História Por trás do Twice, Dahmo é real - Capítulo 5


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Categorias TWICE
Personagens Dahyun, Momo
Tags Amor, Real, Romance
Visualizações 73
Palavras 2.565
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


+18 !!!

Capítulo 5 - Transbordamos


Fanfic / Fanfiction Por trás do Twice, Dahmo é real - Capítulo 5 - Transbordamos

 

 

Sana desligou a televisão mais rápido que um jato, enquanto Momo se dirigia ao seu quarto.

- Momo espera! – Eu corri atrás dela, batendo a porta do quarto atrás de mim.

Já era noite, as únicas fontes de luz em seu quarto, naquele momento, eram as da janela estreita com uma cortina de linho marfim, e um abajur de luz amarela, e ainda assim, estava mais escuro do que eu gostaria. Momo divide o quarto com Jeongyeon, é um aposento retangular e bem decorado. Há uma cama box de casal, com um grande urso Teddy Sullivan do Monstros S.A, pertencente a Momo. Elas dividem a mesma cama, e nesse quarto sempre faz frio. Por sorte, as meninas resolveram sair esta manhã e ainda não voltaram, já a Sana deve estar muito ocupada pensando no que dizer a Momo quando sairmos do quarto.

Com uma das mãos da parede e a outra na cintura, de costas para mim, Momo respirou fundo, como uma pessoa madura e sensata, qual eu nunca tinha visto antes. A reação dela me fez pensar que talvez, ela não se sentisse tão perdida quanto eu em relação a tudo isso. Eu não sabia como era a educação japonesa e sua cultura no sentido homoafetivo, mas acreditava que fosse menos conservadora que a Coreia.

- Eu tenho uma explicação, mas precisa acreditar em mim – Eu tentei parecer o mais tranquila possível, mesmo sentindo que estava morrendo a cada segundo.

- Eu entendo que vocês sejam melhores amigas, entendo o Fan Service, mas isso? Isso foi baixo. – Ela falou de uma maneira fria.

- Depois daquele dia, eu não soube o que fazer, isso tudo é novo para mim, eu sinto que carrego um sentimento enorme e não sei o que fazer com ele, eu só queria saber o que fazer, por favor não me culpe! – Minha voz era tremula e falha, meus olhos começaram a encher de lagrimas, e um medo absurdo tomou conta de mim, medo de que ela se afastasse.

No mesmo instante, ela correu até mim e me abraçou forte, como se tentasse carregar todas as minhas frustrações. Eu senti algo quente molhando os meus ombros, eram lagrimas, ela estava chorando, talvez tudo isso a sobrecarregue também. Eu fui egoísta, deveria ter conversado com ela em primeiro lugar, afinal, estamos passando pela mesma coisa. Choramos abraçadas por um breve momento que pareceu eterno, até que ela se afastou um pouco e sorriu em meio às lágrimas. Seu rosto era tão lindo, era uma pena que estivesse cheio de lágrimas por minha causa. Ela enxugou meu rosto enquanto eu enxugava o dela, rimos e nos olhamos nos olhos por um instante.

- Eu entendo, mas você precisa confiar em mim, e conversar comigo, vamos passar por isso juntas, vai ficar tudo bem – Ela tinha uma expressão doce e serena em seu rosto, sua voz me trazia uma paz interior absurda.

- Você promete? – Eu disse como uma criança dengosa.

Ela levantou o dedinho mindinho para mim que retribui, e ali, fizemos uma promessa de confiança e amor. No mesmo instante, senti os seus lábios macios e quentes junto aos meus, ela começou a me beijar suave e lentamente, como se eu fosse a coisa mais delicada do mundo, eu sentia o seu cuidado e amor através do beijo, ela fazia meu corpo inteiro relaxar enquanto acariciava o meu rosto e segurava a minha cintura. Começamos a esbarrar nos cantos até cairmos na cama e o beijo ficar mais quente e mais intenso, quando eu interrompi.

- Eu nunca fiz isso na minha vida, com ninguém. – Eu disse nervosa e extremamente preocupada.

- Eu também não. – Ela respondeu doce e calma, seu rosto era tão paciente e compreensivo, mas acima de tudo, ela tinha uma expressão amorosa, como quem encara o seu primeiro amor.

- E como você sabe o que fazer? – Eu perguntei calma, e curiosa.

- Eu não sei, esse é o meu instinto da sedução. – Ela falou brincando me fazendo rir.

Ela não parecia nervosa, mesmo sendo a sua primeira vez também, seus olhos transpareciam amor e cuidado, fazendo com que eu finalmente, ficasse tranquila e apreciasse o momento, prestando atenção em cada toque e cada detalhe. Ela voltou a me beijar suave e delicadamente, seu perfume doce estava em todo o lugar, meu corpo relaxou completamente e a minha mente ficou em branco, eu não conseguia mais pensar em nada. Um sentimento de amor e felicidade tomava conta do meu coração, que batia mais forte a cada segundo. Ela colocou a língua na minha boca e o meu corpo estremeceu no ato, quente e suave. Eu a queria mais, e a puxava para mais perto de mim, nossos corpos se roçavam e o nosso beijo estava tão intenso que perdemos o fôlego. Ela parou e me beijou na testa, num gesto de amor e respeito, encostou o rosto no meu e deu um sorriso fofo e safado, o mais lindo que eu já vi na minha vida, eu fiquei hipnotizada com aquele perfume e aquele sorriso, era mágico. Ela me deu um selinho e fez um caminho de beijos até o meu pescoço, eu perdi todos os sentidos, minha excitação gritava e eu prendia um gemido com todas as minhas forças.

- Está tudo bem, somos só nós duas, eu quero que você seja minha. – Ela sussurrou no meu ouvido ao perceber que eu estava com vergonha de gemer.

Ela voltou a me provocar, beijando o meu pescoço enquanto levantava lentamente a minha camisa, e tocava a minha barriga com a ponta dos seus dedos frios, nossa respiração estava cada vez mais ofegante, enquanto a sua mão ia subindo cada vez mais. Eu continuava prendendo o gemido, e ao perceber, ela começou a me morder suavemente e chupar o meu pescoço, fazendo o seu caminho de volta a minha boca, me beijando tão apaixonadamente que eu conseguia sentir o seu desejo através do beijo, e ela queria mais. Quase que involuntariamente, as minhas mãos percorriam o seu corpo e a puxavam para mais perto, eu estava provando do meu próprio desejo e paixão, como quem abraça a felicidade ao anoitecer. Sua mão se aproximava cada vez mais dos meus seios, e eu estremecia a cada toque embaixo dela, o seu beijo era refrescante como uma Halls Preta, e eu não queria estar em outro lugar que não fosse ali, com ela, compartilhando aquele momento. Quando a sua mão finalmente alcançou e massageou os meus seios, uma onda de prazer foi liberada para o meu corpo inteiro e eu gemi baixinho no meio do beijo, fazendo com que ela me beijasse mais devagar e apaixonadamente ainda.

Se afastou por um instante e já senti a falta dos seus beijos, então, sem interromper nosso contato visual, ela tirou a minha  blusa com uma habilidade  que eu mal entendi o que aconteceu e mesmo estando  envergonhada agradeci aos céus mentalmente por estar sem sutiã  aquele dia, poupando o trabalho  de ter que tirá-lo.

Tentei chamá-la para mais um beijo mas minha fala foi cortada por um gemido repentino, Momo tinha começado a descer os beijos que antes eram focados em meu pescoço, me castigava com pequenas mordiscadas e lambidas trilhando um caminho mais do que perigoso pra minha pobre insanidade, me vi tendo que apertar os lençóis da cama para tentar amenizar aquele misto de ansiedade e prazer que estava sentindo, era totalmente imprevisível cada um de seus movimentos. Seu olhar sobre mim funcionava quase como um raio laser me queimando por onde passava.

Então ela finalmente me beijou mais uma vez, antes de tirar a própria blusa, revelando seu sutiã preto, muito bem preenchido por sinal, os fios negros parcialmente bagunçados por conta da peça de roupa recém tirada e o olhar nublado em desejo, acompanhado dos seus lábios avermelhados, era uma visão de se tirar o fôlego de qualquer ser humano na face da terra, de fato eu era privilegiada.

Fui brutalmente retirada de meus devaneios quando senti dedos abusados fazendo movimentos circulares em volta dos meus mamilos, como se avisasse que a minha morte estava se aproximando e ela realmente veio, senti uma língua passar por um deles enquanto o outro era estimulado com sua mão livre. Não tive como não gemer, eram sensações completamente novas, eu me tremia por inteiro.

Todo o oxigênio do mundo parecia pouco agora e sinceramente, se eu me derretesse toda e virasse água, chocaria um total de zero pessoas. Tentei arranjar forças do meu âmago para fazer algo, mas ele foi totalmente afetado. Quando finalmente tive um pequeno descanso, usei os segundos de coragem que me surgiram e minhas mãos foram até o short preto, que na minha opinião, estava atrapalhando demais. A Momo fez uma expressão de surpresa e sorriu maliciosa quando o tirei de seu corpo, eu adorei, admirei aquele rosto por o que parecia ter sido tempo demais, queria guardar cada detalhe. O mundo tinha parado só para aquele momento, o meu mundo.

Nos beijamos mais uma vez, mas nada parecido com os de antes, tudo parecia indecente demais, inebriante. Seus lábios quentes, sua língua molhada em excitação, o ritmo dominado pelo desejo oscilava me deixando mais excitada do que nunca, eu estava desesperada por seus toques, todo contato era pouco. E como num jogo de provocações, mãos ousadas foram lentamente subindo por minhas coxas até sumirem por baixo do tecido da minha saia, e em questão de segundos minha calcinha já se encontrava do outro lado do quarto.

Meu pescoço foi tomado mais uma vez, primeiro com um selar calmo e em seguida um chupão, ao mesmo tempo que me tocava intimamente. Eu estava tão molhada que os dedos deslizavam perfeitamente, gemi sem cerimônias. Aquilo era bom demais pra eu sequer pensar em me segurar, e como num mar agitado, eu sentia os movimentos de vai e vem, mas isso era só o começo. Mais do que a transparência do seu olhar, ela verbalizou, provando que minha teoria estava correta.

E quando a ouvi dizer “Hoje vamos até o fim”, eu surtei tanto por dentro que nem consegui prestar atenção em suas palavras seguintes. Então ela enfiou o primeiro dedo, lentamente, aquela sensação foi como se eu me desfizesse, completamente derretida em todos os sentidos possíveis por aquela mulher.

Era a nossa primeira vez juntas e também nossa primeira experiência na vida sexual, mas nada parecia errado, era como se formássemos a última peça que faltava no quebra-cabeça do sentido da existência. Isso não pode ser só sexo, pensei comigo mesma. Momo chupou minha intimidade repentinamente, mas com uma delicadeza tão grande que fez eu me sentir amada e isso vai muito além do prazer.

Mais um dedo e eu quase delirei, meus gemidos manhosos aumentando de intensidade e volume a cada estocada em conjunto com sua boca me explorando descaradamente, finalmente estava chegando ao meu ápice e parece que ela também percebeu, pois parou na hora.

-EI...por que parou?- confusa demais eu perguntei ofegante.

- A sana ainda está em casa e não sabemos onde, então fica caladinha antes que você me faça perder o controle e se isso acontecer, eu vou fazer questão que ela ouça o quão gostoso você geme, amor - ela disse com os olhos ardendo em chamas.

Nesse momento eu me desfiz só de ouvir aquilo, gemi envergonhada, mas sem desviar meu olhar do dela, até que me provocou mais uma vez com aquele sorriso tão malicioso e sonso que eu tinha acabado de descobrir, amar. Essa mulher...me faz ter múltiplos INFARTOS.

Dah, eu estou tão excitada...o que você vai fazer sobre isso? - a Momo falou com uma voz tão manhosa, me obrigando a sentir essa responsabilidade.

A coragem gloriosamente se fez presente mais uma vez, mas depois dessa quase intimação, eu não fico nem surpresa. Inverti nossas posições e fiz questão de dar todo prazer que ela merecia, explorando o máximo do seu corpo perfeito.

Ao fim estávamos tão suadas, mas isso não tinha importância nenhuma diante da vontade de permanecermos abraçadas e uma paz enorme tomou conta do ambiente, nossos corpos cansados e preguiçosos clamavam por um cochilo.

O que era para ser apenas um cochilo, se estendeu até a manhã. Eu só me dei conta do horário quando os raios de sol passaram a iluminar a cortina de linho marfim, através da janela do quarto. Momo dormia envolvida em um sono profundo ao meu lado, eu não fazia ideia do tempo em que eu estava acordada, acompanhando o seu rosto ser iluminado pela luz que adentrava a janela. Estávamos deitadas de lado, uma em frente a outra, abraçadas, nossos rostos em centímetros de distância, como naquele dia, o dia em que a noite havia sido silenciada pela chuva, e saímos banhadas em rios de sentimentos.

Seus olhos negros se abriram de repente encarando os meus, eu gelei com a noção de realidade que invadiu a minha mente, no mesmo segundo flashes do acontecimento recente passaram pela minha cabeça me fazendo corar. Momo sorriu para mim, ainda transparecendo calma, tirou os fios loiros que cobriam o meu rosto, graças ao meu cabelo bagunçado. Percebendo a minha vergonha repentina, ela encheu o meu rosto com pequenos e divertidos beijinhos.

- Ei, a quanto tempo estamos aqui? – Eu interrompi a sua sessão de beijos.

Ela me olhou em desespero e começou a procurar nossas roupas espalhadas pelo quarto, nos vestimos o mais rápido que conseguíamos, como se isso fosse fazer alguma diferença a essa altura do campeonato. Nossas roupas estavam amassadas, nossos cabelos bagunçados, e nossos rostos não eram o suficiente para disfarçar tudo o que havia acontecido. Ao sairmos do quarto, demos de cara com todas as sete meninas reunidas no sofá, com um comportamento estranho e fora do normal, em silêncio, em seus respectivos celulares.

- Bom dia!! Onde vocês estavam?!– Momo e eu falamos fingindo animação, com um largo e forçado sorriso.

- Bom dia, onde vocês estavam? – Jeongyeon disse com a expressão de quem teve que dormir no sofá, já que certas pessoas ocuparam a sua cama. Momo e eu gelamos no ato.

- Momo eu... – Sana tentou se desculpar quando foi cortada por Momo. – Não se preocupe! Não vamos falar sobre isso – O constrangimento era claramente notável em sua voz.

- Nós apoiamos! – Nayeon disse sem rodeios fazendo com que todas olhassem para ela em surpresa. Momo e eu tínhamos um sorriso verdadeiro.

- Mas vocês não vão passar a noite juntas frequentemente, Jeongyeon me fez dormir com ela no sofá essa noite por causa de vocês – Ela disse com um olhar bravo, mas percebemos uma leve felicidade em sua voz. Nosso sorriso se transformou em uma leve expressão de deboche ao analisarmos os fatos.

- Mas então, quando vocês pretendiam nos contar sobre o namoro? – Mina nos pegou de surpresa com a pergunta seguida do seu olhar intimidador.

- Não estamos namorando! – Eu rebati em defesa, como se fosse uma acusação incriminadora. O olhar de todas me tinha como foco, e Momo tinha uma expressão triste em seu rosto.

- Por que fala como se fosse uma ideia absurda? Se acha errado namorar uma garota, então estava só a brincar comigo? – Sua voz estava tremula, e antes que eu pudesse dizer algo, fomos interrompidas por um funcionário que veio nos buscar para mais um ensaio. O clima nunca foi tão tenso. 

 

 


Notas Finais


Continua !


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