História Por Toda Eternidade - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Min Yoongi (Suga)
Tags Bangtan Boys, Bts, Idesign, J-hope, Jung Hoseok, Min Yoongi, Sope, Suga, Vampire!au, Yoonseok
Visualizações 87
Palavras 3.131
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, LGBT, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie! Como estão? Espero que bem!

Eu estou muito feliz por finalmente poder postar uma one Yoonseok, porque eu amo demais um casal hahaha
Além disso, sou apaixonada por vampire!au, e nada melhor do que juntar essas duas coisas incríveis.
Quero agradecer a @IDesign pela capa MARAVILHOSA, eu realmente estou apaixonada até agora. Muito obrigada pelo trabalho!

Tenham uma boa leitura, espero que gostem!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eu estava desesperado. 

Naquela noite, onde a lua brilhava alto no céu, o sino da igreja badalava pela terceira vez, e as crianças já corriam para deitar-se, eu olhava com tristeza para meu namorado, que, deitado em meus braços, carregava consigo um olhar – já sem vida – cheio de tristeza e agonia. 

Seus lábios já deixavam o sangue rubro escorrer, e pouco a pouco, a vida ia deixando seu corpo. 

Eu chorava, apertando ainda mais Yoongi junto a meu peito. A dor devastava meu interior, e céus, se eu estivesse vivo, me mataria neste momento. 

Afinal, eu matei meu namorado.

Ou melhor, havia lhe tirado a chance de viver; viver como ele realmente queria: sendo humano.

Horas mais cedo

O dia havia começado bem. Hoje eu completaria cinco anos de namoro, e eu estava bastante ansioso para isso. 

Desde que eu havia conhecido Min Yoongi na faculdade – talvez a quinta que eu estivesse fazendo –, percebi que ele era especial. Inteligente, com seu jeito sério e durão de ver as coisas, eu me apaixonei. E é claro que, depois de muita luta, consegui roubar seu coração, e descobrir que por trás de todo aquele menino marrento, havia um Yoongi tão doce como açúcar. Ele, sem dúvidas, era uma das pessoas mais incríveis que eu havia conhecido em toda minha eternidade. 

É claro que durante cinco anos, muitos empecilhos aconteceram. E até hoje, o maior deles havia sido contar que eu era um vampiro. É claro que ele não acreditou no começo, tive de provar-lhe de maneiras que preferia não ter feito, afinal, eu era um monstro. Ou pelo menos acreditava ser. 

O Min viu minhas habilidades, e, de primeira, passou por uma mescla de emoções. De horror a encanto, Suga deixou-se levar pelo sentimento. 

Depois que o conheci, eu aprendi a mudar muitas coisas em mim mesmo para poder trazer o melhor para nossa relação. Embora não pudesse mudar quem eu era, de fato, eu podia melhorar quem eu seria. Durante os três séculos de minha existência, eu deixei de drenar a fonte humana periodicamente, e passei a utilizar bolsas de sangue como base principal de minha refeição. Por consequência, passei a ter mais contato com outros humanos, o que foi essencial para que eu pudesse me sentir vivo novamente. 

Com absoluta certeza, Min Yoongi era o responsável por trazer-me de volta à vida, da maneira mais literal possível. Afinal, ele era tudo o que eu tinha depois de muito tempo só. 

Por mais que eu o amasse e respeitasse como ninguém, eu sempre nutri um desejo egoísta, do qual ele já tinha ciência. Diversas vezes eu teimava em entrar num assunto delicado, perguntando-o se ele se imaginaria, ou até mesmo desejava se tornar como eu. E era sempre uma questão que o afligia. Yoongi queria uma vida comum. Formar-se na faculdade, ter um bom emprego, chegar de noite e ter uma família o esperando, e então, quando os anos passassem, ficar velhinho e ver seus netos correrem pela casa. E muitas vezes eu o questionava onde eu entraria nisso tudo. É claro que por mim, eu ficaria com o Min até o último dia de sua via, eu o amava com todas as forças, mas ele simplesmente me deixaria? Suga sabia que ele era a única pessoa que eu tinha. 

 Quiçá fosse um pensamento egoísta, eu não podia deixar de tê-lo. É extremamente difícil ver a pessoa pela qual está apaixonado ir embora, enquanto você tem uma eternidade pela frente. 

Mas depois de certo tempo, eu passei a respeitar isso. Era sua decisão, eu não iria refutá-lo, pois se era um sonho seu, faria meu papel de ajudá-lo a cumprir. 

 Mas esta noite seria boa. 

Preparava o fundo do carro com cobertas, travesseiros, um pouco de iluminação, e claro, um bom vinho tinto. Queria que aquela fosse mais uma noite especial para nós. 

Em uma de nossas viagens, esta para a Ilha de Jeju, Yoongi comentou que gostaria de um encontro como este. E é claro, daria para ele o que tanto desejava. 

Min Yoongi entrou em meu carro mais lindo que o normal. Seus cabelos, agora estavam azuis, combinando com seu tom de pele. Seu perfume estava diferente... Mais masculino, como tanto gostava. Tive vontade de beijá-lo ali mesmo, mas me contive. Teria tempo suficiente para isso. 

Dirigi até o centro da capital, e fui até um lugarzinho que tanto amava. Era afastado de movimento, mas nem por isso perigoso (não que houvesse muito perigo comigo ali); era um antigo parque, que ficava sobre o pico de uma subida para regressar à avenida. De lá de cima, podíamos ver várias luzes da cidade, ainda que de longe. 

Abri o porta-malas, e tudo estava da forma que deixei antes de sair de casa: impecável. Chamei meu namorado, e mostrei-lhe o que havia feito. Ele não conteu o sorriso, mostrando os dentes branquinhos que tanto passei a amar. Yoongi não perdeu tempo, e foi se enfiando ali dentro, ao passo que se aconchegava nos cobertores e jogava-os sobre si também. 

- Vem, Hoseok! – Ele me chamou, batendo no espaço ao seu lado.

- Não faça desse jeito, tenho vontade de... – Ia dizendo, com um tom malicioso, mas ele me cortou.

- Hobi! – O Min riu. – Como você é! Agora venha até aqui! 

Entrei consigo dentro do veículo, e não pude deixar de agarrá-lo ali mesmo, fazendo algumas cóceguinhas em sua barriga. Pulei para cima do garoto, fitando seus olhos escuros. 

- Agora eles estão violetas. – Suga disse, e eu sabia que ele falava sobre meus olhos. – O que significa? – Ele perguntou, sugestivo.

- Você sabe o que significa. – Disse, encarando suas orbes, ainda bastante apaixonado por elas.

- Gosto de ouvir você dizer... – Ele sussurrou. 

- Paixão. – Falei simplista. – Dizem que a paixão dura só até o segundo ano após conhecer a pessoa, mas no meu caso, você sabe... Dura a eternidade. – Falei, vendo um sorriso aparecer em seus lábios. 

- Eu te amo, Hoseok-ah. – Ele disse, prendendo-se ao meu pescoço, juntando seus lábios aos meus, em um beijo casto.

Uma de minhas mãos, que antes estava apoiada no piso do carro, agora foram de encontro a sua cintura, apertando-a levemente ali. Yoongi arfou, e eu não pude deixar se sorrir enquanto o beijava. Suas pernas entrelaçaram-se a meu corpo, então eu decidi aprofundar o ósculo, pedindo passagem com a língua, que logo foi concedida. Iniciamos um beijo mais feroz, e eu gostava daquilo. 

Yoongi puxou minha camiseta, retirando-a no mesmo instante, e logo, fiz o mesmo com a sua. Desci os beijos que antes perduravam por seus lábios, até seu pescoço, beijando e chupando aquele local. Como resposta, Yoongi gemeu, apertando fortemente meus cabelos, o que foi mais um incentivo para eu descer até seu peitoral. Depositei um beijo em seu mamilo, e foi o suficiente para enrijecê-lo, então lambi um por vez. Meu membro já estava começando a dar sinal de vida, quando senti Yoongi roçar o seu no meu, então dessa vez, eu gemi. 

- Calma, amor. – Pedi, me afastando um pouquinho.

- Logo você pedindo por calma? – Yoongi murmurou rouco, rindo em seguida. 

- Vamos deixar para o final... Trouxe seu vinho preferido. 

Então vi o de cabelos azuis se animar. Ele se sentou, ajeitando seu corpo da melhor forma possível. Sorte que não estávamos completamente duros, se não, adeus planos. 

Peguei as duas taças que havia trazido comigo, assim como o vinho, e logo o abri, despejando o líquido sobre elas. 

Entreguei a meu namorado, que tomou o primeiro gole satisfeito, permitindo-se fechar os olhos à medida em que degustava. Ri e fiz o mesmo, permanecendo em certo silêncio durante algum tempo. 

- Sabe Hoseok – Yoongi começou, fazendo-me despertar de meu transe, mas quando olho para seu rosto, vejo que continua de olhos fechados. – Fazer cinco anos com você me faz pensar que é tanto, mas... Ao mesmo tempo tão pouco. 

- Imagine para mim – Ri sem humor, porém, abri um sorriso. – Você me fez pensar que... Mesmo sendo humano, ainda temos tempo, Yoon. 

Então ele abriu os olhos, passando a me encarar. 

- Não seja otimista. Estou ficando velho, Hobi. Quase trinta anos, imagine quando for sessenta? Ou setenta? Você mal vai olhar para mim, e...

- Ei – Lhe chamei a atenção, entrelaçando minha mão a sua. – Eu já disse que vou te amar, independente de tudo. Não importa quantos anos tenha. Lembre-se, sou mais velho que você – Ao dizê-lo, ambos rimos, mas tão rápido voltamos às expressões sérias. 

- Hoseok, às vezes penso em vida eterna. É normal? – Ele indagou, me fitando. 

Ponderei um pouco, mas respondi.

- Claro. – Falei, com convicção. – Todo ser humano pensa em vida eterna, sabe... As pessoas têm pavor de nós, vampiros, mas no final das contas, ninguém quer morrer. – Expliquei, afinal, realmente era verdade.

- Mas no meu caso, talvez não seja por esse motivo. Hoseok, sinto que tenho uma ligação tão forte com você, que não posso te deixar. – Min disse, fazendo-me arregalar os olhos com suas palavras. Ele nunca havia dito algo assim. – Sabe, depois de tudo, depois da vida, é como se eu sentisse que precisava estar conectado a você. Amo algumas pessoas em minha vida, mas Hobi, te amar é o algo mais estranho que já ocorreu comigo. – Ele falou, e ao ver minha falsa expressão de descontentamento, riu. – Sinto como se houvesse algo que nos prendesse. Você disse uma vez que precisava de mim para continuar vivendo, e talvez isso não seja só no modo romântico da coisa. Eu também preciso de ti. – Suga terminou, encostando a cabeça em meu ombro.

Então eu sorri. Estava feliz em ouvir suas palavras, e saber o que ele realmente sentia por mim. No fim, não era somente eu que o via como essencial. 

Muitos vampiros diziam que nossa raça, em algum momento, encontrava sua âncora. Estávamos mortos, afinal, então algo teria de ser nosso ponto para continuar “vivo”. Se isso realmente fosse verdade, eu já tinha encontrado o meu. 

Pensando e repensando tudo isso, puxei-o novamente para um beijo necessitado, que tão rápido se aprofundou, iniciando uma noite de amor.

Quando ficou mais tarde, supusemos que era a hora de voltar, afinal, amanhã tínhamos que ir trabalhar. Porém, antes de irmos, passei com Yoongi em uma conveniência ali perto, afinal, ele dizia que estava morrendo de vontade de comer algas fritas, apenas mais um de seus desejos estranhos. 

Desci do carro, e Yoongi pediu para descer comigo, mas insisti que ele esperasse ali, pois estava bastante frio e ele não estava devidamente agasalhado. 

Entrei na conveniência, e comprei o pacotinho que tanto já estava acostumado. Enquanto estava no caixa, sorrindo para a mulher que desejava uma boa noite, mirei meu rosto para fora, para checar se estava tudo bem, mas meu coração, já sem batimentos, quase saiu pela boca ao ver o que acontecia: Yoongi era empurrado para fora do carro, e, assim que seu corpo caiu contra o chão, dois homens entraram no veículo, levando-o embora. Foi então que percebi que larguei a chave lá dentro, e não o havia trancado.

Me desesperei, em um ímpeto saí de onde estava, e corri até meu namorado, abaixando para ficar a seu lado. Mas então, meus olhos triplicaram de tamanho, e algo dentro de mim se desesperou quando o vi com o peito sangrando, manchando toda sua camisa. Segurei-o sobre meu colo, pedindo para que ele se acalmasse, dizendo que tudo iria ficar bem. 

- H-Hoseok... Eles vieram e... Eu não pude...

- Shi... – Pedi, para que ele parasse de gastar energia. 

Gritei para que pedissem uma ambulância, mas meu desespero aumentava ao ver que estava ficando tarde demais. O sangue escorria, e eu controlava-me para não vacilar, enquanto sujava minhas próprias mãos. 

- E-eu não sei se vou sair dessa... – Ele disse, em um tom sussurrado, com dificuldade. 

- Você vai, Yoon, você...

- Hobi, eu te amo. – Ele falou, ao passo que seus olhos iam se fechando lentamente. 

- Não, não! Fique acordado! Min Yoongi eu te obrigo a ficar acordado! – Pedia, mas ele não obedecia. 

Então seus olhos se fecharam. Com minha audição aguçada, tentei procurar por batimentos cardíacos, porém, de fracos foram para zero. Nada. 

Yoongi estava morrendo. E não havia mais tempo para ambulância, muito menos para levá-lo, já que meu carro foi levado. 

Então, olhando para os rostos preocupados a minha volta, eu peguei meu namorado em meus braços, e sai, levando-o dali. 

Corri até algum lugar mais afastado, e, assim que achei, entre algumas árvores, sentei-me, apoiando-o sobre meu colo. 

Olhei seus olhos fechados, e me permiti chorar. Desatei, mas então, de súbito, minhas lágrimas pararam. Eu havia pensado em algo. Algo egoísta, e talvez ele nunca mais me perdoasse. Entretanto, vendo que era a única opção, não demorei para fazê-lo. Enfiei minhas duas presas em seu pescoço, sentindo o gosto de seu sangue, que rapidamente, voltou a circular. Yoongi abriu os olhos em um ímpeto, e sua coluna se curvou, aprofundando o contato das minhas presas com sua veia.  

Min fechou os olhos novamente, como se realmente houvesse morrido. 

Então, o levei para casa, me amaldiçoando inteiramente por ter ido atrás das malditas algas. 

Presente  

Continuei sentado no sofá, com o garoto sobre meu colo. Mais alguns minutos se passaram, até que ele finalmente abriu os olhos, puxando o ar como se fosse a coisa mais importante de todas. 

Yoongi me fitou, perguntando o que estava acontecendo. Ele remexia-se e contorcia-se sobre mim, tentando entender o que tinha de errado consigo. Afinal, ele não estava mais sangrando, e provavelmente, já começava a sentir os sintomas.

- Vem, sente-se. – Pedi, o ajudando a ficar mais confortável. 

Ajoelho-me sobre o chão, para ficar de frente a si, enquanto suspiro, tentando lhe acalmar. 

- Meu amor, eu... Eu sinto muito. – Disse, ainda que ele não estivesse entendendo nada.

- O-o que aconteceu? – Indagou, temeroso. Com certeza, várias coisas já se passavam pela sua mente. – Hoseok... Me traga água... Tenho... Sede. – Ele disse, passando a mão sobre a garganta. 

- Yoon... Você se lembra do que aconteceu? – Perguntei a si.

- Eles roubaram o carro... Atiraram em mim... Estou vivo? – Questionou, e eu apenas suspirei, abaixando o olhar. – Hoseok... Não diga que... Não, não, não é possível... Eu... – Ele dizia, desesperado.

- Acalme-se Yoongi! Sim, eu sinto muito. Você é um vampiro agora. – Disse, mas ao concretizar aquilo, meu namorado pareceu se desesperar. 

Ele surtou. Levantou-se, e começou a andar de um lado para o outro, puxando os fios de cabelo enquanto sussurrava coisas desconexas para si mesmo.

- Eu estou com sede! –  Ele gritou, e eu tentei ir acalmá-lo, mas Suga apenas afastou-se mais. – Sinto essa... essa droga na minha garganta, como se eu devesse fincar meus dentes em alguém! Não quero sentir isso! –  Ele gritou, despejando algumas lágrimas. Então, mesmo sem seu consentimento, o puxei para um abraço.

Yoongi me agarrou, chorando em meu ombro.

- Eu só queria.. Eu vou me matar de vez, eu... – O Min dizia, se enrolando a cada frase, juntamente com soluços.

Foi então que eu vi o momento de intervir. De acordá-lo para a realidade, para que ele visse que ser um vampiro não era ser um monstro, assim como ele me mostrou há alguns anos.

- Yoongi, chega! – O repreendi, e ele se afastou de meu abraço um tanto surpreso. – Pare de se lamentar! Eu sei que tudo é um choque, mas você precisa me ouvir, está bem? – Perguntei, vendo-o se acalmar e assentir. – Yoongi, lembra-se de que anos atrás, quando te contei que eu era um vampiro você teve uma reação... horrível? – Questionei, e ele assentiu, abaixando a cabeça, mas logo tratei de levantá-la. – Depois você me conheceu, e você soube que embora eu não fosse como você, eu era... exatamente como você. – Ri. – Você viu que o fato do meu coração não bater, não me impedia de amar. Você viu que eu não era um monstro como imaginava ser. E agora é minha vez de te mostrar isso.

Então, ao passo que ia falando, ele passou a me encarar, ainda mais interessado no que eu tinha a dizer.

- Você viu que mudei minha alimentação, então, nunca prejudiquei a ninguém. E juntos, seremos capazes de fazer o mesmo por você. Yoongi, sou formado, trabalho, e ser um vampiro nunca me impossibilitou de continuar a minha vida. Na verdade, me deu novas oportunidades que uma única vida não pode dar a ninguém. – Refleti, e percebi que ele já limpava as lágrimas. – Eu sei que é uma barra no começo. Ah, como sei. Mas com o tempo melhora. Eu gosto de ser vampiro. Não digo que precisa gostar tanto quanto eu, mas com o passar do tempo, você se aceita. E percebe que, embora haja dificuldades nesse novo recomeço, há também muitos privilégios. – Suspirei, levando uma de minhas mãos até seu rosto, fazendo um carinho singelo ali, à medida em que ia abrindo um novo sorriso. – Não importa quanto tempo leve. Eu estarei aqui. Estarei aqui sempre, e vou lhe ajudar com tudo que precisar. E vamos construir uma vida linda juntos. Você terá tudo que sempre quis... E se em mil anos nos cansarmos disso tudo, damos um fim nisso, não importa. Porque estaremos juntos. Estamos em sintonia agora. – Terminei, o vendo me olhar como nunca havia olhado antes. Talvez, com certa... Admiração.

- Você acha mesmo tudo isso, Hobi? – Indagou, esperançoso.

- É claro que eu acho! Amor, nós temos muito tempo agora para consertar todos nossos erros. E você tem a mim por toda eternidade.

- Eu te amo tanto, Jung Hoseok! – O de cabelos azuis disse, me abraçando fortemente. E é claro que eu retribuí. – Obrigada por acreditar em mim, por enxergar o melhor de mim sempre!

- Você sempre enxergou isso em mim, Yoon. – Sussurrei, em seu ouvido.

- Desculpe pelos meus ataques de pânico – Ele disse, se afastando, enquanto ria. – Sou meio cagão.

Então eu ri em dobro.

- Você é o homem mais forte que já conheci, Yoongi. E eu te amo por isso. – Falei, todo bobo, depositando um beijo em sua testa.

- E por onde vamos começar? Sabe... – Ele coçou a nuca, meio envergonhado.

Peguei em sua mão, da mesma maneira que sempre costumamos fazer quando estávamos nervosos ou temerosos por algo, transmitindo-lhe confiança.

- Não se preocupe. Que tal se alimentar antes? – Perguntei, e ele assentiu, parecendo realmente necessitado.

Quando me virei para ir, ele puxou-me novamente, fazendo-me olhar para si com certa curiosidade.

- Sempre tive medo da imortalidade. Mas eu fico grato que esteja comigo, Hoseok-ah. Promete que vamos passar a eternidade juntos? Aqui. Um para o outro.

Então, enquanto fitava seus mirantes cheios de água, lhe lancei um sorriso convicto, e proferi com a maior certeza desse mundo:

- Eu prometo, Yoongi.

 

 


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado, de verdade!
Foi simples e curtinha, mas como disse, já estava há um tempo planejando algo de Sope para fazer! Em breve venho com uma shortfic de BTS também, e eu espero seu apoio!
Acho que me apaixonei por um Yoongi e Hoseok vampiro! HDUAHSUA

Obrigada por lerem! Gostaria muito de saber o que acharam, então caso puder, deixe aí embaixo!
Beijos e até a próxima!


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