História Por trás do toque - Capítulo 23


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Harem, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Revisado em 17/08/2019

Capítulo 23 - Oficialmente puto


Fanfic / Fanfiction Por trás do toque - Capítulo 23 - Oficialmente puto

A excitação foi passando quando novamente fechei meus olhos e me concentrei na massagem.

Ao invés de arrumar o sutiã sobre os seios, dona Fátima preferiu simplesmente tirá-lo de vez. Jogou a peça no chão da mesma forma que havia feito com a calcinha e permaneceu completamente nua durante todo o resto da sessão.

Por mais que eu achasse aquilo ótimo, se continuasse olhando não conseguiria relaxar o suficiente para que minha ereção passasse. Então lá estava eu novamente de olhos fechados e executando todas as manobras existentes numa massagem clássica de verdade, ignorando o máximo que podia a sensualidade daquela linda mulher.

Quando ela se virou de barriga para baixo iniciei a rotina das pernas e mais uma vez tive de me manter sob controle.

Minhas mãos deslizavam pela parte interna de suas coxas subindo até muito perto de seu quadril e seus glúteos. Mesmo de olhos fechados foi difícil não deixar minha imaginação voar misturada com minhas memórias recentes.

Por fim eu parti para suas costas, ombros e pescoço, gastando um bom tempo nessa região como de costume. Buscando cada ponto tenso e fazendo a liberação através de fricção.

Os pequenos gemidos de dor que dona Fátima volta e meia deixava escapar sob a pressão dos meus dedos eram parecidos demais com os de prazer.

 

Para terminar o serviço com chave de ouro segui das costas para a massagem nos pés que ela tanto parecia gostar. Se este não era um tratamento de rainha, o que mais poderia ser?

 

- Céus. – foi a única coisa que ela falou quando se levantou e recolheu suas peças intimas do chão. Provavelmente não fazia mais qualquer sentido em se trocar atrás do biombo, mas ainda assim foi o que dona Fátima fez depois de também recolher seu vestido do sofá e pegar os sapatos.

 

Pouco mais de um minuto depois ela voltou.

Estava completamente vestida e calçada. Parou diante de mim, se virou de costas e mais uma vez afastou os cabelos para o lado.

 

- Fecha pra mim, Gabriel.

 

Alcancei o zíper e o puxei até o topo, me despedindo mais uma vez dos últimos vestígios de sua nudez.

 

- Que massagem maravilhosa, Gabriel. – falou, voltando-se novamente para mim e me encarando com seus olhos verdes.

 

Notei que eu já não tinha mais tanta vergonha quanto antes, mas ainda assim senti meu rosto se aquecer.

Como resposta eu apenas sorri. Não soube o que falar.

 

- Gosto do jeito como você presta atenção nas coisas que eu gosto. – ela continuou enquanto se movia até as prateleiras e pegava sua bolsa. – Continue assim.

- Sim, senhora. – foi minha resposta.

 

Ela voltou com meu pagamento e o segurou diante de mim. O equivalente a duas horas e mais um “bônus”.

Por um momento senti como se ela estivesse me analisando, talvez procurando sinais de dúvida como os que eu havia exibido na semana anterior.

Mas eu havia tido tempo para pensar depois de toda aquela “agitação”, quando voltei a massageá-la. Ironicamente eu acabei lembrando de uma das lições que a própria dona Fátima ensinou, da segunda vez em que estive ali para atendê-la.

 

“Tudo tem um preço.”.

 

E o preço que eu pagava pelo prazer de poder tocá-la daquela forma era aceitar aquele dinheiro e me transformar num prostituto.

O que é irônico já que da minha parte com toda certeza eu faria isso de graça.

Mas claro que as coisas nunca aconteceriam dessa forma.

Afinal, o preço que dona Fátima pagava para obter o prazer de ser tocada daquele jeito por mim era justamente o risco de ser exposta.

O acordo de confidencialidade, o valor das massagens e o “bônus”. Tudo isso não passava de artifícios que ela utilizava afim de “pagar mais barato” tentando diminuir os riscos que ela mesma corria.

E seguindo a primeira lição que dona Fátima havia me ensinado, este era o seu preço... Seu valor...

Da minha parte só restava aceitar ou cair fora.

 

Então o que eu vou dizer agora talvez pareça completamente contraditório e sem sentido.

E talvez realmente seja mesmo, eu não ligo.

O que importa é que essa foi a maneira como acabei encarando a situação. E que essa interpretação acabou me mudando muito.

 

Ali estava uma mulher rica, bem sucedida, imponente e poderosa correndo o risco de por tudo a perder para satisfazer suas necessidades sexuais com um garoto de dezesseis anos.

E ok! Eu entendo o quanto isso é errado. Não disse em nenhum momento que era certo e não recomendo a situação para ninguém.

Mas nesse caso em especifico o garoto era eu.

E não era como se eu não estivesse gostando da coisa toda.

 

Então acabou que perceber o tamanho do risco que dona Fátima corria me fez ter outra percepção a respeito de mim mesmo:

 

Eu era caro pra caramba! Caro demais!

 

Minha massagem podia custar cento e vinte reais a hora. Mas esse não era exatamente o meu valor ali dentro.

O quanto eu realmente “custava” era equivalente a todo aquele risco e esforço que ela corria para manter tudo em segredo.

Perto do que ela tinha a perder o meu lado não parecia muita coisa.

 

Eu sei.

Talvez eu só estivesse tendo uma “crise de Pollyanna”.

E talvez você esteja pensando que no meu lugar poderia ser qualquer outro.

E realmente poderia.

Mas convenhamos, não era outra pessoa. Era eu.

E mesmo se fosse o caso, ter outra pessoa com o mesmo valor que você não te faz necessariamente “mais barato” ou “menos importante”, mas faz da outra pessoa “tão cara quanto”.

 

Então acabou que peguei o dinheiro sem o menor pingo de hesitação e com um sorriso no rosto.

 

- Nosso acordo ainda está de pé? – ela perguntou, apenas para garantir.

- Com toda certeza, senhora. – respondi sério e confiante.

- Perfeito. – ela sorriu.  – Nos vemos na terça?

- Sim, senhora.

 

Dona Fátima saiu e eu guardei o dinheiro na carteira.

Olhei bem para a maca e para aquela sala de massagem enquanto esperava Maria chegar.

Quando sai do prédio naquele dia, a caminho da estação de trem, senti a carteira no meu bolso e pensei:

 

“Gabriel... Você é oficialmente um puto.”.

 

Eu me sentia alegre.

Pena que eu não fazia a menor ideia do que ainda estava por vir...



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