduro o Castiel ou apenas aproveito o momento?

Jenny: Ah deixa isso pra lá! A minha tarde foi ótima!

 Ele se surpreende e parece até mesmo aliviado. Ele vai se aproximando cada vez mais de mim. Que friozinho na barriga!

Kentin: Ei, você já considerou trocar o Castiel por outro cara? (Ele coloca sua mão na minha coxa e vai subindo mais e mais. O quê?)

Jenny: É na real, eu preciso mesmo ir pra casa! Ta ficando meio tarde.

Kentin: Mas você já vai embora? (Dessa vez ele coloca sua outra mão na minha clavícula e está indo em direção aos meus seios). A festá está só começando!

Quê? E eu pensando que ele era um cara diferente, mas ele só me iludiu pra me levar pra cama? Chega! Que filho da puta! Eu o empurro e ele tira as mãos de mim.

Jenny: Fala sério, qual é a sua hein? Seu desgraçado! (Tento correr mas ele é mais rápido que eu. Ele agarra meu pulso e me puxa contra ele, envolvendo minha cintura).

Kentin: Vamos, Jenny. Eu prometo que você vai se divertir...

Tento me soltar mas é inútil. Ele é forte demais. Ele se aproxima rapidamente dos meus lábios. Por favor, alguém me salve!

???: Olha só, quem diria! Um dos meus melhores amigos é um verdadeiro filho da puta!

Pela primeira vez sinto felicidade em ouvir essa voz.

Jenny: Castiel!


Notas Finais


Eu tô tão nervosa quanto a Jenny agora. Minhas mãos tão suando.
; )


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