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História Por trás da Máscara - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capítulo 4


Pain garantiu que os vidros com o penúltimo dos elementos que precisava estava muito bem guardado e protegido e olhou para o relógio na parede.

- Cinco minutos. – murmurou e deu um sorriso de lado – Ela tá ficando devagar.

- E você tá ficando abusada. – a voz de Supernova soou atrás da vilã, que virou para ela.

- Supernova. Como vai?

- Como vai? Mas que...

- O que? Só porque eu vou arrebentar você não posso ser educada?

- Seja lá o que você pegou devolve antes que eu tenha que pegar de volta. – rosnou.

- Eu te irritei, foi? – Pain riu por um segundo, ficando séria logo em seguida – Vem pegar.

O mais rapidamente que pode Supernova avançou sobre Pain, que desviou no ultimo segundo, acertando um soco no estomago da super-heroína, que sentiu o ar lhe escapar. Pain aproveitou a oportunidade para acertar as costas de Supernova, que caiu de quatro, ainda recuperando o folego.

A vilã pegou a arma que carregava na cintura, mas Supernova respirou fundo e levantou, acertando o rosto de Pain, que cambaleou para trás.

Supernova acertou uma série de socos na vilã, que apertou a arma em sua mão. Apesar da força dos golpes que poderiam quebrar suas costelas, – mesmo que Supernova não colocasse toda a sua força neles -  Pain aguentou os socos até encontrar uma brecha. Segurou a mão direita da outra que, pega de surpresa, demorou para se defender, e usou a arma para acertar sua cabeça.

Supernova cambaleou um passo para trás com a visão turva e piscou algumas vezes. Quando se recuperou a heroína olhou em volta e respirou fundo.

Pain tinha fugido. De novo.

- Controladora, ela fugiu.

- Não fugiu não. – a voz de Selena soou em seu ouvido.

- O que?

- Câmera por calor. Ela ainda tá ai. Na mesma sala que você.

- Mas que...

- Falando sozinha?

Antes que Supernova conseguisse virar, Pain passou os braços por seu pescoço e apertou sua garganta, a fazendo perder o ar rapidamente.

- Você não anda lutando muito bem, sabia? – Pain debochou, sussurrando no ouvido da garota.

- Supernova, o que aconteceu? – a voz de Selena soou preocupada.

Supernova levantou se curvando para a frente e jogando Pain no chão por cima do ombro ao mesmo tempo que sentia algo cortar a lateral de seu corpo de sua cintura até abaixo de seu ombro.

A heroína respirou fundo, sentindo o sangue escorrer do corte, que havia sido além do superficial.

Pain sorriu vendo a expressão de dor da Supernova e fechou o objeto pontudo que a heroína não conseguiu identificar enquanto levantava.

- É sempre bom lembrar que você sangra. – debochou.

- É sempre bom lembrar que você também.

Supernova avançou sobre Pain, acertando três socos seguidos na vilã, que tropeçou para trás sentindo o ar faltar.

- Não é tão legal quando é com você, não é? – a heroína falou, mas sentia que a perca de sangue começava a afeta-la.

O soco seguinte foi mirado no rosto de Pain, que se inclinou para trás no ultimo segundo.

- Supernova, o que houve? Seus sinais vitais estão alterados.

- Eu poderia acabar com você, Supernova. Sabia disso?

- Supernova, você precisa sair dai.

- Não, você não poderia. E nós sabemos disso, Pain, porque você tenta há anos.

- Supernova, você precisa voltar pra cá antes que desmaie.

- Será que eu tento?

- Demetria, agora! – a voz de Dallas reverberou pelo cérebro da heroína ao mesmo tempo que Pain avançava.

Pain mirou o soco no rosto de Supernova, que segurou seu pulso a centímetros do alvo e a empurrou com toda sua força, a fazendo voar por cima de uma mesa e ir parar na outra a deixando tonta.

No segundo seguinte, Supernova voava janela a fora.

Pain demorou alguns minutos para levantar, mas quando o fez, tinha um sorriso no rosto enquanto observava o sangue que havia conseguido.

 

***

 

- Que droga, Demi. Quando Selena te fala pra voltar, você volta!

- Dallas, eu estou bem.

- Você tem alguma ideia do quão feio tá esse corte?

Demi suspirou e girou a cabeça para olhar a irmã, que trabalhava na lateral de seu tronco, por cima do ombro.

- Eu to sentindo, Dal.

- Não, não tá.

- Mas senti na hora. Dal, você tem que parar de se preocupar tanto. Eu to bem e... Aí! Eu senti isso, Dallas.

- Desculpa.

Dallas suspirou e voltou a se concentrar no que fazia, as vezes resmungando coisas que Demi preferia não entender.

- Levanta. – Dallas mandou e, com dificuldade e a ajuda da irmã, Demi obedeceu.

- Parou de sangrar?

- Parou. Foi sorte você não ter desmaiado. Perdeu muito sangue.

- Disso não vou discordar.

- Vem, vamos dar um jeito nisso.

Dallas ajudou a irmã a deitar em uma outra maca, colocou o aparelho que chamavam de protetor sobre a irmã e a empurrou para dentro da sala onde Selena já as esperava.

- Conseguiu estancar?

- Consegui, mas não sei se foi permanente. Vamos acelerar isso.

- Ok.

Dallas posicionou a maca dentro da maquina que lembrava muito uma maquina de ressonância e se aproximou de Selena, que já dava os comandos.

- Ok, Demi. Tá me ouvindo?

- Uhum. – a Lovato murmurou, ainda fraca.

- Preciso que ponha o braço pra cima da cabeça. – Pediu e Demi obedeceu – Ok, você já sabe como funciona. Aguenta firme.

Três cabos se conectaram ao protetor, e Demi suspirou enquanto sentia a maquina trabalhar em sua pele.

Dez minutos depois Dallas se aproximou de novo de puxou a maca para longe da maquina.

- Demi?

- Tira isso de mim. – pediu.

Dallas retirou o protetor e Demi sentou, se sentindo tonta. Olhou para sua lateral e respirou fundo.

- Mais uns três dias pra ficar cem por cento.

- Eu sei.

- Tá enjoada?

- Um pouco. – confessou – Odeio essa maquina.

- Se não fosse por ela, você ia ficar bem um mês com esses pontos. – Selena falou se aproximando.

- É uma relação de amor e ódio.

- Aqui, um pouco de agua gelada vai ajudar.

Demi tomou o copo que Selena oferecia em um único gole.

- Consegue levantar? Você perdeu bastante sangue...

- Eu só preciso descansar um pouco.

- Quer que eu puxe o sofá pra você? – Dallas ofereceu.

- Eu agradeceria, mas não acho que eu vou deitar pra dormir agora. Tem algum problema lá em cima?

- Lá tá tudo tranquilo, não se preocupe. Você precisa descansar.

- E os funcionários deveriam ver a minha cara de vez em quando.

- Demi, vai descansar, tá bem? Quando você estiver melhor sobe e vai dar uma volta pelo lugar. Agora o que você precisa é tomar alguma coisa quente, comer um pouco e deixar o processo da maquina fazer efeito.

- Mas, Dal...

- Demetria, por favor.

- Ok. – Demi suspirou, rendida, seguindo Dallas para fora da enfermaria.

 

***

 

Miley observou os roxos que se espalhavam pelo seu corpo e suspirou, tocando em um particularmente dolorido.

- Maldita. – murmurou, sentindo as lagrimas de dor se acumularem com o toque.

Com dificuldade, Miley foi até a área de enfermaria e pegou o frasco com sua mistura que deixava ali, para brigas mais sérias como aquelas. Tinha seu próprio jeito de se curar rápido, mas a formula era perigosa e não podia ser usada com frequência. Mas, naquele momento, sentindo que poderia ter quebrado uma costela, Miley tomou um longo gole.

Apesar da vontade de terminar o motivo de aguentar os murros, Miley colocou os dois vidrinhos que conseguira em cima da mesa na parte de pesquisas e subiu para sua casa, saindo pela porta escondida atrás da lareira – que, por fora, precisava ser aberta por dentro desta – direto para sua cama, onde se jogou do modo que estava, apenas de lingerie, e dormiu, esperando que o remédio fizesse o efeito necessário.

Apesar das dores, saber que agora tinha tudo o que precisava para seguir com seu plano ajudou Miley a dormir mais rápido.

 

***

 

- Tenho certeza que você pode fazer melhor, moleque. – o rapaz sentiu o murro em seu ombro e respirou fundo – Tá esperando o que? Aquela super-heroínazinha aparecer e destruir tudo de novo?

- Eu só preciso de um minuto.

- Ela não se da um minuto.

- Eu preciso descansar um pouco, ok?

- Não. De novo. Agora.

O rapaz respirou fundo e deu três passos a frente, dando três socos seguidos no bloco de concreto, que rachava a cada golpe.

No quarto soco o objeto rachou ao meio, e o rapaz utilizou as mãos para afasta-los, deixando a marca de seus dedos no bloco maciço maior que ele.

- Aposto que ela faria em dois, seu...

O homem foi calado pelo soco do rapaz no bloco, que enterrou sua mão ali, e sorriu.

- Um pouco melhor.


Notas Finais


O que estão achando?
A gente se vê semana que vem!


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