História Por Trás dos Muros de Mármore - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Drogas, Incesto, Romance
Visualizações 8
Palavras 952
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Capítulo 11 - Declarações de amor


A presença do pai havia sido um tapa na cara, saber que ele a havia substituído doera como o inferno. A esposa de Josh havia sido um segundo tapa, ver como a mulher estava destruída havia sido horrível.

Mas nada, nada mesmo se comparava ao olhar silencioso da mãe. Aquilo era como um chute no estômago. Enquanto a maior parte das garotas da sua idade pintavam o cabelo de rosa e ouviam heavy metal, Alice continuou ouvindo música clássica e mantendo os cabelos loiros na altura dos ombros. Ela nunca quis desafiar a mãe, sempre tentava não decepcioná-la. O silêncio, o olhar reprovador… só a dor do aborto se comparava àquilo. Ela preferia que a mãe gritasse, que jogasse na cara dela como era uma filha horrível. Teria sido melhor se ela a chamasse de vadia suja ou batesse na garota. Qualquer coisa teria sido melhor do que o silêncio.

- Quer saber, mãe? Chega, eu estou exausta. Eu já ouvi tudo o que tinha para ouvir, mas se você quiser gritar, vá em frente. Eu não ligo mais. Sei que está decepcionada, então vamos, grite que eu sou uma vadia.

- Eu não quero gritar com você, Alice. Eu não estou decepcionada, só não sei o que dizer. Não acho que seja uma vadia. Acho que está perdida, e mesmo que eu não saiba como, sei que é minha culpa - a voz da mãe era calma e melodiosa, como uma canção de ninar.

Alice precisava daquilo, durante todo o dia ela havia sido julgada e interrogada, mas ninguém havia tentando dizer a ela que se importava. Ninguém havia oferecido um abraço livre de julgamentos e repleto de amor. Então Alice chorou, enquanto abraçava a mãe, com tanta força que achou que ela se partiria. Mas Sophie não se partiu, ela abraçou a filha e acariciou-lhe os cabelos enquanto dizia o quanto a amava. Doía cada movimento que Alice fazia, doía respirar, mas ela não se importou com a dor, porque finalmente alguém havia se dado ao trabalho de abraçá-la, porque sua mãe não a estava julgando.


Alice pensou estar sonhando, pensou estar sonhando com anjos quando um homem de cabelos negros e olhos que ora eram verdes e ora azuis entrou em seu quarto. Mas ela não estava sonhando, e aquele homem não era um anjo. O dia havia acabado há alguns minutos e já não era aniversario de Alice.

- Oi - ele sussurrou acariciando-lhe os cabelos.

- Oi - ela sorriu pela primeira vez naquele dia.

- Você quase morreu - Ethan disse, os olhos se enchendo de lágrimas.

- Eu estou bem - Alice garantiu, ele acariciou-lhe o rosto e a garota colocou a mão sobre a dele.

- Se você tivesse morrido… - Ethan não queria pensar naquela possibilidade, não suportava imaginar sua Alice sangrando enquanto aquele homem tinha as mãos sobre o seu pescoço.

- Estou bem - ela repetiu.

- Alice - Ethan engoliu em seco, ele diria que a amava, havia dito a si mesmo que diria na noite da formatura mas havia desistido - Eu tenho que te dizer, porque se eu não disser… Você quase morreu, eu te deixei sozinha naquela noite e você quase morreu. Eu quero te dizer isso a muito tempo, e só percebi que se eu não disser agora talvez posso nunca ter a chance de dizer. Estou apaixonado por você, eu te amo, tanto que dói. E se você não me amar, se você não corresponder… eu não posso continuar fingindo que não sinto nada Alice, não posso ser só seu amigo.

- Você só pode estar brincando - Alice disse após um longo momento de silêncio.

- O quê? - Ethan piscou várias vezes, confuso.

- Me diz que você está brincando - Alice quase implorou.

- Eu não…

- Você não pode fazer isso. Não pode fazer isso comigo.

- Alice…

- Não - ela o interrompeu novamente. Alice não acreditava nas palavras do primo. - Eu te amei Ethan, amei quando tinha doze anos e ainda amo. Você foi o meu primeiro amor. Mas você não pode fazer isso comigo, depois de tanto tempo, você não pode vir até aqui no meu pior momento e dizer que está apaixonado por mim - a voz da garota estava embargada -, você não pode me dar um maldito ultimato. Eu estava grávida Ethan, eu ia ter um bebê, eu ia ser mãe. E agora… não vou mais. Eu tinha um namorado que me amava e agora descobri que ele era casado. Eu tive que lidar com uma detetive, o meu pai, a esposa do Josh, minha mãe e agora você. Eu fui espancada, perdi um bebê e ganhei uma irmã, tudo isso no mesmo dia. Eu não posso lidar com isso, não posso lidar com você.

- Alice… - Ethan não esperava aquilo, ele não sabia muito bem o que esperava mas com certeza não esperava por aquela raiva.

- Saía daqui, Ethan - o homem ficou parado no mesmo lugar - Saía daqui - a garota berrou.

O homem saiu e Alice começou a chorar, ela podia ouvir o ruído do aparelho cardíaco indicando que os batimentos estavam acelerando. A barriga começou a doer, e sangue manchou o curativo, por que ela havia sido operada? Alice não havia pensado sobre aquilo, abortos espontâneos não são cirúrgicos, na maioria das vezes não dá para reverter. Então por que o dr. White havia aberto seu abdômen?

A mente de Alice era uma confusão, havia o seu pai, sua meia-irmã, sua mãe, Josh, Ethan e o bebê que nunca nasceria. Alice estava desnorteada, não sabia o que fazer. Ela só queria que houvesse alguma forma de fazer a dor parar, só queria dormir e acordar em um universo em que fosse uma garota normal do ensino médio.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...