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História Por Trás Das Cortinas - Interativa - Capítulo 2


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Notas do Autor


Esse provavelmente vai ser o teaser mais curto.

Capítulo 2 - Teaser 1 -- Garota Imperfeita


Quando eu tinha treze anos, eu fiz a prova para a única escola particular da cidade, e diziam que o estudo de lá era ótimo, tendo somente os alunos mais inteligentes e dedicados, sendo considerados prodígios, lá tendo jovens que provavelmente seriam médicos, advogados e empresários. Lembro-me muito bem que estava em total estado de desespero, sabia que meus pais ficariam decepcionados se eu falhasse, seria considerada um erro. E afinal, foi isso que aconteceu. Tudo pareceu desmoronar, como se caísse, mas nunca realmente chegara ao chão.

-- Você é simplesmente uma decepção, não consegue fazer algo direito – meu pai tinha dito, enquanto eu chorava bastante – e pare de chorar, estúpida.

Nesta época, conheci uma garota de cabelos loiros, que era só um disfarce para o garoto dentro de si, era Farley, que foi expulso de casa ao contar como se sentia para seus pais, indo para uma casa de apoio para transgêneros, que eu convenci meus pais a fazerem uma grande doação para tal, o que melhorou a vida de todos ali. Mais tarde, me juntei ao clube de teatro para ajudar nos ensaios, sendo essencial neles, no mesmo ano que me juntei, chamei meu melhor amigo para ser o possível estilista, já que sabia muito bem que amava costurar. Depois do líder se formar, eu fui escolhida como líder.

É claro que minha vida não foi tão simples assim, já que tinha bastante dificuldade em me concentrar em algumas aulas, fazendo minhas notas serem medianas, mas não era bom demais para meus pais, precisaria ter nota máxima para adquirir o mínimo de orgulho que é solicitado.

-- Está pronto para fazer um corte radical? – perguntei no dia que cortei os longos cabelos de Farley, deixando-os curtos como ele sempre desejou, assim fiz o que tanto queria – gostou?

-- É claro, Naomi, você é a melhor.

Eu sempre fui considerada uma garota popular, sendo assim, quando meus pais viajaram durante o verão deste ano, 2016, planejei uma festa em casa em que quase todos aparecerem, eu me embebedei um pouco, mas ainda tinha uma parte sóbria em mim, enquanto outros estavam muito mais bêbados do que eu. Nesse dia, troquei alguns beijos com um cara qualquer naquele lugar.

-- Que tal irmos para meu quarto? – perguntei sussurrando em seu ouvido esquerdo, e ele somente balançou a cabeça em concordância.

Fizemos o que solicitei, então subindo as escadas para o meu quarto, que ao entrar, tranquei a porta, já voltando aos beijos. Seus lábios eram quentes e carnudos, sua boca bastante molhada por saliva. Caí em cima de minha cama, retirando minha blusa e logo após minha calça, estando somente com minhas roupas íntimas, e ele fez o mesmo, passando o membro perto de minha vagina, ainda não fazendo o clássico processo por ainda ter o tecido entre nós. Primeiramente retirei o sutiã, tendo meus peitos tocados como nunca antes em minha vida, achava que iria ter um orgasmo antes da hora. Assim ele retirou sua cueca, passando seu pênis por mim, chegando em minha boca, e o que fiz, foi obviamente um oral. Não tardou para eu retirar minha calcinha, sendo diversas vezes penetrada por ele de maneira rápida, e não demorou para que ele gozasse, e eu fiz o mesmo logo depois.

Depois daquilo, somente acordei sozinha em meu quarto, totalmente despida, e também com muita ressaca mesmo não ter bebido muito. Ouvi alguém batendo na porta.

-- Quem é? – falei ainda na cama, torcendo para ser somente Farley.

-- Naomi, abre a porta – pela voz, reconheço que meu pai que está falando isso.

-- Está aberta, caralho! – gritei, impaciente, meu humor não estava dos melhores.

-- Fale direito comigo, mocinha! – falou ao entrar – você fez uma festa ontem, não é?!

-- Sim, e isso importa? – a irritação estava cada vez mais presente em minha voz.

-- Sabia que você iria se tornar uma puta mais cedo ou mais tarde!

-- Saia do meu quarto agora – incrivelmente ele obedeceu, então eu vesti as roupas do dia anterior, sem me importar com elas.

Mais de uma semana atrás, após perceber o atraso da minha menstruação e perceber que tem a possibilidade de eu engravidar, fui a farmácia sozinha, não teria coragem de contar a possibilidade de uma talvez gravidez. Usava um moletom com o capuz cobrindo minha cabeça. Peguei rapidamente um teste de gravidez, indo até o caixa, que estava com uma atendente claramente entediada, e ao passar o produto pelo fiscal de preço, falou:

-- Um dólar – disse, e logo peguei uma nota de meu bolso, entregando para ela.

-- Aqui tem banheiro? – perguntei, e somente afirmou.

Peguei o objeto, indo até o banheiro, enquanto isso abro a caixa. Segundos depois, fiz o teste, esperando alguns minutos para o resultado, chorando enquanto aguardava impacientemente, respirando fundo diversas vezes. Minhas mãos tremiam, estava bastante assustada, com certeza não poderia contar isso para alguém. Ao olhar o resultado, vejo duas linhas, o que significa o resultado positivo, sendo algo bastante perturbador para mim, não escondendo minhas lágrimas ao sair do banheiro, me sentindo a pior pessoa no mundo, que aos dezessete anos está grávida, somente senti-me despedaçada como nunca antes, até quando fui diminuída ao falhar na prova de aceitação daquela escola estúpida.

Então hoje, quinze de outubro, eu somente quero me sentir como se tivesse dezessete anos novamente, sendo minha verdadeira idade, mas ao passar por tantos problemas, não qual é minha idade agora. Eu e o clube de teatro vamos invadir a escola para nos sentirmos livres pelo menos uma vez.



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