História Por Trás das Máscaras - Capítulo 9


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Categorias EXO
Personagens Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Zhang Yixing (Lay)
Tags 90s, Anos 90, Badboys, Balé, Ballet, Bullying, Chankai, Colegial, Estereótipo, Kaiyeol, Layhun, Lovexhate, Religião, Sexing, Slight!layhun, Slight!sexing, Slow Burn
Visualizações 119
Palavras 6.010
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Pode parecer que eu morri, mas eu não morri HAUSHAUSHAU Estou viva e bem! Só muito cansada pq mudei de casa e tals e ainda tem MUITA caixa pra arrumar, então me perdoem pela demora de (quase) 1 mês, ok? Também estou sem notebook, então peguei emprestado o tablet da minha irmã, já que meu celular ta lokoo.

A questão é a seguinte: Dividi esse cap do teatro em 2 pq ia demorar muito até eu terminar e revisar, e eu não queria demorar mais pra trazer uma att pra vcs. Vocês leram a palavra 》teatro 《 ali? Sim, vai ter cena no escurinho, lágrimas com a apresentação de balé (e macho que é macho pode chorar?) e aquela dúvida sobre qual apoio da cadeira que vc deveria apoiar seu braço (e sua mão hihihi).
DEI DE BANDEJA aqui uns spoilers do capítulo 10, o spoiler desse cap, postei no meu tt (como sempre) e pra saber mais, adivinha? Vão leeer! Beijo, encontro vcs lá embaixo.

Capítulo 9 - Pecados e Segredos


Fanfic / Fanfiction Por Trás das Máscaras - Capítulo 9 - Pecados e Segredos

Chanyeol havia recebido a notícia de que Kyungsoo fora chamado na diretoria, e após tudo que fora obrigado a passar por causa dele, como quase tirar um zero e a humilhação de ter que implorar pela ajuda de Oh Sehun, Chanyeol não perderia a chance de ver de pertinho a cara de mais puro ódio de Do Kyungsoo.

Como mandante pela violação das regras da escola, o Do pegaria no mínimo três semanas de serviço comunitário e teria sua prova de física cancelada. O Park sabia que aquela punição só serviria para deixar o delinquente ainda mais furioso, e diferente da primeira detenção de Kyungsoo, onde o líder tinha os Kim para cumprir sua parte na limpeza dos banheiros, agora ele se encontrava com menos dois de seus seguidores. Kim Junmyeon não parecia nem ao menos se importar por seu novo líder estar encrencado e encarcerado em uma sala abafada, enquanto esperava a bronca entediante do diretor sobre moral e ética. Estava tão animado com a vinda de seu irmão mais velho para Seul, que deixou bem claro que não se envolveria.

— Onde estão os outros? — Encontrou Kyungsoo sentado na sala de espera da coordenação, com as pernas bem abertas e braços apoiados no encosto da poltrona, daquele seu jeito autoritário de quem se achava o intocável. — Ninguém veio ajudar você dessa vez?

— Antes você costumava me tirar de uma situação dessas, hoje você vem aqui pra me dedurar, não é mesmo, Park? — Respondeu, com aquela voz rouca pelo uso excessivo de cigarros e com um tom de quem estava sempre tentando domar a ira.

— O que queria que eu fizesse, seu merda? Você se virou contra mim e espera o quê? Que eu ficasse parado? — Chanyeol estava nitidamente bravo, tentando a todo custo se controlar para não apertar o nó mal feito da gravata de Kyungsoo contra o seu pescoço.

— Você se virou contra a gente antes! — Se exaltou, batendo a palma rústica contra o estofado, levantando-se para encarar o Park, mesmo que fosse uns bons centímetros mais baixo.

— Se sua raiva é contra mim, então por que não deixa o Kim fora dessa? Que ameaça ele representa pra você?

— Pra mim, nenhuma. Mas por que de alguma forma ele afeta você? O que mudou? — Kyungsoo respondeu, dando um risinho de lado. Não tinha interesse algum no bailarino, mas Chanyeol parecia o ter, já que decidiu o proteger tanto, ao ponto de abrir mão de toda a glória que havia conquistado naquela escola. O Do não era idiota, e sabia bem usar uma isca. No fim, o verdadeiro alvo sempre fora Chanyeol.

— Tudo mudou! Você se tornou mais obsessivo e violento. Desejou tanto o meu posto como líder, mas agora está aqui sozinho, e ninguém vai vir pra ajudar você. — Chanyeol concluiu, aproximando o olhar do rosto contorcido em ódio de Kyungsoo. — Aproveite a detenção!

O Do perdeu o controle, empurrando Chanyeol com uma força inacreditável para um jovem baixinho como ele, fazendo com que o Park desse alguns passos para trás, quase que se desequilibrando.

— Você acha mesmo que uma suspensão e serviços comunitários vão salvar você de mim, Park? Eu não preciso de ninguém pra acabar com você! Farei isso sozinho! — Gritou, sua voz rasgada ecoando alto pela sala fechada.

Park Chanyeol, que pareceu reassumir sua antiga posição como um líder, apertou bem os punhos e partiu para cima de Kyungsoo, sem ao menos ponderar as consequências de seus atos. Só queria socar o rosto do mais baixo até que ele ficasse irreconhecível. Ambos foram salvos pela porta se abrindo em um estrondo, e passando por ela, o diretor Jang Pyo acompanhado de dois monitores, encarando os dois adolescentes enquanto aguardava uma explicação.

— Mas o que diabos está acontecendo aqui?

Era a primeira vez que Chanyeol agradecia aos céus pela chegada de algum coordenador, pois só o que ele não precisava era se envolver em uma briga escolar e ter seus pais, ocupados como eram, terem de vir pessoalmente até a escola. Abaixou o punho, decidindo que era melhor ir para a aula que estava prestes a começar e deixar que o Do lidasse com seus próprios assuntos dali pra frente.

— Eu tenho deixado você fazer o que queria até agora, Do. Mas da próxima vez que você aprontar algo assim, eu juro que vou com tudo pra cima de você, anote isso. — Disse, quase em um sussurro, para que só Kyungsoo ouvisse e então se retirou.

...

— O que está fazendo aí? — Disse Yixing, enquanto abria o portão de ferro pesado do terraço de uma das sedes. — Eu procurei você em todo lugar.

Após a aproximação dos dois, criaram o costume de passar todos os intervalos juntos, mesmo que fosse só para assistir o outro comer a comida repetitiva da escola, que já não tinha mais gosto algum no paladar de ambos. Com os dias se passando, passaram a conversar sobre suas vidas também, e como Yixing era muito bom observador, já podia escrever um estudo sobre a personalidade de Sehun, assim como adivinhar quando o gótico não estava muito legal.

— Nada. — O Oh respondeu, escorado na beirada do prédio, observando como todos aqueles adolescentes fúteis pareciam formigas desorientadas dali de cima, andando para lá e pra cá no intervalo, só esperando que a sirene ressoasse novamente.

— Você recusou meus telefonemas ontem, não respondeu minhas mensagens de texto e me deixou esperando na cantina hoje. — Yixing disse, se aproximando. — Aconteceu alguma coisa?

— Por que você gosta de mim, Zhang? — Perguntou, objetivo, virando-se e encarando o chinês que parecia ficar ainda mais bonito com o vento forte do ar livre bagunçando seus cabelos. — Eu sou só esse cara esquisito, não tenho nada de bom a oferecer pra você.

— E por que você aceitou sair comigo? — Yixing perguntou, num sorriso doce. Céus! Sentia-se tão sortudo por ter conseguido um encontro com o cara dos seus sonhos, mesmo que não tivessem rolado qualquer tipo de contato físico. — Você colocou na sua cabeça que não é bom para ninguém, mas não sabe o quanto vem me fazendo feliz por todos esses dias.

— Acho que são duas coisas que não tem explicação.

— Eu explico. Somos almas gêmeas!

— Um antissocial e um dançarino de hip hop?

— Eu vi você socializando com muita gente na festa que a gente foi, você só não tinha encontrado sua turma aqui ainda. — Yixing andou até a borda do terraço, pondo as mãos ao redor da boca, para que o som fosse em direção ao jardim logo abaixo de si que estava repleto de alunos. Então encheu o pulmão de ar e gritou o mais alto que conseguiu. — E quem liga pra esses babacas de ElDorado mesmo?!?

No susto, Sehun puxou o braço de Yixing e deu alguns passos para trás, o afastando do campo de visão dos estudantes enfurecidos do térreo. Contudo, aquela ação inesperada fez o Zhang quase tropeçar nos próprios pés, salvo pelo corpo alto de Sehun que agora estava colado ao seu.

— Você não pode ser real. Ou é um louco... — Sehun disse, olhando Yixing de pertinho, até achando adorável como sua covinha se formava cada vez que o outro mexia as bochechas e boca carnudinha, nervoso.

— Eu sou real. — Respondeu, baixinho. Estavam tão perto que esperava que o Oh não o achasse estúpido por estar tremendo tanto. — E eu posso ser louco também, contanto que seja louco por você.

Yixing não era o único a estar ansioso. Sehun já tinha visto o dançarino algumas vezes pelos corredores da escola. Sorrindo enquanto ajudava alguém, mas sempre sozinho quando o próprio, desastrado como era, deixava cair seus pertences ou até mesmo quando levavam seu dinheiro do lanche embora. Por muitas vezes quis se aproximar, o afagar e responder alguma coisa quando o chinês conversava sozinho com seu bichinho de pelúcia. Mas Sehun era tímido demais, e poderia até admitir que sentiu-se feliz, pela primeira vez em muito tempo, quando o chinês o chamara para sair. Eram duas personalidades tão distintas, que de primeira, perguntou-se qual seria a possibilidade de aquilo dar certo, mas o Zhang lhe mostrou que se o coração mandava, então tinha um motivo para tentar. Talvez, um seja o que o outro precise, afinal.

— Eu posso te beijar? — Sehun perguntou.

Tinha gastado tanto sua saliva com desconhecidos nas festas em que frequentava pelas madrugadas, bêbado, nem ao menos se importando se estava fazendo gostoso quando o beijo passava para algo mais quente. Quente do corpo, porque quente no coração o gótico experimentava pela primeira vez, com aquele menino gentil à sua frente, o olhando surpreso com os olhos arregalados e brilhantes.

— Oh Sehun, você já não sabe que pode fazer o que quiser comigo?

Sehun largou do pulso de Yixing, resvalando os dedos finos por todo o braço do Zhang, subindo por seus ombros em pequenas pressões que faziam a respiração do chinês descompassar-se e encaixando uma das mãos grandes em sua mandíbula, com a outra, afastando os cabelos escuros da testa de Yixing. Se aproximou lentamente, deixando ali um selinho demorado, que significava muito mais do que todas as ações que já fizera na vida. Deixava ali o seu coração.

Yixing, que já tinha os olhos fechados pela ansiedade em ser beijado nos lábios, amoleceu completamente. Não por decepção de ter ganhado apenas um beijo em sua testa, mas porque aquele selar casto significava tudo, e derreteu-se ao descobrir que era possível se apaixonar mais ainda pelo Oh.

— Eu decepcionei você? — Sehun perguntou. Sua voz parecia doce, apesar do tom grave, e Yixing até conseguia ter o vislumbre de um quase imperceptível sorriso, porém ainda visível aos olhos do chinês.

— Longe disso. - Respondeu. — Mas você acha que depois de tanto tempo esperando por esse momento, eu vou me contentar apenas com um beijo na testa?

Não deixou que Sehun respondesse. Agarrou-se na jaqueta de couro que o gótico sempre vestia por cima do uniforme, e o beijou. Com os corpos tão colados, percebeu que Sehun estava tão nervoso quanto ele, os batimentos cardíacos tão fortes que já não se sabia mais quais eram os seus. Até mesmo o beijo contrastava; Sehun era do tipo intenso e agressivo, que lhe beijava com vontade de levar para a cama e de foder forte até que as forças se esgotassem; já Yixing possuía o beijo lento e profundo, paciente para conhecer a boca alheia e aproveitar do gosto agridoce que se misturava com o seu. No entanto, ambos estavam dispostos o suficiente para encontrar seus meios-termos, dando espaço para que a língua do outro explorasse cada centímetro quente da boca alheia e aprendesse com cada reação corporal. Decidiram separar os lábios, com Sehun mordicando o inferior farto do Zhang, quando perceberam que aquele beijo estava provocando reações demais.

— Vai me contar o que aconteceu? — Yixing perguntou entre suspiros, referindo-se ao motivo da tristeza anterior de Sehun. E depois daquele beijo, não havia mais nenhuma parede do gótico que o chinês não conseguisse derrubar.

— Então isso era tudo parte do seu plano para arrancar informações de mim? — Respondeu brincando, apesar da expressão ainda séria.

— Bobo! — O Zhang riu. E Sehun não perdeu tempo ao enfiar o dedo naquela covinha que surgiu com o sorriso. — É que eu quero saber tudo sobre você.

O Oh suspirou. Era um assunto muito difícil para si, e nunca tinha dividido com ninguém, entretanto, Yixing era especial e se o quisesse verdadeiramente em sua vida, era algo que mais cedo ou mais tarde, ele iria ficar sabendo.

— Os meus pais estão se divorciando, e tudo o que eles sabem fazer é brigar dia e noite. — Disse, lembrando-se de como tinha começado a passar mais tempo fora de casa do que dentro dela. — Mas ao invés de pensar em mim, eles estão brigando judicialmente pela fortuna da minha mãe.

— Eu sinto muito. — Yixing entrelaçou seus dedos com os de Sehun, que devolveu o gesto fazendo um carinho com o seu polegar. — Por isso você recusou minhas ligações, acho que eu liguei em uma má hora.

— Desculpe, eu não queria que você ouvisse toda a discussão. — Respondeu, abaixando a cabeça, envergonhado. Não sabia se Yixing tinha problemas com a família, porque sempre desconversava quando chegavam no assunto. De qualquer forma, não queria se passar de vítima.

— Tudo bem, eu entendo. Mas seus pais são algum tipo de celebridades para brigarem por uma fortuna? — Yixing perguntou, mas sem esperar que a resposta seria realmente positiva.

— Minha mãe, na verdade. Ela é uma cantora. Não sei se você a conhece, Kwon Bo-ah. — Sehun disse. — Já nem a reconheço mais depois da fama.

Yixing nunca tinha feito um esforço tão grande para esconder uma expressão de choque. Não só conhecia a famosa BoA, como tinha todos as suas mixtapes, além de não perder nenhuma das entrevistas que a artista dava para as rádios. Só não esperava que ela fosse mãe do cara que ele estava apaixonado. Na mídia, Oh Sehun era conhecido como o filho problemático de BoA, que sempre escondia o rosto e fugia quando os paparazzis apareciam.

— Acho que já ouvi falar... — Respondeu, forçando um tom de indiferença, concluindo que fingir não ser o maior fanboy da mãe do garoto, motivo da tristeza de Sehun, fosse o mais adequado.

— Podem sair más notícias no jornais agora que tem mais fotógrafos de tocaia ao redor da nossa casa, por causa do processo de divórcio.

— Se o clima na sua casa ficar ruim de novo, você pode ir dormir na minha se quiser.

— Posso mesmo? — Sehun perguntou. Talvez estivesse um tanto entusiasmado. Nunca dormira na casa de ninguém, e dormir na mesma cama que Yixing parecia uma ideia boa demais.

— É só ligar ou mandar uma mensagem que eu vou te buscar. — Yixing respondeu, dando um selinho rápido em Sehun, o passando segurança. — A partir de hoje eu vou cuidar de você.

Naquela noite, o Zhang recebeu uma SMS. E se certificou de descolar todos os pôsteres da BoA de sua parede e escondê-los bem, antes de buscar o Oh em sua casa, em uma fuga pela janela do quarto do Oh, como em uma cena de filme adolescente.

...

Chanyeol acordou de bom humor, sensação não costumeira para alguém com os tipos de problemas iguais aos seus. O responsável por seu sorriso matinal talvez fosse um certo moreno de lábios cheinhos e voz aveludada com quem vinha dividindo bons momentos recentemente.

— Aqui está o meu número de telefone. — Jongin tinha lhe dito no dia anterior, antes de se despedirem. O toque dos dedos quentes quando o Kim lhe entregou a folhinha de papel amassada, fez o coração de ambos bater mais acelerado. E aqueles sentimentos que martelavam cada vez mais fortes no interior do Park, já estavam o deixando mais e mais confuso.

Checou em seus bolsos da calça da farda só para ter certeza de que o número ainda estava ali, e não tardou a salvar o contato de Jongin em seu telefone, pois não queria correr o risco de perder. Decidir um nome para o contato foi a parte mais difícil. Deveria salvar apenas como "Kim"? Talvez "Kim Jongin". Mas parando bem para pensar, sempre o chamara apenas de Jongin. Talvez soasse muito íntimo, mas as coisas entre eles tinham acontecido tão naturalmente nesses meses, que nem ao menos se lembrava quando tinha agido formalmente com o bailarino.

Acabou por escolher a última opção.

Desceu para tomar café-da-manhã e, no auge das seis da matina, a casa do pastor já parecia um inferno. O assunto daquela manhã fria era o brinde do sorteio de uma das vigílias que o pastor KangSoo tinha organizado, mas que a mãe de Chanyeol não se lembrava onde tinha guardado. E isso tinha irritado muito o chefe da casa, que gritava aos quatro ventos como a família só o dava dores de cabeça.

— Esses ingressos custaram uma fortuna! — O mais velho reclamou aos gritos, enquanto andava de um lado para o outro e puxava os cabelos. - E eu os prometi para a família Lee.

O "sorteio" nada mais tinha sido que uma forma de arrecadar dinheiro, para que no fim, o prêmio fosse dado para ganhadores já previamente escolhidos. No caso, o casal Lee, empresários interessados em investir no negócio da pequena floricultura dos Park.

— Não podemos comprar novos ingressos? — A senhora Park, perguntou. No tom baixinho e receoso de sempre.

— Para o maior concerto de música clássica que já veio para a Coréia do Sul? — O pastor respondeu. — Os ingressos esgotaram no primeiro dia!

Não era possível que a apresentação de que estavam falando se tratava daquela apresentação, a qual Jongin tanto sonhava em ir.

— Chanyeol, ajude sua mãe a encontrar os ingressos! — O pai lhe deu a ordem.

— Mas se eu não me arrumar logo, vou chegar atrasado na escola.

— Ninguém sai dessa casa antes de encontrar essa merda, entenderam? Não podemos perder esses investidores. — Quando as palavras chegaram aos ouvidos de Chanyeol, ele sabia que para o pastor, manter a aparência para seus seguidores importava mais que sua família. — Um inútil e uma lerda. Vocês só me dão dor de cabeça mesmo!

Juntou todo o seu ódio e tratou de ajudar a mãe a encontrar as entradas para o concerto, tentando entender como pequenos padaços de papel podiam trazer tanta confusão. Andando pela sala, avistou a ponta de algo holográfico que vinha de baixo do sofá, não muito longe da bolsa de sua mãe sobre a mesinha de centro. Provavelmente caiu de lá sem que a senhora Park tenha visto e deslizado para debaixo do móvel, já que o material era um tanto plastificado, Chanyeol pôde sentir quando tocou. Pensou que o certo seria avisar que havia encontrado. Ao contrário, sua mãe seria dada como culpada pela perda dos tickets, e seu pai enfrentaria o desapontamento por parte do casal de empresários, podendo até mesmo dificultar uma sociedade ou um investimento que fizesse seu negócio alavancar. Não era uma decisão muito difícil, exceto pelo fato da expressão triste e conformada de Kim Jongin não lhe sair da cabeça.

— Chanyeol, você encontrou algo? — Ouviu a voz rouca e grave vinda de algum lugar da casa.

Que se foda! Chanyeol odiava o seu pai mesmo.

— Não! — Respondeu, catando o par de ingressos e os guardando com pressa em seu bolso da calça, mas com devida cautela para não amassar. — Não encontrei nada, pai!

Correu para seu quarto, quase tropeçando nos próprios pés enquanto subia as escadas. Tinha ideias melhores para se fazer com aqueles malditos tickets que o estavam atrasando para a escola. Assim que pegou seu telefone, sentiu os dedos tremerem. Era a primeira vez que escrevia uma mensagem de texto para Jongin, e se perguntava qual a melhor maneira de fazê-lo sem que soasse um total esquisitão. Se bem que, estava se sentindo muito esquisito ultimamente, porque, se fosse parar pra pensar, não era suposto se sentir tão nervoso ao mandar uma SMS para outro cara. Deveria mandar um "bom dia"? Talvez algum emoticon? Dado muito tempo pensando entre o que seria uma mensagem heterossexualmente aceitável, enviou um previsível "E aí, cara?". Um bip de seu celular veio alguns minutos depois, com uma resposta para seu cumprimento e uma pergunta, se Chanyeol tinha dormido bem. Era a primeira vez que o Park recebia uma pergunta do tipo. Sorriu, e por um momento agradeceu por o Kim estar do outro lado da tela, assim não veria o quanto suas bochechas estavam coradas. Aquela simples mensagem fizera uma bagunça tão grande em sua cabeça, que até mesmo o fez esquecer momentaneamente o que ia falar com Jongin. Esqueceu dos ingressos em seu bolso e esqueceu dos gritos de seu pai do outro lado da porta. Só quando recebeu uma segunda SMS do Kim, um emoticon engraçadinho, que voltou à sua realidade. Digitou um "Me encontra na biblioteca no final da aula." e pressionou o botãozinho verde de borracha do seu Nokia. No final daquela manhã, o Park retribuiria tudo o que o Kim fizera por si. E mal podia esperar para ver a expressão de felicidade de Jongin quando descobrisse que, enfim, ele iria ao teatro.

— Vou indo pra o clube! — Disse, pouco se importando como executaria aqueles passos de hip hop com o cansaço e as dores em seu corpo.

— Eu tenho aula de álgebra.

Sehun se despediu de Yixing no corredor da escola com uma piscadela, apesar de que sua vontade era abraçar e beijar o namorado como fizera por toda a noite anterior. Mas não podia. Tinha medo de que até mesmo fizessem mal ao Zhang, caso soubessem de seu relacionamento. E ainda que Yixing parecesse não dar muita bola pra a opinião alheia, Sehun não se daria ao luxo de arriscar.

Estava tão feliz, que o fato de sua próxima aula ser a tão odiada matemática, não parecia lhe afetar nenhum pouco. Até mesmo um leve sorriso parecia curvar seus lábios enquanto mexia na bagunça louca que parecia o seu armário, em busca de seu material.

Antes que pudesse dar meia a volta e fingir que não tinha visto Park Chanyeol vindo em sua direção, o bad boy acenou para si, e em um piscar de olhos, já estava na sua frente. Por que Deus tinha dado pernas longas à pessoas inconvenientes mesmo?

— Oh Sehun! Preciso falar com você. — Chanyeol disse. Parecia um tanto ansioso, pois esfregava as mãos com frequência na calça do uniforme.

— Eu não. — Respondeu, curto e grosso. Tentou seguir seu rumo, mas o Park logo se pôs à sua frente. Parecia determinado a ser ouvido, dado ao vinco entre suas sobrancelhas.

— Qual é? É um assunto... sério. E só você pode me ajudar.

— Escuta aqui, Park! Aquela vez eu ajudei o Jongin, e não você. Então não fica achando que só porque a gente trocou algumas palavras, que eu sou obrigado a ficar te aturando.

Sehun não queria que sua felicidade acabasse assim tão rápido naquela manhã, o que não seria tão difícil se Chanyeol continuasse a agir como se tivessem adquirido algum tipo de aproximação após o episódio com Kim Jongdae. Por isso fechou sua mochila, que ainda pendia aberta em seu ombro e decidiu apenas ignorar a existência alheia enquanto caminhava para sua classe. Chanyeol sabia que tinha que pensar rápido ou perderia a oportunidade de tirar suas dúvidas com o gótico. Com todo o seu orgulho jogado no subsolo, agarrou o braço do Oh - que lhe olhou com fúria -, e falou baixinho.

— É sobre aquilo que você falou. Tipo, de curtir tanto garotas como caras.

— Oi? - Perguntou só para ter certeza de que tinha ouvido certo. Talvez, aquela conversa começasse a ficar interessante para Sehun a partir dali. — Por que está me perguntando isso?

— Isso não faz de você gay, não é? Afinal, você pega meninas também.

— Isso faz de você bissexual.

— Não! Não estou falando de mim... É sobre um amigo meu. — Mentiu. Ainda não estava pronto pra admitir aqueles sentimentos estranhos nem para si mesmo, que dirá para outra pessoa.

Sehun quis dizer que sabia que Chanyeol não tinha mais amigos, mas sua curiosidade de saber até onde aquela conversa ia dar, era maior ainda.

— Ah, claro... Bom, não é como se o fato de você gostar de garotos fosse apagado só porque você gosta de garotas também.

— E se você tá com uma garota, mas começa a sentir coisas estranhas por um amigo, o que isso significa? Hipoteticamente falando. — Chanyeol tossiu, limpando a ganganta. Nem mesmo acreditava que estava explanando um assunto pessoal daquele para alguém como o gótico. No entanto, não tinha mais nenhuma opção para conversar. Dos caras que sabia que beijavam outros caras, tinha o Zhang, que nitidamente possuía muitos parafusos a menos, não era uma opção; e o outro era Jongin, o próprio amigo que vinha bagunçando todos os seus pensamentos e, bem, não poderia conversar com o bailarino sobre ele mesmo.

— Acho que se você se sente diferente em relação à esse amigo, então talvez não goste dele apenas como amigo. Hipoteticamente falando, claro. — Sehun entrou no jogo, mas até mesmo sentiu vontade de rir da forma como o Park era tão transparente. — Talvez apenas esteja descobrindo sobre sua sexualidade.

— Como você se descobriu? — Perguntou. Estava tão clemente por alguma ajuda que nem ao menos se tocou da expressão esquisita que o Oh fez pela pergunta invasiva.

— Já faz muito tempo. Sempre tive curiosidade de beijar outro cara, um amigo meu também, quando dei por mim, a gente já tava se pegando. E eu gostei pra caralho.

Chanyeol ficou alguns segundos com uma expressão de repulsa, imaginando o quão estranho seria trocar saliva com uma outra pessoa com traços semelhantemente masculinos quanto os seus. Parecia muito diferente de uma menina frágil e de traços delicados.

— Parece meio estranho no começo, mas depois só acontece naturalmente.

— E isso não é errado? — Chanyeol perguntou. — Quer dizer, você não tem medo de ir pra o inferno?

Sehun rolou os olhos. Não imaginava que alguém com o histórico do Park se importasse com algo como o inferno. E como salvo pelo sino, a sirene escolar indicou que já deveriam encerrar aquela conversa, ou o Oh começaria a cobrar por uma consulta.

— Que eu saiba, de acordo com a bíblia, só de pensar, você já está pecando, não é mesmo? Então por que não concluir logo o pecado?

— "Você dormiu bem?" — Suspirou. — Sério, Jongin?

Reclamava para si mesmo enquanto andava, desanimado e envergonhado, até a biblioteca. Não conseguia tirar da cabeça o quão trágica tinha sido sua primeira troca de mensagens com o Park, e agora só gostaria de possuir um anel do poder e se esconder de todos; mais especificamente de um certo altão com orelhas de elfo. No entanto, mais estranho do que perguntar para um cara hétero como tinha sido sua noite de sono, era estar realmente interessado nisso. Vinha se perguntando muito recentemente sobre o que Chanyeol fazia quando não estava na escola, ou quando se despediam ao final do culto, todo santo domingo pela manhã. E se conhecia muito bem, sabia o porquê de ainda continuar, tão assíduo, comparecendo a igreja evangélica. Queria saber sobre seus hobbies, o tipo de música de gostava, o filme favorito... E mesmo que soubesse que não deveria avançar mais do que aquele ponto na relação dos dois, era o rosto de Chanyeol que Jongin pensava toda manhã, quando seu despertador tocava e ele vestia o uniforme da escola ElDorado. Estava caindo cada vez mais no abismo que era o bad boy e tinha noção disso, era um erro. Ainda que fosse um erro tão bonito quanto o filho do pastor, nunca teria uma chance com um cara conservador como ele, e com uma família como a dele. Ficou pensando nas mensagens de texto que tinha trocado com Chanyeol naquela manhã, O Park ao menos tinha respondido seu vergonhoso "bom dia", em seguida pedindo para o encontrar na biblioteca, em uma SMS objetiva e sem nenhum emoticon. Tinha certeza que o bad boy agora o achava estúpido, e que, provavelmente, planejava se afastar de si.

Se Jongin soubesse o quanto estava errado, talvez tivesse adentrado a seção de mitos com uma expressão diferente no rosto.

— Você está bem? — Chanyeol perguntou, preocupado ao ver Jongin se aproximando de si de uma forma não usual. O bailarino olhava para baixo, como se evitasse o encarar, e aquilo fugia da personalidade confiante do Kim.

— Por quê? - Perguntou de volta, com estranheza. Chanyeol nem ao menos respondia seus emoticons e agora aparentava preocupação com seu estado emocional.

— Bom, porque você está com essa cara aí. — Disse, apontando diretamente para seu nariz, e só então Jongin percebeu que portava uma careta um tanto melancólica. — Aconteceu alguma coisa? Espero que não seja nada comigo.

— Ah! Não, não! — Relaxando o rosto, Jongin optou pela segunda razão a qual não vinha se sentindo tão bem. Afinal, não tinha necessidade do bad boy saber que ele era o principal motivo do Kim se sentir emocionamente instável. — Talvez porque eu tenha que ir para a aula de balé em poucos minutos, e eu sei que vai estar todo mundo falando sobre o teatro. Que eu não vou.

— Sobre isso... Quando é o concerto? — Chanyeol perguntou, sentindo em seus dedos a textura do papel em seu bolso da calça. Estava nervoso, não sabia exatamente como o bailarino reagiria, mas já podia prever algum funcionário da biblioteca pedindo para que se retirassem.

— Hoje à noite. — Respondeu, sem dar muita bola para o sorrisinho arteiro que dançava pelos lábios de Chanyeol.
Jongin parecia conformado enquanto colocava as mãos nos bolsos e apoiava sua cabeça nos livros gregos da estante atrás de si. O Park limpou a garganta, retirando o ingresso do bolso e estendendo à Jongin, com seu sorriso de todos os dentes.

— Então, nesse caso, acho melhor você vestir algo bonito. — Chanyeol disse, esperando uma reação espalhafatosa, com direito a olhos arregalados, pulinhos, gritinhos e toda atitude estereotipada que o bad boy deduzia que gays tinham quando ficavam felizes.

No entanto, somente recebeu uma expressão confusa vinda de Jongin, e Chanyeol não poderia estar se sentindo mais idiota pela expectativa quebrada.

— O que significa isso?

— Significa que você vai para o Teatro Nacional hoje! Você não está vendo o que é isso? — Balançou os ingressos bem à vista de Jongin, que voltou à apoiar sua cabeça nos livros atrás de si, com a expressão negativamente conformada.

— Eu estou vendo sim. Por acaso esses ingressos são falsos? — Jongin perguntou, desconfiado. Chanyeol apertou o ticket contra seus dedos, amassando um pouco. Mas a verdade era que estava com tanta raiva pelo desinteresse do Kim, que sua vontade era rasgar o maldito

ingresso ali mesmo e esquecer que já tinha feito algo a beneficio do bailarino.

— Claro que não! - Respondeu, irritado. — O que pensa que eu sou?

— Você roubou isso, Park Chanyeol?

O bad boy congelou. Conhecia Jongin o suficiente para saber que, se dissesse que realmente havia roubado o ingresso só por sua causa, a honestidade do Kim o faria não aceitar o presente, e o Park ainda levaria um belo sermão. E o bad boy odiava receber lições de moral.

— De maneira alguma! - Mentiu, na cara dura mesmo. — Um amigo do meu pai teve um contratempo e não vai mais poder ir, então eu comprei, foi só isso.

A expressão de Jongin relaxou, aparentando enfim acreditar em si, e Chanyeol parecia satisfeito consigo mesmo após uma mentirinha muito bem executada. O bailarino se desencostou da estante, estendendo sua mão em um pedido para olhar melhor o ticket.

— Parece que é mesmo original. — Jongin disse, após um suspiro longo. — Isso deve ter custado muito, muito caro... Por que está me dando isso? — Perguntou, sereno, enquanto levantava seu olhar para o bad boy. Chanyeol sentiu seu coração dar um salto pela forma que Jongin lhe olhava com aqueles olhos expressivos e quase marejados, um salto do tipo que dói na caixa torácica, mexe com a cabeça e arrepia o corpo.

— Porque você queria muito ir. — Respondeu. — E... eu quero que você vá também! — Sentiu algo quente tocar sua mão e depois envolvendo-a delicadamente. Em resposta, Chanyeol entrelaçou seus dedos aos de Jongin, sentindo uma onda de energia percorrer sua espinha quando o bailarino deu um passo para frente, encurtando o espaço entre eles. O bad boy ficou tão nervoso por aquela aproximação ser muito mais do que jamais imaginou que faria com um cara, que em como reflexo de defesa, soltou de sua mão e tossiu, limpando a garganta, para lembrar a si mesmo de voltar ao seu normal. Era apenas um presente entre amigos, mesmo que um presente roubado, mas ainda não estava disposto à pecar daquela forma. — Só não aguentava mais ver você com essa cara emburrada por aí, é só is-

Pronto para dar todas as desculpas possíveis para justificar o toque das mãos e a maneira como se importava com Jongin, fora interrompido pelo corpo esguio que praticamente saltou sobre o seu. O Kim tinha acabado de o abraçar e Chanyeol não sabia como agir. Deveria apenas ficar parado? Se abraçasse de volta, seria muito gay? Ou a questão mais importante: Por que era tão difícil manter suas mãos longe quando Kim Jongin estava daquela forma, tão colado a si, com o aroma de seu perfume adocicado de rosas se desprendendo da pele tão bela e bronzeada. De certo o bailarino havia percebido como seu batimento cardíaco estava acelerado, o dele também estava, somado ao fato de estarem na biblioteca, onde podiam ser descobertos a qualquer momento. No entanto, nenhum dos dois ousou dizer uma palavra, apenas permaneceram abraçados entre as seções, um tanto medrosos que qualquer movimento brusco quebrasse aquele momento. E talvez assim fosse melhor, fez com que o Park se sentisse um pouco mais confortável para, aos poucos, pousar suas mãos sobre a cintura alheia, ainda um tanto envergonhado com o fato de querer aquilo. Nunca tinha abraçado outro garoto antes, e tinha certeza que não deveria se sentir tentado daquela forma quando o outro tremesse ao ser tocado pelos dedos um tanto pesados do Park.

— Obrigado... — Jongin disse, ao pé de seu ouvido. O vento quente resvalando sobre a pele de sua nuca, arrepiando de uma forma prazerosa e inesperada, fez com que Chanyeol afundasse mais seus dedos sobre a cintura de Jongin, como se lutasse por algum tipo de controle. — Isso... Significa muito pra mim.

Jongin ainda mantinha os braços em volta do pescoço de Chanyeol quando os dois ouviram vozes se aproximando, possivelmente de alunos em busca de materiais de estudo. Foi quando decidiu se afastar do corpo do bad boy, e acabou por descobrir que tinha curtido aquelas mãos grandes em seu corpo muito mais do que deveria. O Park, por outro lado, sentiu que agora podia voltar a respirar. No entanto, quando Jongin se desvencilhou do abraço, sentiu um enorme vazio, como se algo que nem sabia o que era ou que precisava, lhe faltasse.

— Essa não era bem a reação que eu esperava. — Chanyeol disse, baixinho. Tirava e colocava seu boné de volta, arrumando o cabelo curto já perfeitamente arrumado, afim de se distrair, na tentativa de que aquilo trouxesse seu juízo de volta.

— Eu preciso ir pra o clube agora. A gente se vê depois?

— Claro. A gente se vê depois.

Trocaram uma espécie de sorriso tímido, e Jongin foi embora. Precisava sair urgente de perto do outro ou acabaria por cair duro no chão. O Park havia correspondido o seu abraço e não tinha como estar mais eufórico do que aquilo. Havia sido o impulso mais feliz de sua vida e tinha certeza que o sorriso em seu rosto tardaria a sumir. Já Chanyeol, sem o Kim por perto para presenciar sua desgraça, cedeu à tremedeira em suas pernas e largou-se sentado no chão frio da biblioteca, perguntando-se, assustado, porque diabos queria tanto abraçar o bailarino novamente.

Entretanto, ambos estavam confusos e não tocariam no assunto. Para os dois, aquilo teria sido apenas um ato impulsivo. Mas era justamente no calor do momento que muitas coisas aconteciam.
 


Notas Finais


Preciso saber, hipoteticamente falando, se vcs curtiram o capítulo haha
A polaroid maravilhosa foi, como sempre, da Ju Christofoletti

OS CASAIS TÃO CHEGANDO COM TUDO! SeXing, amados???

Obrigada por lerem! Nos vemos no próximo cap, nos comentários e no twitter @imfromeldorado


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