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História Por Quem Vale Apena - Capítulo 5


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Notas do Autor


Oie mais um capítulo!

Capítulo 5 - Não é questão de tempo


Pela manhã quando acordei não achei Adiel na cama mas, seu cheiro estava, me abracei ao travesseiro onde o garoto havia dormido, fechando os olhos e respirando fundo. Eu realmente sinto algo muito forte por ele. Só de lembra da noite passada meu corpo se arrepiou, essa noite não irá mais sair da minha cabeça.

— isso tudo é saudades? — sorri me espreguiçando, o olhei parado na frente da cama, vestia apenas sua cueca.

— bom dia! — desejei me espreguiçando mais uma vez.

— fiz o café!

— serio? — ele concordou com um sorriso vitorioso no rosto.

— vamos? — me estendeu a mão.

Antes de ir para cozinha fui no banheiro, não ia todo desgrenhado tomar café da manhã com meu namorado.

Sorri quando vi a mesa arrumada, minha garrafa de café o primeiro presente que minha mãe me deu quando me mudei, um prato com ovos fritos, o saco de papelão de pão, outro prato com frutas, frutas essas que eu havia comprado no dia anterior. Sorri para Adiel.

— você deve ter fuçado em tudo para achar o pó de café, né?

— nossa! Por que tão escondido? — dei de ombros — você estar se sentindo bem? — concordei, na verdade meu quadril doía mas, nada que se preocupar.

— melhor impossível. Você vai fazer algo agora pela manhã? — negou. — pode ficar aqui?

— claro!

Depois que terminamos de comer fomos para sala.

— o que você quer fazer?

— muito sexo com você. — falei rindo pela gargalhada que Adiel deu.

— isso rimou! — concordei. Depois de paramos de ri ele perguntou novamente. Dei de ombros.

— já sei! Vamos fazer uma cabaninha eu adorava brincar disso com minha irmã quando era menor. — Adiel me olhava estranho.

— oi quantos anos você tem? — ri, empurrei seu ombro.

— é sério é muito legal! Vamos fazer! — falei levantando e puxando o maior.

Depois de estudar a minha pequena sala, fiz meu namorado pegar as quatro cadeiras da cozinha. Duas de cada lado com um espaço no meio, coloquei dos lençóis cobrindo as cadeiras para ficar como paredes, depois um por cima e dois edredons para nos deitar. Em menos de trinta minutos tínhamos uma cabaninha.

Adiel estava parada na frente dela.

— nossa!

— viu, vai dizer que você não quer deitar ai dentro. — ele sorriu.

— quero muito!

— então vamos!

Deitamos, e ficamos bem encolhidinho, o que era muito aconchegante.

O que eu posso dizer daquela tarde, meu desejo foi realizado, e acabei chegando atrasado na faculdade, porque quisemos dá uma rapidinha antes de sair.

Quando vi o Wes acabei rindo porque ele havia falado aquilo.

— atrasado! — sorri.

— pois é... você me incentivou a isso.

— serio que vocês deram uma rapidinha? — eu odiava o Wes me conhecer tão bem.

— podemos mudar de assunto? — ele riu.

— você não se sente vivo? — parando para pesar agora, eu me sentia vivo sim, não só por ter me atrasado por conta de uma transa, ou por ter tido o melhor sexo da minha vida, mas por que o Adiel me fazia sentir isso, me fazia sentir a liberdade.

Acho que sei o que sinto pelo Adiel, e não duvido que ele já sinta a mesma coisa. Sei que o tempo que nos conhecemos não é tão longo, mas ele me fez sentir coisas em um mês que ninguém me fez sentir em seis meses, comigo e Adiel não é questão de tempo, é questão de atenção, reciprocidade, química. Eu estou amando aquele garoto, estaria mentido se disse que não tenho medo mas eu quero aproveitar o agora, o futuro? ... Bom ele chegará um dia.

— prometo que quando chegar iremos comemorar. — falou me beijando pela quinta vez.

— tudo bem, ligue quando chegar. — no abraçamos e ele se foi.

Daqui a três dias iremos completar um mês de namoro, mas não estaremos juntos, Adiel estar em uma viagem com a banda, ele tem que cumprir uma agenda de shows em algumas cidades próximas. Eu entendo, os shows estavam marcados antes mesmo de começamos a namorar, e também é o trabalho dele. As vezes me pergunto se isso pode nos atrapalhar no futuro, porém como já disse, não quero me preocupar com isso agora.

No último final de semana Adiel me levou para conhecer a banda, me apresentou ao Breno o baterista, o Mario baixista, e o Josefer o tecladista e nas horas vagas tocava guitarra. Todos eles são muito legais, pelo pouco tempo que ficamos junto dá para perceber como são unidos e também são bastante engraçados.

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— quando vão completar um mês? — Wes perguntou enquanto conversávamos sobre sair no domingo e não no sábado com quase sempre fazíamos.

— na segunda.

— onde vão comemorar? você não vai fazer textão no Instagram não né? Até por que um mês nem é isso tudo, ainda é como se tivessem se conhecendo.

— longe de me fazer textão. Acredito que já passamos dessa fase de nos conhecemos, parece que nos conhecemos a bastante tempo, porém, ele não vai estar aqui, viajou com a banda só volta na quinta.

— serio? Primeiro mês de namoro e vocês não estarão juntos!?

— você acabou de dizer que o primeiro mês não é isso tudo. Além do mais podemos comemorar via internet, ligação, chamada de vídeo. Essas coisas.

— ah claro, vocês vão fazer sexo virtual....

— e quem disse que precisamos fazer sexo para comemorar?

—é o que se espera! O que? você vai me dizer que se ele estivesse aqui iriam ficar apenas nos beijos e abraços.... Contra outra Theo — ele tinha muita razão — eu conheço você.

— e eu te odeio por me conhecer. — ele riu.

— falando nesse assunto, eu disse a ele sobre você ter sido meu amigo colorido.

— ficou maluco, foi? Não se conta para seu namorado que o seu melhor amigo agora, já foi seu companheiro de foda. — foi minha vez de ri.

— qual problema? Isso não interferiu em nada, tanto é que acabamos na cama.

— quando foi sua primeira vez com ele? e como foi?

— ah não, chega dessa conversa, estávamos falando sobre o que vamos fazer no domingo e não em como foi minha primeira vez com meu namorado.

— qual é Theozinho, somos melhores amigos... — virei o rosto pro outro lado observando o campus quase deserto.

Era quase nove da noite muitos alunos já haviam ido embora. Eu e Wes estávamos ali esperando nossos amigos, para combinar onde iriamos amanhã.

— ta bom, pelo menos ele é bom de cama? — sorri voltando a olhar para um Wes curioso.

— demais! — falei levantando. — vamos embora, não vou mais esperar aqueles putos, ainda tenho que lavar roupa quando chegar. — Wes sorriu e se pois de pé, passou o braço sobre meus ombros.

— acho que terei que transar com seu namorado para saber se ele é realmente bom. — falou brincando. Mas eu lhe dei um soco na latera de seu corpo o fazendo encolher.

— au! Eu tava brincado! — choramingou com as mãos no local atingido.

— nem doeu, não seja mole.


Notas Finais


Recado para vc q ta lendo, se gostou do capítulo ou dos capítulos em geral, deixe um comentário! Eu aceito um emoji tbm 🙃😊🥰😬 tipo esses kkkk bom então é isso até mais!


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