História Por Trás da Morte - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Original, Romance
Visualizações 7
Palavras 1.379
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - O Relato de Martha


Me lembro como se fosse ontem, era tarde, antes de dormir adorava escrever contos, contos são realidades alternativas. Em contos tudo pode dar certo, situações precisas podem ocorrer no tempo certo e pessoas perfeitas podem existir. Digo realidades alternativas, pois elas existem, em mim, sou capaz de conversar com meus personagens, os conhecendo e tornando-os cada vez mais complexos, alternativas pois não posso toca-los, ou sequer  ve-los, como outra dimensão, que eu não faço parte, mas mesmo assim ela está dentro de mim. Mas o que eu menos esperava, é que a realidade pode sim ser precisa e acontecimentos dela podem ocorrer no tempo exato para resultar em fatos que podem mudar nossas vidas pra sempre. Me desculpe, nem sequer me apresentei, me chamo Martha, Martha Le Moir e esta historia começa quando era bem nova, não me recordo quantos anos tinha... Algo antes dos 20, morava com minha mãe em uma casa humilde porém aconchegante. Estava muito cansada, então não consegui por no papel tudo que tinha em mente aquela noite, e no dia seguinte, precisaria estar bem disposta, afinal, teriamos um festival anual em nossa cidade, em que comemoramos nossa independencia, uma historia emocionante, mas fica pra outra hora, todos vão a este feriado, e temos teatro, dança contos, e uma serie de atrações, mal podia esperar para ir, então dormi rapidamente ansiosa para o dia seguinte. 

Quando acordei, o sol estava maravilhoso, um daqueles dias que tem um sol bonito mas não forte suficiente para fazer sentir calor, me arrumei com meu melhor vestido, embora não seja caro, tinha um grande valor sentimental, minha mãe, o fez para mim a proprio punho, parti andando sorridente. Lá vi tudo de esperado, brincadeiras como tiro ao alvo com premios como ursos broches e coisas assim, porém, esse ano uma coisa diferente aconteceu, e como se fosse um conto escrito por mim mesma, eu tropecei em um degrau e caí de uma forma bem vergonhosa, ao abrir os olhos vendo o chão, vi dois pés, uma bota bonita, então, muito timida ergui meus olhos e quando finalmente estava olhando para cima, vi um rapaz, um pouco assustado com a queda, mas se prontificou a ajudar estendendo a mão para mim. No momento quis que isso jamais tivesse acontecido, mas hoje me lembro com bons olhos... "Qual o seu nome?" ele perguntou respondi, ainda muito timida, ele se apresentou, seu nome era Dinardo, no inicio achei engraçado e diferente conversamos bastante, ele era forte, uma das brincadeiras consistia em martelar um botão que empurrava uma bolinha pesada para o alto de um medidor com a altura marcada, caso chegasse a 2 metros, batia em um sininho, e você ganhava um brinde a sua escolha, em sua primeira tentativa, Dinardo obteve êxito, e então se aproximou dos prêmios, e voltou com um sorriso largo no rosto me trazendo um anel pequeno com uma pedrinha brilhante, ele colocou em meu dedo, se esforçando para ser o mais delicado que podia. Eu provavelmente devia estar vermelhinha de vergonha, mas achei lindo, e não consegui tirar o sorriso do rosto."Sempre que olhar esse anel, lembre-se de mim", sempre me apeguei em valor sentimental, e achei lindo o gesto dele, então não me importei com o material do anel, que não devia ser muito valioso... Estava encantada, me sentia minhas personagens, e me assustava como a realidade podia se parecer tanto com um conto, escrito por alguem para dar tudo certo! Era perfeito, e me entregava cada vez mais a esta historia que seja la quem estivesse escrevendo, ansiosa para saber o fim. Estavamos os 2 no fim da tarde, sentados num banco... Foi quando ele olhou fundo nos meus olhos, como eu me lembro daquele momento, meu coração disparou, meus olhos se encheram d'agua, eis que então, ele colocou, gentilmente sua mão em minha cintura, me encarou com olhos que me confortavam, e me provocavam um pouco, quando me dei conta, meu rosto estava se aproximando do dele, e ele aproximava mais o dele do meu, frações de segundos que pelo tanto de detalhes que me lembro pareciam horas minha mão suando frio, foi então que o contato aconteceu, era definitivamente a mulher mais feliz deste mundo! Fechei meus olhos e me entreguei a isso, aquele mar de sensações novas, foi quando me afastei e vi ele em seu angulo mais lindo colocou seus dedos entre os meus e apertou minha mão, me dando um sorriso de conforto, sorri com os lábios junto. Sem sombra de duvidas foi meu dia mais lindo... Ao chegar em casa contei a minha mãe sem dar muitos detalhes e ao me deitar, o sorriso me veio aos lábios, e a vontade de terminar aquele conto ja não existia mais, acho que enfim tinha me entendido, dar finais felizes não eram mais o suficiente, era hora de eu viver um final feliz.

Não tinhamos muita estrutura para garantir um futuro juntos, mas era o que mais queria. Trocamos cartas passaram alguns anos, eu o via apenas uma vez por ano naquele festival  até que consegui um meio de trazer dinheiro para casa, era ajudante de uma florista de perto de minha casa, algo simples, e mais tarde acabei ganhando a floricultura para mim, Dinardo, assim que pôde se mudou para mais perto, trabalhando em construção de casas simples. Nos vimos mais, e logo apos isso vieram nossas conquistas em grupo, os anos passaram, e fomos morar juntos, como uma familia feliz eu com minhas plantas e as vezes escrevendo agora poemas que subjetivamente, mostravam minha felicidade, ele sempre estudando coisas ocultas, o que gostava muito de fazer. Ele sabia tudo sobre magos, xamãs, bruxos, era o que mais o interessava um dia fez um amuleto a proprio punho para me proteger seja onde quer que eu fosse. Me lembro de coisas memoráveis, como o dia que ele colocou uma carta na caixa de nosso correio no dia de meu aniversario, com uma linda declaraçãode amor, relembrando a época que podiamos apenas trocar cartas.

O tempo passou nos tornamos adultos de meia idade, foi quando as coisas não andaram tão bem...uma doença rondava minha vila, varias pessoas morriam, e em pouco mais de um mês, fui diagnosticada com ela. Dinardo era o homem mais atencioso do mundo, todo os dias olhava meu rosto, procurando ver se estava tudo normal, procurava me fazer rir, mostrar coisas bonitas, mas o inevitavel aconteceu, duas semanas depois eu fui parar numa cama em estado terminal, foi então que não entendi a reação de Dinardo. Ao inves de tentar trazer coisas novas para mim, sempre estava ao lado de minha cama trazendo o que fosse necessario, mas não largava seus livros sobre magia e aquelas artes que não entendia muito, fiquei meio preocupada, até o dia em que Dinardo acordou, sorriu, e disse sinceramente "Eu te amo mais do que jamais amei alguem" sorrindo, e deixando derramar algumas lagrimas em minha cama. Ele se afastou e foi para a parte debaixo de nossa casa, era noite, não estava forte, então adormeci facilmente. Quando acordei, estava estranhamente me sentindo bem, foi então que passei um dia bem com Dinardo, ele parecia meio pálido mas feliz em me ver me recuperando, foi então que ele deitou-se em meu colo e dormimos ao fim do dia. Ao acordar melhor ainda do que o dia anterior, Dinardo não estava mais em minha cama... Fui para a sala e ao ver o que havia acontecido, fui tomada por um panico sem fim, meu amado... Só de chegar nessa parte começo a me sentir como naquela manhã, então vamos ser breves com isso. Ele estava com seus cabelos caindo por toda a sala, sua boca saia sangue, como se seu estômago estivesse ferido ou algo do tipo... Fiquei paralisada de medo e me arrependo por isso, mas não podia fazer nada. "Você não merece ver isso" disse ele querendo esconder seu estado, foram.... F.. Foram suas ultimas palavras... Até hoje não entendo como tão repentinamente, meu sonho foi tomado de mim, limpei aquilo tudo, e os dias passaram, peguei novamente minha pena... Terminei meu conto Não podia mais viver um final feliz, então não me restava outra opção senão, dar finais felizes, dar finais felizes a personagens de uma realidade alternativa...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...