História Por trás da fanfic - Capítulo 1


Escrita por: e BaeHee

Postado
Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Park Chan-yeol (Chanyeol)
Tags Baekyeol, Cbw, Chanbaek, Chanbaekwishes
Visualizações 781
Palavras 8.842
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aí gente, e não é que não foi engano me aceitarem no projeto e tô voltando com outra fic pra ele? Esse plot usado foi mandado por @yeolrbit e eu simplesmente amei. Queria ter desenvolvido melhor, mas fiz tudo para que ficasse bom no tempo que tive e até que gostei do resultado. Espero que gostem também ^^
Obrigada a @Angelsbyun pela capa lindaaaaaaaaa, arrasou anjo, sério. E a @Kazuno pela betagem, sério, eu te dei trabalho demais, desculpa e muito obrigada mesmo <3

Capítulo 1 - Sempre tem uma pitada de realidade.


 

 

— Ai Kyungsoo, como pode alguém ser tão lindo apenas pondo comida para o cachorro? — resmungou para o amigo que suspirava cansado do outro lado do telefone. 

 

— Ele pode porque você tá olhando pra ele com o olhar de um trouxa apaixonado. 

 

E o amigo não poderia estar mais certo. Chanyeol não sabia explicar bem quando começou seu penhasco por seu vizinho, mas tinha quase certeza que foi quando, numa tarde qualquer em que colocava o lixo para fora, acabou topando os olhos nos dois seres mais fofos que já conheceu na vida. E ele nunca pensou que uma pessoa poderia ser tão fofa quanto o filhote de Chow-chow que ela levava para passear. Mas Baekhyun quebrou essa sua crença. 

 

Byun Baekhyun era o nome de seu pesadelo que iniciou há quase dois anos e até o momento não havia chegado ao fim. No começo não esperava criar um crush por ele, apenas voltou para casa naquela tarde pensando: aquele era um fucking beautiful homem. Só que quando anoiteceu acabou percebendo, ao olhar distraidamente pela janela, que tinha visão direta para o quarto do garoto fofo, e jurava que sua boca tinha aberto, praticamente salivando, com a imagem que teve do baixinho com apenas uma toalha na cintura e a água descendo pelo abdômen totalmente definido que contrastava com o rosto fofo que ele possuía. 

 

E foi essa contradição, essa bipolaridade, que ferrou totalmente com a mente do estudante de letras. 

 

Porque depois de ter visto esses dois lados, acabou não resistindo às tentações de passar a observar o outro em busca de descobrir mais sobre ele. Quando viu já sabia a respeito de toda sua rotina; de suas pequenas manias até mesmo sobre partes de seu corpo. Deus que o perdoe, mas quando seu vizinho gostoso esquece de fechar as cortinas e troca de roupa quando você, sem querer, querendo, está olhando na direção da janela dele, a última coisa que você faz é desviar o olhar. 

 

Ah, essas vezes foram as inspirações para suas pwp's, que eram sempre suas histórias mais favoritadas. Que histórias? Bem, quando Chanyeol ainda era um estudante do ensino médio, acabou descobrindo através de uma amiga a existência de uma plataforma chamada Inkspired, onde pessoas postam histórias escritas por elas mesmas, tendo com base os famosos, grupos, bandas, séries, etc., de quem elas são fãs. E ao achar algumas histórias tão boas quanto os livros que lia sobre seus casais favoritos, acabou entrando nesse mundo para nunca mais achar a saída.  

 

Era até que famoso na plataforma, suas histórias ganhavam mais de quinhentos favoritos e tinha até uma que ganhou mais de mil; era uma long de suspense e mistério que havia escrito como se fosse um verdadeiro livro. E era justamente graças ao sucesso dela que estava ouvindo o amigo falando há minutos sobre como deveria se inscrever no concurso que o Inkspired estava realizando com o tema amor impossível. 

 

— Não tenta fugir do assunto, senhor Park Chanyeol. Vai ou não se inscrever no concurso? — voltou ao assunto que tinham antes de Baekhyun aparecer na janela e tomar a atenção do garoto.

 

— Não sei não, Hyung. O tema tá muito longe do que normalmente escrevo. — Expôs sua insegurança, enquanto deixava os olhos seguirem o corpo pequeno que havia sentado no chão e fazia carinho no cachorro. 

 

— Lembro de alguém me dizendo essa semana que estava afim de tentar outros gêneros. 

 

— Lembrar do meu aniversário, nada. Lembrar do que eu disse para usar contra mim, daí seu cérebro funciona —  resmunga.  

 

— Fazer o quê? Meu cérebro é inteligente na escolha de prioridades. —  Chanyeol conseguia imaginar o amigo dando de ombros enquanto falava isso. 

 

Já estava pronto para expressar sua indignação, e frisar o quanto Kyungsoo era um péssimo amigo, quando acabou congelando no lugar no momento em que, encarando o rosto de Baekhyun, ele simplesmente levantou a cabeça e encontrou seus olhos. Olho no olho. Infelizmente, já estava tarde para fazer o que sua mente gritava para fazer, que era se jogar no chão e se esconder, para voltar à superfície apenas quando a Skynet tivesse tomado a humanidade, então só ficou parado ali sem quebrar a troca de olhares. Isso até o Byun abrir um sorriso —  e que puta sorriso, santa mainha das fanfics —, e acenar alegre em sua direção.  

 

— Kyungsoo, ele tá acenando pra mim. Ele tá acenando pra mim enquanto sorri. —  falou interrompendo o amigo que ainda falava, deixando claro que ele tava falando para o vento. 

 

— Acena de volta, oras — respondeu, não ligando de ter sido ignorado, estava acostumado com o Park sendo cabeça de vento e se distraindo fácil. 

 

O grandão obedeceu a fala, acenando de volta para o vizinho que sorriu com a ação antes de sumir para dentro do apartamento em alguma parte que a janela de Chanyeol não permitia a visão. Suspirou apaixonado, igual acontecia nos doramas, e teria ficado nesse mundinho de amor caso não fosse a voz de Kyungsoo voltando a soar em seus ouvidos.  

 

— Tá vendo porque você deveria se inscrever? — questionou. 

 

— Que? Por quê? 

 

— Porque você já está sentindo o amor impossível na pele — falou simples, continuando a sentença sem dar tempo de ser interrompido ou ignorado de novo. — e não é você que diz que gosta de passar o real sentimento nas fanfics? Já que você não tem coragem de falar pra ele na vida real o que sente, use a escrita. 

 

Nessas horas que se lembrava do porque ainda manter Kyungsoo como amigo, por conta de momentos como esse em que ele conseguia lhe fazer pensar, o mostrava novas formas de ver a situação. Sempre o incentivava a ir atrás das coisas que falava que tinha o desejo de realizar, e o Park não podia ser mais grato por isso. 

 

— Vou pensar sobre isso, Soo — ditou num suspiro, por fim. Mas o tom de sua voz deixando claro para o outro que ele tinha vencido aquela discussão. 

 

— Agora tenho que ir. A Sooyoung tá me infernizando para levá-la para ver aquele novo filme sobre o Coringa no cinema. 

 

— Trocando o amigo pela namorada —  debochou. — Deus tá vendo essa sacanagem. 

 

— Não é porque você não corre atrás da sua metade da laranja que eu tenho que deixar a minha largada às traças. 

 

— Cadê a sensibilidade, seu idiota? — Praticamente grita indignado, segurando a própria risada ao ouvir a do amigo. 

 

— Tchau, dumbo. 

 

— Tchau, coruja. 

 

Se despediu e desligou antes que pudesse ouvir xingos do Do por causa do apelido que ele odiava. Levantou da beirada onde estava sentado, se espreguiçando e sentindo um prazer satisfatório em ouvir os estalos de seu corpo, que imediatamente relaxou após eles. Decidido a terminar a última pwp que tinha começado dias atrás, desceu para a cozinha em busca do que chamava de kite de escrita —  que era basicamente um saco de ruffles sabor churrasco, um saquinho de bala fini e uma coca bem gelada —, quando avistou pela janela da sala, tanto cachorro, quanto dono, saindo de casa felizes para o que parecia ser uma caminhada. 

 

Sorriu ao ver a felicidade deles, indo para a cozinha fazer o que tinha que fazer, voltando para o quarto e se arrumando na mesa de estudos onde mantinha o computador. Porém, assim que terminou de alongar os dedos e já tocava às teclas do Word para começar, a voz de Kyungsoo veio em sua cabeça falando sobre o concurso, a mão indo no automático para a aba do Chrome aberto no seu perfil do Inkspired, que assim que foi aberto começou a brilhar com o anúncio do concurso bem na sua cara. 

 

Clicou nele, observando a página nova abrir e todas as regras e introdução para o funcionamento dele aparecer. Gastou alguns minutos lendo tudo, mesmo já tendo feito isso assim que ficou sabendo à respeito, mas se permitiu enganar-se, utilizando aquilo como desculpa para enrolar ainda mais a decisão que sabia já estar tomada. No segundo seguinte realizava os procedimentos necessários para sua inscrição. 

 

—  Está feito. 

 

Ditou soltando mais um longo suspiro. Agora não tinha mais volta, Yeols_real estava oficialmente inscrito no concurso de amor impossível.


 

(...)


 

A música alta incomodava um pouco os ouvidos de Chanyeol, mas já estava até que acostumado com total barulheira que o local propiciava, afinal, trabalhar em um bar com música ao vivo — grande parte das vezes não sendo realmente ao vivo, mas sim um "DJ" —, era pedir para ter uma dor de cabeça. Coisa que tinha bastante quando estava começando a trabalhar ali, ainda em experiência, mas agora após dois anos seus ouvidos não sofriam mais. Havia conhecido o The Eve graças a alguns colegas de classe da faculdade que o chamaram para ir tomar umas em um bar que conheciam, e Chanyeol acabou aceitando já que queria se enturmar mais com o pessoal de seu curso. Só que no minuto que entrou já queria sair. 

 

Ele nem bebia e apesar de amar música, aquele barulho o irritava de tão alto. Principalmente a multidão de alunos e pessoas que tinha ali, o fazia sentir-se enclausurado. Porém, só Deus sabe o quanto aquela placa de "precisa-se de funcionários", logo perto do balcão, pareceu se iluminar quando pôs seus olhos nela. Nem pensou sobre o ambiente que não era o que estava acostumado, apenas lhe veio à cabeça os boletos que tinha, a mensalidade da faculdade, as contas de casa, e não foi preciso nada mais que isso para que estivesse enviando seu currículo. 

 

Nunca agradeceu tanto aos seus tios por serem fãs de bebidas e por terem o ensinado a fazer alguma delas apenas para servi-los quando estavam bêbados demais para isso. Conseguiu passar pela entrevista inicial e começou a experiência na semana seguinte a ela, até que, se mostrando apto o suficiente para que não trouxesse prejuízo ao bar, fora oficialmente contratado. 

 

E estando trabalhando ali há dois anos, podia afirmar com convicção que conhecia cada cliente que entrava no local, de tão acostumado que era a atender sempre às mesmas pessoas. Por isso não culpava a si mesmo quando quase deixou a batida que fazia ir ao chão ao ver um corpo pequeno, porém esbelto, passar pela porta de entrada. Nem ouvia mais nada, nem a música odiosa, nem o cliente que tinha ordenado a bebida que fazia e que reclamava pela demora. Sua atenção era total e absolutamente para o sorriso brilhante que aquela figura lhe dirigia enquanto caminhava até si. 

 

— Oi, Channie. 

 

Oh, Deus. Sorte que tinha acabado de entregar o copo da batida para o cara no balcão, porque seu corpo inteiro amoleceu ao escutar a voz melodiosa dizendo seu apelido. Apelido esse que apenas Baekhyun usava porque, de acordo com ele, ainda iriam morar ao lado um do outro por muito tempo, e já tinham se encontrado tantas vezes em reuniões de condomínio e quando iam jogar o lixo, que já podiam ter essas intimidades. 

 

Amém, lixo toda sexta à tarde. 

 

— Oi Baek — respondeu, dando graças a deus por sua voz ter saído normal. — O que faz aqui? 

 

— Não posso mais vir beber umas, Park? —  Por mais que a pergunta tenha saído num tom brincalhão, foi o suficiente para que o mais novo começasse a gaguejar feito louco tentando se explicar. 

 

— Claro que você pode! Eu não quis dizer o contrário. É que lugares assim não parecem seu estilo, eu pensei. Você é livre pra fazer o que quiser, é que… Ai meu deus, desculpa. 

 

Estava para dar às costas ao de fios rosados, quando escutou um dos sons mais lindos ressoar por seus tímpanos e, ao virar o corpo novamente na direção dele, pôde ter a visão dos olhos quase se fechando por completo enquanto as presinhas ficavam a mostra no riso alto do outro. Amaldiçoou seu coração por bater tão rápido apenas com isso, era de verdade um trouxa apaixonado. 

 

— Você tem razão, lugares assim não fazem muito meu estilo. Mas foi um dos melhores lugares que encontrei para trabalhar meio período — contou ainda rindo levemente. 

 

— Trabalho? Pera, aqui? 

 

— Sim. Vou me apresentar aqui todas às terças e sextas, nos dias de apresentação ao vivo. 

 

— Ah, eu tinha esquecido que estávamos contratando alguém. —  Chanyeol lembrou do dono falando algo sobre ir atrás de algum músico para dar uma variada nas apresentações. — Então você é cantor?

 

— Tentando ser um. Estou no penúltimo ano da faculdade de música, mais um pouco e estarei formado. 

 

— Nunca imaginei você sendo músico —  disse segurando o queixo com a mão e deixando sem querer seus pensamentos saírem. — Sempre achei que seu trabalho era algo relacionado com animais pela forma como você age com o Bombom. 

 

— Bombom? — tombou a cabeça para o lado, confuso. Até que uma luz acendeu em sua cabeça. — Tá falando da Tenten? 

 

— O Bombom é fêmea? — perguntou chocado. — Desculpa, é que eu não sabia o nome dela, daí ela me lembrava de um chocolate por causa da pelagem. 

 

— O pelo dela é lindo, né? 

 

— Sim sim, uma fofura. Eu sempre quis um cachorro, mas minha mãe dizia que já bastava eu pra destruir a casa — cruzou os braços com um bico de chateação na boca, fazendo Baekhyun rir pela careta infantil do mais novo. 

 

— Você é divertido, Chanyeol — sorriu estendendo a mão na direção do outro. — Espero que possamos ser amigos. 

 

— Eu também, afinal, parece que nos veremos bastante. Conte comigo se precisar de algo, hyung.

 

E sorriu o seu tão famoso sorriso Colgate, como diziam Kyungsoo e Sooyoung, a felicidade de estar para começar uma amizade com o outro sendo tão grande, que nem conseguiu reparar no brilho no olhar de Baekhyun para ele. Ambos presos no que sentiam no momento, que nem perceberam ainda estarem segurando as mãos. 

 

— Chanyeol, que tal parar de flertar e voltar ao trabalho? 

 

Minseok, que dividia o trabalho como barman consigo, falou chegando ao lado do Park e fazendo os dois garotos despertarem daquele momento, eles disputando em quem estava mais vermelho depois da frase que escutaram. 

 

— Cala a boca, Min. Não estou flertando. 

 

— Claro que não. E eu sou a rainha da Inglaterra — disse debochando enquanto ia na direção de um casal que o chamava, claramente com um olhar de segundas intenções. 

 

Estava acostumado com os clientes querendo apreciar a beleza do Kim, a blusa branca do uniforme apertada nos músculos dele prendia a atenção. Viu ele apontando para uma mulher na outra extremidade em seguida.

 

 — Vai atender o povo, depois você flerta com o bonitinho aí. 

 

Chanyeol acena concordando, vendo Minseok finalmente se afastar deles, voltando o olhar para o vizinho que desenhava figuras invisíveis no balcão, as bochechas vermelhinhas trazendo o lado fofo dele para fora e quase ocasionando um ataque de fofura no barman. Se pudesse ficar ali o admirando, definitivamente ficaria, porém, numa olhada ao redor, pode perceber que o local estava ficando cada vez mais cheio. 

 

— Desculpa hyung, preciso voltar ao trabalho — pediu, ganhando a atenção do baixinho de volta para si. 

 

— Está tudo bem — aquiesceu. — Eu que peço desculpas por te prender aqui comigo e atrapalhar seu trabalho. 

 

— Você nunca me atrapalha, Baek — afirmou com veemência, sendo recompensado com um início de sorriso na boca rosada do outro. — Posso te servir algo para beber? 

 

— O que você me recomenda? 

 

— Tenho a bebida perfeita para você. 

 

No minuto seguinte se virou para onde as bebidas ficam amostra, começando o tão famoso preparo que prendeu atenção não só de Baekhyun, mas de outros que se encontravam no balcão e não conseguiram tirar os olhos das manobras que o barman lindo de fios cinzas fazia. 

 

— Wow, isso foi incrível. — O Byun elogiou batendo palminhas tímidas no fim do show, já com a bebida de coloração rosa em sua frente. 

 

— O que achou? — perguntou risonho, depois de ver a careta no rosto do baixinho que virou o copo como um shot. — Normalmente não vejo as pessoas bebendo em shot, mas até que você lidou bem com a intensidade. 

 

— É bem forte, mas tem um gosto meio doce no fim. É uma mistura interessante com a ardência que dá — falou empurrando o copo vazio para Chanyeol num pedido mudo por mais uma dose. — Qual o nome dela? 

 

— Little Devil. 

 

— E por que você achou que ela combinava comigo? 

 

— Por que será? — respondeu com outra pergunta antes de empurrar o copo, agora cheio novamente, para se afastar dele e voltar a realizar seu trabalho. 

 

Naquela noite, entre um atendimento e outro, os dois garotos jogaram conversa fora se conhecendo melhor. Chanyeol atendia os outros, fascinando todos com seus movimentos leves e treinados, mas fascinando ainda mais um garoto baixinho de fios rosados. Ali conheceu um novo lado do vizinho recluso e fofo que morava ao lado. Voltaram juntos para casa naquela noite, uma nova amizade surgindo. A barreira de "apenas" vizinhos sendo ultrapassada. 


 

(...)


 

Limpando as mãos suadas na calça de moletom que usava, Chanyeol se perguntava o que fazia parado em frente à porta de seu vizinho. Mas o peso do celular em seu bolso servia para lembrá-lo que havia sido convidado pelo próprio Byun. Se dissessem para o maior que após trocar telefone com o crush, com a desculpa de ser para caso ele precise de ajuda em algo relacionado ao trabalho, eles acabariam conversando sem parar sobre assuntos aleatórios, o Park mandaria essa pessoa se tratar. Afinal, o que alguém como Byun Baekhyun iria querer consigo? 

 

Bem, pagou suas palavras. Porque, incrivelmente, acabaram encontrando tantos pontos em comum, que nunca faltava assunto para manter a faixa de conversa deles viva. Havia passado pouco menos de um mês e já parecia que eram amigos há séculos, de tão bem que andavam conhecendo um ao outro, além do tempo que passavam juntos. Era o verdadeiro paraíso para Chanyeol, que usava todas essas novas interações em sua fanfic para o concurso. Costumava chegar da faculdade, sentar em frente ao computador e ir horas a dentro na escrita, até ser lembrado por mensagens de Kyungsoo e Sooyoung que precisava comer e fazer seus trabalhos do curso. 

 

Ficava tranquilo em colocar os reais passeios e conversas que tinham no docs, seus reais sentimentos em relação ao que acontecia, porque ali na história era seu espaço livre. Baekhyun não conhecia essa parte da sua vida, então estava seguro. Poderia colocar todos seus sentimentos, que não tinha coragem de falar na vida real, em palavras para que Yixing, o personagem principal, pudesse expressá-los em seu lugar. 

 

Só que apesar de terem se aproximado tanto assim, nunca tinham se encontrado na casa um do outro. Sempre era no trabalho — que passaram a ir juntos —, ou nas tão rotineiras tiradas de lixo, e pelo celular. Contudo, após acordar do cochilo que resolveu tirar aquela tarde, tinha uma mensagem não vista de Baekhyun datava de poucos minutos atrás. Uma frase pequena, mas que trouxe uma grande arritmia no pobre coração apaixonado dele. 

 

Baekhyun 

Ei, Chan. Pode vir aqui em casa me ajudar em algo? 

 

Os minutos que passou encarando aquela mensagem foram longos, até que percebeu o outro online e notou que ele agora sabia que havia visualizado, então tratou de responder. 

 

Chanyeol 

Posso sim, Baek. 

Quando é pra ir? 

 

Baekhyun

Agora. Por favor. 

 

E esse era o motivo de estar igual idiota encarando a porta de madeira, tentando arrumar a coragem para finalmente tocar a campainha. 

 

Deixa de covardia, Chanyeol. 

 

Falou consigo próprio, e quando levantou a mão aproximando ela da porta, a mesma se abriu revelando o baixinho vestido com um conjunto de moletom de pikachus, os cabelos rosados indo para tudo quanto é lado. Ele estava uma bagunça confortável. Descabelado, bagunçado, porém ele nunca pareceu mais lindo para Chanyeol quanto naquele instante em que sorria para si com alegria evidente. 

 

— Chan, você chegou — falou puxando o mais novo pelo pulso para dentro da casa, fechando a porta com um empurrão, não dando tempo nem dele observar como era a moradia do outro antes de ser arrastado escada acima. — Já estava indo te buscar. 

 

— Desculpe a demora, eu tinha acabado de acordar. — Esclareceu assim que entraram no corredor do segundo andar. Seus olhos focados nas diversas fotos que ornamentavam as paredes; do Byun com a Tenten, com um casal que sabia ser seus pais, e várias outras com amigos. 

 

— Eu te acordei? — A cara culpada foi demais para ele aguentar. No segundo seguinte suas mãos já estavam apertando as bochechas do outro, achatando o rosto dele entre elas. 

 

— Não, eu já estava acordado quando vi a mensagem. — Sentiu o sorriso do outro entre suas palmas, soltando ele em seguida para olhar em volta pelo cômodo que tinham entrado. 

 

Era um cômodo pequeno, que potencialmente era um pequeno quarto de hóspedes, mas que pelo que via, foi transformado em um mini estúdio de música. Tinha tudo o que Chanyeol era acostumado a ver naqueles filmes musicais em que a pessoa montava um estúdio próprio em casa, infelizmente ele não lembraria o nome dos aparelhos, mas conseguia ver que tudo ali era profissional. O que prendeu seus olhos foi o imenso piano que ocupava praticamente o local inteiro. 

 

— Esse pode ser considerado meu bem mais precioso — ouviu a voz suave atrás de si. — Claro, depois da Tenten. 

 

— É lindo — suspirou fascinado, virando para onde o dono da casa estava parado. — Me lembra minha mãe. 

 

— Sua mãe? — Baekhyun questionou curioso. Não sabia muito sobre a família do outro, sempre que entravam em algum assunto que envolvia pais, Chanyeol falava do pai, mas nunca da mãe.

 

— Uhum. Ela era uma amante da música, tocava quase todos os instrumentos — começou a contar, tomando a liberdade de sentar ao lado do rosado no banco do piano, tocando delicadamente as teclas. — Porém, o amor dela sempre foi o piano. Ela costumava dizer que o piano era uma extensão da alma dela, tudo que ela sentia, transmitia através dele. 

 

— Todo dia antes de eu ir dormir, ela me levava para a sala onde ficava o piano, me colocava sentado ao lado dela e tocava a nossa favorita do Yiruma. Era a canção de ninar dela pra mim. Dizia que era para a bela sinfonia embalar meus sonhos e me trazer uma boa noite de sono —  continuou contando. 

 

— Gostei da sua mãe, ela pensa bonito. 

 

— Sim, ela pensava. — O tom no passado não passou despercebido pelo cantor que juntou as peças do quebra-cabeça. 

 

— Nossa, eu sinto muito, Chanyeol. —  Pede cobrindo a mão grande com a sua pequena, dando um aperto. 

 

— Está tudo bem, foi há muito tempo — deu de ombros. 

 

— Me desculpe, mas como ela… 

 

— Câncer — soltou melancólico. — Eu tinha seis anos. 

 

No segundo seguinte Chanyeol estava sendo rodeado pelos braços do mais velho em um estranho abraço de lado, mas que mesmo assim era confortável. Se permitiu ser confortado por Baekhyun naquele momento, mantendo o contato pelo tempo que pôde até senti-lo afastar os corpos. Respirou fundo, recuperando tanto a calma pelo momento que passaram, quanto pelas memórias que invadiram sua mente. De qualquer forma, gostou de como o vizinho respeitou seu espaço e não fez mais perguntas. Apenas ficou ali, lhe mostrando apoio. 

 

— Bem, porque me chamou aqui? — quebrou o silêncio que havia se instalado. 

 

— Ah, verdade. — falou, como se só agora lembrasse que havia o chamado ali por uma razão. — Eu queria sua opinião em uma música que compus para apresentar semana que vem. Ela se chama Beautiful. 

 

— Wow. Terei o prazer de ouvir uma composição pessoal de Byun Baekhyun em primeira mão? — brincou. 

 

— Considere-se sortudo. Não são todos que podem ouvir essa voz dos deuses pessoalmente. — Se gabou, prendendo o riso pela pose de falsa surpresa que Chanyeol incorporou. 

 

— Ui, perdão aí diva. 

 

E logo os dois desataram a rir. Podiam ser considerados duas crianças levando em conta a mentalidade de ambos, às vezes. 

 

— Me deixa tocar a música pra você, caramba. 

 

—  Mas eu não tô te impedindo, oras. 

 

— Claro que tá — acusou, ainda com traços de riso na voz. — Fica me fazendo rir e me distrai com esse sorriso Colgate na minha direção. Como me concentro em algo, com esse sorriso lindo sendo mandado pra mim? 

 

— Deixa disso, Baek. Toca pra mim, quero ouvir sua música — pediu desconversando. Tudo para que o outro não visse o quanto havia ficado feliz e desconcertado com o elogio que recebeu. 

 

Não foi preciso um segundo pedido. Baekhyun ajeitou a postura no banco e assim que seus dedos tocaram as teclas, o começo de uma linda melodia pôde ser ouvida. A introdução não demorou muito e a voz suave do rosado ecoou, entrando em harmonia com a música sendo tocada. 

 

"Olá, você veio até mim

Entregando seu cheiro tímido

 

No meu sonho nebuloso

Você foi brilhante, deslumbrante

 

Com um coração que vibra, sem saber

Eu fui até você, passo a passo

E eu fiquei ao seu lado

 

Meu coração derrete pelo seu sorriso

Quando nossos olhos se encontram,

Meu coração bate

 

Lembre-se de meu sorriso em seu coração

Pense nisso várias

vezes ao dia

 

Oh, palavras que eu quero dizer a você

Você é lindo"

 

Chanyeol não pôde deixar de olhar para o mais velho ao ouvir o primeiro verso, a expressão concentrada dele prendendo seu olhar de forma avassaladora. Deixou o olhar percorrer cada pequeno detalhezinho da face do outro. Desde os olhos castanhos meio apertados enquanto olhavam para o piano, passando pelo nariz arrebitado, até as bochechas cheinhas que lhe davam vontade de apertar. Pela boca rosada e delicada que se mexia conforme as palavras saiam, pelo pescoço marcado por poucas veias que mostravam o esforço que ele fazia no canto. Pelos braços magros, mas não menos definidos, chegando nas mãos finas e nos dedos longos que se moviam com destreza através das teclas. 

 

Mais uma vez o Park se dava conta da beleza do amigo. Mais uma vez ele sentia o coração retumbar contra sua caixa torácica com tamanha força, que achava que logo ele iria irromper para fora. Baekhyun tinha tanta influência em si e nem sabia disso. Se permitiu fechar os olhos para apreciar ainda mais a voz dele, a letra da música entrando por seus ouvidos e preenchendo sua mente. Se identificava com ela. 

 

" Obrigado por me encontrar

Eu vejo você, sempre o mesmo

 

Seu cheiro forte, que esperou por mim

Me toca profundamente

 

Com esta forte e misteriosa atração

Eu quero abrir minha asas

Em sua direção

 

Meu coração se derrete pelo seu sorriso

Quando nossos olhos se encontram

Meu coração bate

 

Oh, eu cantarei para você em um dia de primavera

Pense nisso várias vezes ao dia

Oh, isso é o que eu penso de você

Você é lindo

 

Quando você fica feliz em me ver,

Meu coração bate

É como mágica,

Estou dando mais um passo à você

 

A nossa estação voltou novamente

Você pode lembrar disso?

Oh yeah all right

 

Eu sou tão sortudo em te encontrar

Se nos encontrarmos novamente,

Eu gostaria de falar com você

 

Voar até você, ficar ao seu lado

Você é lindo"

 

Mal percebeu quando a música parou de tão imerso que estava na letra, ela dizia simplesmente tudo que sentia vontade de dizer ao outro, mas que não tinha coragem para tal. Chanyeol abriu os olhos, virando a cabeça na direção do mais velho quando notou que o silêncio se estendia por tempo demais, contudo, não estava preparado para o que veio. Não estava preparado para a mínima distância que acabaram ficando um do rosto do outro, muito menos pelo olhar que Baekhyun lhe lançava. Um olhar tão intenso e carregado de algum sentimento que não sabia identificar, que chegou a fazer um arrepio correr por seu corpo. 

 

Seus olhos traíras desceram para a boca que anteriormente cantava as mais belas palavras e que agora era maltratada pelos dentes do Byun. Não sabia informar quem foi que se aproximou, porém em um segundo estavam tão perto que as respirações entravam em conflito uma com a outra. Apenas mais uns centímetros e o selar aconteceria. 

 

Só que quando quase se encontraram, uma única palavra piscou na cabeça de Chanyeol. Palavra essa que foi o suficiente para fazê-lo se afastar no mesmo instante, olhando para qualquer coisa presente no estúdio menos para o dono dele. 

 

Ainda se recusando a olhar na direção do outro, levantou-se do banco e começou a desatar a falar, jogando elogios misturados com desculpas para poder ir embora sem dar chances de Baekhyun se pronunciar. 

 

— A música está linda Baekhyun, sério. Amei a letra, sei que a pessoa para o qual você escreveu vai amar — disse, lembrando da conversa que tiveram em que o mais velho confessou que todas suas letras sempre eram destinadas a alguém. —  Desculpa, eu acabei de lembrar que preciso entregar uma aps de semântica, então já vou indo. A canção tá realmente maravilhosa, você vai arrasar com ela semana que vem.   

 

E sem olhar para trás, saiu porta afora. Percorreu o corredor que por algum motivo parecia mais longo, passou pela sala e cruzou todo o curto caminho até chegar em sua casa. Seu peito doía. Uma dor que parecia dilacerar de dentro para fora, uma única palavra sendo a causadora disso. Uma única palavra que era a razão dele saber que nunca teria chance com Baekhyun. 

 

Hétero. 

 

Byun Baekhyun era hétero. 


 

(...)


 

Irritado e frustrado. Mais frustrado que irritado, era como o Park se sentia. Estava sentado encarando a tela em branco do docs tinha horas e simplesmente nada que prestasse saía. Nada. Havia até que escrito algumas cenas, mas logo achava-as ruins e apagava para começar tudo de novo. Preso nesse ciclo, não havia feito progresso algum na história. Tudo culpa daquele dia na casa de Baekhyun, aquele momento tendo embaralhado ainda mais seus, já confusos, pensamentos. 

 

Suspirou cansado, fechando o computador, não ia conseguir escrever nada mesmo, então não gastaria tempo tentando. Olhou pela janela vendo o céu brilhando num azul lindo que o fez tomar uma decisão para descontrair. Levantou da escrivaninha, indo pegar uma calça jeans, decidindo por manter a blusa preta simples que usava. Desceu para o térreo, calçou o tênis depois de pegar celular e carteira, trancando a casa e saindo na direção que lembrava ser o parque do bairro. 

 

Andou menos que vinte minutos e conseguiu visualizar o parque que havia esquecido o nome agora, mas que era o favorito das pessoas de seu bairro para ir com a família num domingo à tarde. Caminhou através das pessoas até achar uma árvore em frente a um laguinho que possuía uma sombra maravilhosa, perfeita para ele sentar. Ficou ali de olhos fechados, aproveitando a brisa batendo contra seu rosto, o cheiro da grama servindo como um calmante para seus nervos. 

 

Sua mente sempre fora algo que tinha a capacidade de se encher de pensamentos, costumava defini-la como o centro da tempestade. Nunca tinha controle sobre eles, então  a deixa pensar e pensar, até se cansar. Só que nunca sua mente ficou tão sobrecarregada sobre algo quanto ficou quando Baekhyun surgiu em sua vida. Ele não foi seu primeiro amor, nem seu segundo, muito menos seu terceiro, mas mesmo assim foi o que mais marcou. Chanyeol poderia afirmar, com total convicção, que nunca gostou de alguém como gosta de Baekhyun, nem sabia se podia dizer gostar mais, pois o que sentia parecia transpassar o significado de apenas gostar. 

 

Achava que podia estar amando-o. 

 

E isso o assustava de forma tremenda. Havia gostado de muitas pessoas, contudo, havia amado poucas. A força desse sentir o aterrorizava, o medo de nunca ser recíproco sendo o que mais pesava em sua decisão de guardar esse possível amor. 

 

Achava engraçado que considerava tão fácil escrever sobre o assunto, tantos romances lidos e assistidos pareciam dar o entendimento necessário para que pudesse colocar em palavras nas histórias o amor em sua forma linda e pura, mesmo que nunca o tenha vivido ou realmente compreendido. Questionava-se se era por isso, por estar se colocando de verdade na fanfic do concurso que tudo parecia fluir de forma difícil. É fácil falar dos outros, escrever de pessoas fictícias, porém nunca é fácil falar sobre si próprio. 

 

Baekhyun é hétero. De início, com os incentivos que recebia de Kyungsoo sobre como precisou de coragem para ir chamar Sooyoung para sair antes que alguém o fizesse, primeiro pensava sobre criar vergonha na cara e tentar interagir com o vizinho, porém um dia viu ele com uma mulher. Ambos interagindo com tamanho carinho que foi impossível não notar que havia um sentimento de amor entre eles, foi ali que deu o veredito final para seu sentimento. Seu amor virou platônico. 

 

Mas as coisas estavam confusas demais. Desde aquele dia em que realmente conversaram no bar, se aproximaram de forma extremamente rápida, e tinha atitudes, ações, de Baekhyun que davam a entender que ele sentia o mesmo. Só que tal coisa é impossível. Esses momentos em que ele parecia retribuir acendiam uma chama de esperança em Chanyeol, uma ilusão que logo morria ao lembrar que tal reciprocidade nunca ocorreria de fato. Sinceramente, achava que quem inventou o amor fez isso só para ferrar com as pessoas. Queria que fanfics fossem reais, porque daí poderia nascer numa realidade de soulmates e não sofreria por platonicidade, pois já teria a sua metade da laranja. 

 

Ah, o poço de auto sofrimento parecia ficar cada vez mais fundo. Teria continuado nessa fossa sentimental, sentia que estava quase encontrando petróleo, mas uma coisa lambendo seu rosto acabou o acordando do transe que se encontrava. E não poderia ter ficado mais chocado com o que encontrou quando abriu os olhos que estavam fechados desde que havia se sentado. 

 

— Bombom? — Se perguntou confuso ao avistar um cachorro, igualzinho ao que tanto observou na casa ao lado da sua, sentando do seu lado com a língua para fora. 

 

— Tenten. 

 

Teve sua pergunta sobre a identidade do cachorro respondida com o grito do nome dela vindo de trás de si. Nem teve tempo de virar o corpo que logo a silhueta de um Baekhyun se apoiando nos joelhos, ofegante como se tivesse corrido uma maratona, apareceu em sua frente. 

 

—  Baek — soltou surpreso. O universo parecia brincar consigo.

 

— Chanyeol? Ei — cumprimentou surpreso ao reconhecer a pessoa que acariciava seu cachorro. Não se viam desde o dia em que pediu a ajuda dele com a música, o mais novo parecendo lhe evitar e, por mais que eles ainda falassem por mensagem, o Park nunca ficava muito tempo on, sempre respondendo curto e rápido. 

 

— Veio passear com a Tenten? — tentou quebrar o clima tenso entre eles, afinal Baekhyun não tinha culpa do que ele sentia. 

 

— Sim. Ela estava muito tempo sem sair de casa, isso estressa o cachorro. 

 

— Entendi. Acho que nunca tinha realmente ficado tão perto dela assim, ela é uma gracinha — elogia acariciando a cabeça dela com uma voz fofinha. —  Por que será que a gente sempre fala com voz de criança com animais fofos? 

 

— Acho que eles trazem a criança da gente. 

 

— Tenten você é tão fofa. Quero te levar pra casa comigo, que tal? Deixar de ser uma Byun e virar uma Park? 

 

— Ela gosta muito de ser uma Byun, okay? 

 

— Ela podia ter os dois sobrenomes, mas você não colabora — sussurrou ainda brincando com a Chow-chow. 

 

— Falou algo? 

 

— Nada não — disfarçou. — Por que você parecia que correu uma maratona quando chegou? 

 

— Ah, é que essa levadinha aí — apontou para a cachorra que parecia saber que o dono falava de si, chegando perto dele e lambendo-lhe a mão. —  Se soltou da coleira me fazendo ter que correr atrás dela feito um louco. 

 

Chanyeol só conseguiu rir imaginando a cena de um baixinho de cabelos rosas correndo feito doido atrás de uma bola de pelos. 

 

— Vai, ri da minha desgraça mesmo — briga com o acinzentado, aproveitando o momento de distração da cachorra para prender a coleira nela novamente. 

 

— Admite que até você riu da própria situação, Baek. Te conheço — ditou acusatório, ganhando um dar de ombros em resposta. 

 

— E você? Veio no parque por que? 

 

— Precisava dar uma espairecida, muita coisa na cabeça. 

 

— Hum.  Então não está fazendo nada agora? 

 

— Não, por que? 

 

— Quer não fazer nada com a gente? — convidou apontando para si próprio e para o animal de estimação. 

 

Baekhyun estava arriscando nesse convite, tinha medo de acabar afastando o maior se não desse espaço para ele. Esperou a resposta ansioso, observando a face pensativa do Park. Não conseguindo prender o imenso sorriso ao ganhar uma resposta positiva. Se levantou esticando a mão para o outro que aceitou a ajuda para levantar, só que, ao contrário do que o estudante de letras pensou, Baekhyun não soltou as mãos depois dele se encontrar de pé. Simplesmente começou a andar na direção que Tenten queria, puxando Chanyeol junto. 

 

Bem, o que é um peido para quem tá cagado, não é mesmo? Pensou observando o sorriso feliz do mais velho. 

 

Passearam por todo o parque enquanto conversavam sobre os mais diversos assuntos, desde sobre como foi criada a agenda 21, quanto sobre quando sairia a nova atualização do mangá de Haikyuu. Brincaram com Tenten como se fossem duas crianças novamente, quando ela cansou, sentaram em algum banco pelo parque e simplesmente continuaram a falar, migrando de tópico a tópico. Quando viram que entardecia começaram a andar de volta para casa, parando na sorveteria que havia no caminho para se refrescarem com um picolé e voltaram lado a lado. Riram bastante juntos, principalmente quando Chanyeol quase deu de cara no poste ao estar distraído — distração essa que ele disse ser pelo carro que passou, mas na verdade era pela visão do outro comendo o picolé. Material de pwp com toda certeza —, só que tudo que é bom acaba rápido, e logo estavam na frente da casa do Byun. 

 

— Obrigado por fazer companhia pra gente, Chan. 

 

— Eu que agradeço pelo convite e desculpa por atrapalhar o passeio de vocês — pediu, sentindo o tapa fraco de Baekhyun em seu braço. 

 

— Não fala isso — repreendeu. — Você nunca me atrapalha. E se acha que sua presença me atrapalha, eu amaria ser atrapalhado mais vezes por você. 

 

— Por que você precisa falar essas coisas? Você é mau Baekhyun — soltou sôfrego sem pensar no que dizia, se arrependendo da frase no segundo que viu a careta confusa tomar conta da face dele. 

 

— Não entendi. Como assim? 

 

— Não é nada — desconversou. — Vou entrando. Boa noite, Baek. 

 

— Chanyeol, o que quis dizer com isso? — perguntou sério, segurando o outro pelo braço e impedindo sua saída dali. 

 

— Você quer mesmo saber? 

 

— Quero. 

 

Chanyeol já havia pensado muito, estava cansado de pensar. Então se permitiu os tais cinco segundos de coragem cega que Kyungsoo sempre lhe dizia para ter, e colocou em uma única pequena ação o que sempre quis dizer em palavras a Baekhyun. 

 

Quando viu, já estava feito. Quando virou e caminhou para sua casa sem olhar para trás, o arrependimento batia em si. Mas estava feito. 

 

Havia beijado Baekhyun. 


 

(...)


 

— Chanyeol, presta atenção. Já é a quarta bebida que tu entrega errado. — Minseok repreendeu o amigo pelo que devia ser a décima vez naquela noite. 

 

— Foi mal, hyung — pediu, voltando a tentar focar no trabalho. 

 

A verdade é que nada conseguia tirar sua atenção do fato que iria ser obrigado a ver Baekhyun aquela noite. Estava fugindo dele como o diabo foge da cruz há uma semana, tinha até mesmo bloqueado o contato dele com medo do que ele poderia mandar na aba de conversa deles. Sempre que saía de casa, olhava se a área estava limpa pelas janelas e havia inclusive pegado suas duas folgas atrasadas nos dias de trabalho dele como cantor, só para evitar vê-lo. 

 

Tristemente, não tinha como faltar no trabalho novamente, então lá estava ele numa pilha de nervos esperando a hora que Baekhyun subiria ao palco para realizar sua apresentação da noite. Acabou de entregar um shot de vodka para um cliente quando ouviu a voz que tanto conhecia lhe chamar. Respirou fundo se virando na direção dele, sentindo todo o ar que havia acabado de inspirar, desaparecer no mesmo segundo. 

 

— Qual bebida vai querer? — perguntou profissional. 

 

— Chanyeol, a gente precisa conversar — afirmou seriamente, ignorando a pergunta do outro. 

 

— Eu preciso trabalhar, Baekhyun. 

 

— Vai fugir de mim até quando? 

 

Foi a última coisa que Chanyeol ouviu antes de ir atender um cliente do outro lado do balcão. Acabou perdendo-o de vista quando, ao olhar de relance, não o viu mais no lugar de antes. Direcionou todo seu foco para o trabalho, o usando para manter a mente ocupada e os pensamentos longe. Ele só não contava com a presença cedo demais de um baixinho rosado subindo no palco com apenas um violão em mãos, batendo no microfone de leve chamando a atenção para si. 

 

— Boa noite pessoal — desejou, sentando no pequeno banco que tinha ali e ajustando o microfone para ficar na sua altura. — Hoje eu vou começar o show de uma forma diferente. Hoje vou começar falando um pouco sobre a pessoa que foi a inspiração da música à seguir. 

 

Uivos sugestivos foram gritados pela platéia, fazendo Baekhyun rir. 

 

— Essa pessoa é uma das pessoas mais incríveis que já conheci, porém tem um péssimo hábito de fugir de mim e ela faz um trabalho incrível, considerando que somos vizinhos — contou franzindo as sobrancelhas. — Não importa quantos sinais eu dê a ela demonstrando que sinto algo a mais, no final, ela sempre me afasta. Acreditam que conheci essa pessoa através de um site de fanfics? 

 

A platéia riu juntamente ao músico e alguns funcionários, porém um barman se encontrava chocado demais para fazer algo que não fosse encarar o outro. 

 

— Eu tenho esse autor favorito desde sempre sabe, acompanhava todas as histórias dele por achar que ele sabia passar o verdadeiro sentimento das coisas. Imaginem minha surpresa ao me dar conta de que reconhecia algumas das cenas que aconteciam nelas?

 

Falou tudo isso com uma cara de choque. Mantendo o olhar na platéia, sem olhar nenhuma vez para o bar. 

 

— Comecei a prestar mais atenção nos detalhes, ficando chocado em perceber similaridades com o par romântico do personagem principal, até que um dia a luz veio e eu pensei comigo mesmo: Ei, esse sou eu. Foi assim que eu acabei descobrindo que meu escritor favorito era também meu vizinho, e que ele tinha um crush em mim. 

 

Chanyeol sentia o mundo girar. Deus, era ele ou tinha ficado meio sem oxigênio no ar de repente? 

 

— Isso me fez passar a observar melhor o carinha alto de cabelos tingidos de um cinza claro que morava ao lado, cheguei até a ter pequenas interações com ele. Continuei fingindo que não sabia quem ele era, continuei acompanhando todas as fanfics, continuei com essa rotina até me deparar com mais um fato. Eu havia começado a desejar que todas as coisas que fazíamos nas histórias viessem a acontecer na vida real. 

 

Uma pequena pausa ocorreu na fala do Byun, acho que ele sabia que Chanyeol precisava dela para voltar a respirar. 

 

— Comecei a pensar em como eu poderia me aproximar dele, queria conhecê-lo mais. E acho que o destino resolveu ser bonzinho comigo porque acabei conseguindo emprego no mesmo lugar que ele, e adivinhem? — levantou e desceu as sobrancelhas sugestivamente. — Trocamos números aquela noite. 

 

O Park corou com o barulho que a platéia fez com aquela insinuação do cantor. Que vergonha. 

 

— Nos aproximamos mais rápido do que pensei, tínhamos muita coisa em comum ao mesmo tempo que tínhamos diferenças que apenas agregaram mais ainda na conversa. Porém, ficamos só nisso, pelo celular. Até que um dia, o chamei para minha casa com a desculpa de precisar de opinião sobre uma música que, guardem segredo, era feita para ele. 

 

— Acabamos tendo um momento, um clima entre nós e chegamos perto de nos beijarmos. Só que quando eu estava para quebrar a distância, ele simplesmente se afastou e saiu de casa na primeira oportunidade. E naquele instante um único pensamento me passava a cabeça, que era, levei um fora. 

 

Pera, que? Baekhyun achou que Chanyeol havia lhe dado um fora? 

 

— Só que no dia seguinte, após ter o encontrado aleatoriamente no parque e de ter passado a tarde com ele, eu ganho uma surpresa. Ele me beija e, deus, pareciam ter borboletas no meu estômago. Clichê, eu sei — fala quando escuta a platéia fazer um coro de Awn. 

 

— Mas antes que eu possa falar algo sobre o beijo, mais uma vez ele foge de mim. Ele faltou até no trabalho para não me ver, gente, vocês acreditam? — A careta incrédula do cantor causa mais uma ronda de risos. — Daí, já que ele não me deixava ter uma conversa com ele para falar tudo que eu queria, acabei pensando numa forma de fazê-lo me ouvir. E que forma melhor do que a música para isso? 

 

Nesse momento ele começa a dar os primeiros toques no violão, e se Chanyeol não estava em lágrimas antes, agora ele já era um poço de choro. 

 

"Homens sábios dizem

Que só os tolos se apressam

Mas eu não consigo evitar

Me apaixonar por você

 

Se eu ficasse

Seria um pecado

Se eu não consigo evitar

Me apaixonar por você?

 

Como um rio que corre

Certamente para o mar

Querida, é assim

Algumas coisas estão destinadas a acontecer " 

 

Chanyeol nem percebeu quando começou a sair de trás do balcão e seguiu a curtos passos para mais perto do palco. Parecia enfeitiçado. 

 

"Pegue minha mão

Tome minha vida inteira também

Porque eu não consigo evitar

Me apaixonar por você

 

Como um rio que corre

Certamente para o mar

Querida, é assim

Algumas coisas estão destinadas a acontecer "

 

E os olhos de Baekhyun encontraram os do outro, passando a cantar enquanto mantinha essa troca de olhares. 

 

"Pegue minha mão

Tome minha vida inteira também

Porque eu não consigo evitar

Me apaixonar por você

 

Porque eu não consigo evitar

Me apaixonar por você"

 

— Eu não consigo evitar estar apaixonado por você, Chanyeol. 

 

Sabe, Chanyeol era tímido. Odiava falar na frente de muitas pessoas, de ser o centro das atenções e tudo mas, naquela noite, nada disso importou quando olhando nos olhos de Baekhyun invadiu o palco e o beijou com tudo que tinha em si. Não existia gritos da platéia, não existia vergonha, a única coisa que importava ali era a boca do outro na sua. A única coisa que importava era que ele também não conseguia evitar de estar apaixonado por Byun Baekhyun. 


 

(...)


 

— Prontinho. Fanfic do tema amor impossível enviada, agora é só esperar os resultados do concurso. 

 

Falou suspirando feliz por finalmente ter terminado e enviado a história, tinha ficado com medo de perder o prazo, já que acabou reescrevendo-a inteira, mas graças às madrugadas acordado conseguiu chegar ao fim.  

 

— Finalmente terei meu namorado de volta? — Baekhyun falou abraçando o outro por trás. 

 

— Você fala como se eu não tivesse te dado atenção nenhuma. 

 

— E não deu. Me deixou ao relento —  dramatizou dando a volta na cadeira e sentando no colo do namorado. — Só perdoo você porque sei que estava escrevendo nossa história. 

 

— Não te incomoda, mesmo, nossa história estar sendo exposta numa fanfic? 

 

— Não. Foi graças a ela que nossa história começou, acho justo mostrarmos por ela que estamos, não em um final, mas em uma continuação —  falou se aconchegando melhor nos braços que agora rodearam sua cintura. 

 

— Já falei que você é perfeito? 

 

— Hum, hoje ainda não. 

 

— Você é perfeito — ditou selando os lábios nos do, agora, loiro. 

 

— Sabe o que eu percebi? 

 

— O que? 

 

— Que por trás de toda fanfic, sempre tem uma pitada de verdade. 

 

— Que tal trazermos uma pwp para a realidade? — sussurrou mordendo o lóbulo do mais velho. 

 

—  Acho que você poderia estar usando essa bela boquinha em outro lugar. 

 

No instante seguinte, a boca do músico já se encontrava desfrutando do pescoço branquinho do namorado, mordendo, lambendo e chupando. As mãos grandes de Chanyeol apertando sua cintura com força sendo incentivo suficiente para que fizesse da pele do outro uma tela que seus lábios faziam questão de pintar cada pedacinho. Seu corpo ficando mais quente ao escutar o primeiro gemido do maior ao chupar bem em cima da veia pulsante.  

 

Começou a traçar um caminho pelo peitoral já despido do mais novo, dando uma atenção especial para as clavículas bem marcadas, que eram com certeza uma das suas partes favoritas do corpo do outro, antes de descer mais um pouco, finalmente alcançando onde queria. Deixou sua língua passar pelo mamilo rosado antes de puxá-lo devagar entre os dentes, fazendo um arrepio subir pelo corpo de Chanyeol pela pequena dor sentida, que Baekhyun sabia que ele adorava sentir. 

 

Logo repetiu o mesmo tratamento no outro mamilo. Revezou entre eles por um tempo antes de voltar a descer, deixando beijos e mordidas pelo abdômen definido, que descobriu existir graças aos dias que foi levado pelo casal de amigos para academia por acharem que o estudante de letras andava muito sedentário. Precisava lembrar de agradecer a Kyungsoo e Sooyoung por isso qualquer dia desses. 

 

Chegando na bermuda que ele usava, o músico ditou uma única ordem enquanto abaixava de uma vez a mesma. 

 

— Vira de quatro pra mim, Channie. 

 

Chanyeol não demorou nem mais um segundo para chutar a bermuda pelos pés, virando na cadeira —  que nunca agradeceu tanto por ser daquelas que fixam bem no chão —, ficando de quatro nela da melhor forma que pode, empinando bem na direção do Byun que já havia tirado suas roupas e agora observava o traseiro do namorado balançando em provocação. 

 

Baekhyun apenas conseguiu suspirar extasiado pela visão que tinha, ficou alguns segundos apreciando enquanto movia a mão sobre seu falo já duro pelas interações anteriores. Se aproximou, colocando as mãos em cada nádega, apertando com força antes de abri-las o suficiente para poder ver o buraquinho do outro piscando por si. Não sentiu a dor quando seus joelhos encontraram o chão, só o calor que subiu pelo seu corpo quando escutou o gemido alto de Chanyeol que chamava seu nome quando sua língua começou a chupá-lo, fazendo o famoso beijo grego. 

 

Sabia que não tinham lubrificante graças a terem usado tudo durante o mês passado, mas sabia também que o escritor adorava quando faziam sem, apenas com a lubrificação de sua saliva. Então tratou de chupar com dedicação ali, penetrando um dedo quando sentiu que podia, mexendo-o enquanto ainda o fodia com a língua. Os gemidos altos de prazer de Chanyeol o deixavam ainda mais desejoso dele, amava como ele era vocal nesses momentos. Três dedos seus já o invadiam quando escutou o pedido dele. 

 

—  Baekhyun, já está bom, me fode. Por favor, me fode —  implorou ser vergonha. Sabia que quando acabassem, lembraria disso e a timidez voltaria, mas naquele momento só queria senti-lo dentro de si. 

 

No instante seguinte, Baekhyun o invadia lentamente para não machucá-lo. Quando enfim estava todo dentro dele, ambos gemeram em uníssono. Nunca cansariam da sensação que era estarem conectados, não eram virgens quando ficaram juntos pela primeira vez, porém tudo parecia ainda melhor apenas por estarem fazendo isso um com o outro. Chanyeol dizia que isso era porque havia amor envolvido e Baekhyun não poderia concordar mais.

 

—  Sabe, sempre imaginei como seria te foder nessa cadeira —  sussurrou, beijando as costas do mais novo. 

 

—  Baek… Não me tortura. Ah… —  pediu quando o Byun começou a se mover lentamente dentro de si. 

 

—  Por que estou te torturando, amor? Não estou te dando o que você queria? —  perguntou cínico, dando uma estocada forte e arrancando um gemido longo do outro que balbuciava. —  Não entendo o que você está falando, amor. Me fala o que você quer. 

 

—  Forte —  pediu baixo, virando a cabeça na direção do outro e repetindo firme — Eu quero que me foda com força, Baek. 

 

—  Seu pedido é uma ordem. 

 

E as estocadas passaram a ser rápidas e irem mais fundo dentro de Chanyeol, que gemia em alto som o nome de Baekhyun, que incentivado por eles, ia ainda mais fundo. Quando percebeu um gemido mais sôfrego do outro percebeu que tinha achado o ponto especial, passando a tentar acertar sempre ali. Segurou no queixo de Chanyeol virando o suficiente para conseguir alcançar sua boca, começando um beijo da melhor forma que podia pela posição pouco propícia. 

 

—  Baek.. Ah… Eu vou..

 

—  Eu também, amor. Goza pra mim.

 

E Chanyeol acatou a ordem na hora liberando seu ápice por todo encosto da cadeira, o aperto em seu membro fazendo Baekhyun chegar ao seu limite dentro do mais novo. Mantiveram a posição por uns minutos, recuperando o fôlego, logo se movendo para a cama sem se limpar mesmo e se aconchegando um no outro. Ficaram ali trocando beijos carinhosos. Eles gostavam de carinho após às relações. 

 

Baekhyun sentiu o coração acelerar quando Chanyeol lhe olhou sério e falou, pela primeira vez desde que estavam juntos, as três palavrinhas mágicas. 

 

—  Eu acho que te amo —  soltou, vendo o namorado ficar atônito por um segundo antes de sorrir colando as testas. 

 

—  Ah, é? Pois eu tenho certeza que amo você. 

 

Não foi necessário mais nenhuma palavra para que Chanyeol atacasse a boca do outro. No fim, a história de amor impossível sofreu um plot twist do destino. Mas Chanyeol não poderia estar mais feliz com o novo final de sua história, afinal, quem não ama finais felizes?

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^
Perfil do doador do plot: https://www.spiritfanfiction.com/perfil/suga08


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