História Por trás de tudo (...) - Capítulo 5


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Categorias Bruno Mars
Personagens Bruno Mars, Philip Lawrence
Tags Bruno Mars, Grenade, It Will Rain
Visualizações 146
Palavras 1.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu gritava enquanto afundava, e ela do alto tentava me salvar, me salvar daquela escuridão, daquele buraco ...

Capítulo 5 - No fundo do poço


Fanfic / Fanfiction Por trás de tudo (...) - Capítulo 5 - No fundo do poço

Os dias foram se passando e eu não contei nada pra ninguém. Nem mesmo Phil sabia do que tinha acontecido e pra minha sorte ou não Amy não havia se manifestado. Nunca mais a vi e nem se quer eu quis colocar a cara pra fora de casa. To muito no estilo The Lazy Song. Minha barba já da quase pra fazer uma trancinha, pequenina mas dá. Nem as janelas gosto de abrir. A escuridão e a minha cama junto com o sofá são um convite tentador. Minha rotina tem se estendido de cama, sofá, piano.
Confesso que ultimamente não tenho sido nada organizado e tem garrafas de bebidas por todo lado.

Outro dia Jamie insistia com um papo idiota de que estou com depressão. Bufei no telefone e coloquei ele encima do sofá e fiquei fazendo caras e bocas ouvindo ela discursar do outro lado. Tudo bobagem, eu só preciso de um tempo comigo mesmo. E com meus companheiros fiéis que me refugiam da realidade. Tudo bem confesso que não é o caminho certo mas busco qualquer meio de manter Amy fora da minha cabeça. Qualquer jeito.

Nesse meio artistico e de famosos você consegue qualquer coisa que queira, desde prostitutas até mesmo drogas.

Eu sei já ouvi esse papo de que isso mata e blá, blá, blá ... mas me sinto bem, isso me faz bem. Mesmo que temporariamente.

Faz quase duas semanas que não sei da Anna, eu liguei pra ela uma vez e ela me ligou umas três vezes e conversamos um pouco mas só o necessário. Eu realmente fugi dela. Não quero ter que sair desse meu casulo. Não agora.

Ouço a campainha tocar, deve ser a minha encomenda.
Me levanto e vou até a porta pego o dinheiro no bolso do meu moletom, meu Deus já fazem dois dias que não sei o que é banho. To mal mesmo.
Pago o homem e pego um pequenino embrulho. Volto pra sala e abro cuidadosamente e vejo os pinos. Cinco preciosidades. Paguei uma nota por eles.

Faço duas carreiras sobre a mesa de centro enquanto as observo tomo meu whisky em uma virada só, como se fosse água.

Então as consumo. E me deito no sofá.

Que sensação boa. Poderia viver assim sempre.
Mas um tempo depois começo a me sentir mal. Meus olhos pesam, era como se meu corpo não respondesse ao meu cérebro para que se mexesse. Estava relaxado demais. Ouvi o telefone tocar mas parecia tão distante e insistente ao mesmo tempo. E cada vez mais longe, longe, longe ...

************

Anna

Há quase duas semanas que não sei do Bruno. Algo nele realmente me intrigava, não sei, a expressão dele gritava por socorro. Resolvi ligar novamente, estranho porque sempre quando ligo ele me atende. Acho que pode ter saído, vou tentar o celular.

Chama, chama, chama e nada.

Vou ligar amanhã de manhã e se ele não atender vou até lá. Algo me diz que ele não esta bem. Não esta mesmo. Eu vi, eu presenciei aquele dia seu desespero, sua dor.

************

Tento abrir meus olhos, caramba isso ainda vai me matar. Estão pesados.

Dispensei todos que trabalham aqui por uns dias. Quero silencio. Quero achar a paz que perdi e tanto busco.

Meu corpo dói, dormir no sofá não é bom. Ouço meu celular tocar e estico o braço para pegá-lo. É Anna.

Com um suspiro atendo.

-Alôo.- Digo com a voz arrastada.

- Bruno? Bruno você está bem? - Posso sentir a preocupação em sua voz.

- Acho. - Franzo minha testa. - Acho que sim.

- Bruno está acontecendo alguma coisa? Se precisar estou aqui. É só dizer que vou ao seu encontro. - Sinto um carinho em sua voz.

- Anna ... - Meus braços pesam tanto que deixo meu celular cair.

- Bruno! Bruno!!! - Posso ouvir os gritos de Anna pelo telefone. Tão distante.

*************


Anna

Minha prima estava ao meu lado na fila da lanchonete da faculdade e via meu desespero.

- Preciso ir Alice!- Falo apressada e já saio correndo para pegar meu carro e ir até a casa dele.

- Anna, onde você vai?

Grito de longe em meio as pessoas. - Vou ver o que houve com o rapaz que te contei a história, mais tarde te ligo. Prometo!- Me viro e corro. Temendo estar contra o tempo.

Não sei o que aguardar.

Passados longos 30 minutos cheguei em frente a casa. Estava tudo fechado. Em frente a porta observo tudo ao meu redor. Que mansão! Era tudo lindo por fora, imagina por dentro.

Toquei a campainha inumeras vezes e nada. Nem mesmo um movimento se quer.

Como que tomada por um impulso levo a mão a massaneta da porta que para minha surpresa está destrancada.

- Meu Deusinho me ajuda. Eu entro ou não? - Sussurro pedindo ajuda aos céus. - Certo vou entrar assim mesmo. - Suspiro e entro.

Estava escuro praticamente, chamei pelo Bruno varias vezes e ouvi um gemido mais a diante, senti meu coração gelar e apressei o passo.

- Bruno! Meu Deus! - Corro pra perto do sofá, ele está lá jogado. Irreconhecível. Ao me aproximar sinto um cheiro forte de bebiba. Quando toco em seu braço e ele está queimando em febre. - Ei! Bruno olha pra mim está bem. Vou procurar o banheiro tudo bem. - Falo aflita e me levanto, preciso coloca-lo embaixo da água morna para evitar uma convulsão.

Abro algumas portas até encontrar o banheiro.

Ainda bem que não é muito longe, preciso carregá-lo. Volto ao seu encontro.

- Muito bem Bruno, vou te levar para o banheiro. - Tento sentá-lo com muito trabalho, passo seu braço ao redor do meu pescoço e seguro em sua cintura, conto mentalmente até três e me levanto com força. Eramos quase do mesmo tamanho mas ele por ser homem logicamente é mais pesado. - Bruno você precisa me ajudar está bem. Vamos lá, força! - Tento incentiva-lo.

Vou segurando nas paredes e me apoiando em alguns móveis, ao chegar no banheiro o sento no box em baixo do chuveiro. - Vamos dar um jeito nessa sua febre. - Digo tirando sua camiseta e ligo o chuveiro. - Sinto seu olhar me invadir, ele conseguia me invadir.
Passado uns três minutos fecho o chuveiro e pego uma toalha embaixo do armarinho e envolvo ele. Que até agora não disse uma palavra se quer, mas posso ver em seu semblante parece bem melhor.

- Você está melhor? - Pergunto observando sua expressão.

- Acho que agora sim, um pouco melhor. - Ele responde baixinho.

- Vou te ajudar a ir para o seu quarto, você precisa se trocar. - Estendo minha mão para ajudá-lo.

Subimos as escadas e ele me indica qual a porta. Nossa o quarto era muito bonito, simples por ser de um homem solteiro mas não deixa de ser moderno.

- Vou esperar do lado de fora enquanto você se troca esta bem. - O vejo assentir e saio.

Passado alguns minutos ele me chama. Entro em seu quarto e ele esta deitado em sua cama.

- Bruno eu preciso saber onde posso encontrar um antitérmico para te dar. Você ainda esta febril. - Digo colocando minha mão sobre sua testa.

-No armarinho do banheiro você vai encontrar Amy. - Ele diz sussurrando.

Amy? Amy!
Será essa a causadora de toda a desgraça da vida desse homem meu Deus? -Penso

Vou ao banheiro, nossa muito lindo por sinal. Um combinado de branco com detalhes em dourado.
Procuro até encontrar um pequeno vidro, em seguida desço as escadas procurando a cozinha que fica no final do corredor do outro lado da sala. Pego um copo com um pouco de água e retorno ao quarto.

- Bruno, Bruno, aqui - digo colocando um comprimido em sua mão esquerda - Você precisa beber isso pra ficar bom logo. - Ele levanta a cabeça e eu entrego o copo na outra mão.

Meu Deus, que situação. Meu coração fica apertadinho em ver ele assim. Apesar de não saber nada sobre sua vida o que vi já me é suficiente para saber que alguém, suposta Amy, acabou com esse pobre rapaz.

Pego o copo de sua mão e ele se ajeita, já com os olhos fechados. Um silêncio ensurdecedor se instala. E eu fico a observá-lo, pensando em como alguém que esta a alcançar o topo do mundo pode cair em um poço tão fundo assim?

Derrepente sua voz me tras a realidade: 

- Amy, Amy obrigado por cuidar de mim meu amor.- Ele diz balbuciando cada palavra.

-Tudo bem Bruno, durma um pouco, eu vou estar aqui quando acordar.- Digo sem corrigi-lo. Considerando que esta delirando com a febre. 


Notas Finais


"O que eu to fazendo comigo?
Com a minha vida?"


Continua Hoolies ? (:


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