História Por que você não vê que esse coração sofre? - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chen, Sehun, Xiumin
Tags Baekhun, Chenmin, Fem!minseok, Fem!xiumin, Limão Com Mel, Sebaek, Xiuchen
Visualizações 57
Palavras 1.659
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, LGBT, Musical (Songfic), Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, a sumida deu o ar da sua graça!

Não sei, mas eu não tenho escrito tanto quanto eu gostaria, ultimamente. Acho que eu acabo gastando toda a minha criatividade com as atividades da universidade, mesmo assim ando sentindo como se eu tivesse fazendo tanta coisa inútil, que não me acrescenta em nada. Nem isso aqui, que eu gosto tanto, parece ter mais sentido pra mim. Eu estou ridiculamente perdida, nem sem pra que lado eu corro, tô meio que no escuro.

Eu escrevi essa one-shot uns dias atrás. Nem sei por qual motivo. Mas espero que ela traga sentimentos bons pra quem ler ela, assim como trouxe pra mim quando eu escrevi.

Boa leitura~

Capítulo 1 - E diz que não, não vá embora, não!


 

Aquele domingo não estava indo nada bem para Baekhyun. Na verdade, desde a sexta-feira o garoto estava transtornado, porque ele ouviu aquelas palavras de despedida vindas da única pessoa no mundo que ele achava que nunca diria isso pra ele.

Oh Sehun era aquele espetáculo de ser humano. Desse tipo tumblr boy que se dá bem melhor no instagram. Aquele sorriso e aquela carinha e aquela bundinha e aquele abs! O cara era um quadro autêntico de Vincent Van Gogh, uma verdadeira obra de arte! A réplica mais perfeita do deus mais bonito do Olimpo. Ele era o pra sempre esculpido na eternidade finita do que ambos eram.

Mas era fera na arte de acabar com o bom humor de Baekhyun também. Bastava uma palavra pra jogar o pobre coitado do Byun numa bad de dar dó. E tão logo ele o colocava, ele também manjava em saber tirá-lo. Porém, ele não estava por ali e parecia que aqueles sentimentos complicados eram como a Espada Excalibur e Sehun era o único Rei Arthur capaz de arrancar tudo aquilo dali; se não tinha ele, ninguém mais servia.

Mesmo assim, Baekhyun não deixou de chamar a melhor amiga pra tomar umas boas com ele. A coitada da Minseok estava tão pra baixo quanto o próprio Baekhyun, isso porque estava com os seios doloridos e inchados por causa de uma TPM filha da puta e ainda por cima tinha visto o crush pra cima e pra baixo com uma dona na universidade no dia anterior.

Bastou aquilo pra os dois passarem a madrugada de sábado inteira enchendo a cara. Mesmo que na manhã seguinte eles soubessem que aquele banheiro ficaria a maior bagunça, com os dois disputando a privada pra decidir quem iria vomitar primeiro. Baekhyun ganhou porque bebeu demais, e Minseok parou com o álcool antes de cair bêbada, porque a cólica chegou com tudo e ela começou a chorar de soluçar porque a descompensação hormonal estava no seu clímax, pobrezinha!

E a culpa de Baekhyun ter ouvido aquela música no rádio foi toda de Minseok. Porque se dependesse dele e daquela embriaguez que o pegou de jeito, ele jamais sequer lembraria que tinha um rádio em casa e, portanto, não o teria ligado; mas a sensível menina Min foi lá e ligou. E agora qualquer um que resolvesse estar na presença de Baekhyun tinha que aceitar aquela música que ele não parava de ouvir com o celular no alto-falante e que havia se tornado quase que um órgão vital do menino. E revelava o mais importante: Baekhyun estava na pior.

Nesse desespero de ouvirem aquele refrão: “Você não vê que esse coração, sofre, diz que não. Não, não vá! Não, não vá! Não! Me diz por que não vê que esse coração sofre, diz que não. Não, não vá! Não, não vá! Não! Não vá embora, não! Não, não vá! Não, não vá! Não! Não vá embora, não!”, estava geral ligando pra Sehun para ele dar um jeito naquele estrago que ele causou, porém acabavam todos ouvindo a voz dele gravada na secretária eletrônica, ignorando todas as chamadas com sucesso: “você está ligando para o Sehun, não estou podendo atender agora, tente novamente mais tarde!”.

O assunto estava tão sério que até Jongdae, o crush tapado de Minseok, e que não coincidentemente era um dos melhores amigos de Baek – depois dela, óbvio –, veio falar com a menina. Não suportando as atitudes de Baekhyun e praguejando todo mundo por causa disso, se estressava fácil o malando! Até que chegou todo nervosinho pedindo esclarecimentos que ela não tinha. Se ele soubesse que Minseok de TPM e de coração partido era igual ou pior teria medido todas as palavras que usou com ela. E ela até que foi gentil:

– Eu não sei se eles terminaram ou por que terminaram, – primeiro ela pensou em não respondê-lo e bater o portão de casa na cara dele, porém ela bufou e voltou o olhar mortal pra Jongdae; esse nem pensou duas vezes antes de encolher-se e murmurar umas desculpas bem fajutas, só que Minseok não estava nem aí, ela só queria que Jongdae sumisse logo das suas vistas.

– Não precisa ficar brava, eu só estou querendo saber do Baek.

– Ele é seu amigo, por que não vai lá e pergunta a ele você mesmo? Ou, então, você deixa ele em paz por enquanto, já que não aguenta vê-lo choramingar pelo Sehun! E crie modos ao vir na casa das pessoas! – só então ela sentiu-se livre pra fazer o que pensara antes e de fato bateu o portão na cara dele.

O danado, no maior cagaço de enfrentar Baekhyun, foi bater na casa de Sehun, doido pra tomar as satisfações com ele, logo com ele que era todo calminho! Mas tudo o que encontrou foi uma casa vazia e trancada, sem nenhum resquício de Sehun.

Precisou respirar profundamente durante cinco minutos até decidir procurar pelo Byun na casa dele. Nessa de andar por aí sem prestar atenção, nem percebeu que estava quase na casa do amigo e acabou esbarrando numa pessoa muito cheirosa. Levantou o olhar apenas para dar de cara com a expressão mal humorada de Minseok.

Não conseguiu nem disfarçar que estava gostando do perfume floral da menina e ficou miando até ela abrir a porta da casa do Byun com aquelas mãozinhas gordinhas de unhas bem feitas. Nem precisou mostrar a Jongdae onde Baekhyun estava, isso porque dava pra ver muito bem, ele todo esparramado no sofá, olhando o teto, com o celular em cima da barriga, no alto-falante que soava no volume máximo que o aparelho permitia, aquela voz engraçada de alguém que estava entalado e cantando ao mesmo tempo, e pra completar o próprio Baekhyun acompanhava a letra sem esforço. Àquela altura já até havia decorado-a.

“Tanto que eu te amei, fala pra mim que o nosso amor não foi em vão. Quem errou não sei, quem jogou fora o nosso sonho, a nossa relação” – Baekhyun até que percebeu a presença dos dois, mas fingiu que não pra cena parecer mais dramática. – “Eu só sei que minha vida não tem mais valor. Sem você é solidão. Já pensei... Eu já me decidi que não tem jeito essa paixão. Então me diz por quê...”

Antes que Baekhyun começasse a gritar aquele refrão miserável, Jongdae avançou até o celular para desligá-lo de uma vez. Nisso Minseok jogou-se noutro sofá desocupado, aguardando pela confusão que sairia dali, porque mexer com um Byun deprimido era crucial e o idiota do Jongdae havia feito isso. Porém, a solução de qualquer problema que sequer chegou a iniciar-se, entrou pela porta, dentro de um sobretudo preto, com um belo sorriso à mostra e exalando um aroma amadeirado.

– Até que em fim! – Minseok comemorou se espalhando ainda mais em cima do sofá, era sua forma de dizer que estava livre daquela tortura e que agora poderia finalmente descansar.

– Sehunniiiiie – Baekhyun saiu correndo do sofá e pulou em cima do outro que quase caiu e o levou junto, mesmo assim o safado não perdeu a chance de tascar um beijo naquela boquinha bonita. – Que homão da porra... quer dizer, que saudades, meu amor!

– Vocês não tinham terminado? – Jongdae perguntou, sem entender muito do que estava vendo.

– Não! – Baekhyun e Sehun exclamaram ao mesmo tempo.

– E por que raios você fez esse drama todo, Baekhyun? – Jongdae voltou a perguntar.

– Não sei do que você está falando... – agora o safado queria fingir que nada aconteceu.

– Não sabe? – bufou. – E seus choramingos, suas lamúrias e essa música que você colou com super-bond nas nossas mentes, Byun Baekhyun?

– Gente, eu e o Baek estamos bem – Sehun cruzou os braços e olhou o namorado com aquele olhar de quem repreende, mas acha graça. – Foi só um fim de semana na casa da minha avó. Ele sabia que eu voltaria hoje!

– Eu não acredito! – Jongdae coçou o topo da cabeça e caminhou em direção à porta. – Vocês são todos loucos. Eu estou indo embora, vocês que se entendam, eu hein!

Baekhyun nem teve como rir da situação, pois Sehun ainda o encarava daquele jeito. Uma discussão pequena se iniciou sobre por que Baekhyun estava mentindo para os amigos e sobre como não foi nada mentira, porque foi um fim de semana inteiro longe um do outro, e Baekhyun gostava de chamego, dengo e grude. E aquela briga se encerrou com outro beijo, desses que Baekhyun é profissa em dar e deixa Sehun com as pernas moles que nem gelatina.

A questão nem foi a briga em si, foram as pazes depois. Esqueceram completamente da presença de Minseok por ali. A coitadinha correu porta a fora quando o sobretudo de Sehun voou em cima do sofá e Baekhyun acabou ficando sem camisa.

– Não quero assistir pornô gay ao vivo – reclamou, mas pensa que eles ouviram? Se ouviram, disfarçaram muito bem. – Vocês... – iria debochar mais da situação, até que uma calça voou em sua direção, aí ela desistiu e fechou a porta mesmo.

Pelo menos daquele drama ela tinha se livrado, já preparada para iniciar o seu próprio...

De meia-noite em ponto, Jongdae recebeu um áudio no aplicativo de mensagens. Sorriu quando viu que Minseok o havia mandado, sem nem mesmo ter apertado o play antes. Não era a voz dela que se ouviu, o áudio era, na verdade, uma música acústica.

“Senti no peito o amor surgir, quando olhei pra você, eu logo senti, que o meu coração ia ser todo seu pra sempre...”

Jongdae já estava maldizendo a existência do Limão Com Mel num mundo em que ele existia, mas o segundo áudio que ele recebeu dela naquela madrugada apenas fez aquele coração idiota bater fortemente descompassado dentro do peito a ponto de ele achar que o músculo estava subindo pela garganta, tentando sair de si em direção àquela deusa de bochechas redondinhas.

– Jongdae, eu estou apaixonada por você!

E aquilo estava mais pra romântico do que pra dramático, porque ele também estava apaixonado por ela.

 


Notas Finais


As músicas mencionadas na fic são "Por que não vê" e "Pra Sempre", ambas da banda Limão Com Mel (vocês sobrevivem).
Espero que tenham gostado.
Beijos jujubados!!!
Obrigada <3


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